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segunda-feira, 20 de maio de 2019

CONCURSO INSTITUTO FEDERAL DO SERTÃO DE PERNAMBUCO

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano publicou o edital nº 32/2019 referente ao seu concurso público que tem por objetivo o preenchimento de 17 vagas para cargos técnico-administrativos em educação (TAE). As vagas são destinadas a profissionais de níveis técnico e superior.

Vagas

Cargos de nível técnico: Técnico em Edificações, Técnico em Física, Técnico em Audiovisual, Técnico em Tecnologia da Informação e Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais;

Cargos de nível superior: Contador, Engenheiro Agrônomo, Nutricionista, Psicólogo, Pedagogo e Zootecnista.

A remuneração para os cargos de nível técnico é de R$ 2.446,96. Já para nível superior, a remuneração é de R$ 4.180,66. O regime de trabalho é de 40 horas semanais para todas as funções.

Além da remuneração, o candidato terá direito aos seguintes benefícios:

Auxílio alimentação no valor de R$ 458,00;
Incentivo à Qualificação, para os profissionais com nível de escolaridade superior à exigência do cargo;
Assistência pré-escolar no valor de R$ 321,00 por dependente com menos de seis anos de idade;
Auxílio saúde;
Auxílio transporte.

Os profissionais poderão ser lotados em quaisquer dos seus Câmpus localizados nas cidades de Petrolina, Salgueiro, Ouricuri, Floresta, Santa Maria da Boa Vista e Serra Talhada.

Inscrições

As inscrições serão realizadas entre os dias 20 de maio e 20 de junho de 2019, apenas via internet, através do endereço eletrônico http:/concurso.ifsertao-pe.edu.br/copese.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 80,00 para os cargos de nível técnico e de R$ 120,00 para os cargos de nível superior. Fonte: Concursos no Brasil.

CORRENTES / PE - ORIGEM E O SIGNIFICADO DO NOME DA MINHA CIDADE

Correntes,PE - Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição
Imagem/Youtube
O nascimento da cidade de Correntes adveio de uma fazenda, em torno de 1826, onde o capitão Antônio Machado Dias fixou-se com sua família e uns 100 escravos. Da povoação Barra de Correntes, surgiu a vila de Correntes, criada pela lei provincial nº 204, de julho de 1848. A cidade foi primeiro território desmembrado de Garanhuns, recebendo foros de município em julho de 1909. A origem do nome do município vem de um rio de três nascentes, por isso batizado como rio das Correntes. Fonte: Pernambucânia do escritor Homero Fonseca.

CÂMARA DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL CONDENA CORTES NAS VERBAS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS

Escritor Alexandre Santos

Na 4ª feira, 15 de maio de 2019, em mensagem distribuída através da redes sociais, o escritor Alexandre Santos, coordenador nacional da Câmara Brasileira de Desenvolvimento Cultural, voltou a condenar os cortes orçamentários realizados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro nas verbas da universidades públicas federais e declarou total Apoio à greve nacional convocada pelos estudantes e professores universitários.

domingo, 19 de maio de 2019

ANITA DA MOTA VALENÇA MORRE AOS 106 ANOS


Faleceu na tarde deste domingo (19), em Garanhuns, D. Anita da Mota Valença. D. Anita da Mota Valença, nasceu em 24 de julho de 1912 no município de Pesqueira, chegando em Garanhuns no dia  22 de maio de 1913, com apenas 10 meses. Filha de  Abílio Camilo Cordeiro Valença e Emília Benvinda da Mota Valença. 

Vinda de uma família honrada, honesta e batalhadora, onde a grandeza dos seus pais se perpetuo através de seus descendentes, que continuaram o testemunho de  amor e fé, e que  enriqueceram  o patrimônio cultural de Garanhuns. Família ícone na Educação de Pernambucanos.

Neste domingo lembramos os 104 anos de nascimento, de Amílcar da Mota Valença, irmão de D. Anita.

IVO AMARAL ASSINA A NOVA CONSTITUIÇÃO DE PERNAMBUCO (1989)

Deputado Ivo Amaral
Em uma quinta-feira (05) de outubro, exatamente um ano após a promulgação da Constituição Brasileira, o Estado de Pernambuco festejava a publicação oficial de sua própria Constituição. As solenidades  ocorreram no Palácio Joaquim Nabuco, momento em que os constituintes assinaram a Carta Magna do nosso Estado.  Ivo Amaral prefeito de Garanhuns na época esteve presente em todas as festividades, inclusive assinando a mesma, vez que foi atuante constituinte desde o dia 17 de outubro de 1988, data da instalação dos trabalhos ao dia 30 de dezembro, quando renunciou o seu mandato de deputado estadual a fim de assumir o governo do município de Garanhuns em 1º de janeiro.

Um fato histórico, a nova Constituição de Pernambuco ter também o nome de Ivo Tinô do Amaral, como participante dos trabalhos da mesma.

No início da manhã daquele dia, os constituintes começaram a autografar oficialmente os cinco primeiros volumes impressos da nova Constituição. Após a cerimônia das assinaturas, os deputados posaram para fotografias em frente à sede do Legislativo. Às 11h, descerraram a placa comemorativa, com os nomes de todos os deputados, na antessala do Plenário.

Somente às 16h15, foi iniciada a Reunião Solene que promulgou a Carta.
Clodoaldo Torres e o governador Miguel Arraes
A mesa dirigente foi composta pelo presidente da Constituinte, deputado João Ferreira Lima Filho (PMDB); o governador Miguel Arraes; o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Mauro Jordão, e o presidente da Assembleia Legislativa, Clodoaldo Torres (PMDB). Também foram convidados a compor a mesa o presidente da Comissão de Sistematização, Geraldo Coelho (PFL); o primeiro-secretário da Constituinte, Humberto Barradas (PMDB); e o relator, deputado Marcus Cunha (PMDB).

Na sequência, João Ferreira Lima leu o termo de compromisso para que os deputados estaduais, o governador e o presidente do Tribunal de Justiça jurassem solenemente a nova Lei Maior do Estado. Apesar da preocupação do cerimonial com o limitado espaço físico da Casa, uma área especial foi reservada para os constituintes de 1946, data em que fora promulgada a Constituição anterior.
Dos 55 parlamentares daquele período de redemocratização pós-Estado Novo, a Alepe conseguiu localizar apenas 21, entre eles: Lael Feijó Sampaio (irmão do ex-governador Cid Sampaio), Tabosa de Almeida (fundador das Faculdades de Direito e Odontologia de Caruaru), Décio Valença (pai do cantor Alceu Valença), Irineu de Pontes Vieira, Adalgisa Cavalcanti, Ruy Antunes e Paulo Magalhães.

Governador, secretários de Estado, prefeitos, vereadores, senadores, deputados federais, comandantes militares da Região Nordeste, desembargadores, representantes de consulados, presidentes de autarquias e instituições do Governo Federal, junto a entidades da sociedade civil, compareceram à solenidade.

Com o Plenário e as galerias totalmente lotados, muitos tiveram de acompanhar a transmissão do evento, através de um equipamento de som, no pátio da Alepe.

Durante a solenidade, a Casa entregou um exemplar da nova Constituição aos representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Outros dois foram encaminhados ao Arquivo e Biblioteca Pública. A expressão de satisfação no rosto de cada parlamentar refletia o “sentimento do dever cumprido”. A sessão foi iniciada com a execução do Hino de Pernambuco e encerrada ao som do Hino Nacional.

DEPUTADOS CONSTITUINTES:

01. JOÃO FERREIRA LIMA FILHO  presidente  02. FELIPE COELHO – 1º vice-presidente 03. CARLOS ADILSON PINTO LAPA – 2º vice-presidente 04. JOSÉ HUMBERTO LACERDA BARRADAS  1º secretário 05. JOSÉ GERALDO DA MOTA BARBOSA  2º secretário 06. GILVAN CORIOLANO DA SILVA 3º secretário 07. MANOEL FERREIRA DA SILVA  4º secretário 08. MARCUS ANTONIO SOARES DA CUNHA  relator 09. ADEMIR BARBOSA DA CUNHA 10. ADOLFO JOSÉ DA SILVA 11. ÁLVARO SILVA RIBEIRO 12. ANTONIO MARIANO DE BRITO 13. ARGEMIRO PEREIRA DE MENEZES 14. ARTHUR CORREIA DE OLIVEIRA  15. CARLOS PORTO DE BARROS 16. CARLOS ROBERTO GUERRA FONTES 17. CLODOALDO DA SILVA TORRES 18. EDUARDO GOMES DE ARAÚJO 19. FAUSTO VALENÇA DE FREITAS 20. FERNANDO ANTONIO CARVALHO RIBEIRO PESSOA 21. FRANCISCO CINTRA GALVÃO 22. GARIBALDI BEZERRA GURGEL 23. GERALDO PINHO ALVES FILHO 24. GERALDO DE SOUZA COELHO 25. HENRIQUE JOSÉ QUEIROZ COSTA 26. INALDO IVO LIMA 27. IVO TINÔ DO AMARAL 28. JOÃO LYRA FILHO 29. JOÃO RAMOS COELHO 30. JOEL DE HOLANDA CORDEIRO 31. JOSÉ AGLAILSON ÁLVARES 32. JOSÉ ANTONIO LIBERATO  33. JOSÉ ÁUREO RODRIGUES BRADLEY 34. JOSÉ CARDOSO DA SILVA 35. JOSÉ FERREIRA DE AMORIM 36. JOSÉ HUMBERTO DE MOURA CAVALCANTI FILHO 37. JOSÉ MENDONÇA BEZERRA FILHO 38. LUIZ EPAMINONDAS FILHO 39. MANOEL ALVES DE SOUZA 40. MANOEL RAMOS DE ALMEIDA 41. MANOEL TENÓRIO LUNA  42. MARCANTONIO DOURADO 43. MARIA LÚCIA HERÁCLIO DE SOUZA LIMA 44. MAVIAEL FRANCISCO DE MORAIS CAVALCANTI 45. MURILO CARNEIRO LEÃO PARAÍSO  46. NEWTON EMERY CARNEIRO 47. OSVALDO RABELO 48. PAULO PESSOA GUERRA FILHO 49. PEDRO EURICO DE BARROS E SILVA 50. RANILSON BRANDÃO RAMOS 51. ROLDÃO JOAQUIM DOS SANTOS 52. SEVERINO ALMEIDA FILHO 53. SEVERINO JOSÉ CAVALCANTI FERREIRA 54. SEVERINO SÉRGIO ESTELITA GUERRA 55. VALDEMAR CLEMENTINO RAMOS 56. VANILDO DE OLIVEIRA AYRES 57. VITAL CAVALCANTI NOVAES. Fonte: Jornal O Monitor e Portal da Alepe.

sábado, 18 de maio de 2019

GARANHUNS - MEMÓRIAS DO PADRE ADELMAR VALENÇA (PARTE XI)

Padre Adelmar

Em novembro, recebi convite de Agobar para assistir à sua ordenação. Para a ordenação, tinham ido morar na querida rua da Aurora nº 86, a rua da nossa chegada, em 1913, em Garanhuns. Com o pensamento, acompanhei, nos dias 22, 27 e 29 de dezembro, as suas ordenações. No dia 1º de janeiro, às 9h da manhã, chorando, eu escrevia para minha família, para desafogar a saudade que me ia na alma, lembrando-me de que, àquela hora, Agobar cantava suia primeira missa. A 1º de fevereiro, deixei de dormir em casa de Ismael e fui para um quarto, em frente à Cruz do Pascoal, pagando 50$000. Era uma casa de família: o velho, a velha, a filha. Queriam que eu tivesse ali como se estivesse na minha casa. Atendi só no 1º dia; nos outros dias, passava direto para meu quarto, onde colocavam certos livros não recomendados. E eu lia. Durante quase todo o ano de 1930, ganhava, também, perto de 70$000 mensais, de escritas particulares que eu fazia. Numa cadernetazinha que o Banco dava como lembrança aos clientes, escrevi muitas coisas sobre a Bahia: comidas, palavras, expressões, costumes, nomes de ruas, igreja. Não me acostumava com certas coisas. 

Às vezes, andando, dava pontapé nos tais despachos que encontrava pela manhã, deixando escandalizadas as pessoas que me viam fazendo isso. Em setembro, depois de dois anos e meio fora de casa, comecei a pensar em voltar, sobretudo porque a saúde de minha mãe  me tirava todo o sossego. E, no dia 20, escrevi a Agobar sobre isso. Respondeu-me imediatamente, no dia 24, mandando 100$000 pelo Banco do Brasil, avisando que me esperaria na quinta-feira,  2 de outubro. Foi essa a última carta que me escreveu, pois um mês depois, estava morto. Como eu queria deixar tudo direitinho, com a escrita do Banco em dia e o balancete organizada, respondi que só iria no dia nove de outubro. Rebentou a revolução, no dia 4 de outubro. 

Impressionaram-me as depredações e queimas de bondes. Aconselharam-me a não embarcar. Todos os navios ficavam detidos no Porto. Procurei, por todos os meios, telegrafar, avisando o adiamento da viagem, mas os telégrafos estavam interrompidos. É incrível que, poucos dias antes, eu sonhara com uma coisa parecida com revolução. No dia 10 de outubro, acordei-me chorando, pois sonhara com minha mãe abraçando-me e minhas irmãs de luto. No dia seguinte, outro sonho semelhante a esse. Impressionado e com um pressentimento de que minha mãe tivesse morrido, contei tudo a D. Isabel, manifestando o desejo de vir embora por terra. Ela tranquilizou-me, dizendo que eu não devia acreditar em sonho. E eu, também, não queria acreditar. No entanto, naquele mesmo dia, Agobar era operado. 

No dia 16, D. Isabel e as filhas foram para Catu e, como Ismael me pediu, fui para casa dele, no dia seguinte. Numa dessas noite, preparava-me para deitar quando chega Ismael, assombrado com um rumor que tinha ouvido. Não tinha coragem de voltar, mas, se eu quisesse, fosse olhar o que era. Não fui, mas tive medo, nem dei importância ao caso. 

No dia 22, morria Agobar e eu, infelizmente, de nada sabia, nem sentia mais os pressentimentos dos dias anteriores. Se, às orações e penitências de meus pais e irmãos, tivesse eu acrescentado as minhas, ele não teria morrido. No domingo, 26, à noite, Ismael mostrou-me um telegrama de meu pai, nestes termos: "Avise urgente motivo demora Adelmar Emília bem". Sorri. Recebera, finalmente, notícias de minha mãe, com quem eu, desde aqueles sonhos, me preocupava muito. Quanta coisa diziam aquelas palavras e eu não adivinhava. 

No dia 28, às 9 horas, trabalhava, satisfeito, no Banco, quando entra Ismael com três telegramas dos dias 11, 12 e 14: "Agobar operado grave - Agobar gravíssimo - Fora perigo". Foi horrível o choque. Ismael escondera o telegrama da morte. Passei o dia e a noite na maior inquietação e raciocinava assim: "Se o telegrama do dia 26 nada dizia sobre Agobar é porque ele morreu ou ficou bom de repente". Insisti com Ismael por notícias e ele me garantiu que telegrafara. Realmente, telegrafara dando os pêsames. 

No dia 29, ouvi missa por Agobar, caso ele tivesse morrido. Fui para o Banco. Às 9 horas, o Sr. Pedrão chega e me dá a triste notícia. Ali, debrucei-me sobre a mesa e, durante duas horas, chorei. Em seguida, fiz a conta do caixa, preparei tudo direitinho e entreguei as chaves. Com o ordenado, deram-me 150$000 de gratificação. Fiquei devendo 250$000 que, depois, foram liquidados com as ações do Banco que eu tinha. Despedi-me. O sr. Pedrão e o filho, Jorge, ficaram chorando. No quarto, sozinho, coloquei o retrato de Agobar sobre o móvel e, ajoelhado, chorei muito. 

Mandei tingir minhas roupas e, no dia seguinte, vesti luto pela primeira vez na vida. Para a minha volta para Garanhuns, eu tinha feito um jaquetão branco e comprara um chapéu de palhinha; ficaram para Amílcar. Comunguei naquele dia 30 e encontrei pessoas que tinham vindo de Garanhuns, como soldados da revolução; deram-me os pêsames, fazendo-me ficar, ainda mais, certo da realidade. Havia um navio para o Norte, que sairia no dia 31. Era o 2º depois da revolução, mas de nada eu sabia quando o primeiro saiu. 

Ismael restitui-me 100$000 dos 862$100 que, de janeiro de 1929 a outubro de 1930, em 14 vezes, me pedira; 66$000 foram pedidos por Rafael. Era muito para o pouco que eu ganhava, mas nunca deixei de atender, servindo como uma retribuição pelos dias que eu passara em sua casa, pela sua bondade e pelos exemplos de fé e piedade que sempre me deu. Comprei a passagem pelo navio Itagiba e fui para bordo, às 9 e meia da noite do dia 31. Partimos à 1 hora da madrugada; já era 1º de novembro! Acabrunhado, eu fui para o convés, vendo desaparecer dos meus olhos a já querida Bahia, testemunha dos meus trabalhos e sofrimentos durante os dois anos e treze dias que ali passei, coroados com as minhas angústias pela morte de Agobar! De um lado, a cidade iluminada que desaparecia e, do outro, a lua que se punha no mar! Antevia a minha chegada em Garanhuns. Fonte: Diocesano de Garanhuns e Monsenhor Adelmar de Corpo e Alma do escritor Manoel Neto Teixeira.

SECRETÁRIO GERAL DA UBE VISITA GARANHUNS

Escritor Edvaldo Arruda
O  escritor Edvaldo Arruda, secretário geral da UBE - União Brasileira de Escritores, estará cumprindo  agenda na cidade de Garanhuns na próxima terça-feira (21). A visita ao núcleo faz parte do plano de fortalecimento proposto pelo atual presidente José Renato Siqueira. Na oportunidade  o secretário geral vai fazer a diplomação dos eleitos na chapa da executiva nacional,  momento oportuno e importante na busca de uma maior valorização dos escritores de nossa região no projeto nacional da UBE.

A solenidade está prevista para ter início às 20h em local a ser definido pelo presidente local da UBE. O escritor Natanael Vasconcelos, reafirmar que Garanhuns tem se destacado no contexto literário, chegando a ser o mais atuante do nosso  Estado, motivo pelo qual o presidente José Renato Siqueira, afirma ter interesse em criar um plano de fortalecimento no agreste  meridional com abrangência no sertão pernambucano.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

FPM - MUNICÍPIOS RECEBEM SEGUNDO REPASSE DO MÊS NA SEGUNDA (20)

Pouco mais de R$ 620 milhões será o montante referente ao 2º decêndio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a ser dividido pelos 5.568 Entes locais. O crédito será realizado na próxima segunda-feira, 20 de maio, e já é levado em consideração o desconto de 20% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, sem o desconto do Fundeb, o montante chegará a R$ 775 milhões.

A área de Estudos Técnicos da Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que no 2º decêndio, a base de cálculo é dos dias 1 a 10 do mês corrente. Esse decêndio geralmente é o menor do mês e representa em torno do 20% do valor esperado para o mês inteiro.

De acordo com os dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), esse 2º decêndio, comparado com mesmo decêndio do ano anterior, apresentou crescimento de 4,90% em termos nominais - valores sem considerar os efeitos da inflação. O acumulado do mês, em relação ao mesmo período do ano anterior, teve crescimento de 7,91%.

Veja aqui o estudo completo e os valores por Município.

Da Agência CNM de Notícias

CONCURSO PREFEITURA DE AROEIRAS - PB


A cidade paraibana de Aroeiras, por meio da Prefeitura Municipal divulgou o edital de concurso público n.º 001/2019. O concurso a ser executado pela empresa Contemax – Consultoria Técnica e Planejamento Ltda, oferece 158 vagas em cargos de níveis fundamental, médio e superior, com salários de até R$ 9.000,00.

São ofertadas vagas para os cargos de Agente Administrativo, Agente Comunitário de Saúde, Agente Fiscal de Tributos, Assistente Social, Atendente de Consultório Dentário, Auxiliar de Serviços Gerais, Cirurgião Bucomaxilo, Cirurgião Dentista, Condutor Socorrista Plantonista, Coordenador Pedagógico, Coveiro, Digitador, Educador Físico, Endodontista, Enfermeiro, Engenheiro Agrônomo, Farmacêutico, Fiscal de Obras, Fiscal de Vigilância Sanitária/Ambiental, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Instrutor de Banda, Médico (Clínico Geral, Ginecologista, Pediatra, Plantonista, Psiquiatra, Socorrista Plantonista e Veterinário), Motorista, Nutricionista, Operador de Motoniveladora, Operador de Retroescavadeira, Periodontista, Professor, Psicólogo, Psicopedagogo, Supervisor Pedagógico, Técnico (Laboratório, Trabalho, Enfermagem e Contabilidade) e Tratorista. 

Será assegurada aos candidatos com deficiência a reserva de vaga no concurso público, na proporção de 5% (cinco por cento) das vagas oferecidas.

Os interessados em participar do concurso, deverão acessar o site www.contemaxconsultoria.com.br até às 23h59 do dia 17 de junho de 2019, preencher a ficha de inscrição, imprimir o boleto bancário e efetuar o correspondente pagamento do valor da taxa de inscrição de acordo com os respectivos valores:

Ensino Fundamental: R$ 50,00;
Ensino Médio e Técnico: R$ 70,00;
Ensino Superior: R$ 95,00.

Fonte: Concursos no Brasil

CASAMENTOS ANTIGOS

Garanhuns, PE - Catedral de Santo Antônio no século passado
Imagem/Cora Valença


Por João Marques*

Lembranças que tenho do casamento de meu irmão, o mais velho. Isso foi em 1947. A distância do tempo e dos lugares não modificou muito o casamento antigo. No meu sítio, da Mochila, eu, menino, e não faz tanto tempo assim, porque não estou muito velho. A não ser uma amiga, que endeusa Sartre, não leva a sério, pela minha idade. Vá lá que não. Os anos não  me pesam muito. Que me importa...

O casamento do meu irmão começou numa manhã de terça-feira, com a chegada dos parentes. Umas 10 ou 15 pessoas. Traziam um sanfoneiro bom, e entraram dançando na casa. Almoço, de 3 ou 4 mesas fartas, música, dança até a saída de todos, conduzindo o noivo para vizinha casa da noiva. Aí, entra o cortejo. Pelo caminho estreito, entre a verdura do campo, a fila de gente. Muitos fazendo roda e dançando. O tocador na frente. Alcançada a casa da noiva, todos ou quase todos entraram, ficando a casa cheia. E haja música e dança. A família da moça era acanhada, de vida reclusa. Admirados com tudo, não sabiam onde ficar. Chegou um automóvel azul, para conduzir os noivos à igreja na cidade. Foram e voltaram logo, umas  2 horas de caminho e cerimônia.

A janta para todos. A primeira mesada foi para os noivos e as pessoas que serviram de testemunha do casamento. Depois, muitas  mesas são servidas. Enquanto uns dançam ou ficam pelo terreiro, outros comem. Arroz, macarrão, farofa branca, peru, porco, boi... guaraná, cerveja, aguardente.

A feste foi por toda noite. No outro dia, voltaram os convidados do noivo. E recomeçaram a dança lá em casa. Tendo de novo, almoço, conversas animadas, risos, abraços no noivo e na noiva, presentes. À tarde, o cortejo foi para levar os recém-casados à nova casa deles. Era perto. E lá, na casa menor, dançaram mais, e encerraram a festa. Mesmo assim, muitos dos convidados pediam bis a cada música tocada. Casamento antigo, romântico e muito animado. Mas muito animado. Com tudo isso, lembro, na véspera do casamento, meu pai chegou, com um par novo de alpercata para mim. As tiras pretas e reluzentes. Foi o meu luxo.

*João Marques dos Santos é escritor, poeta, diretor/redator do Jornal O Século, autor do Hino de Garanhuns e ex-presidente da Academia de Letras de Garanhuns.