NATAL

natal

domingo, 9 de julho de 2017

CANTOR ZÉ CASTOR

Cantor Zé Castor.
José Castor Pereira Galindo, nasceu no dia 29 de Julho de 1921 em Alagoinha, Pernambuco, a 225,5 K da Capital Recife. Filho do grande marchante Manoel Castor Pereira e Maria da Assunção Martins, dona de um hotel que se localizava na então Rua Padre João Ribeiro, seus pais além de José Castor tiveram outros nove filhos. José Castor nunca se ausentou por um grande período de tempo da bela Alagoinha, estudou pouco, mas desde cedo se dedicou aos caminhos fascinantes da poesia popular. Seu pai faleceu aos noventa e cinco anos e sua querida mãe com setenta e dois anos.

“Zé Castor” como era conhecido, seguiu a profissão do seu estimado pai, foi marchante além de trabalhar também como motorista de taxi. Casou-se com Dona Sebastiana e teve quatro filhos.

O poeta em ascensão, através da sua popularidade, que crescia cada dia mais, na singela cidade, almejando dias melhores, crescimento e prosperidade para Alagoinha, entraram na vida política, candidatou-se a vereador, elegeu-se, ocupando uma cadeira na histórica Casa Manoel Isidoro Sobrinho, com um mandato que teve início no dia vinte e nove de maio de mil novecentos e sessenta e cinco (29/05/1965) a trinta de janeiro de mil novecentos e setenta (31/01/1970). O grande “poeta político” quis fazer mais pelo seu povo então se lançou como prefeito da cidade, seu mandato teve inicio no dia trinta e um de dezembro de mil novecentos e setenta e sete (31/12/1977) a trinta e um de dezembro de mil novecentos e oitenta e três (31/12/1983).  

Como um artista que sempre sonha com seu reconhecimento, no ano de mil novecentos e oitenta e quatro (1984), o mesmo ficou conhecida nacionalmente, com o sucesso que se eternizou “Capim da Lagoa”, apresentando–se na televisão, no então saudoso Programa Som Brasil que era exibido na Rede Globo de Televisão. 

Sua forma simplista e seu exemplo de honestidade, perseverança e trabalho, Zé Castor sempre cantavam se inspirando em sua realidade a própria natureza riquíssima da região, que entre animais e plantas versos eram criados para dar mais beleza a seus cantos poéticos. Não esquecendo também que existiram momentos que Zé Castor cantou sobre a filosofia da vida, pois em uma música sua ele exclamou “eu tenho pena de morre deixar o mundo”.

Na madrugada do dia 14 de Junho do ano de 1989, o poeta Zé Castor como era de costume nas festas de vaquejada do sertão, saio de Alagoinha para a Missa do Vaqueiro na bela cidade de Serrita, mais algo inesperado e trágico acontece chegando a Serra Talhada, o carro que transportava algumas pessoas entre ele Zé Castor, se envolveu em um acidente brutal e capotou deixando duas vitimas fatais, dentre as vítimas, o poeta e cantador José Castor Pereira Galindo (Zé Castor), além de outro, também poeta que junto com Zé fariam uma apresentação naquela região. 

A notícia chocante e trágica chegou a Alagoinha antes do dia clarear, os moradores  foram para rua sem conseguirem acreditar no trágico acontecimento, o povo abismado ficaram nas calçadas, praças, janelas, portas, defronte a Igreja Matriz, prefeitura e na casa do poeta atrás de mais noticias. Na casa de Zé Castor sua esposa Dona Sebastiana, estava em prantos e amigos ficaram no local para dar força, as famílias em lutada.

Na tarde chuvosa do dia seguinte, aquela pacata cidadezinha “Alagoinha” literalmente parou, pois tomada por uma grande multidão em luto, vinda de toda a região e até mesmo fora do Estado, queriam dar seu último adeus a seu inesquecível e amado poeta cantador de Alagoinha, que tanto animou seus conterrâneos nas inesquecíveis festas de Natal e Ano Novo, festas de vaquejadas e serenatas por esse torrão amado, um homem que muito fez por sua amada cidade e região.

Infelizmente não encontramos registros de nenhuma homenagem a Zé Castor em vida, esse grande homem que tanto levou o nome de Alagoinha, para o Brasil. Os únicos registros que temos em sua homenagem foram feitos depois de sua morte, que seria uma praça em seu nome “Praça Zé Castor”, construída durante o mandato de Everaldo Paz.

“Poesia e Cultura popular” em homenagem a história do poeta e cantador Zé Castor, realizadas pelo professor Adilson José da Costa Filho e o dia Municipal de Cultura vivenciada todos os anos no dia em que é comemorado seu nascimento, que foi trabalhado, idealizado e executado com muita força de vontade pelo ator de teatro e filho da terra Alexandre Araújo.

Devemos ressaltar que tudo que Zé Castor fazia era por prazer sem esperar reconhecimento, fazia tudo com muita simplicidade e dignidade. Para ele o reconhecimento maior era ver as pessoas felizes se divertindo com seus poemas e cantos. Talvez por isso tenha chegado aonde chegou sendo valorizado por sua gente.

Click no link abaixo para ouvir um grande sucesso do cantor Zé Castor.


Nenhum comentário:

Postar um comentário