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sábado, 4 de julho de 2020

MORRENDO E APRENDENDO

Seu José estava ultimando-se, vítima de um câncer. Seus familiares, amigos e outras pessoas estavam presentes, assistindo aos últimos momentos de vida.

Hora, parecia perder os sentidos, observando-se, também reações de recuperação,  o que permitia dialogar com os parentes presentes.

Residia na zona rual do Município de Ouro Branco, sertão alagoano. Em  dado momento, acometido de uma crise mais acentuada, perdeu os sentidos.

Os presentes, membros da família, deram-no como morto, tornando-se necessário a utilização de uma vela para colocar na mão e dar início à sentinela.

Pessoas de sua família procuraram a vela, porém não havia em casa. Nenhum dos presentes ou residentes nas proximidades dispunha.

Uma velhinha, que estava no local, resolveu ir buscar uma solução. Saiu do quarto e apanhou no quintal um pouco de areia e pôs na mão do suposto falecido, colocando sobre a areia uma brasa acesa em lugar da vela.

Ao sentir o contato da mão da ancião, abriu os olhos e disse: "É morrendo e aprendendo!". (Humberto de Moraes / Jornal O Século / Junho de 2002).

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