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quarta-feira, 3 de junho de 2020

GARANHUNS ANTIGA

... e a cidade despertava ouvindo o côro dos pregoeiros oferecendo seus produtos; cada um à sua maneira, mungunzá (chá-de-burro), cuscuz ensopado no leite de coco, tapioca, frutas e até o comprador de jornais velhos e garrafas. Enquanto os operários dirigiam-se ao trabalho, o comércio começava a abrir as portas e os estudantes concentravam-se no páteo dos colégios esperando a campainha dar o sinal de entrada. Em frente ao "Colégio Santa Sofia" ficavam as normalistas ostentando a farda de blusa branca, boinas e meias da mesma cor, saia azul-marinho e sapato preto de verniz. Em dado momento, surgiu um vendedor de umbus, anunciando alto e bom som: "Imbu... Sete por dois tostões!... Imbu... Sete por dois tostões!... Ia muito bem quando apressou o ritmo do pregão: "Imbucete por dois tostões!... Imbucete por dois tostões!..." João Vila, funcionário da Prefeitura Municipal entendeu diferente e abordou o vendedor de umbus. "Olhe, se você quiser continuar vendendo essa porcaria diga seis imbus por dois tostões e da um de quebra. Se continuar com estória de embucete meto-o no xadrez. Ouviu?..." (Humberto Alves de Moraes - Garanhuns, 3 de Abril de 1993).

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