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quarta-feira, 3 de junho de 2020

TROVAS

"Vejo o futuro nublar, vejo tudo, tudo pó, sem se querer ajudar..."
Foto: Anchieta Gueiros

Rafael dos Santos Barros

O sol queima o mato triste,
sem as chuvas de verão,
matando a vida que existe
nos matos do meu sertão.

O jovem desinformado
canta música importada,
despreza a bela que temos,
reduzindo a nossa a nada.

A nuvem caminha longe,
cobre a terra como um véu;
nem é céu cobrindo a terra,
nem terra tocando o céu.

É belo da planta a folha
nas horas do amanhecer
quando o orvalho se faz bolha,
fazendo a planta viver!

Vejo o futuro nublar,
vejo tudo, tudo pó
sem se querer ajudar
criança que vice só.

O vento que leva as nuvens
carrega as folhas que caem
mas os ventos da saudade
ficam nas almas; não saem.

Por que destruir as matas,
enfeites da natureza;
matando nossas cascatas
que nos dão tanta beleza?

Garanhuns, 29 de Outubro de 1988

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