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sexta-feira, 29 de maio de 2020

SEU EMANUEL TENÓRIO DE HOLANDA

Seu Emanuel Tenório fez parte do elenco,
de "Jesus Alegria dos Homens" de 1991 a
2000
No dia 26 de agosto de 2006, o Colégio Diocesano de Garanhuns, perdeu um dos seus maiores símbolos de alegria, humildade e fé: Emanuel Tenório de Holanda. Foi aluno do Gigante da Praça da Bandeira (Praça Mons. Adelmar da Mota Valença) e nele trabalhou com serenidade e amor, por mais de trinta anos. Sua longa passagem pelo Colégio, como coordenador, foi marcada por um carisma indescritível, um amor inabalável e uma dedicação impressionante. Foi ele que, em 1989, retomou os trabalhos de teatro do Colégio.

Seu Emanuel sempre gostou muito das artes cênicas. Quando adolescente, guiado por Mons. Anchieta Callou e Dona Almira, participou de peças realizadas no Diocesano. Em 1991, voltou aos palcos com a  peça João Simplício, apresentada no 1º Festival de Inverno de Garanhuns. Meses antes, Prof. Carlos Janduy o convidou para fazer parte do elenco de Jesus Alegria dos Homens, a Paixão de Cristo de Garanhuns que estreava naquele ano. Apesar do frio que enfrentaria no Alto do Magano, não hesitou e aceitou o convite de Gerson Lima, diretor do espetáculo, para interpretar Pedro, apóstolo de Jesus. Seu entusiasmo era tanto que contagiava a todos os colegas de cena. Aos 64 anos, lá estava Seu Emanuel com sua energia extraordinária, emanando simpatia e conquistando o coração de todos do espetáculo Jesus Alegria dos Homens, do qual participou por vários anos.

Dentre as tantas homenagens póstumas, prestadas ao Senhor Emanuel, duas foram publicadas no Informativo Diocesano Sempre, edição número 49. Nada mais justo do que registrá-las como prova indelével de quanto este Homem foi e é querido e o quanto contribuiu com sua sapiência e seu jeito especial de ser, para a História do Diocesano.

Um amigo no Céu

E lá se foi meu amigo, Amigo de verdade, Amigo luz, Amigo exemplo. Quanto aprendi com ele! Deveria ter aproveitado mais as lições de vida do seu tempo; mas ainda bem, meu Deus, ainda bem que deu tempo marcar a nossa amizade com uma declaração franca e mútua de afeto e consideração.
Que saudade!...
Saudade que  banha meu rosto...
Saudade de sua atenção, de sua espirituosidade...
Quanta mansidão no olhar e nas palavras.
Quem dera, meu Deus, eu chegar àquela grandeza.
Quis o destino que eu não o visse partir... Nem antes nem depois, mas guardasse dele o sorriso, o abraço, a voz, os conselhos e um pedido...
Agora no céu um anjo a mais (daqueles bem íntimos de Deus).
Aqui na terra foi homem de viver e Fé e a Humildade.
Ganhou um lugar no céu do coração de todos que o amavam e, claro, a compensação Divina.
"Ronca o besouro na flor...
Na flor... Na flor...
Ronca o besouro na flor",
anunciando um amigo no céu.

Carlos Janduy
(Recife, 26 de agosto de 2006)

Ao mestre com carinho 

Quando eu penso em um homem bom, meu paradigma é sempre Seu Emanuel. Ele foi sempre um grande sujeito. Tinha um coração lindo e um sorriso e uma lição para nos dar. Nunca recebeu ninguém de cara feia, cuidava de todos sempre com carinho, como se fôssemos filhos seus.
O Colégio Diocesano não será mais o mesmo; vai ficar o vazio deixado por um homem grande - de ação, de coração, de amor.
Adeus, Seu Emanuel, e continue cuidando da gente ai de onde o senhor está, junto de Deus.
Com muito amor, de sua amiga a quem fará falta o abraço apertado.

Marília Jackelyne Nunes
(Agosto de 2006)

Dele guardaremos este belo testemunho de fé: "Não tenho medo de morrer, porque creio muito em Deus e sei que ele me ama". Emanuel Tenório de Holanda.

Texto transcrito do livro Colégio Diocesano de Garanhuns - Cem Anos de Ciência e Fé - Manoel Neto Teixeira - 3ª Edição - 2015

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