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domingo, 12 de julho de 2020

SEBASTIÃO DO ROJÃO

Sebastião do Rojão
Sebastião Ferreira Costa, Sebastião do Rojão, nasceu em uma fazenda perto de São Pedro, município de Garanhuns, Fazenda Rogério, que na época pertencia a São Bento do Una. Cursou quatro anos de Medicina em São Paulo, deixou a Faculdade para ser cantor de forró.

Saiu de Garanhuns aos 12 anos, trabalhando num circo, como cantor, palhaço, equilibrista, acrobata e tudo que a vida no circo exigisse e por isso demorou quatro anos para chegar ao Rio de Janeiro, onde morou oito anos e iniciou sua carreira de cantor no Programa César de Alencar, que o batizou 'Sebastião do Rojão'.

A carreira artística profissional começou em São Paulo, 1960, na Rádio Nacional, que tinha a direção de Manoel da Nóbrega, pai de Carlos Alberto de Nóbrega. Sebastião do Rojão fez quatro anos de Medicina, na Cruz Vermelha. Eram quatro amigos trabalhando juntos: Sebastião do Rojão, Carlos Alberto de Nóbrega, Ronald Golias e Moacir Franco.

Gravou seu primeiro disco na RGE, com a música "Rela Bucho", (https://www.youtube.com/watch?v=ruLpOqwaFEM) que fez muito sucesso. 'Aproveita o rela bucho Maricota vem pra cá, você rela eu também relo e nós tornamos a relar..." Outro grande sucesso foi "Meus Canarinhos" (https://www.youtube.com/watch?v=f14-Uk2zl7g). Em 1965 estourou seu maior sucesso "Chorando por Alguém", regravada nos Estados Undos por Johnny River, na época do rock in roll, pela gravadora RCA Victor. Por causa dessa música ele parou os estudos e se dedicou somente à música.

Na década de 1960, o forró era a grande sensação do País. Porém na década de 1970, caiu, inclusive o rei do baião Luiz Gonzaga, também sofreu com a decadência do forró. Segundo Sebastião do Rojão, Luiz Gonzaga fazia shows em circos com ele. Inclusive, numa dessas vezes, o show foi no Circo Penacho e apesar de muito anunciado na hora do espetáculo tinha apenas 16 pessoas e mesmo assim ele cantou.

Na gravadora Copacabana, o contrato de Sebastião era de cinco anos e com decadência do forró ele precisava produzir. A alternativa foi a mudança no gênero musical, por sugestão o produtor Paulo Rocco, que foi o primeiro produtor de Luiz Gonzaga em disco, e por achar a voz de Sebastião muito bonita sugeriu que ele cantasse um bolero e ele passou então a gravar bolero, música romântica. E a primeira música romântica que ele gravou foi 'Paixão de Homem', de Valdick Soriano, regravada pelo autor no ano seguinte. Com essa mudança de ritmo, Sebastião do Rojão deixou de ser 'Rojão' e o seu  disco de músicas românticas saiu com o título de 'As Duas Faces de Sebastião', o segundo foi "Sebastião, o Romântico Popular' e esses nomes persistiram em seus Lps românticos.

Foram 12 Lps de forró e de 16 músicas românticas. Ao todo são 28 discos gravados,  fora os Lps gravados a cachê, ou seja, ele emprestava a voz para a gravadora sem outro tipo de compromisso. Essas gravadoras eram a Cartaz, a Inspiração, a Beverly. Quatro discos foram gravados em espanhol, somando um total de 32 Lps. Com um sucesso em Portugal 'Tudo é Corintiano'. Segundo Sebastião quem o incentivou a cantar foi o cantor alagoano radicado em garanhuns, Augusto Calheiros.

Trabalho muito com Dercy Gonçalves, num programa de televisão da TV Farroupilha, onde ele podia cantar e fazer humor. Sebastião do Rojão considerava-se uma garanhuense e amava sua terra.

Sebastião do Rojão faleceu em Caruaru, PE, em 25 de outubro de 2011 aos 76 anos de idade. (Fonte: Jornal O Monitor / 25 de Junho de 1994).

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