sábado, 4 de julho de 2020

MORRENDO E APRENDENDO

Seu José estava ultimando-se, vítima de um câncer. Seus familiares, amigos e outras pessoas estavam presentes, assistindo aos últimos momentos de vida.

Hora, parecia perder os sentidos, observando-se, também reações de recuperação,  o que permitia dialogar com os parentes presentes.

Residia na zona rual do Município de Ouro Branco, sertão alagoano. Em  dado momento, acometido de uma crise mais acentuada, perdeu os sentidos.

Os presentes, membros da família, deram-no como morto, tornando-se necessário a utilização de uma vela para colocar na mão e dar início à sentinela.

Pessoas de sua família procuraram a vela, porém não havia em casa. Nenhum dos presentes ou residentes nas proximidades dispunha.

Uma velhinha, que estava no local, resolveu ir buscar uma solução. Saiu do quarto e apanhou no quintal um pouco de areia e pôs na mão do suposto falecido, colocando sobre a areia uma brasa acesa em lugar da vela.

Ao sentir o contato da mão da ancião, abriu os olhos e disse: "É morrendo e aprendendo!". (Humberto de Moraes / Jornal O Século / Junho de 2002).

SONHO DE MOÇO

Nelson Fernandes

A mocidade, eternamente forte,
voa em demanda de encontrar a luz;
condor sublime de soberbo porte,
que pras alturas seu voar conduz.

Porém à frente, a implacável sorte
(que nas grandezas seu olhar seduz)
corta-lhe as asas, motivando a morte;
encontra o moço, sem saber, a cruz.

Como poeta já sonhei, um dia,
que na amplidão, buscar estrelas, ia
sem uma delas alcançar jamais...

Quando acordei... Quanta ilusão perdida!
tombara exausto por só ter na vida
asas cortadas... e voar demais!

PROFESSORA VALDECY DE LYRA

Valdecy de Lyra
GARANHUNS - Valdecy de Lyra nasceu no município de Lagoa do Ouro, Pernambuco. Filha de Aníbal Paes de Lyra e Maria do Carmo Lyra.

Estudou no Colégio Santa Sofia. Era aluna interna, época em que existia internato.

Seu sono sonho era tornar-se uma professora primária e fundar uma escola.

Seu pai não queria que ela fosse professora, nem do Estado, nem do Município. Ele queria que ela se casasse e fosse uma dona de casa. Mas o desejo de ser uma professora não saia do coração dela. Mesmo contra a vontade do pai, investiu na sua profissão. Em 1944 concluiu o Pedagógico. E no dia da sua formatura prometeu a si mesma que iria ensinar e fundar uma escola.

No ano seguinte da formatura, começou a ensinar, em Lagoa do Ouro, onde morava naquela época. Ensinava particular em sua casa. Tinha imensa vontade de fazer curso superior de Psicologia. Mas seus pais não tinham condições e optou por ficar em Garanhuns.

Quando mudou-se para Garanhuns, devido à enfermidade de sua mãe, continuou ensinando particular, na garagem de sua casa por vários anos. Eram 80 alunos, sendo 40 no período da manhã e 40 à tarde.

No ano da morte do Bispo Dom Expedito Lopes, em 1957, ela por ser muito católica, fez uma promessa para que se aparecesse uma maneira dela construir uma escola, daria o nome de Escola D. Expedito Lopes, em homenagem ao bispo. Essa promessa ela fez com os seus alunos da 4ª série, durante um piquenique no Parque Pau Pombo.

Diante de muita dificuldade, D. Valdecy não hesitou nem um segundo do seu objetivo. "Na garagem onde eu ensinava era bastante precária. Não tinha bancas, nem mesas, mas mesmo assim o número de alunos crescia", afirmou a diretora.

Por conta da qualidade no ensino e ao mesmo tempo ao amor  pelos alunos, o bom comentário sobre a escola aumentava. Pais de alunos indicavam a outros pais, e assim a escola ia crescendo.

Num belo dia foi ao banco, como de costume, (Banco do Povo), depositar umas economias, quando o gerente a abordou e disse que queria conversar com ela e o pai. Os filhos do gerente já estudavam com D. Valdecy.

O gerente ofereceu a ela um empréstimo para a construção da escola. Que alegria. Lembrou-se imediatamente da promessa, do  do sonho... Aceitou o empréstimo e o seu pai ainda foi o fiador.

"Trabalhei muito para pagar o empréstimo. Eu ensinava os dois horários. E nem tinha condições de pagar uma professora. À noite, em casa, dormia tarde corrigindo as tarefas dos meus alunos", comentou.

A cada ano o número de alunos aumentava. Ensinava duas classes ao mesmo tempo e contratou uma professora para ajudá-la. Tânia do Rego Barros foi a professora que a ajudou bastante no início da fundação da escola, ensinando as turmas da 1ª e 2ª séries.

Nas férias, D. Valdecy sempre trabalhava em prol da escola, pintando toda a mobília da mesma.

E a escola foi crescendo, crescendo...

Hoje a Escola D. Expedito Lopes conta com uma equipe de professoras capacitadas e qualificadas para o ensino, mantendo sempre o mesmo padrão de quando foi fundada, a disciplina, o respeito e o amor ao ensino.

"Ensinar é dá tudo de si, com carinho e com amor. E sentir de perto a necessidade do alunos no aprendizado", afirmou do D. Valdecy.

Essa é a história de D. Valdecy Lyra, mulher forte e corajosa. Vivenciando seus 60 anos como educadora, dos quais 46 anos dedicados à Escola D. Expedito Lopes 

Fonte: Jornal Cidade - Coluna "Gente Que Faz" / Setembro de 2005 / Foto: Robson Ferreira)

RUA MANUEL PESSOA JUVENAL - GARANHUNS, PE


PRESIDENTES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS DURANTE O IMPÉRIO - 1843 A 1844


MANOEL INÁCIO CAVALCANTI DE LACERDA - 'Barão de Pirapama'. Pernambucano. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra. Magistrado. Deputado à Constituinte de 1823 e à Quarta e Quinta Legislaturas. Senador em 1850. Presidente da Câmara, de 1843 a 1844, e do Senado, de 1854 a 1860. faleceu em 1882.

Fonte: Presidentes da Câmara dos Deputados Durante o Império / 1826 A 1889 / Carlos Tavares de Lyra / Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados / 1978 - Acervo: Memorial Ulisses Viana de Barros Neto

PROJETO PÉ-DE-SESC HOMENAGEIA FESTA DAS MAROCAS DE BELO JARDIM


A tradicional Festa das Marocas e o Sesc Ler Belo Jardim, que está comemorando 15 anos de atividades, vão receber uma homenagem do Projeto Pé-de-Sesc. Neste domingo (05/07), às 16h, o Trio Pé de Serra Chapéu de Couro, com a participação especial de Rubieno Catanha, realiza uma live solidária que será transmitida pelo canal oficial do Sesc PE no Youtube. Durante o show virtual, o público vai poder fazer doações, que serão destinadas ao projeto Mesa Brasil – Banco de Alimentos do Sesc, que tem 400 entidades cadastradas em Pernambuco que beneficiam mais de 150 mil pessoas. 

A Festa das Marocas nasceu em 1970 e foi idealizada por três amigas: Maria José Lima, Zélia Franklin e Conceição Augusta. Elas se inspiraram na novela Redenção, de Raimundo Lopes, exibida entre 1966 e 1968 na extinta TV Excelsior. Na trama, havia a história das fofoqueiras lideradas por Dona Marocas, uma das personagens mais carismáticas da novela. A principal festa cultural de Belo Jardim é realizada, todos os anos, no primeiro fim de semana do mês de julho. Mas, este ano, por causa da pandemia do novo coronavírus, a festa não será realizada.

Serviço:
Projeto Pé-de-Sesc – Homenagem à Festa das Marocas e aos 15 anos do Sesc Ler Belo Jardim
Data: 05 de julho
Horário: 16h
Transmissão: canal oficial do Sesc PE no Youtube (www.youtube.com/sescpernambuco)

sexta-feira, 3 de julho de 2020

PREFEITURAS RECEBEM NA TERÇA-FEIRA (7) A RECOMPOSIÇÃO DO FPM REFERENTE À JUNHO

As prefeituras recebem na próxima terça-feira, 7 de julho, a recomposição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao mês de junho. Levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) estima que o montante partilhado será de R$ 1,6 bilhão. Esse valor não incide o desconto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Em junho de 2019 foi repassado aos Municípios, em valores brutos do Fundo, o montante de R$ 7, 9 bilhões. No mesmo período deste ano, a transferência chegou a R$ 6, 2 bilhões. Segundo a STN, ao comparar o acumulado de junho de 2020 em relação ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 20,94% nas transferências. A CNM informa que do total de entes apenas 10 Municípios não irão receber esse auxílio porque não tiveram defasagem nos valores transferidos do FPM de junho em relação ao mesmo período de 2019.

Por se tratar de transferência não ordinária de recursos da União aos Municípios por meio de medida provisória, esses valores não compõem as receitas pré-definidas pelo artigo 29A da Constituição Federal para partilhar com o legislativo municipal, ou seja, também não fazem parte da base de cálculo de repasse às câmaras municipais a título de duodécimo.

Garantia

A CNM destaca que a Medida Provisória (MP) 938/2020 estabeleceu a complementação do FPM como forma de apoio financeiro. Sendo assim, é garantido às prefeituras os mesmos recursos repassados no mesmo período do ano passado como forma de mitigar os efeitos negativos na arrecadação devido à pandemia. As parcelas são transferidas aos Entes municipais e estaduais até o 15º dia útil do mês posterior ao mês de variação. O período de recomposição compreende de março a junho de 2020.

Conquista do movimento municipalista, a recomposição de junho é a quarta complementação do Fundo. Os repasses estão sendo creditados entre os meses de março e junho do exercício de 2020, tomando por base a variação nominal negativa em relação ao mesmo período de 2019. 

Acesse aqui a estimativa dos valores que serão repassados aos Municípios. Confira o cronograma das transferências:

Da Agência CNM de Notícias

SENAC LANÇA CANAL PARA OTIMIZAR ESTUDOS ON-LINE

Em tempos de ensino remoto e ampla diversidade de conteúdo on-line à disposição de estudantes e profissionais, encontrar informações assertivas e com qualidade para estudar pode ser um desafio. Pensando em facilitar a procura por esses materiais, foi lançado o Senac Recomenda. Disponível como canal no YouTube, com acesso gratuito, a plataforma funciona como um hub que concentra vídeos organizados em trilhas de aprendizado voltados para auxiliar os usuários no desenvolvimento de competências profissionais.

Neste início, estão disponíveis playlists nas áreas de Tecnologia da Informação, Gastronomia e Habilidades Socioemocionais. Todo o acervo passa por uma curadoria realizada pelos especialistas em Educação do Senac. A ideia é avaliar quesitos como qualidade, confiabilidade e atualização dos materiais. O cardápio de vídeos e trilhas está em atualização constante, e outras áreas serão oferecidas gradualmente. O Senac Recomenda pode ser conferido no YouTube pelo link www.youtube.com/senacrecomenda.

RUA MAURÍCIO ACYOLI - GARANHUNS, PE

SIVALDO ALBINO PRESTIGIA INAUGURAÇÃO DE LEITOS DE UTI NO HOSPITAL PERPÉTUO SOCORRO

O deputado Sivaldo Albino tem usado as redes sociais para levar suas mensagens aos eleitores de Garanhuns. Só no Instagram o parlamentar do PSB já tem 12 mil seguidores, número que possivelmente  não foi alcançado por ninguém mais no município.

Sivaldo é candidatíssimo à prefeitura, com apoio do presidente da Assembleia, maioria dos colegas deputados, governador Paulo Câmara, vice-governadora Luciana Santos e um batalhão de 78 candidatos à Câmara Municipal de Garanhuns. 

Estão ao lado do socialista, na oposição, nomes como Hélio Faustino, Claudomira Andrade, Paulo Couto, Carlos Tevano, Luizinho Roldão, Marcel Nogueira, Betânia da Ação Social e Tonho de Belo

O vice do possível candidato do PSB ainda não foi definido.

Deputado esteve ontem à tarde no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, quando da apresentação dos 10 leitos de UTI para tratamento da Covid, numa parceria da unidade de saúde garanhuense com o Governo do Estado. (Fonte: Blog do Roberto Almeida).

AMARAJI - MPPE AJUÍZA AÇÃO CIVIL CONTRA AUMENTO DE VAGAS PARA VEREADORES VISANDO ELEIÇÕES 2020

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ajuizou uma ação civil pública, com antecipação de tutela, contra a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de Amaraji para que a Justiça determine a nulidade da emenda à Lei Orgânica Municipal, que criou o aumento de número de vagas eleitorais para vereadores nas Eleições Municipais de 2020.

Em 4 de maio de 2020, a mesa diretora da Câmara de Vereadores de Amaraji apresentou o Projeto de Emenda à Lei Orgânica no 003/2020, cujo o propósito de alterar os artigos 16 e 17, §1o da Lei Orgânica Municipal, com a justificativa apenas em relação a alteração do artigo 16, silenciando quanto ao artigo 17, §1o, o que viola o Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Amaraji (artigo 55, V).

O objetivo da alteração da Lei Orgânica foi aumentar de nove para onze o número de vagas de vereadores para a votação popular nas próximas eleições.

“De forma questionável e se aproveitando da menor vigilância popular e dos órgãos de fiscalização, em razão da grave pandemia que a humanidade vem enfrentando, a Câmara de Vereadores, votou em primeira sessão o referido projeto de emenda no mesmo dia que o apresentou, 4 de maio, sem, sequer submeter a proposição legislativa a comissão de Justiça e Redação, como determina o Regimento Interno da casa (artigo 54, § 1o, VII. Votando-o em segundo turno na reunião ordinária seguinte da Câmara, em 25 de maio, e o publicando no mesmo dia”, esclareceu Ivan Renaux de Andrade.

O promotor de Justiça esclareceu, ainda, que a referida alteração legislativa é inconstitucional, pois, fere o princípio da anualidade das leis que têm impacto sobre as eleições, presente no artigo 16 da Constituição da República (a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência)

“À toda evidência a Emenda a Lei Orgânica Municipal que altera o número de vereadores no Município de Amaraji e que foi aprovado em 25 de maio de 2020, não atendeu aos requisitos formais previstos no Regimento Interno da Câmara dos Vereadores e é materialmente inconstitucional por ofender ao artigo 16 da CRFB/88, portanto, pleiteia-se a antecipação da tutela para que este aumento no número de Vereadores não se aplique nas eleições municipais de 2020”

“É uma questão de ordem pública de extrema relevância, pois, afeta toda a comunidade de Amaraji, gerando mais custos com a máquina pública e interferindo no próprio processo eleitoral, em especial aqueles filiados que precisam se decidir se apresentarão candidatura nas convenções partidárias previstas, segundo a Lei Eleitoral. Os que não se filiaram, por não saber que haveria mais vagas em disputa, foram prejudicados. É como se um concurso público alterasse o edital para prever mais vagas após o término das inscrições para a prova, já que só aqueles que já são filiados aos partidos políticos podem se candidatar e o prazo para a filiação já se esgotou em abril, beneficiando os já filiados, entre eles os atuais vereadores, explicou o promotor de Justiça Ivan Renaux de Andrade.

O número de candidatos que poderá ser registrado por cada partido é proporcional ao número de vagas. Nos termos do artigo 10 da Lei das eleições (Lei 9.504, de 30 de setembro de 1997) o número que cada partido poderá registrar para a Câmara Municipal é de até 150% do número de lugares para preencher. “Assim, se o número de vagas for nove, o de candidatos por partido é de 14. Enquanto que se o número de vagas for 11, o de candidatos por partido sobe para 17”, salientou o promotor de Justiça.

O promotor de Justiça lembrou na peça que Amaraji já extrapolou o número de 15 mil habitantes, pois, no Censo Populacional do IBGE em 2010, a cidade já possuía 21.939 habitantes e já poderia ter elevado o seu número de representantes na casa legislativa desde esta data. O artigo 29, IV, a e b, da Constituição da República foi alterado em 2008 e previu número máximo de 11 Vereadores para as cidades com mais de 15 mil habitantes, não havendo motivo que justifique a violação do princípio da anualidade, alterando-se este importante dispositivo as vésperas das eleições e em meio a uma crise sem precedentes.

“Todavia, sempre que o assunto era ventilado na cidade encontrava resistência por parte da população amarajiense, que tem um histórico de participação ativa na vida política do seu Município, sendo tal alteração uma medida de extrema impopularidade como se observou em 2019, quando o vereador Amaro Vieira propôs o referido aumento no número de parlamentares e, após publicação em site de notícias da cidade, a população expressou o seu descontentamento, fazendo com que a proposição não seguisse em frente”, expressou Ivan Renaux de Andrade.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

HÁ 63 ANOS FALECIA DOM EXPEDITO LOPES, BISPO DE GARANHUNS

Dom Expedito Lopes
Francisco Expedito Lopes nasceu em 8 de julho de 1914, no Sítio Jerusalém, Vila de Meruoca, no município de Sobral-CE. De família pobre, o pai era pedreiro, e teve na infância forte educação cristã. Assim despertou-lhe o desejo de ser padre.

Dom José Tupinambá de Frota, Bispo de Sobral, em vista de "seus predicados de inteligência viva e de piedade bem pronunciados", recebeu-o no seminário, sem ônus para a família. Após o curso preparatório, foi enviado ao seminário de Fortaleza para cursar Filosofia. Três anos depois, iniciou o curso teológico. Já no primeiro ano "revelou salientemente sua rara inteligência o que lhe valeu ter sido enviado a Roma para continuar seus estudos". Na Universidade Gregoriana, onde chegou em 1936, além dos estudos teológicos, especializou-se em Direito Canônico.

Em 30 de outubro de 1938, o filho de Edésio e Noemi Lopes, recebia, em Roma, a unção sacerdotal. De volta à diocese de Sobral, exerceu durante dez anos o cargo de secretário do bispado e professor do seminário. É dessa época o depoimento do Padre Marques: Expedito era a alma do Seminário. Quem tivesse qualquer problema ou aperto, ia ao Expedito. Era lealdade em pessoa; não tinha quem tivesse queixa dele. Franco, leal, caritativo, era só ele".

Criada a diocese de Oeiras, no Piauí, foi o Padre Expedito escolhido pelo Papa Pio XII para seu primeiro bispo diocesano. No dia 12 de dezembro de 1948, na Catedral de Sobral, recebera as insígnias pontificais. O Bispo sagrante, após ungir-lhe a cabeça com o Santo Crisma e entregar-lhe o livro do Evangelho, colocara o anel em seu dedo anular da mão direita, dizendo: "Recebe este anel, símbolo da fé". Impusera-lhe a mitra e finalmente passara a suas mãos o báculo, símbolo do serviço pastoral. Terminada a cerimônia Eucarística, concelebrada por Bispos e Presbíteros, últimos acortes do Te Deum ainda suspenso na nave da igreja, o novo Bispo pronunciou as invocações da bênção, e traçando o sinal da cruz sobre o povo, abençoou-o "in nómine Patris et Fílü et Spíritus Sanct". Responderam "amém".

Expedito Bispo, "administrador da graça do sacerdócio supremo". Escreve Frei Romeo Peréa no livro Dom Expedito - Bispo e Mártir: "Um novo Bispo significa mais um centro de civilização cristã, ao mesmo tempo que um novo foco de verdadeiro progresso humano".

No dia 24 de agosto de 1954 é transferido para a diocese de Garanhuns, tomou posse em 11 de fevereiro de 1955.

O jornal “A Resistência” descreveu a chegada do novo titular da diocese, S. Excia. Dom Francisco Expedito Lopes, precisamente às 16 horas, acompanhado dos Exmos. Bispos Dom Paulo Hipólito e Dom Raimundo.

Às 16h30 recebeu das mãos do Dr. Celso Galvão, chefe do Poder Executivo Municipal, a chave simbólica do município, debaixo de grande salva de palmas. Às 17 horas foi sua chegada ao palácio episcopal".

Prefeito, juiz, promotor, delegado, coletor estadual, comitiva de padres, monsenhores, vigários de todas as paróquias assistiram ao Dr. Mário de Souza Matos saudar o Bispo em nome da cidade.

Perfilados frente ao palácio, representações dos Colégios Diocesano e Santa Sofia. Sob a regência do maestro Luiz Figueiredo, a tradicional Banda de Música 2 de Março.

Dom Expedito Lopes "fez uma belíssima oração agradecendo a toda Garanhuns a maneira tão carinhosa com que era recebido em seu seio" e às 19h30, das mãos de Monsenhor José Anchieta Callou, Vigário capitular da diocese, recebeu o compromisso de posse no cargo de chefe supremo da diocese".

No dia seguinte, às 8 horas, na Catedral de Santo Antônio, missa pontifical marcava o início do breve episcopado de Francisco Expedito Lopes.

Instaurare omnia in Christo. No brazão do novo Bispo, a inscrição convida à restauração em Cristo. Cristianizar tudo, o lema do diocesano recém-chegado. Faleceu em 02 de julho de 1957.

A MORTE DE DOM EXPEDITO LOPES

Noite em Garanhuns. Céu cobalto envolve a cidade de ponta a ponta, demarcando longínquos horizontes. Entre colinas enegrecidas pela escuridão, ventos assobiam lúgubres, enquanto o Angelus ainda repercute desfeito em ondas. Ruas friorentas se encolhem, dobram esquinas abruptas, derrapando entre muros e paredes aconchegantes. Envolvidos em capotes, transeuntes descem e sobem ladeiras.

Pouco depois das 18 horas, João Raimundo da Silva, empregado do palácio, dirigiu-se ao Colégio Santa Sofia, buscar a ceia de Dom Expedito, preparada pelas freiras.

Na sala de jantar, a mesa comprida, sentado à cabeceira, o Bispo deu graças ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Terminada a refeição, apagou a lâmpada da sala. No 1º andar, o gabinete de trabalho e o dormitório. Enquanto subia, seu João recolheu a louça e levou-a para a cozinha. De repente, a campainha. Largou o serviço e saiu para atender, quando viu Dom Expedito dirigir-se à porta.

Voltou à cozinha a fim de continuar seu trabalho.

Porta de postigo. Dom Expedito correu o ferrolho. À sua frente, Padre Hosana empunhava um revólver. Acionou o gatilho três vezes.

Décimos de segundos intermediaram o silêncio absoluto da explosão. O Bispo curvou-se, mão no peito, espanto no olhar. Recuou um pouco, afastando-se da porta. Do lado de fora, batina negra desceu rápido os poucos degraus a separá-lo da rua, dobrou a esquina e se perdeu na noite, engolido pelas sombras.

Na cozinha, o empregado João Raimundo ouvira os tiros, três detonações seguidas, quase sem intervalo. Não atinou se os disparos partiam da rua ou do terraço do palácio. Atravessando a penumbra da sala de jantar, a figura de Dom Expedito caminhava ao seu encontro. 

Chegando à copa, chamou-o:

- Seu João, estou morrendo, Padre Hosana me matou.

Pediu-lhe fosse chamar Monsenhor Anchieta Callou.

O palácio episcopal mergulhou em silêncio. Dom Expedito retrocedeu nos próprios passos, dirigiu-se à capela, junto à porta de entrada. Vergou os joelhos frente ao altar, olhos no Cristo vivo, pão consubstanciado no sacrário. Que se disseram nesses instantes de comunhão perfeita, o Bispo e Deus? "Fiz o que mandaste, faz Tu agora o que prometeste". E o Cristo, braços abertos na cruz: "Em verdade te digo: logo estarás comigo no paraíso". Teria o Bispo se sentido só e abandonado como o Filho do Homem no Monte das Oliveiras? Teria pedido, como o cristo, "Senhor, afasta de mim este cálice?"

Genuflexo, o príncipe da Igreja rezava. As mãos postas em oração se contorciam, no esforço em superar a matéria, visão aterradora do aniquilamento físico. Nenhum sentimento de ódio deveria arranhar-lhe a alma; nenhuma ligação terrena, turvar-lhe a espiritualidade. Não se poderia afastar do preceito máximo de amor e perdão. Pediu aceitação plena dos desígnios dos céus. Pediu pela sua ovelha desgarrada, pela sua diocese. Para si, apenas o martírio, larga porta da casa do Senhor.

Faltavam-lhe as forças do altar, em toda a largura do estrato, deitou-se, cabeça virada para o lado do evangelho.

Monsenhor José de Anchieta Callou, vigário da paróquia de Santo Antônio, jantava em sua residência, nas proximidades do palácio, quando porta a dentro, esbaforido, o empregado do palácio lhe disse:

- Padre Hosana matou o Senhor Bispo.

Enquanto seu João saía em busca do Dr. Godofredo, residente na vizinhança, Monsenhor Callou dirigiu-se ao palácio. Lá dentro, silêncio absoluto. Procurou descobrir onde estava o Bispo e ouviu um "ruído cavernoso de respiração difícil" vindo do lado da capela.

Chamou-o. E ele:

- Padre Hosana me matou; perdoo esse pobre sacerdote.

Pediu-lhe desse a absolvição. Monsenhor Callou ajoelhou-se, rezando e pedindo em voz alta para que ele também ouvisse a conservação de sua vida, se assim fosse do agrado de Deus. Apoiou a cabeça de Dom Expedito numa almofada encontrada ao pé do altar.

Na Avenida Santo Antônio, o agricultor José Câmara terminara a ceia e, na calçada, espiava o sereno. Descendo a avenida, o soldado José Pedro corria em direção ao palácio. Pensando tratar-se de assalto, acompanhou-o. No portão, Carmita, filha de dona Júlia Brasileiro, muito nervosa, deu-lhe a notícia.

Encontraram Monsenhor Callou no corredor que dá para a capela, ao pé da escada, acesso ao 1º andar, atarantado, como se procurasse alguma coisa. José Câmara perguntou o que tinha havido. O Monsenhor nada respondeu.

Na capela, achegaram-se ao Bispo. Com voz muito clara lhes disse o prelado:

- Foi Padre Hosana; deu três tiros e nenhuma palavra.

Monsenhor Callou se aproximou e os dois começaram a afastar as roupas do Bispo. Primeiro a faixa, rasgada a mando do próprio Dom Expedito. Aberta a batina e a camisa, de um ferimento a bala no peito direito escorria sangue a lhe empapar a roupa. Havia também sangue no braço esquerdo.

Dr. Pompeu Luna chegou em seguida. Indagou do Bispo quantos tiros haviam sidos disparados.

- Foram três, mas me parece que somente um me atingiu.

O médico examinou os ferimentos e constatou três perfurações: duas torácicas e uma no braço esquerdo. A pressão arterial convergente de dez por nove e meio indicava muita gravidade, notando-se já sinais de choque. Necessário remoção imediata do ferido para o hospital.

Monsenhor Callou mandou recado ao Sr. Aloísio Souto Pinto, proprietário de uma camioneta e residente nas imediações do palácio, para ajudá-lo no transporte do Bispo ao hospital.

Voltou à capela. Nenhum lamento nem gemido. O sofrimento visível apenas em contrações faciais. Abaixou-se. O Bispo pediu-lhe a extrema-unção. José Câmara retirou-se.

O vigário da paróquia de Santo Antônio iniciou o rito do derradeiro sacramento dado aos fiéis. Paramentou-se. Tomou dos óleos bentos. "Per istan sanctam hunctionem indulgeant tibi dominus quidquid per visum deliquisti", e ungiu olhos, nariz, ouvidos, boca, mãos e pés do prelado, repetindo o pedido para que o Senhor o perdoasse dos pecados cometidos também per orfatum, per auditum, pergustum, per tactum e per gressum. Após a bênção apostólica, colocaram o ferido em uma cama e o transportaram ao hospital na carroceria da camioneta.

Pouco depois das 19 horas, Dom Expedito deu entrada no Hospital Dom Moura. De acordo com o alto de lesão corporal, apresentando "dois ferimentos penetrantes no tórax produzidos por projéteis de arma de fogo, localizados na região peitoral direita, sendo um no segundo espaço intercostal a dois centímetros do externo e o outro no quarto espaço intercostal a um centímetro do externo. Ambos os projéteis transfixaram o pulmão direito, alojando-se o primeiro na região subescapular e o segundo na região axilar. E ainda um ferimento transfixante do braço esquerdo, à altura do terço médio, com lesão óssea".

E mais: hipotermia, taquicardia, taquipneia, sudorese abundante, pele e mucosas descoradas. Cento e quarenta batimentos cardíacos por minuto. Pressão arterial, setenta por setenta e cinco.

"O estado geral inspirava cuidados". Logo que chegou ao hospital, o ferido recebeu norpadrenalina em soro glicosado, oxigênio e transfusão de sangue.

Dever-se-ia proceder a intervenção cirúrgica para retirar os projéteis e debelar a hemorragia. Mas não suportaria o paciente nem cinco minutos de anestesia. Dr. Luiz Andrade, da equipe cirúrgica, ainda tentou junto ao Monsenhor Adelmar Valença, diretor do Colégio Diocesano, autorização para operá-lo, dizendo que o Bispo morreria de qualquer forma. Respondeu Monsenhor Adelmar não ter autoridade na diocese, e não lhe assistia permitir ou negar autorização para a cirurgia.

No recife, o prefeito de Garanhuns, Francisco Figueira, pelas 22 horas tomou conhecimento do fato, através de um rádio amador, com pedido de envio de socorro urgente. Reuniu equipe médica composta de cirurgião, anestesista e auxiliares. Aos primeiros minutos da madrugada do dia 2, foi informado, pelo fonofólio da Rede Ferroviária, os socorros não mais serem necessários. Desde às 23 horas haviam sido suspensas as transfusões. O paciente não mais as suportava.

A notícia logo se espalhou por ruas e praças, becos e vielas. Tomou ônibus lentos no resfolegar de íngremes ladeiras, desceu atropelando o caminhar ligeiro de pedestres friorentos, passeou à boca-pequena, transpôs paredes-meias de casas conjugadas. Revestiu-se de espanto, dor, tristeza. O povo acorrera às ruas. Em frente ao Hospital, ora chorava, ora rezava pelo seu mártir (Mártir: é uma pessoa que morre por sua fé religiosa, pelo simples fato de professar uma determinada religião ou por agir coerentemente com a religião que possui). Pedia pelo seu pastor agonizante. Dom Francisco Expedito Lopes ali estava num catre de hospital. Não gemia, não se queixava. "Nenhum pedido de conforto e de alívio, nem mesmo para os lábios ressequidos pela sede".

Lúcido, alguns intervalos de sonolência, até o fim permaneceu rezando, meditando, em diálogo com Deus. Balbuciava salmos, textos bíblicos, palavras de perdão. "Meu Deus, aceitai o sacrifício da minha vida pela conversão daquele pobre sacerdote". Quando a dor se fez mais forte: "Estou sofrendo muitas dores; é bom que doa mesmo, para que aquele pobre padre não ofenda mais Nosso Senhor".

Quatro horas antes de seu falecimento, os padres, em volta, iniciaram as orações dos agonizantes. Não lhe restava mais esperança de recuperação. "Nenhum sinal de medo, nenhum gesto de pavor diante da morte, deixou transparecer". Ao Padre Godói, vigário de Correntes, chegando ao hospital às presas, vindo de sua paróquia: "Padre Pedro, adeus". O vigário fez um esgar de dor e começou a chorar. "Sine effusione sanguinis non est remisio", balbuciou Dom Expedito. A salvação através do martírio, do sangue derramado.

Ainda repetiu em latim São Paulo na Segunda Carta a Timóteo: "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé, no mais espero a coroa da vida que me dará o Justo Juiz".

Passava da meia-noite quando Padre Tarcísio e Padre Carlos Fraga chegaram ao palácio episcopal. Iam em busca dos paramentos do bispo, em face da expectativa de um breve desenlace. O jornalista Ulisses Peixoto Pinto Filho se mantinha ainda frente ao local do crime.

Acompanhou os sacerdotes ao interior da casa. Enquanto se dirigiam aos aposentos do Bispo. Ulisses passou a esquadrinhar o espaço caminhando pelo ferido. Na sala de jantar, por baixo da mesa, na faixa de passagem entre a porta de entrada e a copa, encontrou uma bala de chumbo de revólver calibre 32, ligeiramente achatada, apresentando vestígios de sangue. Guardou-a no bolso.

Os momentos finais de Dom Expedito, descreveu-os Monsenhor Adelmar da Mota Valença em "O Monitor", de 28 de julho daquele ano: "Onze padres o cercaram no seu leito de morte. Deram-lhe em conjunto a absolvição que ele pedira. Aquele quarto de hospital, naquelas horas inesquecíveis, se assemelhava ao Cenáculo, na noite da quinta-feira santa, depois que Judas saíra. Jesus cercado de onze apóstolos.”

Onze padres debruçados sobre Dom Expedito, a sentirem a influência imperecível daquela santidade heroica, daquele heroísmo santo.

Absorvidos pela sublimidade daquele espetáculo inapagável, eles rezavam mais com o coração que com os lábios. Compenetrados, como se estivessem num Pontifical solene. E era realmente uma grande missa! A cama era o altar; a vítima, o bispo querido, que se oferecia a Deus. "Ofereço o sacrifício de minha vida, pela Diocese, pelo Clero e pelos seminaristas" diz ele, em plena lucidez, quinze minutos antes de morrer".

Voz em sussurro, um sacerdote se aproximou e, ligeiramente curvado, ouvidos próximos aos lábios do Bispo, percebeu, nítida e clara, a última prece do mesmo. "Dai-me Senhor forças para comparecer ante Vós". E em derradeiro esforço: "Pronto, Senhor, estou preparado. Agora posso morrer". No relógio do Monsenhor Adelmar da Mota Valença, mantido entre suas mãos desde a meia-noite, eram duas horas e quinze minutos do dia 2 de julho de 1957.
Cantavam-se as matinas da festa da Visitação de Nossa Senhora.

Na escrivaninha de madeira escura, nos aposentos de Dom Expedito, o testamento manuscrito, não se sabe em que momento de incerteza.

'Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo, declaro que, tendo nascido pobre, vivi sempre pobremente, esperando morrer ainda mais pobre, de coisa alguma disponho para legar. Tudo quanto se encontra sob meu nome pertence à Diocese, com exceção de alguns pequenos objetos cujo destino será indicado abaixo e dos meus livros que deverão constituir a biblioteca do Seminário de Nossa Senhora Medianeira, de Oeiras.

Aceitando desde já, com o mais completo e absoluto espírito de filial submissão, a morte que Nosso senhor me houver designado, ofereço minha vida pela glória de Deus e salvação das almas.

1 - A minha cruz peitoral que me foi oferecida pela paróquia de Sant'Ana, Licânia, bem como o anel oferecido pelo Seminário de Sobral, deverão ser restituídos aos mesmos como lembranças do seu 1º Bispo.

2 - A cruz peitoral do diário, o anel e o báculo deverão ser entregues ao Museu Diocesano de Oeiras, juntamente com as mitras que me foram oferecidas pela prefeitura daquela cidade.

3 - Ao Papai e aos meus irmãos sejam entregues a imagem de Nossa Senhora de Fátima, o meu relógio de bolso, os meus terços e o crucifixo.

4 - O dinheiro existente no cofre corresponde aos diversos saldos constantes do livro de c/corrente e o restante pertence à Obra das Vocações Sacerdotais.

5 - Na esperança de vir a morrer sem dinheiro, sem dívidas e sem pecados nada mais tenho a pedir senão que rezem muito para que Nosso Senhor nos conceda santos sacerdotes.

Fonte da Pesquisa: Livros " A Bala e a Mitra" de Ana Maria César e Monsenhor Adelmar da Mota Valença Vida e Obra - Centenário de Nascimento 1908-2008 das Irmãs Cândida Araújo Corrêa e Maria Mirtes de Araújo Corrêa.

MPPE ALERTA QUE CIRCULAÇÃO DE PESSOAS SEM USO DE MÁSCARAS É CRIME


Após terem chegado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) notícias do desobedecimento da população das medidas restritivas de combate à proliferação do contágio por Covid-19, especialmente quanto à aglomeração de pessoas e ao uso obrigatório de máscaras, o procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros, recomendou aos membros do MPPE que alertem aos prefeitos de suas comarcas para que se realize uma campanha de conscientização para o uso obrigatório de máscaras.

O procurador-geral de Justiça lembrou que a Lei nº 16.918, de 18 de junho de 2020, determina a obrigatoriedade do uso de máscaras no Estado de Pernambuco. Ele ainda salienta que, mesmo após uma semana da campanha educativa, caso ainda persista a desobediência ao uso de máscaras, que se recomende à Polícia Militar de Pernambuco a autuação dos infratores nas tenazes do artigo 268 do Código Penal.

“É preciso alertar que o Estado de Pernambuco ainda registra casos de transmissão comunitária, cuja exposição pode colocar em risco exponencial a população em geral. Neste sentido, constata-se um grande número de pessoas circulando nas ruas, parques e praias, sem máscaras. Um fato muito grave que pode colocar em regressão todo sacrifício que fizemos até agora para conter a propagação do vírus”, avaliou Francisco Dirceu Barros. “Não podemos relaxar. O combate ao Covid-19 deve ser contínuo e ininterrupto. Estamos indo muito bem. Os índices estão menores a cada dia, mas não podemos correr o risco de uma segunda onda de contágio”, expressou ele.

Segundo o procurador-geral de Justiça, as pessoas não estão usando máscaras por dois motivos: “Umas por total desconhecimento da proibição e outras porque ainda não alcançaram o grau de cidadania mínima e não têm a percepção que sua atitude individual pode refletir em toda coletividade de forma positiva ou negativa. Neste sentido, optamos por recomendar aos membros da nossas instituição, observando a sua independência funcional, que recomendem aos prefeitos que façam primeiro uma campanha preventiva e logo após aplique multa aos estabelecimentos que permitem a entrada de pessoas sem máscaras e que a Polícia Militar conduza à delegacia as pessoas que circulam sem máscaras, com objetivo de confeccionar o Termo Circunstanciado de Ocorrência pelo crime de infração de medida sanitária preventiva (artigo 268 do Código Penal)”.

A recomendação ainda frisou a alta escalabilidade viral do Covid-19, que exige infraestrutura hospitalar (pública ou privada) adequada, com leitos suficientes e composta com aparelhos respiradores em quantidade superior ao censo populacional em eventual contágio, o que está fora da realidade de qualquer centro médico envolvido.

Em mais uma observação, o procurador-geral de Justiça lembrou que a lei nº 16.918 elenca várias consequências ao seu descumprimento entre outras: I - advertência, quando da primeira autuação de infração; ou, II - multa, a ser fixada entre R$ 1.000,00 e R$ 100.000,00, considerados o porte do empreendimento e as circunstâncias da infração. Em caso de reincidência, o valor da multa será aplicado em dobro.

RUA RAIMUNDO CLEMENTE DA ROCHA - GARANHUNS, PE


NOÊMIA LYRA FERREIRA

Dona Noêmia e a neta Girlane Santana 
GARANHUNS - Noêmia Lyra Ferreira nasceu no dia 7 de setembro de 1909, no Engenho Campo Novo, zona rural do município de São José Laje, em Alagoas.

Vivei os primeiros anos de sua vida no engenho, depois se mudou para São José e ainda menina veio parar num internato de moças em Bom Conselho, município pernambucano já  próximo da divisa com Alagoas. "Foi o melhor tempo de minha vida. Lá eu estudava, brincava, subia nas árvores, corria, aprontava um bocado junto com minhas amigas", confessou Noêmia Lyra, recordando coisas que aconteceram há 90 anos atrás.

O pai de dona Noêmia, Feliciano Alves Pereira de Lyra, natural de Canhotinho, chegou a ser prefeito de sua terra, tendo deixado o cargo com revolução de 1930. A mãe, Rita Alves de Oliveira, era  natural de Alagoas e os dois casaram na Usina Serra Grande e moraram durante um bom tempo. "Meu pai teve seis filhos com minha mãe e quando ficou viúvo casou de novo, tendo mais 12 filhos. No total fomos 18 irmãos", revelou. 

D. Noêmia Lyra casou aos 22 anos de idade com Severino Ferreira da Silva, 23, que trabalhava como empregado da usina, onde ela chegou a ser professora. Depois o marido perdeu o emprego, tiveram de se mudar e só se ajustaram mais quando o esposo conseguiu uma vaga na Chesf. "Ele gostava muito de se mudar", disse em tom de lamento, como que quisesse passar a ideia de um companheiro andarilho.

Da união entre Severino e Noêmia Lyra nasceram quatro filhos: Armando, Ernando, Gilvonete e Ivete. 

O casal que morou em São José da Laje e diversas outras cidades chegou a Garanhuns em 1951 e Noêmia Lyra lembra bem de quando vieram para cá. "É que no mesmo dia em que  chegamos para residir aqui, estava sendo inaugurada a Rádio Difusora. Daqui não saiu mais, acompanhou a evolução da cidade ao longo desses anos. "Essa parte aqui da cidade, onde eu moro, na época não existia nada, nenhuma casa, era só mato", relembra, se referindo a toda Cohab I, Parque Fênix, parte do Indiano e tudo que surgiu nos últimos anos em torno do Santuário da Mãe Rainha. "Tinha umas casas só até a rua Oliveira Lima", complementa.

D. Noêmia estudou em colégio de freiras e aprendeu a apreciar os rituais da Igreja Católica. Sempre foi a missa e hoje, por conta da idade avançada, acompanha mais a celebração eucarística pela televisão, assistindo a Rede Vida ou Canção Nova. "Minha razão de viver é Deus. Ele é tudo", definiu ela.

A longevidade é de família mesmo, uma vez que  seus pais e irmãos também viveram muito. Além disso nunca fumou, embora admitiu gostar de beber um pouquinho. "Ainda hoje tomo um pouco de uísque, cerveja ou vinho. Quando era mais nova experimentava até  uma caninha", afirmou.

Quem teve um pai prefeito de Canhotinho e um neto, Márcio Lyra da Fonseca, que dirigiu os destinos de São José da Laje, sua terra natal, não poderia deixar de se ligar nos assuntos da política.

- Quem foi o melhor prefeito da cidade até hoje, desde que a senhora chegou? 

Ela pensa um pouco e depois responde, segura:  "Foi o Ivo Amaral. No tempo dele a cidade era muito bem cuidada". Lembra ainda que Celso Galvão, que hoje dá nome ao prédio da prefeitura, foi um bom governante.

Os melhores presidentes do país, segundo D. Noêmia, foram Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. (NOÊMIA LYRA: 100 ANOS DE VIDA INTENSA! - Entrevista realizada pelo jornalista Roberto Almeida - Outubro de 2009 - Jornal Correio Sete Colinas).

GOVERNO FEDERAL LIBERA R$ 13 BILHÕES EM EMENDAS PARA MUNICÍPIOS

Do Blog do Magno Martins

De uma só tacada, em meio a uma crise financeira que o Governo diz não ter condições de alongar a ajuda de R$ 600 para os trabalhadores informais, o presidente Bolsonaro autorizou, ontem, e já está publicado no Diário Oficial de hoje, a liberação de R$ 13,8 bilhões em emendas parlamentares com a rubrica de gasto exclusiva para a pandemia do coronavírus. Municípios pequenos, como Saloá, no Agreste, vão embolsar mais de R$ 2 milhões, enquanto Recife contemplada com uma bagatela da ordem de R$ 34 milhões. Confira a lista abaixo dos municípios e seus respectivos valores.









MORRE EM GARANHUNS, O EX-VEREADOR PEDRO LEITE CAVALCANTI


Garanhuns perdeu na manhã de hoje, dia 2, o comerciante e ex-vereador Pedro Leite Cavalcanti. Ele tinha 80 anos e estava internado na UTI do Hospital Perpétuo Socorro e faleceu por Insuficiência Renal Crônica.

“Comerciante, político respeitado e um homem de família. Pedro Leite deixa uma das mais belas histórias já contadas nesta Cidade. Homem íntegro e que tem uma família de pessoas íntegras, dentre eles os seus filhos Pedro, Anízio, Luiz Leite, José Carlos e Maria Helena. Tenho a honra de ter sido cliente, companheiro de CDL, mas, principalmente, amigo de Pedro Leite”, registrou o Prefeito Izaías Régis (PTB), após decretar luto oficial de três dias na Cidade.

Filho de Luiz de Souza Cavalcanti e de Maria Leite, Pedro Leite deixou o Sítio Cágados, na zona rural, para vencer em Garanhuns. Ao lado de Nalva Albuquerque formou uma bela família, composta por seis filhos, vários netos e até bisnetos. Também se tornou um comerciante respeitado com a loja “A Principal”, que funciona com produtos para bebês até os dias atuais na rua Santos Dumont, na esquina do antigo Beco de Chico, bem em frente a uma das entradas do Mercado 18 de Agosto.

Bastante popular, resolveu entrar na política e conquistou três mandatos de Vereador em Garanhuns, tendo inclusive presidido a Câmara Municipal. Segundo relatos de políticos da sua época, Pedro Leite Cavalcanti foi um daqueles políticos que honravam os votos conquistados. Mesmo em épocas de poucos recursos, conseguiu viabilizar junto aos Prefeitos, uma série de ações em benefício dos Garanhuenses.

De acordo com o seu Filho, Luiz Leite, o velório de Pedro Leite Cavalcanti acontecerá , a partir das 11h, na Câmara de Vereadores de Garanhuns. Já o sepultamento está previsto para as 16h, no Cemitério São Miguel. (Com Informações do Blog do Carlos Eugênio).

SIVALDO LAMENTA PANDEMIA IMPEDIR REALIZAÇÃO, MAS CHAMA TODOS PARA IMPULSIONAREM O FIG NAS REDES SOCIAIS


"Estamos iniciando julho e há 30 anos este é o mês do Festival de Inverno de Garanhuns. Mas este ano não será possível comemorar esta data tão especial e simbólica com festa, com as pessoas nas ruas, nas praças, nos palcos, nos polos...

A pandemia do Covid-19 impede qualquer ação neste sentido. Ficamos tristes, é verdade, mas entendemos, a vida e a saúde das pessoas vem primeiro, e para isso trabalhamos intensamente nos últimos meses para garantir leitos de UTI e enfermaria, respiradores, ambulâncias, contratação de profissionais de saúde, e muito mais, com a confiança do Governador Paulo Câmara em nosso trabalho. Esta parceria tem sido fundamental, assim como continuará sendo para o sucesso futuro do Festival de Inverno.

Mas é verdade que o mês de julho chega diferente, não tem programação de nenhum dos mais de 20 polos oficiais, nem mesmo as polêmicas tão comuns. Não tem entrevista, não tem logomarca, não tem homenageado, enfim, não tem FIG.

Mas vamos superar juntos este período, Garanhuns vai se unir, e vamos viver o Festival de Inverno sim, vai ter FIG sim, cada um à sua maneira vai descobrir formas de mostrar que o Festival existe, vive e acontece dentro da gente também.

Enfeite sua casa com temas de inverno. Peça aos nossos restaurantes ou faça em casa seu chocolate quente, que tal um bom vinho e fondue. Ou ainda os famosos bolinhos de queijo. Viva o FIG.

Vamos ouvir boa música, falar sobre teatro, dança, cinema, mamulengo, fotografia, artes plásticas e tantas outras linguagens culturais em nossas redes sociais. Criem hashtags, façam Lives, desenhem, pintem, escrevam.. Que tal uma hashtag como sugestão: #VIVAFIG.

Infelizmente não vai dar para fazer a festa dos 30 anos do Festival de Inverno de Garanhuns agora, mas ano que vem, a gente canta, encanta e festeja a vida! Em parceria com o Governo do Estado, Fundarpe e Secretaria de Cultura.

Sivaldo Albino
Deputado Estadual"

quarta-feira, 1 de julho de 2020

11 PREFEITOS PERNAMBUCANOS RECEBEM PRÊMIO 'PREFEITO AMIGO DA CRIANÇA'


A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) vem a público informar que 11 prefeitos pernambucanos foram agraciados pela Fundação Abrinq com o prêmio “Prefeito Amigo da Criança”. A premiação reconhece os gestores de todo o Brasil que se dedicaram e cumpriram todas as etapas propostas ao longo dos quatro anos de gestão (2017-2020), ao atingir as metas propostas pela fundação.

Dentre as ações destaques, que foram os principais critérios para a seleção do prêmio, estão a apuração do orçamento Criança e Adolescente durante os 3 anos; redução de 4,6 pontos na média de alunos por turma nas creches da rede municipal (de 18.7 alunos por turma, em 2016, para 14,1, em 2019); aumento de 31 pontos percentuais na proporção de docentes de pré-escolas públicas municipais com ensino superior (de 60,80%, em 2016, para 91,9%, em 2019); além do aumento de 9,7 pontos no percentual de nascidos vivos cujas mães fizeram 7 ou mais consultas pré-natal (de 69,4%, em 2016, para 79,1%, em 2019).

Os gestores selecionados foram Arquimedes Valença, de Buíque; Débora Almeida, de São Bento do Una; Emerson Vasconcelos, de Poção; Ivanildo Bezerra, de Taquaritinga do Norte; Joamy Alves, de Araçoiaba; Joelma Duarte, Panelas; José Patriota, Afogados da Ingazeira; Anchieta Patriota, Carnaíba; Osório Filho, do município de Pedra; Michel Coelho, de Petrolina; e Rachel Lyra, de Caruaru.

Esta é a 6ª ediação do prêmio e para sistematizar todas as ações realizadas pelos gestores, a fundação Abrinq produziu o Relatório do Processo de Avaliação da Gestão 2017-2020, que destrincha todo o processo, que pode ser baixado no site prefeitoamigo.org.br. “Os princípios do Programa Prefeito Amigo da Criança, podem ser utilizados a qualquer tempo, em qualquer município brasileiro e dependem, fundamentalmente, da vontade política dos gestores e da capacidade dos municípios em constituir redes de enfrentamento que priorizem a infância e adolescência”, destacou a Abrinq.

DIVAGAÇÃO

João Marques

A avenida vazia
de si e de sol
feito sombra, passo
noite de espaço
em busca de mim

me acho quando
o silêncio desce
como manto
que tudo cobre
e o relógio da torre
bate as horas
estabelecendo só
tempos de sonho.