sábado, 28 de dezembro de 2019

O REDEMOINHO (conto)

Por Clovis de Barros Filho*

Costumava quase todas as manhãs quando estava no sítio do meu avô lá por volta das 10 horas ir ao sítio de minha tia que ficava cerca de 2 km do dele. Isso era muito frequente principalmente no verão na estação das frutas. No sítio do meu avô havia muitas árvores frutíferas. Porém, o sítio da minha tia era um paraíso de cajueiros, mangueiras, goiabeiras e jaqueiras tudo em grande quantidade. Quem disse que ia na casa delas? Ficava o tempo todo no meio das fruteiras colhendo e me deliciando com as frutas mais bonitas e frescas. Costumava ir por um estreito caminho de terra batida onde era mais fácil encontrar uma raposa do que uma pessoa transitando por aquelas bandas. Naquela dia me atrasei um pouco. Quando percebi já era meio dia e com certeza minha avó já deveria estar colocado o almoço à mesa para ser mais claro uma deliciosa galinha caipira. Tomei o estreito caminho de volta nem sequer passara na casa de minha tia para dar um alô. Àquela altura o calor era insuportável e tinha que andar quase 2 km sob  sol forte. Toquei em frente. Faltando uns 500 metros para chegar em casa do meu avô parei um pouco para descansar sob a  sombra convidativa de um pequeno cajueiro à margem da estradinha. 

Sentei-me no chão e me encostei no tronco. O mormaço era tão intenso que comecei a cochilar. Nem cheguei a cerrar os olhos quando ouvi um silvo e uma forte ventania que se aproximava. Era um pequeno redemoinho normal naquela região, o qual levantava muita poeira e levava no seu vórtex muitas folhas secas e alguns pequenos galhos. Como apareceu, foi embora sem deixar rastro. Levantei-me então para ir embora. Estava faminto e certamente o pessoal me esperava para o almoço. Ao levantar-me ouvi um forte uivo e uma ventania muito mais forte ainda da que acabara de presenciar. Um grande redemoinho se aproximava arrastando consigo galhos grandes, retorcendo e derrubando pequenas árvores que encontrava à sua frente. A invés de me proteger no cajueiro, cometi o erro de correr estrada afora. Não demorou muito para ser alcançado pela força do vento. Primeiro senti o impacto dos galhos nas costas, depois um turbilhão de areia me castigou as pernas e a minha cabeça. Comecei a ficar tonto, e antes de perder os sentidos percebi que meus pés não tocavam mais o chão firme. Fui literalmente engolido pelo redemoinho. 

Quando acordei daquele pesadelo, estava estatelado no chão bem em frente a casa de vovô. Tentei me levantar. Meu corpo doía muito. Com muito esforço consegui me erguer. O estranho era que meus pés pareciam não tocar o chão firme. Parecia que ainda estava flutuando no ar. Com aquela estranha sensação me dirigi à casa que fica apenas uns 10 metros de onde tinha caído. Meu avô dormia no chão da varanda. Aquilo ele só fazia após a refeição. Conclui então que chegara atrasado para o almoço. Forçado, mais atrasado, passei próximo dele que dormia profundamente. Entrei em casa fui à sala e tomei um copo d'água. O gato da minha tia que sempre levantava a cabeça a qualquer movimento estranhamente não notou a minha presença e continuou cochilando no batente da janela. Continuava com a sensação de que flutuava no ar pois não sentia nada abaixo do solado dos pés. Me dirigi à cozinha. Minha vó e minha tia já retiravam os pratos da mesa pois pelo jeito já deveriam ter almoçado. Nem olharam para me cumprimentar. Tentei falar com elas, porém, em vão, era como se não existisse. Pela primeira vez comecei a ficar realmente assustado. Algo muito estranho tinha acontecido comigo ao ser engolfado pelo redemoinho. Tentei tocá-las mais nada, não esboçaram nenhuma reação. Sentei-me num banco de madeira que havia próximo e assustado comecei a chorar. Passaram-se alguns minutos sem que ninguém notasse a minha presença na casa, era como se estivesse invisível. Acho que decorridos mais de uma hora que adentrara à casa voltei à sala para tomar água. Dessa vez notei que  gato parece ter sentido a minha presença e ficou olhando na minha direção. Aquilo me deixou animado cheguei mais perto, porém ele continuou no seu canto quieto. 

Minha tia passou perto e continuou ignorando minha presença. Repentinamente senti uma forte sensação que estava caindo. E caí mesmo. O barulho espantou o gato. Minha tia entrou na sala correndo. Eu fazia um esforço danado para me levantar minha tia espantada perguntou o que estava sentindo e o que tinha acontecido pois meu corpo estava todo cheio de arranhões, falei para ela e disse que tinha caído de um cajueiro mais tava tudo bem. Minha avó também ficou muito assustada. Bem filho, você chegou na hora do almoço é só seu avô chegar da roça e vamos servir a galinha que lhe prometi. Meu avô não tardou a chegar. Sentamos à mesa e tive que inventar a história da queda para justificar aquele fato estranhíssimo. Se conto a verdade talvez eles nunca entenderiam e quem sabe nunca acreditariam. Estava faminto. A galinha maravilhosa. Terminado o almoço começaram a recolher os pratos enquanto meu avô foi tirar o seu cochilo costumeiro deitado sob sombra da varanda. Eu fiquei ali, calado pensativo, sem respostas para o ocorrido e assim se passaram muitos anos e até hoje não encontrei uma explicação lógica para o fato. Será que fiz uma viagem no tempo?

*Clovis de Barros filho,  nasceu na Serra da Prata (Iatecá). Estudou no Colégio Diocesano de Garanhuns do Admissão ao Científico onde concluiu em 1968. Reside em São Paulo desde 1970. É Licenciado e Bacharel em Química Industrial pela Universidade de Guarulhos e Químico Industrial Superior pelas faculdades Osvaldo Cruz/SP.

CUMARU - MPPE COBRA REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO PARA ADEQUAR O QUADRO DE PESSOAL DO MUNICÍPIO

O Ministério Público de Pernambuco, por meio da Promotoria de Justiça de Cumaru, recomendou à Prefeitura do Município e a Secretaria de Administração que lancem um edital, no prazo de 90 dias, para contratação de uma empresa para realização de concurso público para preenchimento de cargos de provimento efetivo.

“Atualmente, estão trabalhando mais de 200 funcionários contratados temporariamente, em clara desobediência aos requisitos do art. 37, Incisos II e IX da Constituição Federal, porquanto desempenham atividades de natureza permanente da administração”, comentou o promotor de Justiça de Cumaru, Ariano Tércio Silva de Aguiar, na publicação, mencionando que o último concurso público realizado pela Prefeitura foi no ano de 2004.

“Além disso, a previdência pública municipal estaria deficitária por conta da ausência de servidores efetivos que contribuam, uma vez que os servidores contratados contribuem para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)”, destacou o promotor.

De acordo com a recomendação, o município deve realizar concurso público para preenchimento dos cargos de provimento efetivo em prazo máximo de 120 dias, contados a partir da homologação da licitação e adjudicação da empresa vencedora. Em seguida, providenciar a homologação do certame e a nomeação dos aprovados, sob pena de ajuizamento de ação civil pública e de improbidade administrativa, caso seja caracterizada má-fé e dolo.

A recomendação de Nº 04/2019 foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE da quinta-feira (19).

SIVALDO ALBINO REALIZA FESTA DE CONFRATERNIZAÇÃO

Severino Albino, Sivaldo e Ivo Amaral
Sivaldo Albino (PSB) mostrou força e prestígio político na confraternização de final de ano que reuniu mais de 30 pré-candidatos à Câmara Municipal do PSB, PSD e MDB. Pelo salão do “Comes e Bebes”, restaurante na Avenida Rui Barbosa, na tarde deste sábado (27) passaram em torno de 250 pessoas.

Não dá para citar todos que estiveram presentes, mas podemos registrar aqui os nomes do presidente da Câmara Municipal de São João, Maikon Correia e dos  prefeitos Armando Duarte, de Caetés, e Danilo Godoy, de Bom Conselho.

Também o ex-prefeito de Garanhuns,  Ivo Amaral, ex-secretário municipal Marcel Nogueira, ex-prefeito de Paranatama, José Teixeira, advogado Paulo Couto e Walter Santana, do grupo de caminhantes do Parque Euclides Dourado.

Ainda estiveram no restaurante os pré-candidatos a prefeito de Garanhuns Luizinho Roldão (PC do B), Givaldo Calado (Avante), Coronel Campos (PSL) e Zaqueu Lins (PP).

O deputado disse que não definiu ainda se será candidato à prefeitura, mas garantiu que se for convocado para liderar uma frente de oposição a favor de Garanhuns não fugirá à luta.

Defendeu um município com mais desenvolvimento e maior inclusão social, que dê mais assistência as pessoas e ofereça melhor qualidade de serviços em áreas como saúde e educação.

Sivaldo frisou que as festas de Natal em Garanhuns começaram a ser resgatadas em 2003, com Silvino Duarte e reconheceu que a atual gestão deu uma dimensão maior às festividades.

Deputado pontuou, porém,  que o Natal não pode ter dono nem servir de moeda eleitoral. “A festa natalina é do povo de Garanhuns e o próximo prefeito tem de dar continuidade ao evento. Fazê-lo maior e melhor”, defendeu, lembrando que o festival de Inverno começou com Ivo Amaral, no início da década de 90 e se consolidou ao longo de várias gestões, estando para completar 30 anos em 2020.

Ex-prefeito Ivo Amaral, que falou logo depois de Sivaldo, defendeu a candidatura do socialista à prefeitura, alegando que este é o momento do garanhuense, que a seu ver tem as melhores condições de unir à oposição e levá-la à vitória.

Ivo reconheceu que a luta é difícil, mas lembrou que foi prefeito por duas vezes, tinha a gestão bem avaliada e não conseguiu fazer o sucessor. O exemplo foi para mostrar que nem sempre o candidato governista consegue emplacar.

No final Sivaldo agradeceu a presença dos familiares (estavam no local os pais, irmãos, esposa e filhos) dos correligionários, dos pré-candidatos à Câmara e Prefeitura,  enfatizando que "o mais importante é Garanhuns", que a seu ver precisa crescer num ritmo maior, oferecendo mais oportunidade aos jovens, aos homens e mulheres de diferentes idades.

Ao final, uma feijoada foi servida a todos que estiveram no restaurante de Heliópolis.

Com informações do Blog do Roberto Almeida.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

A PIPA

Alexandre Saraiva
Por Alexandre Saraiva*

Era domingo, início de tarde em Pinhais, região dos mananciais da Serra do Mar, estado do Paraná.

O garoto Benjamim viajava pelos ares, nas asas da imaginação, com sua linda - e já famosa no bairro - pipa azul, por ele mesmo projetada e montada pacientemente com as melhores painas que nasceram num matagal próximo do rio Iraí, ao lado da linha férrea. Esse era o local preferido de Benjamim para empinar sua magnifica pipa e também para responder ao aceno que o maquinista, velho amigo de seu pai, fazia sempre que passava com o trem cargueiro.

Mas a viagem de Benjamim tinha de ser interrompida... Naquele instante de alegria, de contentamento, surgiu um coleguinha seu, daqueles mal-educados, por certo invejoso também, e, num golpe rápido e certeiro, cortou com canivete a linha de náilon da pipa, só para ver no que ia dar...

Desgovernada, a pipa entregou-se, lá nas alturas, aos caprichos do vento e aos poucos foi desaparecendo por detrás de majestosas araucárias e imensos eucaliptos.

Demonstrando conhecer bem o estilo do vento que circulava naquela tarde ensolarada - não era agitado e tinha rumo definido -, no lugar de revidar a agressão do colega, Benjamim pôs-se a correr em direção ao local escolhido pelo vento para devolver sua estimada pipa azul.

E não era para menos essa estima, esse carinho. Além da obra de arte que era, custara-lhe uma semana inteira só para selecionar as painas e mais um sábado para concluir o engenho.

A vontade de ter de volta aquela pipa era tão evidente e justa que, de tanto correr, Benjamim já estava vendo a sombra azul de sua nave deslizando sobre a relva ressequida, a poucos metros de seus passos, aguardando a queda. Por coincidência, o local para onde o vento levava a pipa era o mesmo matagal que ele tanto conhecia.

Já ia cruzando a linha férrea quando, infelizmente, foi obrigado a parar: exatamente naquele momento, passava o trem cargueiro, com seus incontáveis vagões lotados de mercadorias destinados ao Porto de Paranaguá. Resignado, o único jeito foi esperar passar aquele trambolho comprido e, de tão alucinado que estava, sequer percebeu a tradicional saudação do maquinista, que, desta vez, acenou com as duas mãos, como se algo mais quisesse transmitir.

Enquanto esperava desaparecer o entrave, notou que do outro lado dos trilhos, onde já deveria ter caído a pipa, uma nuvem de fumaça que antes percebera sem contudo lhe dar atenção, porque estava num ponto relativamente distante -, tinha adquirido dimensões significativas. E apesar do barulho que o trem fazia, dava para ele escutar uns estalidos parecidos com aqueles que o mato faz quando é atingido pelo fogo.

"É uma queimada!" - pensou.

Sem saber realmente o que estava se passando, porque os intermináveis vagões obstruíam sua visão e a linha férrea ficava num plano superior do terreno, deduziu, afastando outras hipóteses que lhe vinham à mente, tratar-se mesmo de uma queimada.

O raciocínio de Benjamim, de fato, não estava errado. Tudo, aliás, levava a essa conclusão. Com a ausência prolongada da chuva e o sol ardente que fazia, um simples caco de vidro branco em meio a gravetos e folhas secas já seria o suficiente para provocar o fogo.

Assim que sumiu o último vagão do interminável trem, a densa fumaça ainda encobriu, por um instante, a trágica realidade que logo se estampou nos olhos ansiosos de Benjamim: tudo era chamas, confirmando sua previsão.

Aproximando-se o quanto pôde do sinistro palco, já com as roupas enegrecidas pela fuligem que escapava das chamas, em vão procurou localizar os restos de sua pipa azul ou ao menos algumas painas em pé para compensar a perda.

Estava tudo perdido!

Na manhã seguinte, um menino com os olhos cheios de brilho, diante das cinzas do matagal destruído, murmurava para si próprio: "Logo, logo, a chuva e o sol farão nascer novas painas..." - quando, sem esperar, viu aproximar-se o mesmo trem cargueiro conduzido pelo amigo, que retornava do  Porto de Paranaguá. Ao invés de cumprimentar o garoto, o maquinista, num súbito movimento, fez cair aos pés de Benjamim um caixote de papelão. Lá dentro, a pipa azul, intacta, protegida com pedaços de isopor, e um bilhete, escrito num cartão postal da Igreja Nossa Senhora do Rocio, dizendo assim:

"Encontrei no vão dos dois primeiros vagões. Só pode ser a sua raia."

*José Alexandre Saraiva é advogado, jornalista, músico e escritor.

MUNICÍPIOS APRESENTAM EVOLUÇÃO EM NOVO ÍNDICE DE CONVERGÊNCIA CONTÁBIL


O Tribunal de Contas divulgou na quarta-feira (19) o novo relatório do Índice de Convergência e Consistência Contábil (ICCpe) dos 184 municípios pernambucanos, referente ao exercício de 2019. O levantamento foi realizado com base nas informações e demonstrativos contábeis presentes nas prestações de contas de 2018, apresentadas pelas prefeituras ao TCE.

O ICCpe de 2019 trouxe inovações com a inclusão de 26 novos itens de verificação: 13 relativos à Convergência e 13 referentes à Consistência, de modo a garantir maior qualidade e confiabilidade dos números constantes nos demonstrativos contábeis que compõem a prestação de contas.

“O levantamento do ICCpe se traduz como um importante instrumento de auditoria contábil utilizado pelo Tribunal, posto que para uma análise mais consistente, imparcial e comparável das contas e do desempenho governamental é necessário o alinhamento dos padrões e normas contábeis para sua elaboração”, comentou o presidente do TCE, conselheiro Marcos Loreto.

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A REVOLUÇÃO DO SERTÃO ATRAVÉS DO LEITE DE CABRA

A produção do leite de cabra no Sertão, cuja comercialização pode gerar 6 mil empregos diretos no Estado e beneficiar 20 mil pessoas, foi o principal eixo de uma longa conversa realizada, na última segunda-feira (23), entre o secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes, e a Cônsul Geral da China no Recife, Yan Yuqing. O secretário falou sobre o papel social que a China pode desempenhar em Pernambuco e no Nordeste, caso tenha interesse de analisar as potencialidades e benefícios do produto para o mercado chinês.

O encontro ocorreu no Consulado na China do Recife, durou cerca de duas horas, e contou com a presença do Cônsul Comercial chinês, Shao Weitong, e do promotor de Justiça de Afogados da Ingazeira, Lúcio Luiz de Almeida, este último integrante da Cooperativa de Caprinovicultores do Distrito de Jabitacá, que abrange produtores do Pajeú, do Moxotó e até do Agreste. “Esse é um projeto que parece ser uma luta contra a pobreza”, disse Yan Yuqing, que se encantou com o fato de Alberes estar tratando do tema praticamente na véspera de um feriado.

Segundo a senhora Yan Yuquing, o assunto pode ser aprofundado entre fevereiro e março de 2002, quando o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, visitará Pernambuco, e será recebido pelo governador Paulo Câmara. A Cônsul informou, ainda, que no mês de março, ela também deve iniciar uma agenda pelo interior pernambucano, a convite do secretário Alberes Lopes, para conhecer alguns municípios, como Petrolina, Triunfo e Caruaru e Itapetim. A visita se chamará, de acordo com ela, de “Viagem de Agricultura e modernização da Agricultura” e será acompanhada de algumas empresas agrícolas da China, bem como de outros interessados.

O secretário declarou ser um dos maiores entusiastas das parcerias que podem ser abertas entre Pernambuco e China. Ele mencionou o potencial da ovinocaprinocultura no Sertão e frisou que o apoio desse País milenar à produção do leite de cabra pode ser capaz de gerar uma mudança no perfil da região sertaneja a médio e longo prazo. Essa cadeia produtiva é mais difícil de ser atingida pela seca, não é sazonal, é sustentável (não prejudica a caatinga) e tem uma capacidade de fazer uma revolução sertaneja, com estimativa de geração de renda de R$ 3 mil por mês para cada família envolvida.  

O promotor Lúcio de Almeida, que também participou de uma audiência sobre o assunto com os deputados Waldemar Borges e Fabrizio Ferraz, em Pesqueira, ressalta que um dos desafios de Pernambuco é fazer da comercialização do leite de cabra tão especial quanto o açaí é para a região Norte do Brasil. O leite de cabra ajuda a reduzir doenças cardiovasculares, previne gastrites e úlceras, tem baixo teor de lactose, baixo teor de gordura, otimiza a função da tireoide, combate os radicais livres e ajuda a rejuvenescer”, disse o secretário.  

Segundo Lúcio de Almeida, o sonho e dos caprinovinocultores para 2020 é produzir, com apoio do governo estadual, 50 mil litros de leite por dia, gerar R$ 280 mil por dia, R$ 8,4 milhões por mês e R$ 108 milhões por ano. “É muito importante o apoio do secretário Alberes e do governador Paulo Câmara, porque a ação do Estado é como se fosse uma parteira para acesso ao mercado privado, ao mercado de outros estados e até mesmo do exterior”.  “Se a China puder dar apoio a esse projeto, será uma vitória para Pernambuco”.

Lúcio de Almeida explicou que o leite da cabra é produzido especialmente em Itapetim, Brejinho, São José do Egito, Tuparetama, Igaracy e Sertânia, mas abrange Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Tabira, Custódia, Pedra, Venturosa, Pesqueira, Alagoinha e Sanharó. “Essa cadeia gera desenvolvimento econômico com inclusão social, com uma partilha maior do produto da atividade econômica. A renda que o produtor tem pode ser o ano todo. Se cada família envolvida produzir 50 litros/dia, terá uma renda de R$ 3 mil ao mês o ano todo, não tem entressafra, não subtrai da natureza, provoca uma revolução no Sertão. O modelo que estamos defendendo é a emancipação pelo trabalho”, declarou Lúcio.

Foto: Aline Moura/Seteq

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

MENSAGEM DE IVO AMARAL


"Nosso país em 2019 passou e passa por grandes transformações! Tivemos boas notícias, como os 20 anos do Jornal Cidade, comemorados no dia 15 de dezembro, fundado pelo fotógrafo e jornalista Robson, filho do saudoso amigo Benedito, também fotógrafo que marcou época. E tivemos notícias não tão boas, como a crise econômica e política que se instalou e não que ir embora. Contudo, somos uma nação de otimistas e conhecidos por não desistir nunca. Imbuídos desse espírito, quero em meu nome, da minha família e da Rádio 7 Colinas, desejar aos Garanhuenses um feliz Natal. Que o verdadeiro espírito cristão adentre aos lares e nos faça refletir como podemos ajudar mais uns aos outros a ultrapassar as dificuldades surgidas e, também, a partilhar com os amigos e os mais necessitados, o que angariamos. Não vamos nos deixar abater, já passamos por dificuldades e sempre as superamos. Que o novo ano nos traga mais sabedoria em nossas decisões e julgamentos, que saibamos fazer escolhas mais acertadas para serem nossos representantes políticos e que os corruptos sejam tirados da vida pública. Vamos votar em homens sérios, com consciência e integridade.

Não vamos desistir de nosso País. Nossa terra tem tradição de ser independente e trabalhadora. Vamos trabalhar, mudar o que está errado, e aplaudir e elogiar quem faz correto.

Feliz 2020 para todos os Garanhuenses".

Ivo Tinô do Amaral foi vereador, vice-prefeito, prefeito de Garanhuns e  deputado estadual.

GOVERNO DE PERNAMBUCO ANUNCIA CALENDÁRIO DO IPVA 2020


O Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria da Fazenda, por meio do Decreto de No 48.450, publicado (24.12) no Diário Oficial do Estado informa que o valor do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) terá uma redução média de 3,47% em 2020, em relação a 2019.

O percentual é calculado conforme a variação de preços de mercado estipulada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), entre set/out de 2018 e set/out de 2019 e a composição da frota de veículos tributáveis de Pernambuco em setembro de 2019. No caso dos automóveis, foi registrada uma queda de 3,99%, enquanto que os ônibus/micro-ônibus tiveram uma depreciação de 4,15%.

Os contribuintes que optarem pelo pagamento em cota única, em fevereiro, terão um desconto de 7%. Já os que decidirem pelo parcelamento em até três cotas irão pagar a primeira prestação também em fevereiro e quitar o IPVA nos meses subsequentes, com a última parcela em abril. As datas de vencimento variam de acordo com o número final da placa dos veículos.

Os carnês de pagamento começarão a ser enviados pelo Detran-PE aos proprietários a partir de janeiro, e também poderão ser acessados no site do órgão (www.detran.pe.gov.br). Com informações do Portal Folha de Pernambuco.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

MATRÍCULAS DA REDE ESTADUAL DE PERNAMBUCO SE ENCERRAM NESTA SEXTA (27)

As matrículas para o ano letivo de 2020 da rede estadual de ensino de Pernambuco termina na próxima sexta-feira (27). As inscrições são feitas exclusivamente através do site www.matricularapida.pe.gov.br.

As vagas são para para estudantes do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação para Jovens e Adultos (EJA). Do total das vagas, 10.313 estão concentradas no Recife, 18.224 na Região Metropolitana e 46.441 no Interior do Estado, que contempla as Zonas da Mata, Agreste e Sertão.

No cadastro online, o estudante deve preencher um formulário, onde serão solicitados: o nome completo do aluno e do responsável, data de nascimento, escola de origem e escola que pretende estudar com série e turno, além de RG e CPF. Ao final do cadastro será gerado um protocolo de confirmação.

A matrícula só será efetivada entre os dias 2 e 16 de janeiro, quando o aluno, que já realizou o cadastro online, deve comparecer à escola escolhida com o número do protocolo e portando também cópia da Certidão de Nascimento, comprovante de escolaridade, uma foto 3x4 recente, comprovante de residência com CEP, documento de transferência, cópia da carteira de vacinação e comprovante do tipo sanguíneo e fator RG.