sexta-feira, 25 de maio de 2018

COM A PALAVRA, MONSENHOR ADELMAR: O VALOR DE UM SORRISO

           

MEMÓRIAS DE GARANHUNS: NELSON PAES DE MACEDO

Nelson Paes de Macedo
Por Ulisses Pinto

Na história das comunidades, sejam elas pequenas ou grandes, há personagens que precisam ter o pranto da gratidão, o silêncio em sinal de respeito, de veneração, de  solidariedade cristã, de amor. Nelson Paes de Macedo, que acaba de tombar, sem dúvida alguma, ficará eterno em nossa Garanhuns que ele amou até a morte. A sua Garanhuns querida parece que ficou pequena. O meu amigo, amigo de verdade mesmo, apesar dos 59 anos de idade, era aquela árvore frondosa, aquela criatura que politicamente falando, não tinha partido. Sei que nos "velhos tempos" pertencia a UDN como eu. Digo que ele não tinha agremiação porque, na verdade, o Tenente do Exército Nelson Paes, pertencia ao partido de Garanhuns e da sua gente.

A sua morte foi cruel para o mundo intelectual da cidade. Foi ele o autor do Hino do Centenário de Garanhuns. Recebeu com orgulho, a Medalha do Centenário como  prova de seus grandes e inestimáveis serviços prestados à terra de Souto Filho, à terra dos "Mochileiros" que ele tinha orgulho de dizer.

Era poeta, jornalista, compositor, pesquisador de fatos e coisas da nossa história. Era um "raio de luz", um denodado defensor das causas sagradas de minha terra, da sua terra. Ele era a expressão do bem comum. Era possuidor de um caráter sem contestação e sobretudo, leal aos seus princípios, grande por ser simples, poderoso por ser humilde.

Foi bom pai, bom filho, bom irmão e gostava dos seus parentes, grandes ou pequenos. Fui seu amigo, de longas datas, inclusive quando serviu como sargento no saudoso 21º Batalhão de Caçadores aqui sediado no tempo da última guerra mundial.

Lutador por uma Garanhuns progressista, por uma Garanhuns sempre com tendências para o alto como está no seu brasão da Cidade Centenária.

Era membro do Grêmio Cultural Ruber van der Linden, instituição preciosa pelo bem da cultura da sua Garanhuns, terra das "Colinas Verdejantes".

O Colégio Diocesano do padre Adelmar, com suas histórias foi seu segundo lar. E como era lindo, edificante, vê o Nelson Paes, elogiando o seu Educandário e participando do desfile dos ex-alunos. A história o guardará para sempre, mesmo depois de morto.

Era Nelson que gostava de dizer que a morte era apenas uma passagem para uma vida melhor. Creio que suas palavras estão certas como bom católico que era. Falar da vida de Nelson Paes, dos seus trabalhos na imprensa, inclusive no jornal O Monitor que ele amava tanto, seria enfadonho. Afinal de contas, o querido cidadão-soldado que hoje dorme o sono dos justos, foi sempre um homem preocupado em servir ao seu semelhante, ao homem do povo, aos seus parentes. Ele era o sol da fraternidade em defesa dos humildes, a chama viva de sempre querer lutar pela sua terra - Garanhuns.

O pranteado morto, não tinha mágoas de ninguém e era querido por todos os segmentos políticos.

Admirava as cores rubro-negras, em se tratando do futebol.  Muito gratificante foi o gesto de reconhecimento público, sentimental do prefeito José Inácio Rodrigues de ter decretado luto oficial por três dias em todo o município pela grande perda que nossa cidade sofreu. Também é digna de nota, de compreensão, a atitude do presidente da Câmara Municipal, vereador Pedro Leite Cavalcanti em cooperação com todos os vereadores da Casa  Raimundo de Morais, de ter mandado colocar no salão principal o corpo inerte de Nelson Paes antes da sua sepultura.

Ele já objetivava tomar providências para as solenidades do nascimento do grande Souto Filho, a correr no dia 29 de agosto do ano em curso quando será comemorado nesta cidade o seu centenário. Eis o que dizia em carta dona Gerusa Souto Malheiros a minha pessoa, no dia 27 do mês passado: "O nosso parente Nelson Paes, aqui residente, tem se interessado bastante sobre o Centenário de Papai". Era assim, este baluarte com os filhos ilustres de Garanhuns, que já se preparava lançar três livros inclusive um de poesias e poemas.

Nelson: Quero prestar minha especial homenagem neste momento, reproduzindo as palavras de Bertolt Brechet: "Há homens que lutam um dia, e são bons. Há outros que lutam uma ano, e são melhores. Há os que lutam muitos anos, e são muitos bons. Mas há os que lutam toda vida, e estes são imprescindíveis". Você, meu querido amigo e parente, foi assim sua luta pela vida, semeando o bem.

Uma artéria em Garanhuns certamente terá seu nome. Será mais uma homenagem póstuma a Nelson Paes de Macedo, relíquia da grande terra outrora habitada pelos "cariris".

Adeus amigo, você viverá eternamente no coração dos que seguirão o seu exemplo de homens simples, patriota, cristão, correto, digno, bravo lutador pelo progresso de Garanhuns e da sua gente que chora a sua perda irreparável. Mas Deus já o acobertou com o manto da bondade, pois você Nelson, em vida foi a suprema Bondade.

(Texto Lido pelo jornalista Ulisses Peixoto Pinto no Cemitério São Miguel em Garanhuns, por ocasião do seu sepultamento em 15 de fevereiro de 1986).

Nelson Paes de Macedo era natural de Garanhuns, nascido no ano de 1926. Era filho de Antonio Francisco Paes de Macedo e de Alice Paes de Macedo. Estudou no Colégio Diocesano de Garanhuns.


No período da Segunda Guerra Mundial serviu ao Exército no 21º BC, atingindo o posto de Sargento, quando se desligou por motivo de doença

Nelson Paes de Macedo faleceu, em Recife no dia 14 de fevereiro de 1986.



CRISE EXPÕE FRAGILIDADE DO GOVERNO TEMER

A greve dos caminhoneiros expôs a fragilidade do governo Michel Temer, revelou movimentos políticos para as eleições de outubro e mostrou o distanciamento de antigos aliados no Congresso. Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entrou em nova rota de colisão com Temer e com seu colega Eunício Oliveira (MDB-CE), que comanda o Senado. A briga atravessou a Praça dos Três Poderes e provocou impasse.

Dias após desistir de disputar novo mandato e anunciar a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles pelo MDB, Temer sofre as consequências do fim de um governo impopular. Além de enfrentar o racha no MDB, ele também perdeu apoio na Câmara e no Senado.

NOTA DA GRE-AM: JOGOS ESCOLARES REGIONAIS (JER) TEMPORARIAMENTE SUSPENSOS


TRANSPORTE URBANO DE GARANHUNS TERÁ HORÁRIO ALTERADO ATÉ O DOMINGO (27)

A Autarquia Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes informa que, em razão da greve dos caminhoneiros realizada em todo o país, as duas empresas que atuam no segmento de Transporte Público em Garanhuns, São Cristóvão e Padre Cícero, reduzirão o funcionamento de sua frota, a partir desta sexta-feira (25). As empresas divulgaram novos horários que valem de sexta até o domingo (27/05). As linhas Parque Fênix L1, Várzea, Viana e Moura/Papaterra, Cidade das Flores e Quartel L1 NÃO vão estar em circulação neste período.

Seguem as linhas que estarão em funcionamento no período e os horários correspondentes:

Padre Cícero - 01 ônibus a cada 40 minutos das seguintes linhas:

- João da Mata
- Mundaú

São Cristóvão - 02 ônibus a cada 40 minutos das seguintes linhas:

- Cohab 1;
- Cohab 2;
- Cohab 3;
- Vila do Quartel;
- Indiano;
- Parque Fênix;
- Brasília.

São Cristóvão - 01 ônibus a cada 60 minutos das seguintes linhas:

- Garoinha;
- Manoel Camelo;
- JM. Dourado

Secom/PMG

quinta-feira, 24 de maio de 2018

MEMÓRIA MUSICAL DE GARANHUNS: D. ZULMIRA E RONALDO WHITE

Na foto a tradicional família garanhuense dos Henriques da Silva, composta por: D. Elvira (mãe de D. Zulmira), D. Zulmira (mãe de Ronaldo White), Ronaldo White e esposa D. Lindalva e os filhos: Petrus, Robson, Ronaldo, Jonhson, Kátia, Sheila, Marie, Rúzia.  Créditos da foto: Jornal Agreste em Foco
Jornal Agreste em Foco - 05/1996

A memória musical da cidade de Garanhuns nada mais justo do que registrarmos os dados destes verdadeiros monstros sagrados da história musical da cidade do clima maravilhoso, Sra. Zulmira Henrique da Silva (Fogo), emérita professora de  música e piano da época de ouro da música em Garanhuns e do seu filho, Sr. Ronaldo A. da Silva (Ronaldo White) excelente pianista, compositor e artista plástico da Suiça Pernambucana.

Foi Deus quem colocou em suas mãos o dom, a arte e a técnica de  literalmente transportarem a pianos superiores todos aqueles que tiveram e têm a sorte de assistí-los se incorporarem ao piano e ao mesmo tempo permitiram que o instrumento se transformasse e se transforme em parte integrante de cada um deles levando-nos ao delírio, ao êxtase e sobretudo a termos que admitir que necessário se faz a existência das "Diversas moradas do nosso Pai e Criador para que possamos um dia quem sabe habitarmos - a morada da música".
Sr. Zulmira Henrique da Silva
Completasse a simbiose ao constatarmos que são mãe e filho as pessoas a quem nos reportamos e eternamente farão parte integrante e inseparável da história da Garanhuns das excelentes orquestras, das festas inesquecíveis, dos salões repletos, dos corações dos grandes cantores, compositores, músicos e de todos aqueles a quem um dia foi dada a oportunidade de ouvi-los e de assistí-los.

São partes realmente da Garanhuns que cheirava a progresso, desenvolvimento e evolução mas sobretudo da Garanhuns que sabia reconhecer e respeitar o valor dos seus filhos e dos garanhuenses que sentiam prazer em apoiar todo e qualquer  movimento, evento ou promoção que viesse a enaltecer e elevar o nome desta Londres brasileira (graças ao seu inverno e sua neblina de alguns dias que nos traz à mente a Londres dos vampiros).

D. Zulmira e Ronaldo White não poderiam jamais terem sido outra coisa que não mãe e filho pois até os caminhos que nosso Pai e Criador delineou para eles são quase idênticos juntos ou separadamente, participaram da Orquestra da Rádio Difusora de Garanhuns (Rádio Jornal), da famosa Orquestra da AGA da qual D. Zulmira participou por mais de trinta anos, da Orquestra não menos famosa e não menos conhecida de Luiz Figueiredo, relembram com carinho dos grandes amigos e companheiros de música como Hermeto Pascoal, Sivuca, Adalberto Almeida (genitor deste que vos escreve), Jair Pimentel, Luiz Gonzaga, dos Almeida e dos Ribeiro que marcaram época nas orquestras, nas bandas, conjuntos e regionais da Garanhuns festiva, alegre e promissora, além de inúmeros outros companheiros que infelizmente se toma impossível citar a todos neste pequeno espaço do nosso jornal.

D. Zulmira como professora de música e piano ensinou a centenas e talvez milhares de meninas-moças e moças da nossa tradicional sociedade e jamais aceitou por mais tentadora que fosse qualquer proposta que pensasse afastá-la da sua querida e amada cidade das flores, terra que a vi nascer, crescer, constituir família e falecer aos 94 anos de idade com a consciência tranquila, tão própria a todos aqueles que têm consciência de terem dado o melhor de si a tudo aquilo que necessitou do seu concurso e de ter realmente tentado seguir a grande orientação do Mestre Divino quando nos ensina a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Por Rossini Moura  (Jornal Gazeta de Garanhuns - 05/2005)

BRAVOS, MAESTRO RONALDO

Um virtuoso do piano.
Um astro do pincel.
Seus dedos deslizam vertiginosamente sobre as teclas extraindo sons que remetem a um mundo encantado onde o  sossego e a paz fazem moradia.
Nos momentos de solidão, refugia-se ao piano amigo, viajando sobre notas musicais que o enlevam e alimentam o seu ego.
Naquela figura amorenada um homem solidário e sentimental, orgulhoso das campanhas e amizades que fez ao longo desses 69 anos, vestido de amor abundante pra dar,  tocado pela generosidade; apascentador de almas conturbadas com o seu toque mágico de artista envolvido pelas harmonias melódicas minimiza os momentos tristes dos amigos, envolvendo-se num manto sonoro que ajuda a resgatar os que entram em pânico, e aos que se atiram no  abismo da depressão.
Mas o virtuoso também tem sentimentos à flor da pele.
Há uma revolta interior que o transforma em rebelde indomável porque não aceita nunca o desleixo e a indiferença da sociedade aos menos ou nada afortunados, e ao talento dos artistas.
Nos seus momentos críticos de recordações, mergulha fundo no véu da melodia. Rebusca nos acordes, tempos longíquos e não consegue controlar sua própria emoção deixando escorrer do canto dos olhos lágrimas furtivas, que  transbordam em cataratas.
O maestro rege seus próprios sentimentos. Inunda a sala de  peças harmoniosas e exala num discurso musical de mais inefável beleza, a grandeza da vida.
O maestro também é um astro. Troca, de vez por outra, as  teclas do Stanway pelo pincel. Tantos foram os seus quadros, tantos foram à materialização de imaginárias figuras que tomaram corpo, alma e espírito, no cinzel do poeta das cinzas.
Ninguém até hoje, captou melhor e com originalidade as cores da natureza. Ninguém, até hoje, conseguira contagiar com as suas telas a óleo; com suas molduras a bico de pena, observadores e cultores da arte plena, como ele conseguiu.
Há que se considerar que o mago da pintura também incursionou no chargismo.
Objetivo, mas avesso à subserviência; com a força do seu talento construiu a sua casa, para dar guarita a maior de todas as suas obras: sua família.
Abençoados foram todos os seus momentos de inspiração e abençoados são aqueles que privam de sua amizade.
Abençoada é uma cidade que gerou um artista de tamanha dimensão, a quem todos podemos e devemos tomar benção.

RONALDO WHITE - Meio santo, segundo Dona Zulmira, sua saudosa mãe, mas, para nós, um Santo por inteiro.
O seu temperamento impulsivo talvez seja o responsável por tantas obras de arte, por tantos momentos lindos que o  virtuoso e bruxo nos ofertou nas suas telas belíssimas e, ainda, em caráter privado, nos lisonjeia dedilhando o piano. A sua modéstia impede-o de dizer que é pintor do mais alto cacife e pianista/compositor do mais alto nível.
Mas, a sua modéstia não tem o direito de sufocar os aplausos dos garanhuenses que têm muito orgulho de serem seus conterrâneos e que nas paredes das suas casas exibem quadros que Ronaldo White, o virtuoso do piano e o bruxo do pincel criou para enfeitar de arte os lares de tanta gente que lhe ama.
Bravos, Maestro! Bravos, astro! Bravos, Ronaldo White!
Estamos muito agradecidos e purificados com os concertos de arte que você nos deu. A gente se sente honrado em ser seu amigo e Garanhuns, de ser o seu berço.

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COM A PALAVRA, MONSENHOR ADELMAR: A PAZ


Em 12 de outubro de 2002, data que o Colégio Diocesano de Garanhuns comemorou 87 anos de existência, foi lançado o CD "Com a Palavra, Monsenhor Adelmar". O disco com 12 faixas, reunindo em 11 delas mensagens e reflexões do padre, guardadas como um tesouro pela família e agora liberadas para fazer parte desse trabalho, destinado a eternizar ainda mais a  trajetória do religioso. Um dos momentos mais fortes do trabalho são as reflexões do religioso sobre a hecatombe de 1917, quando  uma série de assassinatos abalou Garanhuns.

Na última faixa do CD, o belo hino do Colégio Diocesano é cantado pelo Coral do Arraial, numa versão em que pela primeira vez as vozes femininas também entoam o "alto padrão de civismo e de glória". E todo o disco tem um repertório de músicas (que ficam no BG enquanto ouvimos em primeiro plano a voz calma e macia do monsenhor).

O CD tem repertório escolhido pelo professor Albérico Fernandes, a partir do acervo da família Mota Valença. O disco foi gravado no Digital Home Studio, com direção de Roberto Lima. O professor Carlos Janduy é o responsável pelo BG que incluem pérolas como "Oração de São Francisco", "Smile", "Ária de 4ª Corda de Back", Estudo nº 8 de Villa Lobos" e "Cidades e Capitais", de Waldir Mansur.

As mensagens do padre, pela ordem, são as seguintes: 1 - A Paz; 2 - O Valor de um Sorriso; 3 - Maledicência; 4 - A União Entre os Homens; 5 - O Sacerdote; 6 - A Conversão de São Paulo; 7 - A Mansidão; 8 - A Hecatombe; 9 - A Paróquia da Boa Vista; 10 - Joaquim Nabuco; 11 - Diocesano Ninho das Águias. Na faixa 12, o Hino do Colégio Diocesano.

Texto: Jornal Correio Sete Colinas

CONCURSO COMPESA 2018: EDITAL E INSCRIÇÃO

A Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA) está realizando um novo concurso público destinado a composição de 63 vagas em empregos de níveis médio, técnico e superior, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. As cidades de trabalho serão Recife, Petrolina, Garanhuns, Paudalho, Vitória de Sto Antão, Caruaru, Salgueiro, Serra Talhada e Gravatá.

As oportunidades são para Analista de Saneamento (especialidades de: Engenheiro Cartógrafo, Engenheiro Eletrônico, Engenheiro Químico, Engenheiro Civil e Engenheiro Eletrotécnico), Analista de Gestão (especialidades de: Administrador, Analista de Gestão de Pessoas [habilitação em Administração], Analista de Tecnologia da Informação e Enfermeiro do Trabalho) e Assistente de Saneamento e Gestão (especialidades de: Técnico em Contabilidade, Técnico Operacional [Desenho Técnico], Técnico Operacional [Topografia], Técnico Operacional [Mecânica], Técnico Operacional [Edificações] e Assistente de Gestão e Serviços Comerciais).

As inscrições devem ser feitas no período de 14h do dia 30 de abril até às 16h do dia 04 de junho de 2018, pela internet, no endereço eletrônico da FGV: http://fgvprojetos.fgv.br. O valor da inscrição vai de R$ 69,00 a R$ 89,00.

Concursos no Brasil

ALÍQUOTA ZERO NO DIESEL PODE RESULTAR EM QUEDA DE 14% NO PREÇO

Em uma votação acelerada, a Câmara dos Deputados concluiu nessa quarta-feira (23) a votação do projeto que acaba com a desoneração de 28 dos 56 setores da economia atualmente desonerados para reduzir tributos cobrados sobre o óleo diesel. Após aprovarem o texto principal, os parlamentares rejeitaram em menos de uma hora todas as sugestões de alteração no parecer de Orlando Silva (PCdoB-SP). Segundo o relator, a alíquota zero na contribuição vai permitir uma queda de cerca de 14% no preço final do óleo diesel. 

Ao longo do dia, diferentes medidas foram anunciadas, pelos parlamentares e pelo governo, com o objetivo de acabar com a greve dos caminhoneiros, que dura três dias e tem causado desabastecimento em algumas cidades brasileiras. Após um acordo entre as principais lideranças da Câmara, os deputados concordaram em isentar, pelos próximos meses, o PIS e o Cofins cobrados sobre o óleo diesel. Em troca, foi aprovado no mesmo projeto o fim de benefícios concedidos pelo governo.

Três meses para entrar em vigor

Como se trata do fim de uma renúncia fiscal, a medida precisa esperar três meses, caso também seja aprovada pelo Senado, para que entre em vigor. Devido a um acordo negociado nessa terça-feira (22) entre o Palácio do Planalto e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), o presidente Michel Temer deve editar um decreto se comprometendo também com o fim da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) cobrada sobre o diesel. Com Informações da Agência Brasil.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

GARANHUNS NAS DÉCADAS DE 40 E 60

Avenida Santo Antônio - Garanhuns
Loja de S. Moraes - O Mão Aberta
Por Pedro Jorge Valença

No livro Os Aldeões de Garanhuns, editado em 1987, está incluída uma relação dos habitantes da nossa cidade. Com muita competência o autor Alberto Rêgo, informou suas origens, atividades e os principais parentes. Isso me motivou a tentar fazer uma relação dos principais comerciantes e profissionais que eram mais convocados para atender às mais diversas necessidades.

Os alfaiates mais  famosos eram Jorge Kouri e Morais. Seu sobrinho Cícero era que conduzia as roupas para os clientes. Daí levou o nome de Cícero Manequim. Depois se destacou como noticiarista da TV Globo, funcionário do Banco do Nordeste e chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura. Mais recente Amaro Costa era um bom alfaiate, mas se destacou como comunista mais autêntico que conheci. Meu amigo de bate papo, só que  não discutíamos sobre ideologia, cada um tendo seu pensamento formado.

Uma boa joia ou um relógio de marca, era obrigatório para todos e  podiam ser encontrados nas lojas de Manoel Cipriano e de Seu Leopoldino. Seu filho Cardoso, garante que nunca vendeu produto do Paraguai.

Doca Medeiros, tinha os melhores doces e bolos, era status levar para o colégio um lanche comprado em Doca. Pão para ser bom e bem feito tinha os destinos das  padarias: José de Souza, Napoleão Almeida e Sr. Feitosa.

Os encontros eram centralizado nos cafés de Sandoval, Arnóbio Pinto e Davi, onde tomávamos cafezinhos sentados.

O sapato das festas natalinas tinha de ser comprado na sapataria Combate de Seu Campos ou com Antônio Paulo e Manoel, onde nem os sapatos e os preços apertavam. Era chique desfilar com um Fox bico fino!

As doenças bobas eram curadas quando se passava nas Farmácias de Seu Severino e Seu Hermano.

A barbearia de Seu Belarmino, cortava meu cabelo com "compadre" Everaldo desde criança. Nas lojas de Eurico Monteiro e Ferreira Costa eram verdadeiros magazines. O atendimento de Zé Cordeiro e Chá Preto eram impecáveis, na loja de Morais, Ferrabrás, também era craque da AGA, ninguém saia sem comprar.

As fotografias de aniversários, casamentos e primeira comunhão eram perfeitas. Seu Oscar e Esperidião Falcão deixavam todo mundo elegante e bonito: As moças com a mão no queixo e os homens nos joelhos.

A livraria Escolar de Manoel Gouveia era ponto certo para compra dos livros escolares. Já Seu Bemvindo dono da loja de Louças. Foi seguido por seu filho Sóstenes.

Os carros de alugueis de Barriquinha, Baiano, Zé Nambu e Luiz Cara de Choro, conduziam todos com segurança.

Na Praça Jardim Luiz Preto era o mecânico preferido e retificava os motores com perfeição. Quando ficava gripado mandava buscar um vidro de Fimatosam e tomava o remédio de uma vez, afirmando que pancada grande é que acaba com a doença. Seu filho Paulo Fernando não seguiu a profissão.

Soares era protético e deixava todos sorrindo. Foi morar no Recife onde exerceu sua profissão. Júlio Paliado, era o pintor de autos mais famoso e nas horas vagas era técnico de futebol. Vizinho da sua oficina ficava a de Zé Cow-boy, que quebrava os galhos de urgência. Muito católico era membro do Coral do Arraial.

Para Seu Vitrúvio, a eletricidade não tinha segredos. Outro mestre foi Lulu, torneiro e armeiro exímio. Joel que além de bom zagueiro era encanador de primeira, foi seguido por João Capão. Só que como goleiro deixava e desejar. Perseverante construiu um castelo medieval que é ponto de turismo em Garanhuns.

Meu primo e compadre Eronides Silvestre, se destacou como jardineiro e responsável pelo parque Ruber van der Linden (Pau Pombo). Antônio Ouro Preto era um marceneiro de primeira, convocado foi para a Segunda Guerra na Itália, voltou sem entrar em combate, não matou ninguém..

Outros personagens de destaque: Humberto Granja e Maurício Acioli como comunicadores; Manoel Teles o maior tenor de Garanhuns; Inaldo Bico Doce nunca foi batido no jogo de sinuca. O melhor juiz de futebol era Waldemar de Chico Magro e seu irmão Oséas, era uma excelente ponta esquerda, tendo jogado no América do Recife, quando foi campeão Pernambucano. Já Penha foi o pior bandeirinha, que torcia e distorcia para seu time preferido. Se o juiz não atendesse a bandeirada, Penha entrava em campo, segurava a bola e colocava no local a onde ele achava que tinha sido falta.

Fonte: Jornal Correio Sete Colinas - setembro de 2008 - Direção do Jornalista Roberto Almeida