sexta-feira, 24 de julho de 2020

SERPENTES EXÓTICAS APREENDIDAS EM RECIFE

Duas serpentes exóticas foram apreendidas pelo Ibama, nesta última quinta-feira (23), no Centro de Distribuição dos Correios (CDD), localizado no bairro do Prado, zona oeste do Recife. Os animais foram  encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas Tangara), unidade da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), no Recife.

As duas serpentes traficadas são das espécies Corn Snake (Pantheropis guttatus) e King Snake (Genus Lampropeltis) e foram enviadas de São Paulo. Deveriam ser entregues nos municípios de Paulista, Região Metropolitana, e Garanhuns, no Agreste. Mas os funcionários dos Correios acionaram o Ibama, após perceberem a presença dos animais nas caixas,  ao passarem as embalagens pelo raio-x,  procedimento de rotina da empresa. 

De acordo com o gestor do Cetas Tangara,  Yuri Valença "as serpentes são  exóticas e não podem ser soltas na natureza do território brasileiro. Então, serão encaminhadas para criadouro legalizado".

Tanto a compra como a venda de animais silvestres sem autorização são crimes ambientais, com penas que podem variar entre três meses há um ano de prisão, além de multa.

APELIDOS DE PERSONALIDADES DA HISTÓRIA DE GARANHUNS

Garanhuns, PE - Avenida Santo Antônio - Ponto de Táxi antiga Cobal - Década de 1980

Vamos lembrar alguns apelidos, como ficaram  conhecidas pessoas da Terra do Magano: Antônio Souto Filho, "Frasquinho de Veneno", motivado pela sua pequena estatura e sua maneira de agir na política; Aloísio Souto Pinto, grande administrador de Garanhuns, carinhosamente era chamado de "Amarelo", devido a palidez do seu rosto. Pelo seu porte físico, elegância em saber  vestir-se, pela maneira fidalga que recebia e sabia tratar todos que o procuravam, outro grande garanhuense, o ex-prefeito Francisco Figueira, foi chamado de "Príncipe"; quando prefeito estando sempre ausente da cidade, Luis Souto Dourado foi apelidado de "Pavão Misterioso", entretanto, (opinião nossa), mesmo ausente, fez uma grande administração em Garanhuns; outro que viajava muito, quase não era encontrado na cidade  foi o ex-bispo Dom Milton Correia Pereira, a quem diversas pessoas chamavam de "caixeiro-viajante"; Abdias Branco "Bida" apelido adjetivo; bem assim José Rodrigues da Silva, "Zé Batatinha"; José Bezerra, ex-funcionário do Bandepe, quando serviu ao Tiro de Guerra, o seu nº 40 lhe deu para  toda a vida o apelido de  "Zé-Quarenta"; "Carlos Bomba", jogador de futebol dos  anos trinta/quarenta, tendo um chute muito forte, era o "Rivelino Matuto" daquela época, razão deste apelido. Manoel Vieira dos Anjos, pequena estatura, recebeu o apelido de "Professor Tiquinho", isto é, diminutivo, todavia ele grande  na disciplina que ensina aos  jovens garanhuenses, um verdadeiro "Teacher". - Miguel Alves Feitosa, "Miguel Lavoura", prestou bons serviços ao nosso povo, dentro da sua humilde  profissão de "Chauffeur" de  automóvel de aluguel, o Táxi de hoje; a praça de automóveis sempre foi um celeiro de apelidos pelos quais são conhecidos aqueles profissionais que ali sempre estão, noite e dia, servindo à nossa comunidade. Alguns deles: Luiz Montanha; Barruada; Joaquim Setenta; Zé-Nambú; Manoel Paciência; Manoel Viaginha, e ainda os motoristas dos ônibus, "Baiano" - "Tico" e tantos outros. No governo Francisco Figueira, José Soares  da Rocha, funcionário da prefeitura, ficou encarregado de fiscalizar a abertura e o fechamento comercial, razão do seu  apelido de "Tranca-Rua".

Francisco Ribeiro e Silva, um dos maiores músicos de Garanhuns conhecido regente da banda musical, pertencente a antiga e tradicional família garanhuense, ninguém o chamava pelo nome, e sim pelo apelido familiar de "Xixi". Os seus ascendentes, por trabalharem fazendo fogos de artifícios, ficaram conhecidos como os "Fogueteiros"; outro grande músico de nossa terra, recebeu seu apelido motivado pelo instrumento que tocava. Era o "Chico - Bombardão". Seu nome era Francisco Angelo da Silva, seus filhos, inclusive os do sexo feminino, eram todos músicos, tocavam na mesma banda que naquela época alegrava as tardes domingueiras.

Nelson Paes de Macêdo
Historiador e jornalista
Garanhuns, Janeiro de 1980

quinta-feira, 23 de julho de 2020

ANVISA PASSAR A EXIGIR RETENÇÃO DE RECEITA PARA VENDA DE IVERMECTINA EM FARMÁCIAS


Por Folha de Pernambuco

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) criou uma norma que determina que farmácias passem a exigir receita em duas vias para venda do vermífugo ivermectina, com a primeira via sendo retida pelo estabelecimento.

A medida muda o controle sobre esse tipo de medicamento, que é indicado para sarna, piolho e parasitas intestinais.

Até então, a exigência era apenas de apresentação de uma via de receita simples, o que, na prática, é pouco cobrado pelas farmácias.

A mudança ocorre em meio a um aumento na busca pelo medicamento nas farmácias.

Nos últimos meses, mensagens que indicam a ivermectina como possível droga para a Covid-19 têm circulado nas redes sociais, embora não haja nenhuma comprovação científica de eficácia no combate à doença.

Segundo a Anvisa, o objetivo da nova norma é evitar o uso indiscriminado do medicamento.

A norma não determina um tipo específico de receita, a qual pode ser feita por meio de receituário privativo do médico ou da unidade de saúde, mas com retenção de uma via para controle nas farmácias.

O documento deve ter dados do médico e paciente, informações sobre a indicação do medicamento e data de emissão, com validade para 30 dias.

Na prática, o novo modelo é semelhante ao usado para venda de antibióticos, por exemplo. A Anvisa, porém, optou por colocar a ivermectina em uma norma única voltada para controle de medicamentos em meio à emergência pela Covid-19.

Com a exigência de retenção de receita, o medicamento passa a fazer parte do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados. A exceção, segundo a Anvisa, vale para caixas de ivermectina que já constavam do estoque de farmácias.

A agência já havia adotado orientação para cobrança de receita em duas vias no caso dos remédios hidroxicloroquina, cloroquina e nitazoxanida, mas em normas separadas. A diferença é que, agora, uma única resolução vale para todos esses medicamentos.

Cautelar suspende licitação presencial em Belém do São Francisco

A Primeira Câmara do TCE referendou, no último dia  21, uma Medida Cautelar expedida pelo conselheiro Carlos Neves para suspender a tramitação do Processo Licitatório nº 021/2020 da prefeitura de Belém do São Francisco, que tinha por objetivo a contratação de empresa de engenharia para reforma e revitalização do mercado municipal, ao custo total de R$ 1.171.573,48. A decisão ocorreu a partir de representação do Ministério Público de Contas.

O MPCO alegou que o processo licitatório estava previsto para acontecer na modalidade presencial, o que, além de ser incompatível com o momento de pandemia que impõe máximo distanciamento físico, fere o princípio da competitividade, pois os interessados podem ser impedidos de se deslocar até a prefeitura de Belém do São Francisco para participar da competição.

De acordo com  a representação, nos moldes formulados, o certame fere também a Recomendação Conjunta TCE/PGJ nº 01/2020, que orienta os gestores públicos estaduais e municipais a “evitar, tanto quanto possível, a realização de certames presenciais, priorizando os certames em que pode ser adotada a modelagem eletrônica (Pregão e Regime Diferenciado de Contratação)”, além de descumprir o também Ofício Circular nº 001/2020 conjunto do TCE e MPCO, e deliberação do Tribunal em Consulta.

O conselheiro determinou ainda à Coordenadoria de Controle Externo do TCE que promova a fiscalização da conformidade da Prefeitura de Belém do São Francisco às normas de transparência pública, notadamente quanto à atualização tempestiva das informações acerca das licitações e contratos em seu portal da transparência.

UniFavip promove Congresso de Biomedicina Online com inscrições gratuitas


O Centro Universitário UniFavip promove, de 28 a 30 de julho, o 1º Congresso de Biomedicina Online com o tema “Ampliando o relacionamento entre os profissionais da saúde de seus pacientes: mais prática, menos teoria”. A primeira edição do evento – que será via internet devido à pandemia do coronavírus – promoverá diversas oficinas, mesas-redondas e apresentações de trabalhos científicos.

Nos três dias do congresso serão trabalhados vários temas como Infecções Hospitalares interação Multidisciplinar; Biossegurança na UTI; Diagnóstico molecular e por imagem de oncologia; Covid-19: Uma análise sob a ótica do biomédico, nutricionista e cirurgião dentista; Atuação dos profissionais biomédicos e fisioterapeuta na área da estética. Covid-19: Exames laboratoriais e vacinas; entre outros.

O congresso contará com a participação de várias profissionais da área da saúde como biomédicos, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, nutricionistas, que vão mediar debates, ministrar palestras, oficinas e todo conteúdo a ser apresentado no evento. Embora o congresso esteja sendo promovido pelo curso de Biomedicina, serão promovidas atividades que demonstram como as profissões podem se complementar e trabalhar em união, a fim de realizarem um trabalho multiprofissional e levarem melhores resultados para seus pacientes.

Inscrições gratuitas 

Os interessados em participar do evento podem fazer a inscrição gratuitamente através deste link https://bit.ly/2CGfaaZ. Além de gratuito, o evento emitirá certificados com carga horária de 30h. O público-alvo está voltado para profissionais e estudantes da área da saúde.

SERVIÇO 

Congresso de Biomedicina Online
Data: de 28 a 30 de julho
Horário: manhã, tarde e noite
Local: Plataforma Zoom 

O LEGADO DE JOSÉ INÁCIO RODRIGUES

Por Roberto Almeida*

GARANHUNS - Já doente, fazendo hemodiálise em média três vezes por semana, magro e andando ajudado por uma bengala, José  Inácio Rodrigues escreveu um livro e se  preparava para lançá-lo ainda neste primeiro semestre. A morte veio antes, mas a obra ficou pronta, editada graças ao  patrocínio do Grupo Sobral Modas. 

"Relendo o Passado", este é o título do  livro, traz poesias, um pouco de prosa e depoimentos de algumas personalidades de Garanhuns sobre o ex-prefeito. José Antônio Sobrinho, Manoel Neto  Teixeira, João Marques, José Hildeberto Martins, Jodeval Duarte e Bahia Filho estão entre que os escreveram a respeito de José Inácio. O prefácio foi de Evaldo B. Calado.

"O mal chegou em forma de um derrame, fruto de pressão alta. Calou a voz de Revendo o Passado e Sempre Nelson. Calou o bom orador dos comícios, capaz de  emocionar grandes multidões. Calou o  criminalista, agora entregue ao silêncio, sob o domínio de males graves  que exigem o tormento da hemodiálise. E, no  entanto, ainda é possível ver e ouvir o homem na  forma como chegou ao  poder municipal com mais  bens - físicos e materiais -  do que quando chegou ao poder",  escreveu Jodeval no artigo que está no livro.

OS POEMAS - A poesia de Zé Inácio é fácil e boa de se ler. Sem grandes preocupações com a  técnica e normas literárias, o escritor fala como o coração e revela grande sensibilidade. Em  muitos momentos confessa ter saudades de  sua mocidade, quando fazia serestas pelas ruas de Garanhuns e tinha o vigor da juventude. Lamenta a doença, mas reconhece que tem um anjo ao seu  lado, cuidando de si. Muitos dos poemas são dedicados a ela, a sua amada Eliane, com quem viveu os últimos anos de vida na casa simpática na Rua do Magano.

José Inácio canta a Boa Vista, as ladeiras de Garanhuns, relembra pessoas que já se foram, recorda de uma maneira muito forte a sua mãe, também já em outro plano e faz versos até para o Cedro, plantado próximo ao prédio da prefeitura, pela então prefeito Celso Galvão. 

No curso daquela edificação
Entendeu-se que a árvore, incipiente,
De tão bela, era um talismã do oriente,
E no ubérrimo terreno, ficasse então
Para que, no futuro, todos admirassem
Um lindo cedro e uma ingente construção.

Cheio de amor a terra que o acolheu ainda bebê, ele dedica o poema mais extenso do livro a sua  Garanhuns, batizado com  o mesmo nome da cidade:

Nasceste entre belas colinas,
Ludicamente, vive a Cidade colossal,
Boa Vista, Magano Altaneiro!
São José, o Majestoso Arraial,
Onde Euclides e Pipe Dourado,
Anteviram nossa aurora boreal.

Cidade dos meus ancestrais.
Berço e casulo dos mochileiros!
Garanhuns, mãe dos meus filhos,
Terra dos Meus sonhos primeiros.

Zé Inácio foi locutor de serviço de som, apresentou programas na  Difusora, se fez advogado e professor. Trabalhou no Ciretran, exerceu três  mandatos de vereador e  esteve prefeito por seis  anos, de 1983 a 1988. O homem que conheci já  marcado pelo tempo era sobretudo um homem bom, um sonhador, um poeta. Por isso que seu último ato foi este livro, com versos dedicados a uma cidade, um povo, uma mulher.

*Jornalista, blogueiro e escritor - Texto transcrito do Jornal Correio Sete Colinas de Junho de 2012.

Rastro

João Marques

Lágrima que risca o rosto
com traço na alma profundo
pode ser algum desgosto
ou as alegrias do mundo

ou as alegrias do mundo
que se vão todas da vida
como declina o sol posto.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

CÂMARA APROVA EXTENSÃO DA RECOMPOSIÇÃO DO FPM


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) a Medida Provisória 938/20, que cria auxílio financeiro da União, de até R$ 16 bilhões, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, para mitigar efeitos econômicos em decorrência da pandemia de Covid-19. O texto seguirá para o Senado.

Em março, o Congresso Nacional reconheceu estado de calamidade pública no País, com vigência até dezembro. Segundo o Tesouro Nacional, dos R$ 16 bilhões destinados à compensação de perdas no FPE e no FPM, até 18 de julho foram repassados R$ 9,86 bilhões.

O socorro decorre inicialmente das perdas nos repasses dos fundos de participação (FPE e FPM) nos meses de março a junho de 2020 em relação a igual período de 2019. No texto original do Poder Executivo, a União deveria transferir o dinheiro até o final deste mês, considerando os limites mensal de R$ 4 bilhões e total de R$ 16 bilhões.

DEPUTADOS APROVAM EXTENSÃO DA RECOMPOSIÇÃO DO FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS - FPM

No projeto de lei de conversão, o relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), manteve o limite total, mas ampliou o período de apuração das perdas em cinco meses, até novembro, e determinou que a diferença ainda não repassada (R$ 6,14 bilhões) poderá ser transferida até lá. A partir de julho, o limite mensal para repasses será de até R$ 2,05 bilhões.

“Os estados, o Distrito Federal e os municípios foram chamados a arcar com o combate à pandemia com um complicador a mais: a queda da arrecadação provocada pela retração da atividade econômica”, explicou Hildo Rocha.

“A União, na condição de ente mais forte da Federação, tinha mesmo que se comprometer com ajuda proporcional ao tamanho do problema, do contrário poderíamos ter enfrentado colapso nos serviços públicos”, continuou.

O relator destacou também que boa parte dos municípios, principalmente os menores, são dependentes do FPM, e que, com o auxílio aprovado, esses entes poderão investir em saúde, limpeza pública e serviços funerários, ainda mais essenciais durante a pandemia.

Reportagem – Ralph Machado
Fonte: Agência Câmara de Notícias

PEDRO VELOSO FAZ LIVE COM CARLOS VERAS E FERNANDO HADDAD


Nesta quarta-feira, dia 22 de julho, às 19h, será transmitida no facebook a live com o pré candidato a prefeito do PT de Garanhuns Dr. Pedro Veloso com o Deputado Carlos Veras e o Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato à presidência do Brasil. A exibição será feita na página oficial do deputado Carlos Veras.

GIVALDO E BATATA SE REÚNEM COM EXECUTIVA ESTADUAL DO AVANTE


Na tarde dessa segunda-feira (20), estiveram com o Presidente Regional do AVANTE, além de primeiro suplente do Senador Humberto Costa, Waldemar Oliveira, e o Secretário Executivo Rodolfo Rocha, os pré- candidatos a prefeitos do partido nas cidades de Garanhuns e Capoeiras, Givaldo Calado de Freitas e Carlos Batata, respectivamente.

A reunião foi para analisar as pré-candidaturas dos nomes do partido no estado e, em particular no agreste, com destaque para os pré-candidatos, Givaldo, em Garanhuns, e Batata, em Capoeiras, ambas consolidadas, e em processo de grande crescimento.

Givaldo e Batata são tidos pelo AVANTE como dois excelentes quadros do partido, que promete tudo fazer para estruturar suas campanhas, nelas marcando presença, através do seu presidente e do seu Deputado Federal Sebastião Oliveira.

AVANTE
Assessoria de Imprensa

NÚMERO DE PRODUTORES DE CACHAÇA NO BRASIL CAI EM 2019, MOSTRA ESTUDO


Por Agência Brasil

O número de produtores de cachaça e aguardente apresentou queda de 22,26% em 2019, na comparação com 2018. É o que mostra o estudo "A cachaça no Brasil - dados de registro de cachaças e aguardentes", publicado nesta quarta-feira (22) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O levantamento revela que em 2018 havia 1.397 produtores registrados no ministério e que, em 2019, o número de estabelecimentos com registros válidos foi de 1.086. Desse total, 165  produtores fabricam as duas bebidas, 192 produzem apenas aguardente e 729 produzem apenas cachaça.

"Esse recuo no número de produtores registrados ocorreu, em grande parte, à redução do número de fabricantes de aguardente, que sofreu decréscimo de 41,57% quando comparado ao ano anterior, enquanto a redução do número de produtores de cachaça foi de apenas 5,99% no mesmo período", diz o levantamento.

Esta é a segunda vez que o ministério publica um retrato do setor. Para comercializar aguardente e cachaça no Brasil, é obrigatório o registro no Ministério da Agricultura tanto do estabelecimento produtor, estandardizador e engarrafador quanto dos produtos. O ministério reconhece como cachaça, a bebida feita a partir do mosto (líquido) fermentado do caldo da cana-de-açúcar, com composição alcoólica que pode variar entre 38% e 48%. A aguardente pode ser também um destilado alcoólico simples, mas com com posição alcoólica entre 38% e 54%.

Entre outros pontos, o estudo constatou que houve aumento de 9,73% na quantidade de marcas de produtos classificados como cachaça, que saltou de 3.648, no ano de 2018, para 4003, em 2019.

No entanto, o estudo mostra também que houve redução drástica de 62,35% na quantidade de marcas de produtos classificados como aguardente. Com isso, o número de marcas passou de 1862 para 701.

De acordo com o ministério, entre outros motivos, a redução deve-se ao fato de que muitos estabelecimentos estão com apenas um registro de produto, apesar de reconhecidamente produzirem mais de um tipo, seja com graduação alcoólica diferente, uso de diferentes madeiras, blends ou com envelhecimentos distintos.

"Esse fato contribuiu para uma diminuição de 14,63% no número desses produtos, quando comparamos o total de marcas nos dois anos".

Produção

Bebida genuinamente nacional, a produção de aguardente e de cachaça no país está presente em em quase todos os estados, à exceção do Amapá, Amazonas e de Roraima, todos na Região Norte. A maior parte da produção se concentra no Sudeste. Segundo o estudo, a cachaça é produzida em 582 municípios brasileiros, o que representa 10,45% do total de municípios, contando também com o Distrito Federal.

No que diz respeito à produção de cachaça, o destaque fica com o estado de Minas Gerais, que concentra quase o triplo do segundo colocado, São Paulo. Somados, Minas Gerais (375), São Paulo (126), Espírito Santo (62) e o Rio de Janeiro (59) juntos concentram aproximadamente 70% dos produtores de cachaça registrados no país, com 622 estabelecimentos. 

Em seguida vem a Região Nordeste com 129 estabelecimentos, correspondendo a 14,4% do total de produtores, com destaque para os estados da Paraíba (33), Bahia (23), do Ceará e de Pernambuco, com 20 produtores cada.

Depois vem a Região Sul com 101 produtores, o que representa 11,3% do total. O Rio Grande do Sul é o estado com o maior número de produtores registrados, 53; Santa Catarina tem 30 e o Paraná 28.

O Centro-Oeste, com 33, representa 3,7% do total de produtores, com destaque para Goiás, com 28. A Região Norte tem nove produtores, concentrados no Pará (4), Tocantins (4) e em Rondônia (1), com a menor parcela, de 1% do total registrado.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

LUIZINHO ROLDÃO FAZ DEFESA DO PSB DE GARANHUNS NO BLOG DO MAGNO MARTINS


Blog do Roberto Almeida

O jornalista Magno Martins publicou eu seu blog uma nota prevendo derrotas do PSB em importantes cidades de Pernambuco, como Recife e Caruaru.

Na coluna, o repórter incluiu também Garanhuns, dizendo que o prefeito Izaías Régis tem 80% de aprovação ao seu governo e por isso deve derrotar os socialistas, com seu candidato, o médico Silvino Andrade Duarte.

Sivaldo não se pronunciou em relação à coluna publicada no blog, mas o ex-gestor do Bolsa Família em Garanhuns, Luizinho Roldão, escreveu para o jornalista Magno Martins, defendeu o PSB e o deputado estadual, pregando mudanças em Garanhuns.

“Silvino representa o velho não por ter 71 anos e sim pelas práticas políticas, seus recuos e traições”, pontuou Luizinho, que lembrou a desistência do ex-prefeito em 2012, gerando especulações na cidade de que houve vantagens financeiras para o político. “Izaías caminha para repetir o fiasco de dois anos atrás, quando deu pouco mais de três mil votos a Álvaro Porto, enquanto Sivaldo teve 15 mil votos em Garanhuns”, frisou Roldão.

A nota, na íntegra, publicada no blog de Magno:

Prezado jornalista Magno Martins,

Com relação à coluna sobre o possível “tombo do PSB nas urnas”, em que foi citado o município de Garanhuns, gostaria de pontuar o seguinte:

O prefeito Izaías Régis pode ter tido uma aprovação de 80%, como citado, no seu primeiro mandato. Hoje, essa aprovação não chega aos 50%. O gestor, aliado do derrotado Armando Monteiro, traiu o seu vice Haroldo Vicente para apoiar o médico Silvino Duarte, a quem no passado ele tratou como ultrapassado e chegou a chamar de ladrão (isso está documentado em áudio), não está com essa bola toda e caminha para perder a eleição, repetindo o fiasco de dois anos atrás, quando deu pouco mais de 3 mil votos a Álvaro Porto enquanto Sivaldo Albino teve 15 mil em Garanhuns.

Os moradores do município estão cansados da gestão atual e ansiando por mudanças, o que pode ser verificado nas ruas e pesquisas de opinião pública.

O médico Silvino Duarte representa o velho não por ter 71 anos de idade, mas por suas práticas antigas, seus recuos e conhecidas traições, como fez em 2012, quando retirou sua candidatura sem avisar nem mesmo aos amigos mais chegados, numa manobra até hoje alvo de muitas especulações.

É voz corrente na cidade que o médico fez um acordo envolvendo vantagens financeiras, deixando todos que o apoiavam “chupando dedo”.

Pessoalmente não quero acreditar que ele fez isso, embora se diga que a voz do povo é a voz de Deus.

O sentimento do povo de Garanhuns hoje é de apoio ao deputado Sivaldo Albino, um político não somente leve, mas sobretudo preparado, articulado, que tem tudo para tirar a cidade do marasmo, acabar com os arrumadinhos e fazer o município se desenvolver, começando um novo tempo em nossa cidade.

Já fiz parte do grupo do prefeito, mas hoje estou filiado ao PSB e, como a maioria dos garanhuenses, defendo mudanças porque quero o melhor para minha terra.

CÂMARA APROVA PEC QUE TORNA FUNDEB PERMANENTE

Agência Reuters / Ricardo Brito

Com amplo apoio das bancadas de todos os matizes ideológicos, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira em dois turnos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna permanente o Fundeb, o fundo de financiamento da educação básica no país.

Ao incorporar sugestões feitas pelo governo de última hora, o texto da relatora, deputada Professora Dorinha (DEM-TO), prevê uma elevação da parcela da União no fundo dos atuais 10% para 23% em seis anos. A versão anterior previa um repasse federal de 20%.

“Essa Casa assume um compromisso público com a educação brasileira”, disse Dorinha, durante a discussão da proposta em plenário.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), elogiou o governo que “dialogou” no debate e permitiu se encontrar um caminho.

“Aqui estamos fazendo história hoje e com muita responsabilidade”, disse. “São despesas que são investimentos nas nossas crianças”, completou.

Agora a proposta segue para o Senado. Se os senadores aprovarem a matéria em dois turnos, ela será promulgada e passará a vigorar.

A relatora da proposta na Câmara não acatou sugestão que chegou a ser feita pelo Executivo para que 5% do fundo financiasse a transferência de renda a famílias com crianças em idade escolar e pré-escolar, dentro do Renda Brasil —o programa que o governo quer criar para substituir o Bolsa Família, uma marca registrada dos governos petistas.

Na conclusão da votação do primeiro turno, os deputados aprovaram um destaque que retira a compensação da Lei Kandir como um das fontes de financiamento do Fundeb.

O atual Fundeb iria ser encerrado em dezembro deste ano e o governo cogitou só retomá-lo em 2022, deixando o próximo ano sem esse aporte de recursos federais para Estados e municípios. Mas o parecer manteve o repasse ininterruptamente.

Na votação em segundo turno, a Câmara rejeitou um destaque apresentado pelo Novo que tentava retirar um instrumento chamado CAQ (Custo Aluno-Qualidade). Ele prevê um repasse mínimo de recursos por estudante em cada escola.

Na véspera da votação, o Palácio do Planalto tentou pressionar parlamentares a adiar a votação da proposta para a quarta-feira, mas tanto o presidente da Câmara quanto a relatora da matéria se posicionaram contra.

Mais cedo nesta terça, lideranças do centrão chegaram a apresentar um requerimento de adiamento da votação da PEC, mas retiraram o pedido.

ÁGUAS BELAS - MPPE CONSEGUE LIMINAR PARA SUSPENDER LICITAÇÕES DE SERVIÇOS DE ENGENHARIA NAS RUAS DO MUNICÍPIO

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) conseguiu uma liminar, após proposta de ação cautelar de caráter antecedente, para que o prefeito de Águas Belas, Luiz Aroldo Rezende de Lima, suspenda os processos licitatórios para contratação de serviços de empresas de engenharia. Um deles diz respeito à pavimentação em paralelepípedo granítico em três ruas do município, com valor máximo admitido de R$ 440.536,75. Outro, também de obras em mais outras três ruas, com orçamento máximo de R$ 378.141,58. E, finalmente, para reforma e construção de academia da saúde da Tribo Fulni-ô, com teto de R$ 121.747,42.

A abertura dos envelopes das licitações estava marcada para os dias 21, 22 e 23 de julho. Segundo a Prefeitura de Águas Belas, as sessões ocorreriam em expediente interno. Os envelopes seriam enviados por correio ou protocolados e a comissão de licitação realizaria registro dos atos em vídeo e foto, posteriormente anexados ao processo, sem previsão de transmissão em tempo real pela internet.

O questionamento do Ministério Público foi sobre o desrespeito do processo licitatório em não resguardar o acesso tanto das partes quanto dos cidadãos às sessões. “Esse acesso não pode ser a posteriori, porque a natureza do ato exige um mecanismo de transparência de portas abertas”, frisou o promotor de Justiça Eduardo Pimentel de Vasconcelos Aquino.

“No contexto da pandemia do coronavírus, em que as licitações vem ocorrendo via eletrônica, é importante resguardar mecanismos telepresenciais. Ou seja, nos quais haja transmissão online aos licitantes e aos demais interessados, o que se torna mais importante quando levado em consideração o expressivo valor previsto para os contratos ora analisados”, salientou o promotor de Justiça.

Assim, torna-se importante que a administração municipal edite ato normativo dispondo sobre a realização das sessões de licitação por videoconferência, regulamentando o procedimento. Nesse ato normativo, devem ser explicitadas as garantias de transparência e competitividade, tais como: credenciamento remoto dos participantes; forma de videoconferência, permitida a manifestação dos interessados durante a sessão; exigência de visualização pelos interessados, em tempo real, dos atos de abertura dos envelopes pela comissão de licitação, para garantia do sigilo das propostas; possibilidade de visualização em tempo real dos atos da sessão por qualquer cidadão, sem ônus.

CAUSOS NA POLÍTICA DE GARANHUNS

RABO DE JACARÉ - O PSD de Garanhuns se reuniu e decidiu que o ex-prefeito Amílcar Valença disputaria novamente a eleição. Como toda família era contra seu Micá, voltasse para  prefeitura, fui encarregado de falar com Dr. Paulo Guerra, que na época comandava o partido.

Durante a Exposição de Animais de Garanhuns, como filho mais velho, falei com Dr. Paulo Guerra ponderando que a vez era de Ivo Amaral, que fora o líder do Governo do meu pai, e resolvi fazer uma frase de efeito:

É melhor ser amigo do Rei que o Rei!

Paulo Guerra que gostava de ditos populares, respondeu na bucha:

É melhor ser cabeça de lagartixa que Rabo de Jacaré!

Amílcar Valença, foi o candidato e eleito prefeito tendo Ivo Amaral seu vice.

Na outra eleição Ivo Amaral disputou e ganhou a prefeitura, tendo repetido o feito oito anos depois. (Pedro Jorge Valença).

O AUTÊNTICO CIDADÃO AGUINALDO BARROS

Aguinaldo de Barros e Silva
GARANHUNS - Entusiasmado pela vida e por tudo que fazia, o saudoso Aguinaldo  de Barros e Silva foi um dos amigos em  Garanhuns com quem mais aprendi as  coisas de uma maneira correta e inteligente. Conheci Aguinaldo quando ele iniciava o seu segundo e definitivo período de vivência na Suíça Pernambucana. O primeiro foi justamente no ano em que nasci e terminou cedo, em 1941. Mas, em 1957, estava eu no meu primeiro emprego de carteira assinada, nos Serviços de Água e Luz de Garanhuns, quando bem em frente na rua Santos Dumont, instalava-se a primeira Loja São Jorge, tendo à frente Aguinaldo Barros.

Vizinhos no endereço profissional, eu e Aguinaldo iniciamos uma sólida e duradoura amizade até o ano de 1997, quando ele veio a falecer em Garanhuns. Foram 40 anos de convivência solidária e  respeitosa, pois um dos pontos altos do  inteligente Nadinho de Barros era saber  falar e, principalmente, ouvir atenciosamente. Como já estou chegando aos 50 anos no exercício da arte de  escrever (que o digam Urbano Vitalino, Clávio Valença e Roberto Souto Maior), não terei a menor sombra de dúvida em  afirmar que Aguinaldo foi um dos melhores textos que conheci. Ou seja: escrevia com técnica, clareza e perfeição no jogo das palavras.

Comerciante em fase de expansão, Aguinaldo abriu uma segunda loja na avenida Santo Antônio, onde eu ia diariamente, ao cair da tarde para comentar os fatos do dia. Lá, sempre encontrava outro garanhuense de quem Nadinho (como ele assinava os seus comentários e artigos) era também grande amigo: Pedro da Silva Maia, fiscal de rendas e garanhuense. Do relacionamento diário, surgiu a oportunidade de fazermos juntos a resenha esportiva da então Rádio Difusora de Garanhuns.

Apesar de sermos agueanos confessos, sempre adotamos na resenha esportiva uma imparcialidade a toda prova. Independência sem parcialidade e  tanto o noticiário como os comentários de  Aguinaldo Barros eram respeitados pela  sua lisura e competência. Na gestão do empresário Severiano Moraes na presidência da AGA, Aguinaldo ficou com os Departamentos Social e Relações Públicas e, de imediato, fechou questão em torno do meu nome para ajudá-lo na  agremiação da avenida Rui Barbosa.

Quando o primeiro governo de Miguel Arraes foi feita uma tentativa do Executivo Estadual de tomar o prédio e o  campo da AGA, Aguinaldo liderou, com  outros verdadeiros agueanos e garanhuenses, uma campanha para saldar o débito existente junto ao Bandepe, razão da ação maldosa. Atualmente, a AGA tem uma sede magnífica e um bom estádio de futebol, além de parques aquático e infantil, graças a homens como Aguinaldo Barros.

Como o homem é um animal político, Aguinaldo também nutria uma forte paixão pela política. Participou de  vários governos municipais, como os de Amílcar Valença, Souto Dourado e José Inácio Rodrigues. Mas, foi nesse último, onde ele tinha uma ação das mais  decisivas, sem desprezar os dois outros. Partidariamente falando, ele foi o presidente do Partido Liberal em  Garanhuns e chegou a ser candidato a vereador sem, no entanto, obter a votação necessária para chegar à Câmara Municipal.

Mas, teve uma votação consciente de um eleitorado de gabarito. Meu pai Jayme Luna, por exemplo, que não gostava de revelar em quem votava e me dizia com satisfação: voto em Aguinaldo para vereador. Quando Assessorava o então vereador Otávio Augusto Cavalcanti, no Recife, Jayme Luna faleceu em Garanhuns e Aguinaldo redigiu um voto de pesar tão bem feito que ainda hoje guardo e forneço sempre aos amigos pois revelava fatos que eu nem sabia mesmo sendo filho.

Socialmente falando, não foi só como dirigente da AGA que Aguinaldo Barros se destacou. Ele tinha duas outras paixões: o Lions Clube de Garanhuns e a  Maçonaria, como integrante da Loja Maçônica Mensageiros do Bem. Em Garanhuns, Aguinaldo fez de tudo: promoveu torneios e competições esportivas, jogou muito tênis de mesa, secretariou a Codeam e me ajudou muito quando eu fiz a Primeira Gincana Automobilística de Garanhuns, na avenida Santo Antônio. Estávamos  sempre juntos, um ajudando ao outro.

Tinha ele muito orgulho dos seus  pais, irmãos e filhos. Falávamos muito de um seu irmão, atualmente morando no Rio de Janeiro, chamado Moura, mas  que adotou o nome artístico de Novelli em função de um conjunto musical existente em Garanhuns. No nosso último encontro ele me falou de uma  cirurgia bem complicada a que se  submeteu. Quando voltei a Garanhuns soube do seu falecimento através do seu  irmão José Henrique e de sua cunhada Adisa Valença.

Com a sua morte, Garanhuns perdeu o seu mais tradicional Cidadão Honorário, título concedido pela Câmara de Vereadores em 1982 e o mais autêntico garanhuense, desses que só não fizeram nascer entre as Sete Colinas mas, que amam a Terra de Simôa Gomes tanto como nós que somos cada vez mais garanhuense.

Marcílio Luna
Jornalista e historiador
Garanhuns, 22 de Junho de 2002

PCB PROPÕE AO PT, ADOTAR O SISTEMA DE COOPERATIVAS RURAIS E URBANAS

Produção de Flores em Holambra/SP
Por Paulo Camelo

Diante da necessidade de aumentarmos as ofertas de emprego, alimentos  e  renda, o  Programa Mínimo de Governo do PCB (Partido Comunista Brasileiro), em discussão com o PT, propõe  a implantação do Sistema de Cooperativas  Rurais e Urbanas, sem poluição, sem agrotóxicos e sem agressão ao meio ambiente.

O pequeno produtor  rural  enfrenta uma série de dificuldades para produzir:  seja  quanto  a posse da terra, seja para preparar  à  terra, seja para aguar, seja para produzir, seja para obter subsídio, seja para capacitar, seja para escoar  a  produção.  As cooperativas agrícolas surgem como uma solução para essa situação, além de fixar o homem ao campo. Uma cooperativa é um tipo de organização social de pessoas que desejam desempenhar uma atividade econômica em comum.

Considerando que a agricultura familiar   passa por muitos desafios para a sua sobrevivência. O PCB propõe que  um Governo Popular, PCB com PT,   deve apoiar   o setor, ajudando   a superar qualquer adversidade. De que modo o Governo Popular  pode contribuir: 

1 – Preservando o meio ambiente e promovendo o reflorestamento;

2 – Tentando  recuperar  os nutrientes do solo e impedindo a erosão;

3 – Implantação de infra-estrutura: estradas; passagem-molhada; pontes; construção de galpões e de silos; açudes, etc;

4 – Capacitação e estudo da  produtividade do solo;

5 – Aquisição de Implementos Agrícolas e Patrulha Mecanizada;

6 – Através da aquisição de  Câmara Fria e Transporte   Frigorificado   para  escoamento da  produção de Flores;

7 – Aquisição de Secadores de Café, dentre outros.

Cultura do Café

O modelo cooperativista apresenta viabilidade estratégica e geração de emprego e renda. Uma cooperativa reinveste no capital da empresa, permitindo-lhe prosperar em tempos bons e sobreviver em tempos difíceis. É um modelo que salvaguarda aspirações sociais, econômicas, políticas e culturais conjuntas por meio de empresas de propriedade coletiva e controladas democraticamente.

Podemos estender essa proposta para outras culturas e para as Cooperativas Urbanas, a exemplo do que fez o ex-prefeito Luiz Carlos, o qual implantou uma “Fábrica de Sabão” e outra de “Vassoura”, superando o burguês Armando Monteiro, o qual quando exerceu o cargo de Presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), não trouxe sequer uma fábrica de “pipoca” para Garanhuns. Pior, é que o citado burguês é, há mais de duas décadas,  o “manda-chuva” da política local sem ter vínculo com a nossa cidade.

Mensagem para Reflexão:

1 – Garanhuns era uma das cidades que mais crescia no Nordeste na época da produção de café;

2 – A nossa “Cidade das Flores” do “Relógio de Flores”, tem uma produção de flores  muito  pequena.

O TREM DO TEMPO

Paulo Dácio de Melo

O trem do tempo leva e traz,
O que o homem não espera
E não quer mais.
Grande surpresa acontece
Quando o homem menos espera
O homem é uma grande fera
Entre as feras é o pior dos animais.

Aqui na Terra o homem faz e desfaz
E ainda acha que é o dono de tudo
Mas esquece que ninguém é de ninguém
E ainda tem o trem que leva e trás.

Quando tu pensas e faz
Está sendo registrado,
tudo em algum lugar
Então, começa a pensar
E muda os teus pensamentos
Vai mudando teus conceitos
Procura não errar mais 
No mundo que a gente vive,
todos pagam o que faz
E ainda tem mais um porém,
O tempo faz e desfaz.

Desejo o que é bom e terás
Não pense o que é ruim pôs verás
Essa é a lei do retorno
Terás o que desejas, e colheras o que plantou
Seleciona tua semente, e colherás frutos bons
E verás que não sois ninguém,
E mais!
O trem que leva é o mesmo que traz...

terça-feira, 21 de julho de 2020

DOIS DEDOS DE PROSA COM O ESCRITOR CLÁUDIO GONÇALVES



O PROFESSOR MICHEL ZAIDAN FILHO ENTREVISTA O ESCRITOR CLÁUDIO GONÇALVES

1. Cláudio Gonçalves, você se considera mais historiador do que romancista? A condição de romancista ajuda ou atrapalha a de historiador?

Apesar de produzir alguns trabalhos fundamentados em teorias, revelando as interações humanas através das evidências, tenho uma inclinação para o romance, pelos seguintes fatores: o desafio de recriar o passado, buscando respostas sobre os aspectos da vida que jamais foram abordados e poder criar personagens para que emerjam a partir das evidências, criando um mundo que seja verossímil, que possa trazer uma compreensão dos fatos históricos através da reconstrução do passado nas mentes dos leitores. Desde a tenra idade fui fascinado pelos romances e contos, e quando iniciei as primeiras produções literárias e a caminhada de historiador, percebi que poderia basear-me na realidade e escrever os fatos históricos com uma narrativa romanceada, um mundo mais amplo, em que o real e o imaginário poderiam descrever o que uma pessoa encontraria se pudesse de fato voltar num determinado período histórico. Sublinhando que, os romancistas também dedicam horas de pesquisas e análise de fontes para recriar determinados períodos históricos. Quanto à questão, se a condição de romancista atrapalha a de historiador, no meu caso, não atrapalha, pois tudo parte da minha inspiração, há acontecimentos históricos que prefiro fazer um trabalho mais teórico-metodológico e outros que com a mesma seriedade de pesquisa me inspiram para escrever uma ficção histórica.  Em suma, me considero um romancista, fruto do dom e de muitas leituras, gosto que nasceu com as leituras e histórias contada pelos meus pais, e um  historiador em constante construção, buscando sempre novos conhecimentos que possam melhorar a minha visão de mundo e produção histórica, que culmina com um escritor, que escreve pelo prazer de viver épocas que nunca viveu, e conhecer pessoas e lugares que eu nunca conheceu.  
  
2. Por que escrever sobre a chamada “Hecatombe” em Garanhuns? Como você avalia o impacto desse trágico acontecimento na evolução da nossa cidade?

O interesse pela Hecatombe de Garanhuns surgiu quando lecionava no Colégio Santa Sofia, em 1997. Durante uma aula sobre o coronelismo, um aluno chamado Aldo Brasileiro mencionou que era descendente do coronel Júlio Brasileiro, a partir daquele momento recorri às publicações de Alfredo Leite Cavalcanti, História de Garanhuns e “Anatomia de uma Tragédia” do professor Mário Márcio dos Santos para aprofundar nos estudos. A dimensão do trágico acontecimento político em Garanhuns em 1917 me deixou interrogações, Alfredo Leite fazia um relato como testemunha ocular da Hecatombe e o professor Mário Márcio trazia uma visão sob o viés da teoria marxista. Depois das leituras das obras ficava me questionando se não havia outras respostas históricas para a tragédia política de Garanhuns, foi então que iniciei as pesquisas em 1998, fazendo pesquisas no Arquivo estadual, entrevistas com testemunhas oculares e levantamento bibliográfico do fato histórico, o que resultou nas publicações do romance-histórico “Os Sitiados – A Hecatombe de Garanhuns” em 2009 e “A Cobertura Jornalística da Hecatombe de Garanhuns” uma interpretação histórica a partir da conjuntura política implantada a partir do início da República oligárquica. 

A avaliação que faço do Impacto causado desse trágico acontecimento na evolução da nossa cidade,  é que na época Garanhuns despontava como uma das mais prospera economia do estado e com forte representação política, depois da Hecatombe muitas das famílias envolvidas no trágico episódio deixaram a cidade e a política e, Garanhuns perdeu um pouco o curso da História, reiniciando nas décadas seguintes a retomada de suas vocações econômicas.

Em relação se a Hecatombe de Garanhuns contribuiu para a fama de coito de pistoleiros, que assassem as pessoas das cidades, posso dizer que o episódio repercutiu nacionalmente, mas na República Velha, em que predominou o mandonismo político dos coronéis era habitual eles disporem de homens de confiança e jagunços para impor sua força e controle do seu curral eleitoral. Era recorrente acontecimento que culminavam em chacina devido as recorrente disputadas. É Evidente, que no período denominaram o acontecimento como resultado de uma política de aldeia, e de cidade violenta, e voltou à tona com o assassinato do bispo Dom Expedito Lopes pelo padre Hosana. Outras brigas de família também resultaram para essa fama, que foi sendo sobrepujada pela fama de cidade das belezas naturais e do seu povo acolhedor. 

3. Como arquivista municipal seu trabalho contribui para a vocação de pesquisador e documentarista?

Comecei a atuar no arquivo municipal em 2013, não tinha experiência com o trabalho de arquivamento, com as participações nas formações do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano e a ajuda dos colegas de trabalho eu pude compreender a importância da preservação de documentos para a pesquisa. A vocação de pesquisador como relatei surgiu quando iniciei as pesquisas sobre a Hecatombe de Garanhuns, me valendo dos conhecimentos de metodologia de pesquisa estudados durante a graduação de História na UPE.  Mas, o trabalho como arquivista aguça essa vocação de pesquisador e documentarista, pois estamos em constante contato com a História. 

4. Você vem realizando uma série de entrevistas com escritores da cidade. Pretende reuni-las em livro, proximamente? 

Há uma grande possibilidade futuramente, mas o objetivo primordial das entrevistas foi divulgar o potencial cultural existente em Garanhuns, os nossos escritores, músicos, artesãos, artistas plásticos, cordelistas, escultores, enfim dar visibilidade a este celeiro de artistas da nossa cidade, trazendo para o público um pouco de suas biografias e obras. Um trabalho memorial e de valorização dos artistas da Terra de Simoa, que tem contribuído para divulgar a nossa cultura em todo o país. 

5. Sei que você prepara, para muito breve, o lançamento de uma biografia não-autorizada do cantor e compositor Roberto Carlos. Como você avalia o papel do artista no contexto dos agitados anos 60 e 70?

Desde a infância sou fã de Roberto Carlos, o livro nasceu a partir da ideia de homenagear um amigo, que na minha infância levava os discos do cantor para minha casa para ouvirmos na antiga radiola. O livro é uma biografia romanceada, mas mantenho um compromisso com os fatos da vida artística do cantor sem criar personagens fictícios, apenas a linguagem do gênero romântico e narrando a sua trajetória artista dentro dos contextos culturais e políticos de cada década, pois sua trajetória artística está envolvida em vários episódios da historiografia brasileira, entre eles, a Era de Ouro do Rádio, o Regime Militar e a Redemocratização. Por ser um livro da vida artística do cantor, não realizei um trabalho de estudo de representações e simbolismo da obra musical de Roberto Carlos.  Quanto ao papel do artista no contexto dos agitados anos 60 e 70, sabemos que Roberto Carlos não foi um cantor de engajamento e muitos críticos e correntes da MPB o chamavam de alienado, mas ele sempre se denominou apolítico, e permaneceu com o estilo Iê-Iê-Iê, depois seguindo a bem sucedida carreira de cantor romântico, mas nem por essa razão deixou de ter músicas censuradas como “Vida Blue” e de compor canções que falavam do contexto, como “Dois e Dois” de Caetano Veloso, “Debaixo dos Caracóis dos seus Cabelos” e “Imoral, Ilegal ou Engorda”, além de participar dos grandiosos festivais da Record, onde a música de protesto tinha um público politizado e ele chegou a cantar canções com temáticas sociais, como “Maria e Cinzas”. No tocante, Roberto Carlos tem uma grande contribuição cultural para o Brasil e América Latina, em termos musicais, mas em termos políticos, o considero um cidadão, que não deixou de se posicionar ao cantar algumas músicas em defesa do meio ambiente, contra as guerras, a união dos povos, o progresso em detrimento da ecologia e dos valores da vida.  

6. Na sua maneira de ver, a Jovem Guarda foi um movimento cultural, social e político? Ou só musical e comportamental? 

A Jovem Guarda surgiu na esteira musical do estilo dos Beatles e em minha opinião desencadeou um movimento musical, cultural e comportamental. Musical pela sua enorme aceitação no cenário musical brasileiro. Cultural porque surgi num contexto de valorização da Cultura de Massa, e comportamental, no sentido de novos conceitos de comportamentos, uma revolução nas mudanças de linguagem, moda e convenções morais da juventude. Na minha maneira de ver, a Jovem Guarda não chegou a ser um movimento político, pois as composições falavam de namoros, conquistas, carros e liberdades, mas não liberdades políticas diante da repressão, não havia conceitos e ideias de ruptura, por isso havia tantos posicionamentos de contestação dos cantores e cantores de engajamento contra aquele estilo de música, os quais eles chamavam de alienante e americanizada, que até resultou na Marcha contra a Guitarra Elétrica ou Passeata da MPB ocorrida em são Paulo em 17 de julho de 1967 com o objetivo de defender a musica nacional contra a invasão da música estrangeira, em outras palavras acabar com aquela festa de arromba.    

7. Vi que você também escreveu uma ficção sobre os fatos da Hecatombe. Como é ter a licença poética para romancear acontecimentos tão trágicos? Acha que ajuda a superar a tragédia ou esquece-la?

Quando decidi escrever um romance sobre a Hecatombe de Garanhuns, a minha preocupação foi justamente não narrar o fato histórico muito distante da visão da realidade do acontecimento, usei a linguagem poética apenas para criar um personagem, o repórter Estevão que chega a Garanhuns para fazer uma cobertura da tumultuada eleição ocorrida na cidade e se depara com a notícia do assassinato do coronel Júlio Brasileiro no Café Chile em Recife, e acompanha todos os desdobramentos que desencadearam na lamentável Hecatombe. O episódio era um dos fatos mais marcantes da história de Garanhuns, por isso priorizei um romance que resgatasse o ambiente cultural, econômico e social de Garanhuns na época, os personagens reais e os diálogos, com poucas alterações com base na documentação pesquisada. A licença poética pede amenizar, ajudar a superar ou esquecer determinado acontecimento trágico é uma tarefa difícil, para isso o romancista terá que colocar o acontecimento histórico em segundo plano e criar um roteiro que outra história de seus personagens tenha maior destaque. 

8. Cite os nomes dos historiadores que escreveram sobre a nossa terra, seja como historiadores, cronistas ou escritores? 

Posso mencionar Alfredo Leite Cavalcanti, com sua obra História de Garanhuns, Alberto da silva Rego, escritor dos “Aldeões de Garanhuns”, Alfredo Vieira autor de “Garanhuns do meu Tempo” e o professor Mário Márcio de Almeida Santos que publicou “Anatomia de uma Tragédia, A Hecatombe de Garanhuns”, entres os cronistas Rossini Moura, Humberto de Morais, João Marques dos Santos e Luzinete Laporte e tantos outros que deixaram um grande legado para a historiografia de Garanhuns. Atualmente temos uma nova safra de bons historiadores e escritores, mas seria indelicado citar nomes e porventura esquecer alguns desses autores e autoras que tem contribuído na produção de excelentes trabalhos biográficos e históricos de Garanhuns. 

9. Qual a importância do Grêmio Cultural Ruber Van der Linden para a vida cultural da cidade? 

O Grêmio Cultural Ruber van der Linden foi fundado em 10 de fevereiro de 1949 e funcionou durante cinquenta anos. Durante o seu período de atividades reuniu escritores, jornalistas, poetas e historiadores, tornando-se uma das mais honrosas instituições de Garanhuns e de relevante importância para os valores culturais e literários de Garanhuns. Integrantes do Grêmio Cultural Ruber Van der Linden  deram origem a Academia de Letras de Garanhuns, fundada em 17 de dezembro de 1977, que seguiu com os objetivos de divulgar a cultura, literatura e resguardar a história de Garanhuns e região.

10. Por favor, relacione os títulos de suas obras já publicadas e diga se estão disponíveis para a aquisição. 

“Os Sitiados – A Hecatombe de Garanhuns”, romance-histórico, Editora Bagaço, 2009; “República”, ficção, Editora Bagaço, 2012; “A Cobertura Jornalística da Hecatombe de Garanhuns” Editora Livro Rápido, 2017. No momento não estou exemplares, mas em breve farei novas edições. Em produção “Roberto Carlos – Detalhes de uma Vida”, romance-biográfico. 

11. Qual a sua relação com a Nova História Cultural? 

Considero todos os conceitos teóricos e metodológicos da historiografia importantes para a interpretação e analise de fatos históricos, entre eles, A Nova História Cultural, que tenho estudado bastante, e buscando aplicar alguns dos seus conceitos no levantamento de fontes documentais e interpretação dos fatos, principalmente porque a Nova História Cultura dialoga com outros campos de saber, como a Antropologia, a Linguística, a Psicologia, a Arte e a Ciência Politica, além da relação de culturas distintas, atentando para os aspectos discursivos e simbólicos da vida sociocultural, suas representações do imaginário, da narrativa, ficção e sensibilidades, partindo da análise dos produtores e receptores de cultura, imprescindível para a reformulação conceitual e compreensão das mais variadas produções humanas, permitindo-nos analisar um objeto de estudo por diferentes enfoques e ampliação de visão da compreensão da realidade através das diferentes representações da sociedade.  

12. Muito obrigado pela gentileza de suas respostas nessa entrevista? 

Eu que agradeço imensamente pela oportunidade da participar dessa entrevista, na qual pude falar um pouco do meu trabalho literário e do meu amor pela História e a Literatura. 

Filosofo, historiador, cientista político e professor permanente na pós-graduação de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, Michel Zaidan Filho, nasceu em Garanhuns. Estudou nos Colégio Diocesano e Quinze de Novembro. Formado em Filosofia Pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é Mestre em História pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP)