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domingo, 9 de julho de 2017

Folclore Político: Chinês no Palanque

Praça pública no centro de Surubim, Interior de Pernambuco. Novembro de 1992. O senador Ney Maranhão (PRN) e o secretário da Indústria, Comércio e Turismo do Estado, Celso Sterenberg, veem coroados de êxito seus esforços em torno da captação de investimentos chineses para Pernambuco. Os dois estão radiantes no palanque, rodeados de políticos da região e empresários de Taiwan, para anunciar a instalação de uma fábrica de bicicletas chinesas na cidade.

Discurso vai, discurso vem, chega a vez do empresário chinês Jim Takawa fazer sua saudação às autoridades. Em Português. Pensava, assim ser cordial com os pernambucanos. Entusiasmado, mandou brasa diante da multidão. Só não contava que, depois de tanto esforço para traçar um discurso na língua de Camões, acabasse escorregando nas sílabas:

- Mim gostar muito de Brasil. Mim gosta muito povo dessa terra. Gostar muito Pernambuca. Mim adorar Suruba.

Gargalhadas do público. Constrangimento no palanque. Quando soube que Surubim nada tinha a ver com Suruba, o chinês quase morre de vergonha.

Mas aí já era tarde para consertar a troca das letras explícitas.

Livro: Folclore Político 'Do Chinês no Palanque ao Pequinês das Princesas' de Carlos Cavalcante e Jaques Cerqueira.

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