sábado, 6 de junho de 2020

PERNAMBUCO REGISTRA 850 NOVOS CASOS DE COVID-19 E 65 MORTES, NAS ÚLTIMAS 24H

Pernambuco contabilizou, neste sábado (6), 850 novos casos do novo coronavírus. Destes, 199 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 651 como leves. De acordo com o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), com as novas confirmações, Pernambuco totaliza 39.361 pessoas infectadas.

O Estado confirmou, nas últimas 24h, outras 65 vítimas da doença. Com isso, o Estado totaliza 3.270 mortes pela Covid-19. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

OS RETIRANTES

Os Retirantes
Hildeberto, todos nós somos um mundo em miniatura e nele tudo é computado. E nada fazemos que não esteja em nós mesmos. Mas para falar a verdade, meu amigo, você apenas desembolsou o espírito de criatividade que já de muito tempo reside em você. Por outro lado,  nós damos o que temos. Em contrapartida, só recebemos o que damos. E você, meu velho amigo, tem muito o que receber e muito mais para dar, como demonstra através deste bico de pena que eu prefiro nomear de 'Os Retirantes'. Este desenho, aliás, não é nada menos do que o retrato fiel da sua personalidade, alojada a uma larga sensibilidade de grande amigo e jornalista.

Antônio Inácio Rodrigues
Garanhuns, 22 de Janeiro de 1983

LUIZ VELOSO GUERRA

Luiz Veloso Guerra, pessoa simples e querida em Garanhuns, foi em épocas passadas um dos esteios do nosso futebol amador. Tinha grande amor por Garanhuns. Faleceu em setembro de 1984.

CURIOSIDADES NA POLÍTICA DE GARANHUNS

A amizade e a confiança entre Alfredo Leite Cavalcanti e Aloísio Souto Pinto era tão firme que ambos concorrendo ao cargo de vereador, resolveram um votar no outro. Naquela época, o eleitor colocava uma chapinha datilografada na urna. Aloísio Pinto escolheu um cor e Alfredo outra para diferenciar as chapas. Na apuração, Aloísio recebeu um voto numa chapa de cor diferente ocorrendo o mesmo com Alfredo Leite. Ambos foram eleitos. (Humberto Alves de Moraes, 3 de Abril de 1993).

JOSÉ MENDES DE LIMA

José Mendes de Lima
GARANHUNS - Alagoano de União dos Palmares, ainda jovem veio morar com seus irmãos no Olho D'água de Góes, Correntes, Pernambuco. Depois foi residir em Pau Amarelo, também em Correntes, sempre lutando no plantio de algodão, café, etc. Tempos depois casou-se com a Senhora Lionizia Mendes de Lima. Casal unido, ornamentado no amor com os  ditames de igreja. Enfim, um homem querido do grande ao pequeno.

Pessoas que o conheciam muito bem, ele era figura de primeira grandeza, tinha muitos predicados que fizeram dos seus filhos filhos, grandes exemplos. Ele educou as três Marias: do Socorro, de Lourdes e das Graças e o seu Jocelino, no caminho do 'Porto Seguro'. Elas foram ex-alunas do 'Santa Sofia' e ele, do 'Diocesano' do Mons. Adelmar.

Depois de vender suas terras em Pau Amarelo, para não ficar parado em parceria com o seu amigo Pedro Severino da Silva (Pedro do Ferro Velho), cultivou melancias notadamente  no distrito de São Pedro, em Garanhuns. 

Seu José Mendes sempre ia  à igreja da Boa Vista em companhia da esposa, o seu braço direito em todas as  horas. Gostava muito de andar a pé. José Mendes era devoto do 'Santo do Nordeste', padre Cícero.

Quando trazia algodão de Pau Amarelo para vender nesta  cidade, no Posto de Classificação um dos funcionários ao seu genro Ulisses e colaborador deste jornal (Imprensa do Agreste), que tinha ordens superiores de não classificar  seu produto, numa prova cabal de sua confiança. Residiu por mais de 45 anos no bairro da Boa Vista, Garanhuns. 

O Sr. José Mendes de Lima faleceu em 22 de fevereiro de 1999, aos 92 anos de idade.

CENÁRIOS DE PERNAMBUCO

Capela de São José - Povoado Bela Vista - Iati, Pernambuco
Foto: Anchieta Gueiros

O LADO POSITIVO DO 'ESPÍRITO EMBOABA'

Ivo Amaral
Tivesse eu nascido em Garanhuns e não hesitaria um momento, engajando-me, de armas e bagagens, nas hostes do 'emboabismo' de Waldimir Maia Leite, porque seu velho burgo alcance a auto-determinação, repelindo comandos 'teleguiados'  - a palavra é do belicoso confrade do PARALELO -  retomando a tradição de ser  dirigida pela 'prata da casa'. Afinal, uma comunidade que se pode ufanar de 'inclita geração' de 'líderes nativos' - e lembraria, a esmo, Manoel Jardim, Sátiro Ivo, Júlio Brasileiro, Souto Filho, Mário Lira, Elpídio Branco, Tomas Maia, Euclides Dourado, Aloísio Pinto para falar apenas dos mortos - firmou direito a repetir o orgulhoso brasão dos paulistas - 'non ducor, duco', não aceitando 'donatários' sem a marca do 'cunho telúrico'. Claro que esta 'exaltação' do emboabismo há de entender-se em termos, dentro da concepção arejada de que também os chamados 'forasteiros' podem ter sua vez, desde que  passem pela crisolda integração no meio, pela longa vivência, pelo amor à terra de adoção, pela identificação com os anseios comunitários. Li, por exemplo, numa edição do O MONITOR a lista dos que disputam a sucessão de Amílcar Valença e sei que nem todos são filhos da terra, nasceram noutras ribeiras, o caso, por exemplo, de Ivo Tinô do Amaral, 'jagunço' de minha 'pusila respublica' - Canhotinho, porque se não estou em erro, nasceu em Salobro, do então distrito de Lajedo, então fazendo parte do município que deveu sua autonomia a um 'forasteiro' aclimatado na nova comuna - o Coronel Paiva, de Jupi, à época integrando o velho 'curado de São Bento'.

Do clã do velho Amaral de Salobro, cuja altura moral se pode medir pela figura ímpar de um homem 'fora de série' - Dom João da Mata, uma das mais requintadas expressões de grandeza humana' - Ivo quase perdeu o sinal de origem, tornando-se um garanhuense da melhor cepa, e bravo militante político, se me afigura credenciado a reeditar a boa tradição dos grandes edis da terra de Simôa Gomes, com o mesmo clã e alma dos que melhor serviram à cidade, entre os quais líderes de grupos opostos - Amílcar e Souto Dourado.

Moço, de certo aspirando a outras 'áfricas', sonhando aquelas 'cousas' grandes e cousas futuras' da 'cabocla' do Morro, no Esaú e Jacó, de Machado de Assis, o matuto de Salobro faz jus à confiança do eleitorado que vai, a 15 de novembro próximo, decidir a sucessão de  Amílcar Valença. Acredito nas urnas de novembro próximo, o drama do eleitorado da terra será optar, porque, para honra da política local, os vários nomes me parecem do melhor gabarito. Ivo não faz má figura neste páreo, tendo tudo para acaudilhar a preferência dos seus conterrâneos por adoção. E se o ajudarem, como crédito de confiança que ele lhes pede, estou certo de que ao cabo Garanhuns é que sairá ganhando.

José Antônio da Costa Porto
Advogado, jornalista, historiado e político
Canhotinho, 10 de Outubro de 1976

ESTADOS DO NORDESTE RECORREM AO STF CONTRA TRANSFERÊNCIA DE R$ 83,9 MILHÕES DO BOLSA FAMÍLIA PARA PUBLICIDADE

Os Estados da Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão e Piauí questionam, mais uma vez, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), a concentração de cortes do Programa Bolsa Família no Nordeste. Em petição apresentada nesta sexta-feira (5/6) à Corte, os procuradores-gerais desses Estados pedem também a anulação dos efeitos da Portaria 13.474, de 02/06/2020, na qual o Ministério da Economia suspende o repasse de R$ 83.904.162,00, originalmente destinados ao Programa Bolsa Família, e os destina para a comunicação institucional do governo federal.

Os cortes dos benefícios do programa estão suspensos enquanto durar a pandemia por força de liminar do ministro do STF Marco Aurélio Mello, de 23 de março, na Ação Cível Ordinária (ACO) 3359. Naquela decisão, o ministro também determinou que a União disponibilize dados que justifiquem a concentração de cortes de benefícios no Nordeste e dispense aos inscritos nos Estados-autores tratamento isonômico em relação aos beneficiários dos demais entes da Federação.

“Esses dados nunca foram apresentados pelo governo federal e agora nos deparamos com essa transferência de recursos do programa para a publicidade. Pedimos que o STF determine que a União faça a recomposição dos R$ 83,9 milhões ao Bolsa Família e disponibilize os dados que justifiquem a concentração de cortes no programa no Nordeste, além de explicar por que os cortes continuam ocorrendo a despeito da liminar do ministro Marco Aurélio Mello”, explica o procurador-geral do Estado de Pernambuco, Ernani Medicis.

Na petição desta sexta-feira dentro da ACO 3359, os procuradores-gerais argumentam que “as condutas da União afrontam diretamente o procedimento acautelatório exarado nos autos do processo, pois à mingua da disponibilização das informações aptas a justificar a concentração de cortes do Bolsa Família na Região Nordeste, ainda promovem significativos cortes no aludido programa que visa atender justamente a parcela da população brasileira mais vulnerável e em período de excepcional necessidade de calamidade sanitária”.

"É inadmissível o desrespeito à ordem do ministro Marco Aurélio, para que fosse explicada pelo Governo Federal a odiosa concentração no Nordeste dos cortes dos benefícios do Bolsa Família. A decisão do ministro do STF também determinou que a população nordestina tivesse tratamento isonômico em relação aos beneficiários dos Estados de outras regiões. Não fosse a flagrante iniquidade da postura do Governo Federal, assombra o conteúdo da recente Portaria do Ministério da Fazenda que anula a dotação de quase R$ 84 milhões do Bolsa Família, transferindo, abrindo crédito para o Governo Federal gastar em comunicação institucional", afirmou o procurador-geral do Estado da Bahia, Paulo Moreno Carvalho. 

DADOS - Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Cidadania e divulgados em 03/06/2020, é possível se inferir que o Nordeste continua penalizado no que tange ao programa de distribuição de renda do governo federal, visto que no mês de maio de 2020 foram atendidas menos famílias que no mesmo período de 2019, mormente quando estamos em pleno quando de retração econômica decorrente da pandemia do coronavírus.

Com informações da Ascom/PGE-BA07:04 06/06/2020

GARANHUNS DE ANTIGAMENTE

Dr. Petrônio Fernandes
Quando estive com Nalva e Ivo visitando Dora e Amílcar a conversa animou-se centrada principalmente em ocorrências e fatos de Garanhuns de antigamente: as campanhas políticas, os bons tempos da exportação de cafés finos, as flores da fazenda de Afonso Notaro e a plantação experimental de trigo que o agrônomo italiano fizeram em cooperação com os técnicos  da Secretaria de Agricultura, as inaugurações do Hospital Dom Moura e do novo edifício da Prefeitura que contou com a presença de Agamenon Magalhães e do então ministro da Guerra, general Eurico Dutra, representando o presidente Getúlio Vargas, etc.

Não falamos todavia da sólida amizade que Amílcar Valença e Deusdedit Maia nutriram particularmente, enquanto na Câmara defendessem posições político-partidárias antagônicas!

Não sei se hoje em dia  existe esse tipo de comportamento humano entre eventuais adversários, como, por exemplo, a reunião de próceres da UDN e PSD nas célebres vaquejadas que Lula Branco empreendia no parque do Arraial, denominado Euclides Dourado em homenagem muito justa que a municipalidade presta ao antigo prefeito e cunhado de Souto Filho.

Em passado recente, quando ainda estava entre nós a figura bondosa de Ivonita Guerra, ela escreveu-me uma carta na qual constou um recado de Amílcar: "Eu que sempre fui amigo do seu pai, além de correligionários no PSD, nunca vi nenhum artigo seu sobre mim e as duas administrações que como prefeito realizei em Garanhuns!"

À época estava escrevendo para este jornal, então dirigido pela competência de Lúcio Mário Pereira dos Santos, a série Garanhuns de antigamente e, tinha razão Amílcar, não o incluíra entre as personalidades enfocadas em mais de uma dezena de artigos. Não porque ele não fosse e tivesse sido um homem público dos mais importantes da nossa terra, mas simplesmente porque num lapso de memória houvera esquecido de inclui-lo. Posteriormente, não lembro-me se para o Diário de Pernambuco e/ou Jornal do Commercio, do Recife, do Recife, escrevi um ensaio sobre o Ciclo Amilcareano de Poder, com alguns elogios e algumas críticas ao "leiteiro" de São Pedro.

Esse cognome "leiteiro" lhe foi de grande valia quando com Petrônio Fernandes disputou a Prefeitura nos anos 60. Recordo-mo que estava em visita aos meus pais em Garanhuns, e fui a um comício no bairro de São José, precisamente detrás da Cadeia Pública, prédio do PDV e a casa de Elias de Barros, onde, com Antônio Fininho (a última vez que o vi), Everardo Gueiros, e Vicente Cavalcanti, em derredor de Amílcar, conversamos sobre a disposição de Arraes fazer de tudo para ganhar a eleição municipal com Petrônio Fernandes!

Também fui a um comício da UDN defronte à Vila Maria e igualmente conversei com Álvaro Rocha, Zé Cardoso, Manoel Joaquim, o então estudante de medicina José Carlos Fernandes, irmão de Pedro Hugo, ambos sobrinhos de Petrônio, que naquele memorável pleito teve o apoio de Aloísio Pinto, Miguel Arraes e do PTB.

Naquela ano Ivo adentrava na carreira política como candidato a vereador e Antônio Fininho, mais tarde seu compadre, era um dos mais destacados colaboradores. Zé Inácio também pleitava a vereança e Rogério Souto Maior, meu irmão, organizava uma bancada estudantil na  UEG para apoiá-lo!

As campanhas políticas em Garanhuns sempre foram acirradas, uma briga de foice no escuro, porém, passada a eleição, a normalidade voltava à terrinha na mais santa paz do Senhor. O vencido cumprimentava o vencedor e vice-versa esqueciam os ataques da campanha, e o trabalho abençoado de cada dia seguia abençoando a saúde física quando espiritual de ambos! Mesmo porque aqueles ataques não envolviam a honra e a dignidade de quem quer que fosse,
ferinas farpas, isso sim, mas sem maiores consequências futuras - ao contrário dos tempos de Júlio Brasileiro e da Hecatombe, tão bem retratados em Anatomia de uma Tragédia, livro já consagrado do professor Mário Marcio.

"Doutor Guerra já ganhou
Essa grande eleição
Porque o povo que vota nele
Dá o seu voto de coração!"

"Eu não sei se vou pra Guerra
Ou se fique com Figueira
Se for pra Guerra sou baleado
E com Figueira morro enforcado!"

Essas duas quadrinhas dentre outras tantas do "hino" cantado numa paródia do baião de Luiz Gonzaga, os garanhuenses da minha geração ouviram cantar e/ou cantaram na disputa Doutor Guerra versus Coronel Figueira. Tal qual a anedota contada no botequim da esquina, ninguém viu e ninguém sabe quem foi o autor!

Rinaldo Souto Maior
Jornalista e historiador
São Paulo, 25 de Julho de 1992

Mau Tempo

João Marques

Espero tempo agradável
igual às manhãs de abril
minhas ruas de andar
o sol ameno, a brisa leve
como chegam sempre
notícias de Clara
e do azul distante
as borboletas amarelas
na roseira que ficou
a carta de longe
a colegial que acena
o vendedor de ilusão
nada passa hoje
nada sai do tempo
o que me resta
esperar a noite 
que chega por encanto
e esconde a rua
o que é meu...
minha espera é sombra
apago a luz.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

PERNAMBUCO ANTECIPA PONTOS DO PLANO DE CONVIVÊNCIA COM A COVID-19

O Plano de Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19, apresentado na última segunda-feira (01.06), passará por ajustes para as próximas semanas. Parte dos 32 setores que voltarão a operar ao longo das 11 etapas previstas teve o cronograma antecipado ou sofreram alterações nas regras de funcionamento, para contemplar as especificidades de cada segmento. A partir de segunda-feira (08.06), além da reabertura do comércio atacadista, a construção civil voltará a funcionar com 50% de seu efetivo em horário livre, e não mais das 9h às 18h, como planejado anteriormente. Shopping centers também poderão oferecer o serviço de coleta por drive thru nos estacionamentos uma semana antes do previsto.

Clínicas e consultórios médicos, odontológicos e veterinários, óticas, clínicas de fisioterapia e de psicologia, que retornarão às suas atividades no próximo dia 10. Antes, as atividades não possuíam data definida. Todas as orientações sobre os protocolos gerais e específicos a serem cumpridos pelas empresas, de forma a evitar a propagação da coronavírus, podem ser acessadas no site oficial  www.pecontracoronavirus.pe.gov.br.

A reabertura gradual do varejo para lojas de até 200 metros quadrados funcionará ao mesmo tempo para todo o comércio do Estado, no Centro e nos bairros. Esses estabelecimentos estão autorizados a reabrir a partir do dia 15 de junho. Serviços de venda, locação e vistoria de veículos, que seriam retomados a partir da fase 4.4, também voltarão a funcionar na mesma data. 

Salões de beleza e serviços de estética, cujo atendimento estava previsto para começar a partir do dia 15, continuam sem alterações. Esses estabelecimentos precisarão atender um cliente por vez, por agendamento, sem fila de espera e com higienização entre um cliente e outro, além de obedecer ao distanciamento de, pelo menos, 1,5 metro entre clientes. A partir da mesma data também poderão ocorrer os treinos de futebol profissional.

As mudanças são fruto de um diálogo constante com as representações empresariais e estão de acordo com as normas de segurança no ambiente de trabalho, acertadas seguindo orientações do Comitê Socioeconômico de Enfrentamento ao Coronavírus do Governo de Pernambuco. O Plano de Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19 considera, prioritariamente, a relevância socioeconômica dos setores e os riscos que o retorno de cada atividade pode representar para a saúde da população. 

A primeira etapa foi iniciada na última segunda-feira (01.06), com a liberação da operação de lojas físicas de material de construção, seguindo novos protocolos de atendimento, e com funcionamento exclusivamente por delivery do comércio não essencial, que esteve restrito nos 15 dias de intensificação da quarentena.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, há um esforço do Comitê Socioeconômico em ouvir permanentemente as lideranças setoriais para que o plano avance sem ampliar os riscos à população. O restabelecimento escalonado das atividades econômicas e a circulação de pessoas estarão sob avaliação, e o cumprimento do cronograma depende do comportamento das curvas de contaminação e de mortes provocadas pelo novo coronavírus.

Atualmente, um grupo formado por agentes da Secretaria de Saúde de Pernambuco, em parceria com o Laboratório de Imunopatologia Keiso Asami (Lika), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além do Porto Digital, mantém atualizado o mapa do impacto da pandemia em todo o Estado.

ESCOLA AO VIVO DEBATE INOVAÇÃO NO TCE, OPORTUNIDADES E DESAFIOS


Na próxima terça-feira (09), às 19h, o TCE-PE e a Escola de Contas Públicas Barreto Guimarães realizam mais uma série do projeto Escola AO VIVO, com o tema: “Inovação no TCE: Oportunidades, Desafios e Perspectivas”. 

Participam da discussão o presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Dirceu Rodolfo, e George Valença, professor do Departamento de Computação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e coordenador do convênio de cooperação técnica em inovação entre o TCE-PE e a UFRPE. 

Também integra o time, Fátima Brayner, pesquisadora sênior em Engenharia Ambiental e gerente de projetos no TCE-PE, que fará a mediação do debate.

“Vamos abordar a mudança na atuação dos órgãos de governo diante da pandemia, e o processo de inovação que é catalisado por esse cenário, também discutindo temas de tendências, como design de serviços orientado a dados, quando cruzamos tecnologias com o mundo do design”, explica George Valença. 

O encontro também tratará de temas como a ressignificação do papel do setor público em meio à pandemia; as mudanças que ocorreram nos diversos setores do TCE-PE durante a quarentena e o processo de inovação que o momento pede, avaliando como torná-lo sustentável e rico dentro do contexto atual.

O objetivo da discussão é iniciar uma reflexão sobre o momento, que exigirá uma visão aberta para as diferentes formas de inovação.

Você pode acompanhar a conversa ao vivo por meio do canal da Escola de Contas no Youtube. Não esqueça de se inscrever no canal para receber as notificações.

A VELHICE

Maviael Medeiros

Descortina-se a aurora de uma vida;
os hinos de ninar pairam nos Céus;
a natureza canta embevecida,
expondo os seus policromados véus.

Nas odisseias em que o tempo avança,
as provocações da vida se acentuam;
e o pequenino ser, não mais criança,
cresce, produz e as obras continuam.

As vaidades marcadas pelos anos
gravam em cada ruga uma vivência;
seus sonhos não são mais que desenganos...

Vem-lhe o inverno da velhice e a dormências;
e a máscara de horror dos mais insanos,
faz afugentar-lhe a vida e a consciência.

RUA JOÃO CÂNDIDO DA SILVA - GARANHUNS, PERNAMBUCO


DOUTOR WALTER SWETNAN


A gestão do missionário americano Dr. Walter Swetnan, marcaria um dos grandes momentos da História do Colégio Evangélico Quinze de Novembro em Garanhuns. Foi pelos idos de 1945 que ele conseguiu, a duras provas e muitas lutas, o reconhecimento da oficialização do Colégio através do Ministério de Educação e Cultura. Até então era um educandário pro-forma, sem a chancelada oficialidade, embora de há muito já viesse funcionando com todos os requisitos indispensáveis para o reconhecimento. Suas instalações já eram dotadas das condições exigidas para o funcionamento nos moldes de então. Mas foi o Decreto de número 18.453 datado de 24 de abril do ano de 1945, que lhe deu a oficialidade de funcionamento, com a aprovação dos cursos clássico e científico. Novos horizontes, portanto, se abririam para o querido Colégio Quinze face ao reconhecimento conquistado duramente.

É bem de ver que o País transitava nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, e é também de se esperar, que na vigência de uma guerra mundial, muitos outros problemas mais graves tomavam conta das autoridades da Nação. Portanto, a espera e a luta foi grande, mas sempre entendida e justificada pelo fato de se estar vivendo numa época de guerra e restrições de toda sorte.

Mas, a ação do Dr. Swetnan não ficaria restrita ao grande momento da conquista da oficialização do educandário. Outros grandes melhoramentos no aspecto material haveriam de surgir como por exemplo a construção das novas instalações destinadas ao estudos das Ciências, Física, Química Biológica, Desenho e outras áreas de ensino. Muitos dos contemporâneos do Dr. Walter Swetnan, afirma que ele era possuidor de uma cultura humanística de larga projeção. "Uma cultura polimorfa" como diria o Dr. Urbano Vitalino, um dos  destacados nomes da nossa Advocacia Pernambucana, ex-aluno do Colégio Quinze. O próprio Dr. Walter Swetnan dava mostras - sem - exibicionismo - de portador de uma cultura sem similares em Garanhuns, em Pernambuco e no Nordeste. Jairo Portela, hoje advogado com Banca instalada no Recife, destacado empregado da CHESF por duas décadas, foi no Colégio Quinze, uma espécie de patrimônio. Aluno, depois Inspetor de Disciplina, Diretor de Internato e Professor de Matemática e Desenho, afirma que Dr. Swetnan dominava vários idiomas. "Dr. Walter Swetnan", afirma Jairo Portela, "era formado em Línguas Orientais, podendo ler também hieróglifos e caracteres cuneiformes". Além dessa sua exclusiva capacidade, o doutor professor lia originais da Bíblia em Hebraico e Aramaico, falando fluentemente o francês, o espanhol, e conhecendo razoavelmente o latim e o grego. É de se esperar portanto que do Dr. Swetnan logo cedo dominasse a nossa língua portuguesa. Quem lembrava dessa proeza de falar - com o passar dos anos - o português, era  o professor Aggeu Vieira, conhecidamente um estudioso da nossa linguística.

A professora Noemi Gueiros Vieira, esposa do professor  Aggeu, um, dos mais respeitados nomes da cultura de Garanhuns e que teve a sua formação saída dos bancos do Quinze, é quem nos conta alguma coisa sobre o Dr. Walter Swetnan. Diz ela: "No desempenho das suas tarefas de Diretor (ele era o Diretor e professor), Dr. Swetnan era sempre muito compreensivo com os alunos, demonstrando um acendrado conhecimento de psicologia educacional". Nesse ponto, o comportamento do amigo Diretor era conhecido: não aplicava punições excessivas, mas primava pela disciplina.

Muito ligado aos esportes - quem nos lembra é ainda a professora Noemi Gueiros Vieira - Dr. Swetnan jogava muito tênis, ao lado do Dr. Franklin Thompson (filho do velho diretor Dr. Thompson), do Dr. Neville e do professor Aggeu Vieira. Os quatro formavam as duas duplas de  maiores tenistas do Colégio. Dr. Walter Swetnan permaneceu à frente do Colégio por uma década inteira, como diretor e como professor. Após este período retornou aos Estados Undos, para "umas poucas férias" e de lá foi obrigado a ficar por diversos motivos, inclusive de saúde). Muitos dos seus colegas professores e alguns alunos lembram o fato pitoresco de que Dr. Swetnan costumava assobiar permanentemente. Descontraído em seu gabinete, fazendo alguns trabalhos rotineiros assoviava, e às vezes percorrendo o solfejo continuava. "Passar pelos corredores do Colégio ainda hoje, é lembrar na memória auditiva a passagem do dr. Swetnan pelo Quinze e o que foi a sua figura em nossa Cultura", acrescenta dona Noemi Gueiros Vieira.

As ações do Dr. Walter Swetnan seria seguidas pela administração do professor José Maurício Wanderley também uma grande figura do Colégio Quinze, tendo ali formado e educado toda sua família.

Marcílio Reinaux
Escritor, desenhista, poeta e historiador
Recife, 24 de Agosto de 1985

PREFEITOS PERNAMBUCANOS DEVEM EVITAR QUE POPULAÇÃO ACENDA FOGUEIRAS E A QUEIMA E COMERCIALIZAÇÃO DE FOGOS DE ARTIFÍCIO

O Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), por meio do Gabinete de Acompanhamento da Pandemia do novo coronavírus, publicou na tarde de hoje, 4, a Recomendação PGJ n.º 29/2020, que versa sobre a proibição do acendimento de fogueiras, a queima e a comercialização de fogos de artifício, enquanto perdurar a situação de calamidade pública, decorrente da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“A tradição junina de acender fogueiras e queimar fogos de artifício, naturalmente, provoca três problemas que irá dificultar o combate à Covid-19, quais sejam: a) aglomerações, comprometendo a eficácia do isolamento social como medida de contenção da pandemia; b) produção de muita fumaça que irá elevar os riscos de problemas respiratórios e agravar os pacientes que estão contaminados; c) Acidentes como queimaduras que pode agravar a superlotação da rede hospitalar. A medida, provavelmente, não será bem recepcionada, mas tenho consciência que em tempos de defesa da vida e saúde dos Pernambucanos, precisamos ter coragem para tomar atitudes extremamente impopulares, mas essenciais para conter o avanço da Covid-19 nas terras pernambucanas”, disse o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros, no texto da Recomendação.

Fica recomendado aos prefeitos municipais de todo o Estado, enquanto perdurar a situação de calamidade pública em decorrência da pandemia do novo Coronavírus, a edição de ato normativo para proibir o acendimento de fogueiras e a queima de fogos de artifício, em locais públicos ou privados, em todo o território municipal.

Ainda assim, os normativos municipais devem indicar o exercício do poder-dever de polícia para fazer cumprir o ato do Poder Executivo, com as medidas administrativas necessárias para coibir o seu descumprimento, a exemplo de: suspensão da concessão e renovação de autorizações para estabelecimentos de venda de fogos de artifício; cassação das autorizações porventura já concedidas antes da proibição em questão; fiscalização de campo para impedir o acendimento de fogueiras e a queima de fogos, com aplicação de sanção pelo descumprimento de multa e apreensão, por exemplo.

“A superlotação das instituições hospitalares, públicas e privadas, poderá inviabilizar o atendimento de todos os que necessitarem de atendimento médico, inclusive os intoxicados pela fumaça das fogueiras e os queimados pelo manejo de fogos de artifício, para além das complicações decorrentes da Covid-19. Ainda assim, as tradições juninas têm caráter cultural, mas não podem prevalecer sobre o direito à saúde e o direito à vida, aos quais deve ser atribuído maior peso em ponderação, à luz dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como da precaução e da prevenção”, disse ele no texto da recomendação.

CAMINHADA

"Planas estradas às vezes pedregosas, seguindo venho sem passar por fora..."
Foto: Anchieta Gueiros

Severino Meira Henriques

Venho de longe de estações anosas,
Buscando o sim pela vida afora,
Plantas estradas às vezes pedregosas,
Seguindo venho sem passar por fora;

Nas alegrias sem quebrar as taças,
Nos infortúnios superando a dor.
... Riso excessivo desconcerta a graça,
A desventura retempera o amor.

E caminhando outro amanhã buscava,
No passar da noite esperando o dia,
Que no horizonte do leito se acordava.

E eu partindo de novo me encontrava,
Esperançoso daquilo que eu queria,
Viver meu mundo que de amor falava.

Garanhuns, 14 de Fevereiro de 1981

RUA MAESTRO LUIZ FIGUEIRÊDO - GARANHUNS, PERNAMBUCO


quinta-feira, 4 de junho de 2020

SESC VAI REVITALIZAR TERRENO DOADO PELO MUNICÍPIO DE GARANHUNS


A Câmara de Vereadores de Garanhuns aprovou nesta quinta-feira (04/06), em sessão parlamentar, o projeto de lei 011/2020, que repassa ao Sesc uma área de 25 metros lineares localizada na esquina das ruas Cônego Benigno Lira e Olavo Bilac, no Centro da cidade. A área conhecida como “buracão” fica ao lado do Hotel do Sesc e em frente ao Centro de Produção Cultural, Negócios e Tecnologia do Sesc (CPC). Por nove votos a favor, três contra e uma abstenção, o projeto concede ao município, proprietário da área, o direito ao Sesc de executar projetos ambientais no local.

No terreno, que mede 0,67 m² (menos de um hectare), o Sesc vai implantar um grande projeto de revitalização ambiental, já aprovado pelo Codema - Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente. Também vai executar o projeto “Sesc Poluição Zero”, que consiste na construção de uma moderna estação de tratamento de esgoto, que vai atender a unidade executiva do Sesc (localizada na Rua Manoel Clemente), o Hotel do Sesc, o CPC, o Restaurante Chá Preto, a Escola Sesc, a Academia Edelson José Cruz de Lima, o Parque Aquático, o Ginásio de Esportes, a Galeria de Artes e Cinema Ronaldo White e o Banco de Alimentos do Sesc.

“A cidade de Garanhuns, rica em belezas naturais e exemplo de preservação do meio ambiente com seus parques e praças muito bem cuidados, não poderia continuar convivendo com uma área onde são despejados lixo e entulhos. A aprovação desse projeto de lei vai permitir que o Sesc ponha em prática um projeto de grande relevância para toda a comunidade garanhuense, pois é uma instituição que colabora há anos com o desenvolvimento da cidade e da região”, afirma Bernardo Peixoto, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac.

EDUARDO DA FONTE CRIA PROGRAMA RENDA BÁSICA BRASILEIRA

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) protocolou nesta semana o Projeto de Lei 3023/20 que cria um programa social de distribuição de renda. O PL prevê o pagamento mensal de R$ 600 para os inscritos no benefício e a unificação das ações de transferência de renda do Governo Federal, como Bolsa Família, Bolsa Verde, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e Seguro Defeso.

Para ter direito ao Programa Renda Básica Brasileira, é preciso cumprir alguns requisitos, como, por exemplo, não ter emprego formal, ter renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo ou renda mensal até três salários mínimos. De acordo com o projeto, cada família pode ter até duas pessoas recebendo o benefício. Mulheres chefes de família receberão o benefício dobrado.

“É uma forma de dar mais dignidade as pessoas e uma forma eficiente de retomada da economia. O Renda Básica Brasileira vai possibilitar o aumento no consumo das famílias e, consequentemente, o nosso progresso econômico” explicou Eduardo da Fonte.

FERNANDO RODOLFO TRABALHA PARA EVITAR O FECHAMENTO DE GERÊNCIAS EXECUTIVAS DO INSS EM CARUARU E GARANHUNS

O deputado federal Fernando Rodolfo (PL) foi recebido na manhã desta quarta-feira (3), pelo presidente do INSS, Leonardo Rolim. O encontro aconteceu em Brasília e foi solicitado pelo parlamentar, que demonstrou preocupação com a informação de que as gerências executivas do INSS em Caruaru e Garanhuns seriam fechadas ainda este ano.

De acordo com Rolim, há uma determinação do Planalto para que sejam extintas pelo menos metade das gerências executivas em todo o país, o que se dará por critérios técnicos. O principal deles é a capacidade operacional das gerências a partir do número de agências vinculadas a elas. “No Sul, por exemplo, temos gerências com menos de 10 agências vinculadas. Essas certamente serão extintas”, disse o presidente Leonardo Rolim. Segundo ele, na região Nordeste, a situação é bem diferente o que traz certa tranquilidade. “Essa medida deve afetar o nordeste muito pouco”, garantiu ele.

Fernando Rodolfo apresentou números das gerências de Caruaru e Garanhuns, argumentando a importância delas para o interior de Pernambuco. “São duas gerências grandes que juntas, somam 37 agências e atendem a 134 municípios do estado”, argumentou o deputado. O presidente do INSS alegou, no entanto, que algumas agências poderão deixar de funcionar pela falta de recursos para bancar serviços terceirizados nas áreas de limpeza e de vigilância. “Se o nosso orçamento for recomposto até agosto desse ano, certamente não será necessário. Mas caso contrário, não teremos outra saída”, explicou Leonardo Rolim.

CAUTELAR SUSPENDE CONTRATAÇÃO IRREGULAR NO MUNICÍPIO DE DORMENTES

Uma Medida Cautelar (Processo TC nº 2053441-3) expedida monocraticamente pelo conselheiro Valdecir Pascoal na última quinta-feira (28) determinou à prefeitura de Dormentes a suspensão de um contrato de R$ 173.250,00 para instalação, produção, montagem e desmontagem de palcos, camarins, sistemas de iluminação e de som, banheiros públicos, arquibancadas, barracas, toldos, etc., para eventos comemorativos no município. Valdecir Pascoal é relator das contas do município em 2020.

A contratação teve origem no Pregão Presencial nº 12/2017, do qual saiu vencedora a empresa Julio Cesar Moreira Eireli. O prazo inicial do contrato era de 12 meses, mas, devido a um aditivo assinado em abril deste ano, foi estendido até abril de 2021.

A decisão do relator se baseou em uma fiscalização da equipe técnica da Inspetoria de Petrolina que, ao realizar auditoria no município, apontou incompatibilidade entre a prorrogação do contrato e as restrições impostas pela legislação ligada ao enfrentamento da Covid-19. O relatório da auditoria afirma que o objeto e a magnitude da despesa não condizem com o momento que o país atravessa, desde que a pandemia pelo novo coronavírus foi declarada em março pela Organização Mundial de Saúde.

O município de Dormentes reconheceu Estado de Emergência em 18 de março deste ano (Decretos municipais nº 49, 57, 62, 81, 89 e 97/2020) e Estado de Calamidade Pública, suspendendo a realização de eventos com aglomeração superior a 10 pessoas, segundo aponta o laudo do TCE.

Notificada a prestar esclarecimentos sobre a prorrogação do prazo contratual, a prefeitura informou que o aditivo serviria para assegurar a permanência dos preços que já são praticados, sem implicar a execução e o pagamento imediato do objeto contratado, e que nenhum evento com mais de 10 pessoas seria realizado pelo município durante a pandemia.

DECISÃO - Valdecir Pascoal destacou que a alegação apresentada pela Prefeitura não justifica a continuidade da vigência do contrato durante o surto da doença e citou o art. 8°, parágrafo único, e o art. 78, XIV, da Lei de Licitações que preveem a suspensão de contratos por ato unilateral da Administração, com base em razões de interesse público e por conta de fato ocorrido em momento posterior à contratação.

A suspensão deverá acontecer por no máximo 120 dias, sem prejuízo à retomada contratual, até que a situação adversa seja normalizada. Com a continuidade do contrato, a contratada deverá ser ressarcida pela administração pública por eventuais prejuízos, desde que comprovada a relação entre a suspensão e o dano causado. Terminado o prazo de 120 dias é que a contratada poderá requerer a rescisão.

A prefeita de Dormentes, Josimara Cavalcante Rodrigues Yotsuya, e a empresa Julio Cesar Moreira Eireli têm cinco dias para apresentar defesa ou as providências tomadas para cumprir a decisão.

O relator determinou à Coordenadoria de Controle Externo do TCE a abertura de Auditoria Especial para que o caso seja acompanhado pela Gerência de Auditoria de Obras Municipais/Sul. A decisão aguarda referendo da Primeira Câmara do TCE.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

TROVAS

"Vejo o futuro nublar, vejo tudo, tudo pó, sem se querer ajudar..."
Foto: Anchieta Gueiros

Rafael dos Santos Barros

O sol queima o mato triste,
sem as chuvas de verão,
matando a vida que existe
nos matos do meu sertão.

O jovem desinformado
canta música importada,
despreza a bela que temos,
reduzindo a nossa a nada.

A nuvem caminha longe,
cobre a terra como um véu;
nem é céu cobrindo a terra,
nem terra tocando o céu.

É belo da planta a folha
nas horas do amanhecer
quando o orvalho se faz bolha,
fazendo a planta viver!

Vejo o futuro nublar,
vejo tudo, tudo pó
sem se querer ajudar
criança que vice só.

O vento que leva as nuvens
carrega as folhas que caem
mas os ventos da saudade
ficam nas almas; não saem.

Por que destruir as matas,
enfeites da natureza;
matando nossas cascatas
que nos dão tanta beleza?

Garanhuns, 29 de Outubro de 1988

GARANHUNS ANTIGA

... e a cidade despertava ouvindo o côro dos pregoeiros oferecendo seus produtos; cada um à sua maneira, mungunzá (chá-de-burro), cuscuz ensopado no leite de coco, tapioca, frutas e até o comprador de jornais velhos e garrafas. Enquanto os operários dirigiam-se ao trabalho, o comércio começava a abrir as portas e os estudantes concentravam-se no páteo dos colégios esperando a campainha dar o sinal de entrada. Em frente ao "Colégio Santa Sofia" ficavam as normalistas ostentando a farda de blusa branca, boinas e meias da mesma cor, saia azul-marinho e sapato preto de verniz. Em dado momento, surgiu um vendedor de umbus, anunciando alto e bom som: "Imbu... Sete por dois tostões!... Imbu... Sete por dois tostões!... Ia muito bem quando apressou o ritmo do pregão: "Imbucete por dois tostões!... Imbucete por dois tostões!..." João Vila, funcionário da Prefeitura Municipal entendeu diferente e abordou o vendedor de umbus. "Olhe, se você quiser continuar vendendo essa porcaria diga seis imbus por dois tostões e da um de quebra. Se continuar com estória de embucete meto-o no xadrez. Ouviu?..." (Humberto Alves de Moraes - Garanhuns, 3 de Abril de 1993).

RUA JOÃO GARIBALDI - GARANHUNS, PERNAMBUCO

CENTRO DE PRODUÇÃO CULTURAL DO SESC EM GARANHUNS REALIZA LIVES DE MÚSICA E LITERATURA

A literatura e a música são os temas das lives que o CPC – Centro de Produção Cultural, Negócios e Tecnologia do Sesc – realiza neste mês de junho com artistas pernambucanos. A primeira delas será nesta quarta-feira (03/06), às 19h30, com o repentista Edmilson Ferreira, da cidade de Paulista, região metropolitana do Recife. Ele conversa com Marcilene Pereira, professora de Artes do CPC. No bate-papo, será abordado o tema “A Poesia e o Repente”. A transmissão será pelo perfil @marcilenezpereira, no Instagram. 

Na quinta-feira (04), também às 19h30, o convidado será o percussionista de Garanhuns Nino Alves que vai conversar com Vandelmo Pontes, professor de música do CPC, sobre o “Despertar Criativo – a percussão além do que se vê”, quando Nino vai falar de seus experimentos sonoros e o processo de criação de instrumentos de percussão. O bate-papo também será transmitido pelo Instagram, nos perfis @vandelmopontes e @ninoalvesperc.

A programação de literatura segue em duas quartas-feiras: no dia 10, às 19h30, com a poetisa e cordelista Susana Moraes, do Recife, que vai abordar o tema “A poética da voz: as rimas do cordel na cultura oral”, e no dia 17, no mesmo horário, com o músico Adiel Luna, também do Recife, que vai apresentar o tema “O brincante e o diálogo constante com as oralidades”. Ambas serão transmitidas pelo perfil @marcilenezpereira, no Instagram.

TRONCO DA FAMÍLIA MOCHILEIRA - MICAEL AMORIM SOUTO E MARIA PAES CABRAL

Garanhuns, PE - Agosto de 2006 - Encontro de Mochileiros: João Marques dos Santos, Rubens Vaz da Costa (de Saudosa Memória) e Márcio Quirino. O economista Rubens Costa foi agraciado com a Medalha Luiz Souto Dourado, outorgada pela Câmara Municipal de Garanhuns,
Foto: Jornal O Século 

Alfredo Leite Cavalcanti*

O patriarca Micael de Amorim Souto, casado com dona Maria Paes Cabral, já em 1708, aqui domiciliado, em 6 de outubro de 1717, em sociedade com o Capitão Pedro Rodrigues de Pontes, comprou o sítio do Saco  cujo território separou a sua parte que denominou de Mochila, certamente para distinguir da outra metade que continuou com a primitiva denominação. Em 1774 o Capitão Micael comprou ao seu sócio, a sua parte no referido sítio e, dez dias depois, faleceu.

Do casal Micael de Amorim Souto e Maria Paes Cabral, que se tornou o tronco principal da família garanhuense chamada Mochileira, houve ou sobreviveu a sua única filha dona Maria do Rosário Cabral, casada com Manoel Dias da Silva e deste casal nasceram os quatro seguintes filhos: Micael de Amorim Souto, casado com dona Clara Maria da Conceição, Francisco Xavier de Araujo, casado com dona Úrsula Maria das Virgens, filha do casal José de Barros Correia e Lourença da Costa Soares, neta paterna do casal Domingos Nunes Correia e Maria da Paz, e materna do casal do Patriarca Antonio Vaz da Costa e Luiza Dantas Soares; Manoel da Silva Gueiros, casado com dona Joana Bernarda da Rocha Bezarril, natural da Ilha da Madeira (Portugal) filha do casal, Antonio Machado e Bárbara Inácia, e Domingos Antonio da Silva, casou em 9 de agosto de  1783, com dona Rita Galeana de Cássia, filha do casal Antonio José da Silva e Joana Maria de Melo, e por esta, neta do casal José Gomes Botelho e Vicência Ferreira de Melo.

Houve do casal Manoel da Silva Gueiros e Joana Bernarda da Rocha Bezarril, os dez filhos seguintes: Bernardo Luiz da Silva, casou primeira vez em 20 de fevereiro de 1792, com a sua prima dona Ana Potência de Araujo, filha do casal do seu tio Francisco Xavier de Araujo e Úrsula Maria das Virgens, segunda vez, em 4 de novembro de 1801, casou com dona Joana Francisca, filha do casal Manoel Francisco Paes e Arcanja Barbosa, e terceira vez, com dona Ana Pereira do Nascimento, filha do casal João Pereira do Nascimento e Antonia Maria Barreto Rego, neta paterna do outro João Pereira do Nascimento e Maria da Conceição, e materna do casal Renovato Barreto Rego e Eugênia de Souza Abreu, para aqui vindo de Itabaiana - Sergipe - José Paes de Lira, casado com dona Francisca Pereira do Nascimento, também filha do casal João Pereira do Nascimento e Antonia Maria Barreto Rego, dona Maria Paes Cabral, casou em 11 de setembro de 1792, com Félix Teles de Carvalho, filho do casal Francisco Teles de Carvalho e Quitéria Maria do Espírito Santo, Manoel Dias da Silva, casou, em 22 de setembro de 1799, com dona Maria José do Espírito Santo, filha do casal Antonio Machado e Maria das Mercês da Paz, neta paterna do casal Antonio Machado e Bárbara Inácia, e materna do casal Frutuoso Dantas da Costa e Ana Maria da Paz , por ele, bisneta do casal Patriarca Antonio Vaz da Costa e Luiza Dantas Soares, e por ela, bisneta do casal Domingos Nunes Correia e Maria da Paz, Inácio Dias da Silva, casou em 4 de agosto de 1801, com a sua prima dona Izabel Ferreira de Araujo, filha do casal seu tio Francisco Xavier de Araujo e dona Úrsula Maria das Virgens, dona Luzia Francisca do Rosário, casada com o português João da Silva Porto, dona Joana Bernarda da Silva, casada com o seu primo Vicente Elias da Silva, filho do casal do seu tio Micael de Amorim Souto e Clara Maria da Conceição; Francisco da Silva Souto, casado com dona Felícia Paula de Jesus; dona Mariana e Antonio da Silva Gueiros que se casou com dona Inocência Maria de Jesus.

Do casal Francisco da Silva Souto e Felícia Paula de Jesus, nasceram dez filhos: Manoel da Silva Souto, casou primeira vez, com dona Inácia Abília de Barros, filha do casal João Fidélis de Andrade e Luiza Francisca de Barros, neta paterna do casal Antonio Vaz da Costa Andrade e Inácia Maria da Silva, por ele, bisneta do casal Joaquim Antonio da Costa e Maria de Andrade, e por ele, trineta do casal Antonio Vaz da Costa e Luiza Dantas Soares, por sua avó, bisneta do casal Antonio de Carvalho da Silva e Maria Paula Correia por esta trineta do casal José e Barros Correia, Lourença da Costa Soares, por ele tetraneta do casal Domingos Nunes Correia e Maria da Paz, e por ela, tetraneta do casal do referido patriarca, e neta materna do casal José de Barros Silva, Ana Lourença, por ele bisneta do casal Francisco Xavier de Araujo e Úrsula Maria das Virgens, e por ela, bisneta de Antonio José da Silva e Joana Maria de Melo e por esta, trineta do casal José Gomes Botelho; Vicência Ferreira de Melo, Manoel da Silva Souto, casou com a sua cunhada dona Luiza Francisca de Barros; Francisco da Silva Souto Junior, casado com dona Izabel Pinto Teixeira, filha do casal Antonio Pinto Teixeira e Maria Joana da Costa, neta paterna do casal Teobaldo da Costa Soares e Francisca Xavier da Cruz Vilela, por ele bisneta do casal José de Barros Correia e Lourença da Costa Soares, e por ela, bisneta do casal Manoel Pinto Teixeira e Francisca Xavier da Cruz Vilela e por esta, trineta do casal Manoel da Cruz Vilela e Maria Pereira Gonçalves; dona Alexandrina das Virgens Pastora, casada com Antonio Cordeiro Manso, filho do casal Manoel Cordeiro Manso e Antonia Altino Lins; dona Josefa Francisca de Araujo, casada com Izaias de Barros Silva, filho do casal José de Barros Silva e Ana Lourenço; Francisca Lima de Araujo e Silva, casada com seu sobrinho Antonio Pedro de Barros Silva; dona Maria da Paz da Silva, casada com seu primo José Paes de Lira Vandeira, filho do casal José Paes de Lira e Francisca Pereira do Nascimento; dona Fausta Maria da Silva Souto, casada com Manoel de Carvalho Furtado, filho do casal Francisco Manoel Furtado e Maria das Neves, por esta neto do casal de dona Maria Paes Carvalho e Félix Teles de Carvalho; dona Ana de Bezarril Souto, casada com Maximiniano Narciso Duarte Peixoto, filho do casal José Basílio de Freitas Peixoto e Joaquim Duarte Peixoto; Antonio da Silva Souto, casado com dona Maria Rosa de Moura Souto; e dona Francelina da Silva Souto.

Houve do casal Antonio da Silva Souto e Maria Rosa de Moura Souto, ele nascido em 1832 e falecido em 1925, os quatro filhos seguintes: Dona Alice Emília de Moura Souto, casou em 2 de setembro de 1905, com Euclides da Costa Dourado, filho do casal Belarmino da Costa Dourado e Ana Alexandrina Correia Dourado, neto paterno do "Cavaleiro da Ordem Imperial da Rosa" Dr. José da Costa Dourado e da sua mulher dona Maria Rosalina de Araujo, por ele, bisneto do casal José da Costa Dourado e Ana Joaquina da Conceição, e por ela, bisneta do casal João Florêncio da Cunha e Cândida Maria de Araujo, neto materno do casal Antonio Victor Correia e Ana Alexandrina da Silva Valença, por ele, bisneto do casal Manoel José Correia e Josefa maria das Virgens, por ele trineto do casal do outro Manoel José Correia e Elena Maria de Santana, por ele, tetraneto do casal Marcos Correia da Silva e Sebastiana de Barros e por  ela, tetraneto do casal Matias da Costa Soares e Florência Maria Ribeiro, por ele, pentaneto do casal Antonio Vaz da Costa e Luiza Dantas Soares, e por ele,  exaneto do casal Antonio Luiz da Costa e Luiza Vaz da Costa, e por sua bisavó, trineto do casal Custódio José Ferreira e Francisca Xavier de Araujo por ele tetraneto do casal português José Ferreira e Ana Maria, e por ela, tetraneto do casal Francisco Xavier de Araujo e Úrsula Maria das Virgens, por esta, pentaneto, do casal José de Barros Correia e Florêncio da Costa Soares, por ele, exaneto do casal Domingos Nunes Correia e Maria da Paz, e por ela, exaneto do casal Antonio Vaz da Costa e Luiza Dantas Soares, e por ele ectaneto do casal Antonio Luiz da Costa e por seu tetravô, pentaneto do casal Manoel Dias da Silva e Maria do Rosário Cabral, e por esta, exaneto do casal Micael de Amorim Souto e Maria Paz Cabral; dona Amabília Augusta de Moura Souto, casou em 10 de junho de 1918, com o dr. José Clímaco Correia de Araujo, filho do casal João Clímaco de Araujo e Josefa Cavalcanti Correia de Araujo; dr. Antonio Souto Filho, casado com dona Francisca Salgado Guedes Nogueira, filha do casal Manoel Guedes Nogueira e Francisca Salgado e dona Euridice Dolores de Moura Souto, casada com Leopoldino Eloi de Almeida.

Do casal Alice Emília de Moura Souto e Euclides da Costa Dourado, houve os seguintes filhos: dona Maria José Souto Dourado, casada com Ângelo Pazio Cibella, dr. José Maria Dourado, casado com dona Brunheilda Lopes Viana, filha do casal Tranquilino Lopes Vieira e dona Elvira Farias Viana; dona Anita Souto Dourado, dona Carmem Dourado Caldas, casada com Péricles Lins Caldas, filho do casal Francisco Lins Caldas e dona Ana Moreira Caldas; dona Alice Souto Dourado; dona Ivone Dourado Matos, casada com Demerval Sampaio Matos, filho do casal Elias de Souza Matos e dona Maria Honória Sampaio Matos; dona Miriam Souto Dourado; Fernando Souto Dourado, casado com dona Lucí Lucena Dourado, filha do casal Pedro Lucena e dona Maria Laura Lucena, e o nosso amigo dr. Luiz Souto Dourado, casado com dona Maria Teresa Monteiro Dourado, filha das primeiras núpcias de José Otávio Monteiro.

Fonte: História de Garanhuns - Alfredo Leite Cavalcanti - Volume II - Garanhuns, Fevereiro de 1973. Mantida a grafia da época.

terça-feira, 2 de junho de 2020

A CAMINHO

"Que sopra o vento nas velas brancas, suspensas no véu azul do céu, a caminho da felicidade..."
Foto: Anchieta Gueiros

Wladimir Cavalcanti

Queria ser gaivota
Voar sobre a liberdade
Usando as asas
Gastas pela idade
Que na realidade
Estão atracadas na verdade
Com a âncora do sonhador
Que pesca sereias
Nas ondas da ciranda
No mar da saudade
Que sopra o vento nas velas brancas
Suspensas no véu azul do céu
A caminho da felicidade...

Garanhuns, 6 de setembro de 1980

RUA DR. LUIZ DA SILVA LESSA - GARANHUNS, PERNAMBUCO


RECOMENDAÇÃO DO TCE E MPCO ORIENTA PARA NÃO REALIZAÇÃO DE PROVAS DE CONCURSOS

Uma nova recomendação expedida em conjunto pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Ministério Público de Contas sugere a não realização de provas de concursos públicos enquanto perdurar a pandemia do novo coronavírus.

A orientação foi publicada no Diário Oficial do TCE desta terça-feira (2) e tem como interessados os titulares dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e a todos os seus órgãos, bem como ao do Ministério Público do Estado de Pernambuco.

Vários motivos foram considerados nesta recomendação, a exemplo da ocorrência do estado de calamidade pública em Pernambuco, da suspensão dos eventos de qualquer natureza com público, da proibição da concentração de pessoas num mesmo ambiente e, ainda, da garantia da saúde como direito de todos e dever do Estado.

Além desta recomendação, outras seis já foram emitidas em conjunto pelo TCE e MPCO desde o início da pandemia, orientando os gestores públicos sobre a garantia do pleno funcionamento da Rede de Atenção Básica dos municípios, sobre o reajuste salarial para os servidores públicos, com exclusão dos profissionais do magistério público da educação básica e os agentes comunitários de saúde, a concessão de isenção temporária e emergencial da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública – COSIP e sobre a transparência na aplicação dos recursos públicos.

A recomendação foi assinada pelo presidente do Tribunal de Contas, Dirceu Rodolfo, e pela procuradora-geral do Ministério Público de Contas, Germana Laureano, e encaminhada aos gestores públicos e à AMUPE (Associação Municipalista de Pernambuco).