NATAL

quarta-feira, 21 de junho de 2017

MEMÓRIAS DE PERNAMBUCO: DOM ANTÔNIO CAMPELO

Dom Antônio Campelo.
Aos 05 de dezembro de 1904, na cidade de Garanhuns-PE, nasce um predestinado por Deus para uma grande missão. Filho de Aurélio Aragão e Enedina Campelo Aragão, no dia 13 de junho de 1905  é batizado, recebendo o nome de Antônio. Deus o escolherá para uma sublime  vocação  e o encarregará de nobres realizações.

Na sua adolescência, sofre a perda dos pais. Ficando  órfão de pai e mãe, sua vida toma um novo rumo, pois consegue superar essa triste fase com uma confiança inabalável em Deus. Em 1920, Antônio conhece os padres Salesianos, quando vai para o Colégio Frei Caneca-PE. Ali termina o curso Fundamental.  Em 1922, entra para a vida religiosa salesiana e, no Colégio São Manoel, em Lavrinhas-SP, conclui o curso Médio em 1926.

Realiza o Noviciado em 1927 e, de 1928 a 1930, faz o curso de Filosofia, em Jaboatão-PE. Sendo enviado por sua congregação religiosa para cursar Teologia  na Itália,  de 1933 a 1936. É ordenado sacerdote aos 05 de julho de 1936, em Turim, Itália, celebrando a primeira missa no altar de Dom Bosco.

Após sua Ordenação Sacerdotal, Deus o envia de volta para terras brasileiras. Colégio Liceu  do Salvador, na Bahia, é o primeiro campo de missão. Ali se empenha para a Deus servir com alegria e muita dedicação. Jovial, alegre, dinâmico e competente, é reconhecido pelos alunos e irmãos de congregação. Exerce a função de Segundo Diretor.

Sempre  acolheu com humildade e alegria  a vontade de Deus. Tem muita facilidade de falar em público e faz isso com a convicção de um evangelizador, levando a Palavra de Deus a todos e em todos os lugares.

Nos anos de 1939 a 1942, assumiu a direção do Colégio Padre Inácio Rolim em Cajazeiras-PB.  Naquele cidade conquistou espaços deixando florescer o talento de batalhador e empreendedor corajoso na administração do Colégio e na Construção da Matriz de Nossa Senhora Auxiliadora.

Missionário  salesiano destemido e fiel à vontade do Pai celeste, dedicou-se à  administração do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora  em Aracaju, nos anos 1943 a 1945.

Sempre dócil a escutar o convite de Jesus: “Ide e Anunciai”, é enviado, por sua Congregação Salesiana, como Diretor  do Colégio de Fortaleza-CE, para exercer, também, o ministério Sacerdotal como pároco da Igreja da Piedade, construindo ali as escolas Profissionais Dom Bosco.

MISTÉRIO EPISCOPAL
Cuiabá – Mato Grosso

Um filho de Dom Bosco, a serviço dos eleitos,  a todo exortava para uma vida cristã de piedade, justiça e paz. Foi escolhido por Deus a ser escolhido para exercer, na sua Igreja, o ministério episcopal, sendo nomeado  bispo  em 05/06/1950 pelo  papa Pio XII, bispo auxiliar de dom Aquino Correia, Arquidiocese de Cuiabá-Mato Grosso. Sua ordenação episcopal deu-se em 13 de agosto de 1950 em Fortaleza-CE.

“Pastor  incansável que, de casa  em casa, de cidade em cidade, de movimento em movimento, em todos os seguimentos da sociedade, vai a todos evangelizar. Tempos difíceis de anunciar: 1950 a 1956. Como bispo Auxiliar, obras ele constrói. Funda movimentos, organismos,  apóia Associações  operárias”.

Bispo de Petrolina – PE 1957 a 1975

Tempo muito fecundo da sua vida de pastor, com certeza presencia a Diocese de Petrolina-PE. Em 18 de dezembro de 1956, é nomeado pelo mesmo Papa. Aos 53 anos de idade, com uma experiência considerável, ele traz no peito um grande desejo de o Reino anunciar. Ânimo forte e muita coragem são características  inerentes à sua personalidade.

Com a visão de conjunto, pastoreou a diocese de maneira incansável, indo até aos mais escondidos recantos para se encontrar com suas ovelhas  e a elas levar uma palavra de animo, fé e esperança. Dom Campelo doa com amor, como missionário e peregrino nas caatingas e  comunidades ribeirinhas. Atou na sede da Diocese, mas também viajou infinitas vezes para as cidades do interior. Além da missão evangelizadora, foi pioneiro nas áreas de: comunicação, saúde e educação.

Em Petrolina, Dom Campelo enfrentou e venceu desafios, impulsionado pela força da fé e um incansável desejo de expandir o Reino de Deus. Deixou para sua querida Diocese grandes marcos de evangelização e serviço sociais como:

a)      A implantação da Emissora Rural “ A Voz do São Francisco”,  em 1959;
b)      Construção da Vila São Francisco para os pobres, em 1959;
c)       Construção e inauguração do Instituto São José e Cine  Massangano em 1959;
d)      Ampliação do Centro Social Pio XI – Casa das Irmãs, 1962
Implantação das Legiões agrárias e círculos operários  no interior da diocese, 1962;

e)       Realização do I Congresso de Ação Social de Petrolina, por ocasião dos 50 anos da diocese;
f)       Construção e inauguração do  Hospital e Maternidade Santa  Maria em Araripina;
g)      Construção  do Colégio Dom Malan, em Araripina;
h)      Implantação das decisões do Vaticano II;
i)       Visitas pastorais em todos os recantos da diocese, etc.

Percebendo a extensão da diocese e necessidade de evangelizadores fundou  o Instituto das Irmãs Medianeiras da Paz., com a missão de atuar na pastoral como: auxiliares de ministérios, evangelização, catequese, serviço social, educação, saúde, fazendo valer o lema do Instituto: “Tudo farei pelos eleitos”, isto é, todos os homens e mulheres remidos por Cristo.

Em 12 de outubro de 1984, Dom Campelo fundou uma grupo de leigas/os  denominado :  Servas/os  Medianeiras da Paz para o serviço das vocações e da evangelização, com a mesma espiritualidade, carisma e missão das Irmãs.

Dom Antônio Campelo de Aragão  faleceu em 10 de setembro de 1988, em Araripina, sendo sepultado na Igreja Catedral de Petrolina  PE, onde recebeu as últimas homenagens.

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