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domingo, 17 de novembro de 2019

MEMÓRIAS DE GARANHUNS

Garanhuns, PE - Prédio construído na Rua Melo Peixoto para a realização da 1ª Exposição de Café em 1928

*Rinaldo Souto Maior (1987)

VEREADOR ELIAS DE BARROS - Conheci Elias da Silva Barros, próspero proprietário da 'Agência Chevrolet' que, além da venda  de automóveis importados, quando ainda não existia a indústria automobilística brasileira, era distribuidor na região de combustível 'usga', espécie de álcool-motor, utilizado no Nordeste durante a segunda grande guerra mundial, produzido em Alagoas pela Usina Serra Grande, da família Lyra a que pertenceram o Cônego Benigno Lyra, fundador do Ginásio de Garanhuns, e o deputado Mário Lyra, que tantos e relevantes serviços prestou a Garanhuns antigo.

Elias da Silva Barros
Elias de Barros, desenvolvia, naquela época distante, vastas atividades comerciais, inclusive financiamento e compra de cereais a pequenos produtores da região, que armazenava em silos da Rua São Vicente, transversal da Rua da Linha por onde trafegavam as composições ferroviárias da saudosa Great Western, de carga e de passageiros em demanda ao Recife e Maceió, mercados consumidores da produção agrícola de Garanhuns e do Agreste.

Lembro o carinho que tinha pelos filhos - Eliel, Elisa, Enedina e Eleazar, nomes bíblicos pois Elias professava a fé Luterana dos protestantes e todos domingos eu, ainda menino de calças curtas, via-o passar em direção ao culto da Igreja Presbiteriana, a companhado de toda família. Para ouvir as prédicas cristãs do Pastor Antônio Gueiros, pai do inesquecível Othoniel Gueiros.

Eliel se foi vitimado por um desastre de automóvel que dirigia quando retornava com uma embaixada de futebol que fora a Pesqueira defender as cores da AGA. Elisa casou com Etelvino Souto Maior, irmão do meu pai, cujo casamento civil e religioso foi celebrado pelo juiz Edmundo Jordão e Pastor Antônio Gueiros, na imensa casa da rua da Linha, de um quarteirão inteiro, onde elas amante da terra fizera plantar muitas árvores frutíferas e ornamentais, além de jardins de lírios e copos-de-leite brancos que sua esposa cuidava com tanto esmero.

Enedina casada com  Antônio Pereira, durante muitos anos gerente da firma Schenker Rodrigues, e que na AGA, quando sediada na rua do Recife, exerceu a presidência em vários mandatos de boa administração. Eleazar integrou o contingente da FEB que combateu as forças do eixo na Itália, de lá regressando, coberto de glórias nas divisas de sargento do Exército Nacional, e, quando desmobilizado no retorno à vida civil, casou com Salma, uma bonita fluminense de Campos, e estabeleceu-se comercialmente no Recife.

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