dia dos pais

terça-feira, 18 de julho de 2017

Escritor Alfredo Leite Cavalcanti

Escritor Alfredo Leite e o Cantor Augusto
Calheiros.
Alfredo Leite  foi um defensor intransigente de tudo o que se relacionava a terra de Simôa Gomes, residiu no bairro da Boa Vista. Durante a administração do Prefeito Luís Guerra, foi mudada a feira que se realizava, no meio da semana, na praça principal deste arrabalde, ele foi o primeiro a protestar publicamente. No período de 1905/1910 participou da Banda Musical 02 de Março. Com outros amigos, em 1918, organizou a Banda Musical Independente. 

Em 1919 foi um dos fundadores do Sport Club. No setor teatral integra-se, desde a fundação, ao Grêmio Polimático (1922), ocupando no ano seguinte o cargo de Diretor Musical.

Em 1930, participa do quadro social da AGA. Na Sociedade de Cultura, 1933, é o Vice-Presidente da Diretoria de Honra.

No setor privado, Alfredo Leite foi proprietário de carros de aluguel e da "Empresa de transporte Coletivo" adquirida à Henrique Torres, exercendo a função de motorista, cobrador e mecânico. A sua "sopa" transportava gente, bagagem e o que preciso fosse, representando, realmente, mais um meio de ajuda ao pobre, morador do arraial, que necessitava carregar a sua feira, aos sábados, e se tornava oneroso pagar táxi e cansativo o transporte na cabeça.

Com todos os problemas acima, procurando sobreviver, quando menos se espera, já nos decantados anos da velhice, surge o homem pesquisador e literato, humilde escritor da "História de Garanhuns" em dois volumes, coroando toda uma existência em profícuo trabalho de real valor para a terra dos "Unhanhúns".

Somente os que sabem o quanto é espinhoso dizer a verdade, é que pode estimar a obra de Alfredo Leite Cavalcante, publicada em 1973, que representa um documento de alta valia para a posteridade. Ao seu "hobby" de amante da música e do teatro, juntou a de historiador.

O interesse de Alfredo Leite pela história de Garanhuns nasceu já na sua velhice. Sai de cena o amante do teatro e o empresário, e nasce o vigoroso pesquisador. Com o novo ofício, seus cabelos brancos aumentaram rapidamente mas, em compensação, nosso conhecimento sobre "A Garanhuns de Simôa"  aumentou na mesma proporção. O resultado foi a  produção de uma obra que serviu, serve e servirá para a toda a posteridade. O livro de Alfredo Leite Cavalcanti é uma nave ao alcance de nossas mãos sempre que precisarmos revisitar o glorioso passado de Garanhuns, da Terra dos  Unhanhús ou da primitiva e enorme Ararobá.

Alfredo Leite também foi vereador, e foi na Casa Legislativa que, de próprio punho, o ilustre intelectual escreveu uma emenda ao substitutivo que menciona os feriados de Garanhuns, e mais, já chamando nossa Data Magna como o "Dia de Garanhuns". Faleceu em 27 de dezembro de 1976 aos 85 anos. 

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