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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

ANTIGOS GRÁFICOS DE GARANHUNS


*Alberto da Silva Rêgo

JOÃO MIRANDA - Um tipógrafo muito hábil; ao mesmo tempo que fazia a composição, também conversava sem interromper seu trabalho. Bastante ágil, ninguém o igualava, enchendo o componidor, letra por letra, com extrema rapidez e quase sem erros... Ele gostava de discutir espiritismo. Sem ter terminado o curso primário, conhecia, muito bem, regras gramaticais e na ortografia era um bom mestre, dando "quinau" em muita gente alfabetizada. Um antigo dicionário de "Seguiér" vivia "ensebado" de tanto ser folheado. Amante da leitura, tinha centenas de livros. Trabalhou muito tempo no "Norte Evangélico". À noite, a fim de melhorar o salário semanal, fazia "biscate" na Tipografia Moderna. Entre outras atividades cultivava o artesanato de "clicheria". Recordo-me que fazia o brasão do Santa Sofia com grande perfeição, usando madeira de cajá. E tudo o mais que aparecesse nesse âmbito de artesão. Tinha o privilégio de ter sido dotado de dom artístico, e sabia perfeitamente utilizá-lo.

EDGAR SANTOS - Foi outro mestre na arte de Gutemberg, que também não foi além do curso primário. Mas, escrevia de vez em quando um artigo para os semanários de Garanhuns. Na profissão gráfica exibia o senso primoroso, quando da confecção de rótulos de propaganda, anúncios, programas de cinema, enfim, tudo o que se relacionava com o setor de "comunicação", inclusive material de comercialização - recibos, arte gráfica. Era um artista na concepção de arte-talento.

CAETANO ALVES -  Chefe das oficinas gráficas que publicava o "Norte Evangélico" e inclusive, por alguns anos gerente do citado jornal e do "Tempos Novos", cujo filho, Ednaldo Alves, no ramo do  pai - linotipista de "O Monitor"; e alguns que se tornaram literatos, etc, assinalamos: Genésio Vilela, jornalista e advogado; Abdísio Vespasiano, jornalista e editor do"Álbum de Garanhuns"; Manoel Maia Lucas, jornalista e exímio linotipista do Diário de Pernambuco e colaborador de "O Clarim"; Bernardes Júnior, jornalista, poeta, da equipe de "O Sertão".

No setor de impressores, tinha-se o Aderbal Galvão, um misto de trabalhado incansável, apolítico, sem muita instrução, porém, suficientemente esclarecido para compreender de que lado da política deveria ficar.

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