quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

9º BPM REALIZARÁ SOLENIDADE EM HOMENAGEM AO CABO COBRINHA E POLICIAIS MILITARES MORTOS NA HECATOMBE

Tenente-Coronel Paulo César Gonçalves.
Por Cláudio Gonçalves

O 9º BPM de Garanhuns, Batalhão Arruda Câmara realizará em sua sede nesta sexta-feira (15), às 9 horas uma honrosa solenidade em homenagem ao Cabo Cobrinha e os policiais militares mortos na Hecatombe de Garanhuns ocorrida em 15 de janeiro de 1917, episódio que ficou marcada como a maior tragédia política do interior de Pernambuco. A homenagem a heroica e brava guarnição policial foi idealizada pelo Tenente-Coronel Paulo César Gonçalves Cavalcante Comandante do 9º BPM.

Em 15 de janeiro passado, data do centenário da Hecatombe de Garanhuns, o fato histórico foi lembrado com diversas reverências as vítimas e a guarnição policial. Desta feita a cerimônia organizada pelo 9º BPM homenageará apenas  o Cabo Cobrinha e os policiais militares, que defenderam com coragem, destemor e honradez as autoridades políticas que estavam sob a proteção daquela guarnição. 
  
É esperada a presença de várias autoridades civis, militares e familiares das vítimas da fatídica tragédia que enlutou Garanhuns.   
A solenidade é uma homenagem justa a todos esses heróis, entre eles, ao Cabo Cobrinha que comandava a guarnição policial e antes de iniciar o ataque a cadeia pública (Loja de Atendimento da Compesa) e o cerrado tiroteio que veio a vitimar as autoridades políticas e parte da pequena guarnição formada pelo Sargento Pedro Cavalcanti Malta (único sobrevivente), Francisco Maciel Pinto, Manoel João de Oliveira, Ezequiel Cabral de Souza e Antônio Pedro Dias. Não se rendeu o destemido Cabo Cobrinha as ameaças do temido jagunço Vicentão que eles tinham mulheres e filhos para criar e portanto abandonassem a posição, retrucando o valente Cabo Cobrinha que o sicário só entraria na cadeia depois de passar por cima de seu cadáver, recebendo o comandante um tiro e de imediato revidando, tombando o oficial nas escadarias da cadeia, e pouco metros o Jagunço Vicentão, que na manhã seguinte viria a falecer. 

Cercados por dezenas de jagunços, o restante da guarda resistiu heroicamente, mas sem munição de reserva ainda resistiriam por 30 minutos ao fogo cruzado, mas não se renderam honrando a farda da Polícia Militar de Pernambuco dando a vida pela missão de defender a sociedade.
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