dia dos pais

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Ana Duperron Brasileiro: livro 'A Cobertura Jornalística da Hecatombe de Garanhuns'

Livro 'A Cobertura Jornalística da  Hecatombe
de Garanhuns.
Adquira pelos fones:
(87) 3762 - 3970
(87)  9 9904 - 4357.
Por Cláudio Gonçalves de Lima

Anna da Franca Duperron nasceu em Recife em junho de 1869, era filha de Hermilo Eugênio Luiz Duperron e Anna da Franca Duperron. Hermilo Eugênio Luiz Duperron era filho de pais franceses, nasceu em Recife em 1836. Em 1860 recebeu o grau de bacharel pela Faculdade de Direito do Recife, informação contida na lista dos bacharéis e doutores que obtiveram grau de 1828 à 1931. Era muito versado na língua latina, destacou-se desde seus primeiros estudos por sua excessiva seriedade. Traduziu em 1857, o livro Preleções de João Gottlieb Heineccio aos elementos de direito civil, conforme a ordem das Institutas, corrigidas, illustradas e argumentadas por A. M. J. J. Dupin, doutor pela universidade de Paris e advogado nos auditórios da mesma cidade. Dr. Hermilo Duperron era o estudante tradutor do 2º ano nessa época.   Ainda traduziria outras obras de Direito Civil de autores franceses para a língua portuguesa. Lecionou no Ginásio Provincial.  O Bacharel Hermilo Eugênio Luiz Duperron faleceu em 01 de outubro de 1881 em Itamaracá, estava com 45 anos de idade.

Após o falecimento dos seus pais, a adolescente Anna Duperron passou a morar em Palmares na residência dos seus avós maternos Tenente-Coronel Joaquim Lúcio Monteiro da Franca e Anna Pinheiro Monteiro da Franca. Em Palmares já residia o seu irmão Celso Duperron, advogado e chefe do tráfego da Great Western na sessão sul de Pernambuco. Celso Duperron era casado com Cecília de Alencar Araripe Duperron, o casal teve cinco filhos: Edith, Heitor, Cyrene, Theocrito e Sylvia. Celso Duperron faleceu em Palmares no dia 19 de maio de 1905. 

O Tenente-Coronel Joaquim Lúcio Monteiro da Franca nasceu em Recife em 14 de novembro de 1814. Na Capital foi proprietário da Firma Franca & Irmão e da Fábrica de Sabão, Roostron Rooker & Cia, localizada na Rua Imperial. Na política ocupou o cargo de Presidente do Conselho de Qualificação da Freguesia de São José do Recife. Na vida militar foi chefe do 3º Batalhão da Guarda Nacional do Município de Recife. Em 1880 aparece em publicações dos jornais da Capital como suplente do Juiz Municipal de Palmares, faleceu em 30 de setembro de 1896, segundo atestado de óbito a causa da morte foi moléstia do coração. 

Júlio Brasileiro nas viagens que fazia a Palmares para visitar o seu pai, Coronel Antônio Cesário da Silva Brasileiro e os seus irmãos, no começo do ano de 1890, conheceu Anna Duperron na residência do seu avô, Tenente-Coronel Joaquim Lúcio Monteiro da Franca. Antônio Cesário da Silva Brasileiro e Joaquim Lúcio Monteiro da Franca estreitaram laços de amizade através do comércio, e Júlio Brasileiro, próspero comerciante e cortês, teve o consentimento para iniciar o namoro e posteriormente o noivado com a sua futura esposa.  

O casamento de Júlio Euthymio da Silva Brasileiro e Anna da Franca Duperron aconteceu no dia 23 de maio de 1891 na cidade de Palmares, Freguesia de Nossa Senhora dos Montes. Júlio Brasileiro estava com 25 anos de idade e Anna da Franca Duperron contava com 23 anos. A cerimônia civil foi realizada na residência do Tenente-Coronel Joaquim Lúcio Monteiro da Franca, a Rua Boa Vista, número 29, com portas abertas conforme a Lei. O Celebrante foi o Primeiro Juiz de Paz do 1º Distrito, Joaquim Augusto Passos de Maria, sendo as testemunhas Capitão João Dario Madeira e sua esposa Maria Duperron Madeira.   

Após a cerimônia, o casal recebeu os cumprimentos dos parentes e amigos e uma festa exuberante prolongou-se pela madrugada. (Certidão de Casamento nº 19 Livro 1 de 1889 à 1899, folhas 51 e 52).

Júlio Brasileiro e Anna Duperron Brasileiro, nome de casamento, passaram a residir em Garanhuns, morando na casa número 41 da Rua Santo Antônio. Em 1895 nasce sua filha, Maria Luisa Duperron Brasileiro. Em 1914, Maria Luisa Duperron casa-se com José Brasileiro Viana, filho do Coronel João Batista Viana e Olindina Brasileiro Viana, irmã de Júlio Brasileiro. O Casal teve três filhos: Júlio Brasileiro Neto, José Maria Brasileiro Viana e Wilson Brasileiro Viana. 

Depois da Hecatombe de Garanhuns, Anna Duperron passa um tempo no sítio de Hermínia Lins, irmã de Júlio Brasileiro, casada com o advogado e Ex-Prefeito de Palmares, Dr. Leopoldo Lins. O sítio ficava na Estrada da João de Barros número 22, cuja propriedade era chamada de Vila Hermínia. Ana Duperron residiu no casarão da família por cerca de seis meses, depois passou a residir no solar pertencente ao Dr. Leopoldo Lins, comprado em 1907, e que ficava na mesma localidade, atual Avenida João de Barros. Ana Duperron voltava a Garanhuns esporadicamente. 

Na década de 60, com a idade avançada, a viúva do Coronel Júlio Brasileiro, cujo nome em atestado de óbito consta Ana Alexandrina Duperron Brasileiro, vivia seus últimos dias de vida na cidade de Bom Conselho, morava na residência do seu neto José Maria Brasileiro Viana, o qual a chamava carinhosamente de mãe Nina. 

Abaixo transcrevemos o seu atestado de óbito: 
                     
O atestado de óbito de nº 10.139 confirma que aos 18 dias do mês de junho de 1963 compareceu ao Primeiro Cartório do Município de Bom Conselho, José Maria Brasileiro Viana, neto de Ana Alexandrina Duperron Brasileiro exibindo um atestado de óbito da avó firmado pelo Doutor José Barbosa de Oliveira dando como causa morte senilidade. Ana Alexandrina Duperron Brasileiro faleceu em sua residência localizada na Rua Agamenon Magalhães nº nove, no dia 17 de junho ás 23 horas com a idade de 94 anos, viúva, branca, natural deste Estado e residente em Bom Conselho, sendo filha de Ermilo Eugênio Duperron e mãe de nome ignorado. Sendo sepultada no cemitério Santa Maria na cidade de Bom Conselho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário