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domingo, 10 de maio de 2020

ANTIGOS MORADORES E COMERCIANTES DA RUA SANTO ANTÔNIO EM GARANHUNS NO INÍCIO DO SÉCULO XX

Garanhuns, PE - Rua Santo Antônio na década de 1920 - Beco entre o Edifício de Vitorino Monteiro e a Banca Monte de Ouro (Atual Rua Dom José)

É a principal artéria comercial, sendo, que, algumas casas ali situadas tinham uma finalidade dupla-loja e residência. Nela vamos encontrar  não somente estabelecimentos comerciais e bancários, como igualmente, consultórios, cartórios, hotéis, templos religiosos, associações e, certos trechos destinados unicamente para residência particular. Temos a assinalar na referida rua, os seguintes comerciantes: - Adolfo Simões na "Maison Chic", com as suas "promoções" nas festas natalinas; Álvaro Silva emigrou para o Sul Maravilha e voltou correndo e dizendo que não havia outro lugar igual a Cidade Serrana, hoteleiro e que tinha por  "hobby" soltar grandes balões na véspera de São João; Aprígio Tenório valença, Eurico Monteiro e Manoel Paes na multiplicação de pães e bolachas; Antônio Augusto Pereira (português), amealhando as conversas na Mercearia Portuguesa e o filho Fernando Castelão divertindo a turma com o seu programa - "Variedades na P.R.A. 8 e, posteriormente na TV Rádio Jornal do Commercio, Canal 2, com sucesso, lançando o espetáculo "Você Faz o Show", projetando, no cenário nacional, o mundo artístico pernambucano; Antônio, Arlindo e Joaquim (Quincas) de Lima Penante com suas camas e berços "Patente" pra neném dormir; Antônio Paulo Miranda, Bento Miranda Henriques, Idalina Cisneiros e Filhos, Odilon Campos, vendendo cromo alemão e sapatos de couro crua à matutada; Antônio Reinaux complementando os "fordecos" com  suas peças legítimas; medindo e cortando tecidos de seda, algodão e casimiras, desde a primeira década do século, tem-se - Francino F. Caldas e familiares (os portugueses invadindo a Cidade Serrana), Francisco Uchôa de Gusmão, (loja pequenina e sortida), Joaquim Alves Barreto Coelho (O "chefão das Horas de Arte", em sua residência), José Gregório da Silva Correia (pai do indomável jornalista "Seu Mir"), Ulisses Peixoto Pinto (oriundo de Palmeirina), e, nos idos de "1920" - Arcelino de Figueiredo Matos (na "A Atrativa", tecendo estórias, Aurides Cardoso (na "A Dietiker sem descuidar de apregoar o "Alan Kardec"), Horácio Ferreira, (sempre atencioso com a freguesia), Horácio Vasconcelos (gostava de uma boa prosa), José da Costa Leite (estampando no "Brasil Chic" os últimos artigos da moda), José F. Costa (a multinacional de tecidos em grosso), José Fitipaldi (Zequinha) e os sócios Colimério Gomes e Alberto Cruz (colocando "zabumba") na porta loja, nos dias de feira, para atrair a matutada e, de noite, faturando no Cine Glória), Luís Pereira Júnior (na "A Pepita"  misturando tecidos com miudezas, malas e colchões), Lupicínio Gonçalves (atento aos fregueses, mesmo àqueles que só iam conversar), Minervino Apolinário de Araújo (na "Veneza Americana", sem perder o lazer de uma partida de gamão, aos domingos na calçada de sua tenda de trabalho), Severiano Moraes (transmitindo a gem do "escambo" a todos os filhos), Thomas Neves Suzarte (na "Casa Bela Aurora" com o melhor sortimento de fazendas), na década de "1930" - Silva Campos, Fausto Souto Maior e o genitor Bernardino Gonçalves S. Maior, (Na "A Nortista" metendo-se em política e encaminhando os filhos para o mundo da Justiça e das letras); Arnóbio Coimbra Pinto, no Bar Glória, ajudado pelo filho Augusto, suportando os "porres" dos amigos na "malvada" concorrendo com José Gregório Correia da Silva Filho, depois Sandoval, no Café Central; Bernardino Ferreira Guimarães, com o "Grande Armazém das 10 Portas" desde a última década do século XIX; Domingos Diletiere e Irmãos, dando continuidade a "Mercearia e Loja Diletiere" da rua do Cajueiro nº 1, com estivas; Eduardo Prado da Silva, burilando as suas imagens sacras e fotografando a meninada, na primeira comunhão; Elias de Barros faturando na Agência Chevrolet; Elias Zelaquett cuidando das bijuterias; Francisco A. Pessoa, na década de "1920" vendendo "cadillacs" a 20 contos, que pechincha...; Hermilo Costa, distribuindo prêmios da S. Capitalização; João Ferreira da Costa Júnior, dando continuidade a obra do "velho" na área comercial de ferragens, iniciada em 1884; José Gaspar da Silva, no comércio de Usga e açúcar, com o filho Edson, na gerência dos negócios; José Godoy, uma figura simpática, sem muitas letras, mas com muita gaita, solteirão - um gentleman, esnobando na alta sociedade deixando o contador Matias Lins a cuidar dos lucros e perdas; J. J. Carvalho, no ramo de ferragens, louças e estivas na "Dispensa de Garanhuns" e,  nas horas de lazer, o teatrólogo; José Sóter, Manoel Salviano Filho, Orlando Wanderley e Samuel Barbosa - não esquecer o comerciário Rubem Wanderley, com seus "couros" incensando a redondeza; Leandro Amorim, com a sua sortida mercearia e cujo "hobby" era por o nome dos filhos com a inicial "P"; Leopoldino Cardoso, traçando jóias e consertando relógios; Manoel Joaquim Torres, deixando o "xará" Joaquim Lins  comandar a venda de bacalhaus que, no tempo das vacas gordas era comida de pobre; Manoel Vicente da Cruz Gouveia, amante da música, consagrado no primeiro escalão do Grêmio Polimático e Félix Rui Pereira (editor do Conde Job, livro de poesias de Arthur Maia, almanaques e bibliófilos) ambos no mundo dos papéis e livros; Paulo Pontes, atarefado nas representações comerciais, mas, dispondo de tempo para "versejar"; Salvador Dias Correia, vendendo além de imóveis e imagens, também sementes de flores e hortaliças; Secundino Machado ofertando pratarias aos noivos; Tomé Zaidan colocando cedo a "meninada" no balcão; Antônio Moraes (Alfaiataria Moraes), Jorge Koury, José Luís Alves de Souza, M. C. Lins, perderam o concorrente Josafá Pereira (preferiu o tabelionato), no alinhavar casimiras, brins e caroá destinados aos jovens; Belarmino de Paula Santos (como gostava de conversar) e Albino Gueiros Sales, cortando o cabelo dos garotões; Francisco Grossi (Chicó), depois a esposa Menininha, divertindo o povo, com Carlitos, "Os Três Mosqueteiros", Tom Mix, Buck Jones, e outros astros do cinema; Adalberto Souto, com os tacos de marfim, fazendo a boia rolar no pano verde; Maurício Amorim, Gerente do Banco de Garanhuns e seus "espects" contadores, Tranquilino Viana e Demerval Matos, na manipulação de juros e dividendos; Audifaz Aguiar, Álvaro Peçanha Barreto e Luís Burgos Filho na equipe de fundação do BB, trazendo os MIL REIS para fortalecer a economia comercial e um grupo de bancários que foi crescendo e entre estes temos - Alcindo Wanderley, Artur Napoleão Goulard, Álvaro Maranhão, Aristides Barcelos, Edilberto Correia, José da Guia Cabral, Lourival Jatobá, Waldomiro Pernambuco e outros; Adhemar Pires Travassos, Antônio Pereira da Silva, Heribaldo Acioli e José Vieira, fazendo a conta dos "lucros e perdas" na irmandade do "varejo e grosso", sendo que, o primeiro, (diz Nivaldo Luna), era o cônsul dos garanhuenses, na Capital Pernambucana, para resolver os problemas dos amigos da "boa terra"; na área profissional, tem-se: no FÓRUM, as figuras dos juízes - Joaquim Maurício Wanderley (1909/1913), José O. de Abreu e Lima (1914/1917), José Vieira Rabelo (1919), Ernesto Vieira dos Santos (1920/1925), Jonatas Costa (13/06/1925 a novembro de 1930), Severino Tavares Pragana (1931/1932), Lauro Dornelas Câmara, cujo filho advogado Reinaldo Dornelas Câmara projetou-se na área governamental, Evandro Muniz Neto (1934/1935), Edmundo Jordão de Vasconcelos (1936/1941), Lito de Azevedo Silva Filho (1942/1960), e os promotores públicos: Alfredo da Silva Vieira, Clínio Mayrink, João Rufino da Silva Melo, Lira e Cezar, Epitácio Cavalcanti Pessoa Sobrinho, Osvaldo Gadelha; Advogados - Anísio Arroxelas Carapeba, Erasmo Peixoto, Edmar Lopes, Enock Nogueira, Eurico Costa, João Domingos da Fonsêca, Manoel Agripino do Rêgo Barros, Morse Lira, Sátiro Ivo Júnior, Urbano Vitalino de Melo; Cirurgiões-dentistas - Flávio Lira, Ivo Rangel, Joseph Gorembein, Luís Andrade, José Alexandre Sobrinho, Mário Matos, Osório Souto, Paulo Magalhães, Pérola Grossi; Farmacêuticos - Carlos Guerra, Florismundo Lima, Jocelino Caldas, José Álvaro Lima, Péricles e Dorval Santos; Médicos - Edgar Taveiros, Geovani Lima, Godofredo de Barros (anteriormente farmacêutico), José A. Tavares Correia, Lessa de Andrade, Luiz Guerra, Pedro de Góis, Othoniel Furtado Gueiros, Raul Camboin. Tabeliões -Antônio Eutímio de Azevedo (1º), Mário Sarmento Pereira de Lira (2º), Josafá Pereira (3º), posteriormente, Celso Galvão, Maximino F. da Silva e Mário Monteiro e os escrivães juramentados - Mário Falcão Campos, Tiago Veloso, Acácio Luna, além de Nair Pereira e Semiranis Bezerra; Associação Comercial e dos Cafeicultores; Hotel Central de Ivo Rangel e Familiar (Dorval Santos foi arrendatário); Templos religiosos - Catedral, construída no quadriênio 1856/1859 e reformada em 1907, graças ao empenho total de Dr. Joaquim Maurício Wanderley, onde, às quintas-feiras, à tarde. D. Germila Brasileiro ministrava o catecismo, e sede das Associações - "São Vicente de Paula", "Apostolado de Maria", "Filhas de Maria": Templo Presbiteriano, no lado oposto à Catedral com a realização de "cultos" aos domingos, pela manhã e sede das seguintes associações: "Sociedade Esforço Cristão", Presidente Manoel M. Lucas (1922), "Auxiliadora das Senhoras", Presidente - Luiza Vilela (1922), "Esforço Cristão Juvenil", Presidente Israel Gueiros (1922). Palácio Episcopal que abrigou Dom Manoel Antônio de Paiva e, depois, Dom Mário Miranda Villas Boas, um dos maiores oradores sacros do Brasil. Grupo Escolar Severino Pinheiro (em 1930, após a Revolução, passou a ser denominado Grupo Escolar Nilo Peçanha), derrubado na administração de Celso Galvão para ser, neste local, construído o atual prédio da Prefeitura Municipal. E, ainda, nos dias de sábado, até há alguns anos passados, o lugar das feiras-livres.

Fonte: Os Aldeões de Garanhuns / Alberto da Silva Rêgo / Coleção Tempo Musical 10 / Centro de Estudos de História Municipal

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