sábado, 14 de novembro de 2020

Diabetes é responsável por 43 amputações diárias no Brasil


Neste Dia Mundial de Combate ao Diabetes, lembrado hoje, o Brasil registra a marca de 43 amputações de membros inferiores por dia, decorrentes de complicações da doença. Os dados, do Ministério da Saúde, se referem à soma de 10.546 amputações feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro e agosto deste ano, ao custo de R$ 12,3 milhões.

No mesmo período do ano passado, foram realizadas pelo SUS 10.019 amputações de membros inferiores em decorrência do diabetes, que custaram R$ 11,6 milhões. O crescimento no número de procedimentos em 2020 foi de 5,26%.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alerta que o principal motivo que leva a essas amputações é a falta de cuidados com a doença, a causa mais comum para amputações de pés e pernas, com cerca de 60%. Em 85% dos casos, o problema aparece como uma ulceração nos pés, ou seja, uma lesão nos tecidos, que pode ser tratada. O diabetes causa perda da sensibilidade, e os ferimentos podem evoluir para o chamado pé diabético, chegando aos casos graves de gangrena que necessitam de amputação.

O paciente diabético precisa ficar atento a qualquer sinal nos pés, como frieiras, bolhas, ferimentos e calos. Os cuidados envolvem secar os pés com cuidado após o banho, manter a pele hidratada, utilizar meias de algodão e sapatos fechados.

Diabetes e covid-19

O diabetes também é um dos principais fatores de risco para o agravamento da covid-19. Por isso, o projeto internacional CoviDiab Registry, uma iniciativa da King’s College London, da Inglaterra, e da Monash University, da Austrália, está reunindo dados globais sobre diabetes e covid-19. Segundo os pesquisadores, há indícios de que o novo coronavírus também possa causar diabetes em quem não tinha.

“É plausível que o Sars-Cov-2 possa causar várias alterações coexistentes do metabolismo da glicose, que podem complicar a fisiopatologia do diabetes pré-existente ou levar a novos mecanismos da doença. Existem, de fato, precedentes para uma etiologia viral para diabetes com tendência à cetose”, informa o projeto.

O que os cientistas ainda não sabem é se o diabetes causado pelo Sars-Cov-2 persiste após a cura da infecção, ou se pode se tornar mais um fator de risco para pacientes com tendência à doença.

Estudo feito no início da pandemia no Brasil mostrou que os pacientes de diabetes negligenciaram os cuidados por causa do isolamento e das medidas restritivas. A pesquisa ouviu 1.701 pacientes entre os dias 22 de abril e 4 de maio e os resultados foram publicados em agosto no periódico científico Diabetes Research and Clinical Practice.

Participaram do levantamento pesquisadores e médicos de diversas instituições, entre elas a International Diabetes Federation, ADJ Diabetes Brasil, Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Universidade de São Paulo (USP), Pan African Women in Health (PAWH), Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Hospital do Rim e Hipertensão de São Paulo.

Do total, 95,1% dos entrevistados reduziram a frequência de saídas da residência e 91,5% passaram a monitorar a glicose no sangue em casa. Foi relatado aumento, diminuição ou maior variabilidade nos níveis de glicose por 59,4% dos participantes, 38,4% deles adiaram consultas médicas e exames de rotina e 59,5% diminuíram a atividade física.

Outra pesquisa foi iniciada em setembro pela Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), com o objetivo de analisar o autocuidado em diabetes e resiliência na pandemia pelos brasileiros. Podem participar as pessoas com diagnóstico de diabetes, de ambos os sexos, maiores de 18 anos e que residam no Brasil. O formulário está disponível em https://bit.ly/DIABETESvid.

"Não há caso de fraude na urna eletrônica", diz criador


Um dos criadores da urna eletrônica no Brasil, o matemático Giuseppe Janino diz que o dispositivo alçou o País à posição de referência mundial no tema. Uma semana depois de a eleição presidencial dos Estados Unidos ter encerrado a votação, mas ainda não ter concluído a apuração e declarado oficialmente um vencedor, Janino diz que a tecnologia facilita a contagem e garante acessibilidade na votação para deficientes e analfabetos. "Nosso sistema é confiável", afirma ao Estadão o atual secretário de Tecnologia e Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em reação aos que defendem a volta do voto impresso, como o presidente Jair Bolsonaro. Ele lembra que "em 24 anos usando a urna eletrônica não há caso de fraude até hoje".

Como funciona a urna eletrônica e como foi seu processo de criação no Brasil?

A urna eletrônica veio para mudar um paradigma que nós tínhamos no passado, quando votávamos com cédulas de papel que no final eram abertas e contadas em uma mesa. Tínhamos um processo lento, repleto de erros e com muitas fraudes, levando até semanas para se apresentar o resultado. Isso foi o grande motivador para uma mudança e a opção foi a tecnologia. Em 1996, surgiu a primeira urna eletrônica, que viabilizou que tenhamos hoje a maior eleição informatizada do mundo.

Como vimos recentemente, nos Estados Unidos, a contagem de votos dura dias até que o vencedor seja anunciado. A urna eletrônica evita esse problema?

Aqui, a urna eletrônica faz a apuração e temos o resultado quase que imediatamente. Nos EUA, alguns Estados adotam o voto convencional, em papel, e isso se assemelha muito à situação que nós vivemos há 30 anos. Tínhamos diversos tipos de fraude.

Que tipos de fraude?

Desde urnas que já vinham com voto dentro até o 'voto formiguinha'. Ficava uma pessoa na porta da seção que negociava com o primeiro eleitor: 'Olha, te dou dinheiro, você vai lá dentro e, quando pegar a cédula oficial, coloca no bolso e me entrega quando sair'. Aí ele preenchia e entregava ao próximo eleitor.

Como ele evita fraudes?

Temos vários mecanismos de garantia de segurança. A urna não funciona com um software que não seja de autoria do TSE ou que tenha sido adulterado. Tudo que ela gera, ela assina, como um certificado digital, e podemos conferir depois se o boletim de urna saiu de uma urna oficial. Esses são mecanismos que impedem fraude. Tanto que temos uma história de 24 anos usando a urna eletrônica, e não há nenhum caso de fraude até hoje.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu o voto impresso. Como o senhor avalia esta proposta?

Nosso sistema é confiável. Somos referência no mundo e temos muitos mecanismos de auditoria e verificabilidade, inclusive com o próprio eleitor participando em vários eventos de auditoria.

Como o modelo atual impacta o eleitorado?

Nossa urna tem muito de acessibilidade. A urna eletrônica não só trouxe todos os atributos de integridade e segurança, como também incluiu segmentos da sociedade que estavam fora do processo, como o analfabeto e o deficiente visual.

O TSE testará um sistema de votação pela internet. O que podemos esperar?

O ministro (e presidente do TSE Luís Roberto) Barroso instituiu um grupo de trabalho para estudar as votações do futuro, possivelmente utilizando dispositivos pessoais como smartphones. Está se abrindo uma nova frente de estudos desse tipo de solução. Existem vários desafios nisso, de trazer tudo aquilo que conquistamos com a urna eletrônica. Um deles é garantir o sigilo do voto, que existe para que o eleitor não sofra coação. Garantir isso é um dos desafios.

Fonte: Portal Terra

Sivaldo revela que Garanhuns tem débitos que impedem município de receber verbas federais


Em reunião recente com partidários e apoiadores, o deputado Sivaldo Albino (PSB) não escondeu sua preocupação quanto aos desafios que irá enfrentar, caso seja confirmada sua eleição de amanhã. Segundo ele, o primeiro grande desafio do seu governo será pagar os débitos deixados pelo atual prefeito e concluir o grande número de obras inacabadas, razão pela qual já pediu à sua assessoria para fazer um levantamento das pendências do município com a União e com o estado de Pernambuco.

Conforme assinalou o parlamentar, as notícias que chegam, inclusive de alguns servidores municipais, são as piores possíveis.

Para que um município possa receber verbas do governo federal, para a construção creches, escolas, postos de saúde e implantar outras ações, é necessário que seja cumprida uma série de exigências fiscais, contábeis e sobretudo financeiras, ou seja, o município precisa estar em dia com suas obrigações junto à União, precisa estar com os débitos quitados ou pelo menos parcelados. E esse, infelizmente, não é o caso de Garanhuns.

Em consulta realizada hoje pela manhã, no site da Secretaria do Tesouro Nacional, verificamos que a Prefeitura de Garanhuns está realmente inadimplente com o Governo Federal. Segundo o levantamento realizado, o município não possui a certidão negativa de débitos relativa a créditos tributários federais e à dívida ativa da união e está com seu CNPJ inscrito no Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados do Setor Público Federal - CADIN, uma espécie de SERASA dos municípios, o que impede Garanhuns de receber verbas do governo federal.

Quando o município está com o nome sujo no CADIN, continua recebendo apenas os recursos essenciais para manutenção da educação, saúde e assistência social, mas todos os demais recursos federais para investimentos em pavimentação e construção de creches, escolas e outros equipamentos ficam suspensos até a quitação dos débitos.

Diante desse quadro, a grande dúvida que resta é a seguinte: se Silvino ou Zaqueu forem eleitos, será se todos estes “pepinos”, que hoje estão escondidos da população, serão revelados? Ou tentarão colocar panos quentes, já que estiveram lado a lado com o prefeito nos últimos oito anos?

Segundo Sivaldo, o atual prefeito entra em pânico quando pensa na possibilidade de sua eleição, porque ele sabe que com ele na prefeitura, até o final de janeiro de 2021 o povo de Garanhuns terá à sua disposição um raio X de todos os débitos, créditos e contratos firmados com a prefeitura, até porque os tribunais de contas têm sido muito rigorosos no acompanhamento das contas de Garanhuns, sobretudo depois do escândalo da lava jato envolvendo a família do atual gestor.

É por conta desse descaso nas contas municipais que hoje a população de Garanhuns não tem sequer uma dipirona nos 38 postos de saúde, os 6 CRAS funcionam precariamente e os estudantes das 60 escolas municipais comem uma merenda de fazer vergonha.

Garanhuns está agora diante da grande oportunidade de dar uma basta nestas gestões de fachada, que enganam a população com algumas dezenas de calçamento “sonrisal”, sem saneamento, realizam dois ou três eventos durante o ano e deixa todas as demais secretarias de governo entregues às baratas.

“A situação de Garanhuns hoje é exatamente esta: você encontra descaso na geração de empregos, descaso na educação, na saúde, na assistência social, descaso nas contas públicas, a prefeitura sem receber verbas federais e o prefeito da cidade se achando o melhor do mundo e debochando do sofrimento da população”, afirmou Sivaldo.

Segundo o candidato, “é preciso ter realmente coragem para mudar tudo isso que aí está. E nós estamos prontos e preparados para corrigir o que está errado, fazer avançar o que deu certo e levar esta cidade para cuidar das pessoas e colocá-la no rumo do desenvolvimento”

E convocou seus apoiadores: “Vamos juntos, com a força do povo e as bênçãos do nosso bom Deus, escrever uma nova página da nossa história”.

Fonte: Blog do Roberto Almeida

Os Henderlite na obra educacional do Colégio Quinze de Novembro em Garanhuns

Ann Farr Pipkin
Foto: Blog Terra do Magano

A obra sonhada pelos Butler e iniciada pelos Oliveira (Reverendo Martinho de Oliveira e sua esposa Dona Maria), haveria de seguir pelas mãos de terceiros, continuadores que chegariam, também com denodado entusiasmo. Resolveram continuar o trabalho, o casal de missionários Dr. George e Dona Martha Henderlite. Cedo entenderam a importância da continuação da obra educacional do Colégio Quinze de Novembro, na época instalado na Rua Dantas Barreto. Não mais a pequenina escola paroquial, agora um colégio organizado. Para que a obra educacional continuasse, os Henderlite chamaram para ajudar no trabalho do magistério três ex-alunos do próprio colégio dos primeiros anos.  Foram nomes que cresceram no Evangelismo Presbiteriano em Pernambuco e no Brasil e que se agregaram à História do Colégio Quinze. O Reverendo Jerônimo Gueiros, foi um deles, sequenciado pela culta professora Cecília Rodrigues e pelo professor Soriano Furtado. Estes foram nomes importantes, cada um dando a sua imprescindível contribuição para o trabalho, orientados e dirigidos pelo Dr. George Henderlite.

Há alguns anos passados comemorou-se o Centenário do nascimento do professor  Jerônimo Gueiros (30.09.1980) que foi com toda a certeza uma coluna mestra nos primeiros anos de consolidação do trabalho do Colégio Quinze. Professor emérito, pastor dos mais destacados do presbiterianismo nacional, Jerônimo Gueiros lecionou por  longos anos no Colégio Quinze, deixando a marca do seu trabalho e do seu valor como mestre. Sobre ele, carece muito espaço aqui para que se fale desta vida dedicada ao Senhor e o que ele fez pelo Quinze e pelo Evangelho.

O segundo personagem importante nesse contexto, foi a professora Cecília Rodrigues, que haveria de casar com o pastor Cícero Siqueira. Pelos idos mais recentes de 1967, Ann Farr Pipkin, que era Presidente da Comissão de Publicações da Missão Presbiteriana, sediada no Recife, convidou Juracy Fialho Viana a escrever uma biografia sobre dona Cecília Rodrigues. Em 1970 veio a lume o livro intitulado "Cecília", publicado pela Editora Betânia, Minas Gerais, no qual a autora traz importantes informações biográficas da professora Cecília Rodrigues, uma das mais tradicionais figuras da História do Quinze.

Jessisai Vitalino, um dos mais entusiastas ex-alunos do Colégio Quinze, advogado militando no Recife: "Quem se dedicar a escrever a História do Quinze, não poderá deixar de lado capítulo especial para dona Cecília Rodrigues, a dileta professora". Dona Cecília havia nascido na Paraíba, no ano de 1885. A menina Cecília conhecera o "galego" Missionário Dr. George Henderlite, numa pregação que o estrangeiro fora fazer na cidadezinha de Lucena, na Paraíba, quando assobios e apupos quase interrompiam o pregador, que terminou molhado com um banho de um balde d'água, jogado por um atrevido  carola. "Ali os olhos de Cecília brilharam de curiosa expectativa", conta-nos Juracy Viana em seu livro. Dona Cecília chegara a Garanhuns em 1908 para iniciar o seu trabalho de magistério, após ter estudado em Natal com o Reverendo Willian Calvin Porter e depois de ter aceito da professora Miss Read para estudar na Escola Americana do Recife, que viria a se chamar Colégio Agnes Erkine.

Somente o surgimento da peste bubônica surgida em Garanhuns faria Dona Cecília sair da cidade, assim mesmo atendendo a insistente pedidos do médico Dr. Butler para que fosse para Canhotinho. Foi e lá fundou uma escola. Mas isso é outra história grandiosa de Dona Cecília Rodrigues de Siqueira. Dona Cecília Rodrigues foi tida como a mais preciosa pérola do ensino em Garanhuns. De incidentes surgidos com padres que acusavam a  professora de lecionar com a "vara", saiu-se muitíssimo bem. Tinha como lema: a vara na mão e o amor no coração, comportamento este que ajudava a alcançar a mente e a alma dos seus pequeninos rebeldes.

O professor Soriano Furtado, foi  outra destacada figura do magistério do Colégio Quinze, nos idos da direção do Missionário George Henderlite. O ano era 1908. Por esse tempo alguns alunos foram personagens importantes em Garanhuns. Vale lembrar os nomes de: Leopoldina Malta, Jerônimo Gueiros (depois professor), Antônio Gueiros, Manoel Ramiro, Soriano Furtado (depois professor), Antônio Almeida (médico e pastor renomado).  Mota Sobrinho, Alfredo Ferreira, Benjamim Marinho, Luísa Vilela. Às citações de Brasiliense Maia, Alfredo Leite acrescenta alguns nomes como os de: José Martins, Cícero Siqueira, Natanael Cortez, Antônio Vitalino, Antônio Montenegro, Sebastião Gomes, João Gadelha, Antônio Teixeira Gueiros, Elpídio Branco e muitos outros daquela época da direção dos Henderlite.

É verdade dizer que os Henderlite lutaram com muitas dificuldades  para levaram avante o trabalho deixado pelo pastor e professor Martinho de Oliveira, ficaram na direção do Colégio até o ano de 1910.

Findara-se a primeira década deste século. As primeiras dificuldades pareciam terem sido suplantadas. O Colégio completara seu primeiro decênio, desde a  fundação da pequenina Escola Paroquial. O início da segunda década, em Garanhuns agora era marcada com a participação de um outro casal de missionários que assumiria o trabalho dos Henderlite. Eram  os Thompson. Dr. George Henderlite continuaria seu trabalho secundado pelos Thompson. Ainda os Henderlite ficariam muitos anos em Garanhuns atrelados à  vida do Colégio e das pessoas. Assim que em 1917, ainda lá o Dr. Henderlite teve o privilégio de oficiar o ato religioso de dona Cecília Rodrigues, com o pastor Cícero Siqueira, a quem ela conhecera em Canhotinho na casa dos Butler. O Juiz colega da professora Cecília, Dr. Soriano Furtado faria também o casamento civil. A cerimônia deu-se na residência da professora, antes do Agnes e agora do Quinze, Miss Eliza Reed, aqui mesmo em Garanhuns. Mas voltemos aos Thompson. A eles o novo encargo da continuação da obra educacional do Colégio Quinze.

Marcílio Reinaux / Jornalista, escritor, advogado, pintor e historiador / Recife, 27 de Julho de 1985

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Incrível: Kondras Kanillis está morando em Panelas!

Por José Alexandre Saraiva*

Nada mais me espanta nesse mundo de surpresas inimagináveis! Principalmente depois que o Gerson Bientinez driblou a turma aqui em baixo e se mandou para a cobertura, a convite de amigos que lá se instalaram antes, entre eles Waltel Branco, Tatara, Saul Trumpet, Daniel Saxofonista, Ivo Rodrigues e Ivan Graciano.

Pois bem. Os leitores mais antigos da Gazeta do Povo lembram-se bem do guru Kondras Kanillis, o marinheiro grego que, inexplicavelmente, foi parar na mística e histórica Lapa, recanto paranaense sem ligação com o mar. A cidade ganhou notoriedade nacional no chamado Cerco da Lapa, por resistir heroicamente ao exército de Gumercindo Saraiva, em 1894, no auge da Revolução Federalista, retardando a marcha dos maragatos. Tanto pelo passado aguerrido do seu povo quanto pelos vultos de homens ilustres que legou ao mundo, a Lapa tem lugar de destaque nas páginas da História.

Vamos à última do Kondras Kanillis. Como se sabe, ele tinha como único confidente o jornalista Antonio Carlos Lacerda, o querido Caco, que fazia desfilar em sua coluna “O fato político” reflexões do sábio marinheiro sobre filosofia e política. Entre as qualidades do Kondras, ele nunca errou um resultado das urnas. Um dia, assim como surgiu, do nada sumiu da Lapa, juntamente com seu secretário especial, Osnírio.  

Eis que hoje pela manhã o Caco me telefona para dizer que recebeu uma carta do Kondras. 

Garantiu-me que ele está morando na minha terra natal, Panelas, nome oficial de Labiata. O município está localizado numa área serrana do interior de Pernambuco, entre a zona da mata sul e o agreste. A região está muito mais para o sertão do que para o mar. Ainda segundo Caco, Kondras adquiriu lá um sítio entre os lugares Queimada do Milho e Feijão, próximo às vilas de Cruzes e São Lázaro. Ele continua o marinheiro terrestre de sempre, viajando em busca de si mesmo. Disse ao Caco que no seu retorno à Grécia vivenciou uma experiência desagradável com o ex-amigo Onassis, por causa de uma ciumeira idiota daquele armador bilionário, que alimentava desconfiança com a atenção que a Jacqueline Kennedy Onassis lhe dispensava. Chateado, resolveu refugiar-se num lugar que, além de ficar longe do mar, não deveria existir no mapa. À época, com auxílio da Nasa, descobriu Panelas. Kondras sempre quis conhecer Panelas. De acordo com Caco, o guru tinha três motivos para essa aventura. Primeiro, entender melhor a Guerra dos Cabanos, ali travada na década de 1830. Segundo, concluir um estudo sobre o movimento migratório dos holandeses que se refugiaram no interior nordestino durante a perseguição portuguesa. O sítio Feijão teria sido o esconderijo predileto deles no município. Terceiro, curiosidade para saber se o topônimo Panelas tem origem na descoberta de igaçabas indígenas no sopé da Serra da Bica (por isso, o primeiro nome, Olho D’Água das Panelas) ou no fato de a cidade localizar-se entre três serras (da Bica, dos Timóteo e do Boqueirão), cujos formatos lembrariam trempes de uma panela. Kondras descartou de plano essa segunda  possibilidade. As supostas trempes, na melhor das hipóteses, estariam ligadas a uma só panela (no singular).  

Numa deferência especial, ontem à noite Caco me enviou por Whatsapp o trecho final da carta de Kondras. Por coincidência, fala do momento político em Panelas:

“Aqui, depois de muito tempo, haverá renovação política. Tudo porque o líder do grupo que comanda o município há 25 anos andou cometendo erros primários e imperdoáveis. São exemplos: 1. Em um programa de rádio, chamou de hiena o povo da oposição, e os professores, de incautos. Chamar o povo de hiena na terra que realiza a maior corrida de jericos do Brasil é ofensa que nem o próprio jumento pode aceitar. Por outro lado, os professores são bem conceituados. 2. Sem licença ambiental, aterrou o açude da cidade, um belo patrimônio paisagístico e memorialístico. Aterrar um açude no Nordeste é vilipêndio à Natureza que só perde para o crime de matar uma vaca na Índia, onde é considerada animal sagrado. Se lá, na Índia, a vaca é dádiva de Deus, podendo passear livremente pelas ruas, aqui no Nordeste do Padre Cícero Romão Batista nada mais sagrado do que ver água deslizando no leito de um rio, ainda mais se ele tem histórico de enchentes caudalosas, como o Rio Panelas, que tantas vacas já dessedentou. 3. Em áudio vasado no Whatsapp, ele, que é de fora, mandou recado para um opositor afastar-se do seu caminho. Ora, todos os caminhos do município de Panelas são dos panelenses, nativos ou adotivos, como é o meu caso e do Osnírio (aqui chamado de “Galego” por causa da aparência de polaco). 4. Trocou, sem autorização legal, o nome da tradicional Praça Dr. Manoel Borba (que homenageia um dos mais ilustres pernambucanos), para agradar a família de outro político. Agiu como se denominações de praças e logradouros públicos tivessem caráter provisório e não dependessem de lei. 5. Num surto raivoso, danificou, pessoalmente, instalações do açougue público, outro símbolo da cidade. 6. Permitiu que sua candidata à reeleição insistisse em dizer publicamente que é laranja dele. Nesses dias de campanha, ela se empolgou e foi além: proclamou que tem orgulho pessoal de ser laranja e salada mista do padrinho político! Uma confissão nunca vista antes, nem na Grécia, berço da filosofia e da democracia, nem no restante do mundo ocidental!”

Kondras prossegue: 

“Sei que já estou te cansando nesta nota final da carta, mas é preciso deixar cravado, a bem da minha reputação, que a eleição deste ano em Panelas será decidida pelos estudantes e pela massa de jovens que há muitos anos não têm oportunidade de emprego. Boa parte do eleitorado vota na situação para não perder um miserável auxílio de 300 dinheiros. Esse contingente de votos é grande, mas insuficiente para suplantar o restante do eleitorado, independente e progressista, hoje empenhado na libertação de um sistema político-administrativo guiado pelo mandonismo e pelo assistencialismo. Por isso mesmo, nos bastidores da política, onde Osnírio transita com liberdade (minha luneta sonora registra tudo do alto da Serra dos Timóteo), fala-se que, tão logo seja conhecido o resultado das eleições, será necessário criar uma equipe de transição só para regularizar a situação dos contratos irregulares. De fato, em vez de uma ação de caça às bruxas, urge valorizar o servidor dedicado e competente. De acordo com Ruben, o futuro prefeito, que é um advogado jovem, líder dos trabalhadores rurais, humilde, sereno e conciliador, todos são, como ele, filhos da terra. Portanto, uma dispensa generalizada dos funcionários apadrinhados está descartada. Segundo ele, é preciso separar o joio do trigo para não causar comoção social, tamanha é a quantidade de funcionários sem concurso que dependem da prefeitura para sustentar a família. A melhor política é fazer valer a meritocracia.

Sobre o Osnírio:

O Osnírio anda meio besta! E isto desde a conclusão de um curso de culinária em Paris – o que, diga-se de passagem, me levou à obesidade, pois ele continua fazendo a comida mais saborosa da terra e dos mares por onde já navegamos. Não bastando, passou a se achar filólogo do dialeto matuto. Está terminando um dicionário com expressões e vocábulos locais, do tipo: “eita bixiga”, “pra mode”, “oxente”, "vixi", fidapeste”, “inhô”, “priquita”, “quenga”, “trubufu”, “pra tu, visse!”, “fidirrapariga”, “mangar”, “amulegar”, “abufelado”, “tabaca”, “tabica”, “cambito”, “xêxo”, “amudiçado”, “inxirido”, “bilola”, “cachete”, “cafuçu” “entonce”, “cambuta” e quejandos. Pasme: também quer me dar lição de política! Diz que a eleição em Panelas pode ser decidida na zona rural, um território realmente imenso (apenas 10% menor que toda a área do município de Curitiba). Foi nele que a Nasa resolveu deixar o meu iate, onde moro, já que o açude virou esgoto a céu aberto.  O Osnírio diz isso (que a eleição será decidida na zona rural) porque, conforme a estação do ano, a quantidade de cabrestos nos sítios supera as favas e os jerimuns que nascem nos roçados. Nesse ponto ele tem razão, mas comete um erro vitando: os matutos fizeram muitos filhos nesses últimos 25 anos. Os jovens, como é próprio da idade, são rebeldes, alimentam sonhos, são inovadores. E graças à internet, estão com as mentes afinadas com a “alegoria da caverna”, do compatriota Platão, nascido em Atenas. Esse sentimento de libertação ganhou impulso excepcional com a recente e emblemática adesão da ex-diretora de turismo da prefeitura, Elielma Santos, ao programa de governo do futuro prefeito. Ela, de conduta retilínea, formada em História e fotógrafa apaixonada pela Natureza, desfruta de muito prestígio no município. Além desse mar de água fria nas pretensões da situação, o movimento pró-renovação ganhou vigor poético e musical a partir da circulação de um vídeo com o canto “Brio Cabano”, do poeta Biu Difulô. A propósito (e para deixar Platão de queixo caído), um dos versos remete à minha brava Esparta. Veja:   

NOSSO SANGUE É CABANO

TEMOS NA VEIA MUITO ARDOR

NOSSOS PUNHOS ESPARTANOS

NUNCA TEMERAM O INVASOR

NOSSOS BRIOS DE GUERREIRO

QUE A HISTÓRIA JÁ PROVOU

JAMAIS SE VENDEM À TIRANIA

TÊM VIRTUDE E ESPLENDOR.  

Fico por aqui, visse! (rsrsrs). 

Xêro do KK.”

Como se vê, eu morro e não vejo tudo. Kondras Kanillis em Panelas!

*José Alexandre Saraiva é advogado, escritor e músico

Deusdedit Maia

Douglas Maia, filho de Deusdedit Maia

Não esqueço nunca a sabedoria de um antigo ditado chinês - "Infeliz do homem que esquece seu mundo de criança" -, e é justamente dentro deste preâmbulo que relembro em Garanhuns a figura admirável de Deusdedit Maia, um dos melhores e mais justos varões que conheci, nos meus tempos de menino e da mocidade já distante.

Do engenheiro-agrônomo e escritor Alberto da Silva Rêgo, vem a calhar uma frase bem sintomática - "Minha terra não tem memória" -, querendo dizer com isto que a atual geração garanhuense, menos por culpa dela do que dos responsáveis pelo ensino da História local, não conhece, não valoriza nem cultua a memória dos  seus grandes homens. E, sabidamente, Deusdedit Maia foi um deles.

Filho do célebre capitão Thomaz da Silva Maia, patriarca de umas das mais importantes famílias de Garanhuns, o meu homenageado de hoje foi um incentivador do progresso comercial e político do Município, e, tanto numa como em outra atividade, destacou-se com eficaz liderança. Na Câmara Municipal - a da reconstitucionalização democrática de 1947 -, integrando a brilhante bancada da UDN, foi o mais ativo presidente da Comissão de Orçamento, talvez o mais competente de todos quantos já passaram pelo Legislativo garanhuense.

Aquela bancada udenista, composta por Ernesto da Costa Dourado, Othoniel Furtado Gueiros, Raimundo de Oliveira Cavalcanti, Jonas Dantas de Barros, Pedro de Souza Lima, João Bezerra Sobrinho, Uzzae Canuto e Alfredo Leite Cavalcanti, teve em Deusdedit Maia um gestor na orientação das finanças; um fiscal eficiente das dotações orçamentárias do Município. Não era homem de muitos discursos plenário, mas sua atuação dinâmica na Comissão de Orçamento, onde trabalhou como apóstolo devotado à causa pública, justificou sobejamente sua passagem pela Câmara. Não só a UDN mas toda Garanhuns política e administrativa deve muito aos conhecimentos de Deusdedit Maia.

Político fiel aos desígnios do partido do Brigadeiro, nunca alienou suas convicções e o ideário pelo qual lutou durante toda vida; como chefe de família, honesto e responsável, conceituou-se à admiração da sociedade em que viveu, honrando-a com a dignidade sobranceira dos justos. O equilíbrio humano de Deusdedit Maia era apontado na cidade como autêntico paradigma - um homem de bem à toda e qualquer prova.

Nem por pertencer aos quadros udenistas deixou de ser amigo do meu pai, desde que ele chegou de Bom Jardim a Garanhuns em 1935. Mantiveram uma sólida e invejável amizade, um relacionamento de lhaneza - sinceridade, simplicidade e lisura -, que, mesmo depois, de afastados da política e de Garanhuns, permaneceu incólume no Recife e em Olinda.

Este respeito e admiração recíproca entre Deusdedit Maia e meu pai é uma das páginas vivas de lembranças que carrego como exemplo e ao relembrá-lo vejo como foi importante esta lição de hombridade que eles souberam aprender como ensinar aos seus pósteros. Antes que a morte, esta ceifadeira impreterível, o levasse - alguns anos antes do meu pai -, Deusdedit Maia, tanto visava o velho Fausto na velha casa de Olinda, como por ele era visitado e, juntos, saudosamente, rememoravam os dias e os tempos de Garanhuns...

Já em São Paulo, desde 1949, fui a Pernambuco apadrinhar o matrimônio do meu irmão Ronaldo, e lá na Igreja das Graças, no Recife, entre meus familiares, vi pela última vez Deusdedit Maia sentado na primeira fila com a esposa, juntos de Fausto Souto Maior e Maria Irenita, minha mãe. Após, na recepção aos nubentes fiquei o tempo todo conversando com Seu Dede, um amigo do meu pai que tomei cheio de afeição. E não será preciso dizer que o centro da conversa, como não poderia deixar de ser foi um único assunto: os dias e os tempos da nossa Garanhuns...

No dia em que faleceu, recebi um 'Western' do velho Fausto: 'Morreu hoje nas graças de Deus meu amigo e companheiro de Câmara, Deusdedit Maia, um homem a quem Garanhuns deve muito'. Tenho este despacho telegráfico nos meus arquivos, imperecível como a lembrança que guardo do incomparável garanhuense.

Rinaldo Souto Maior / Jornalista e Historiador / São Paulo, 19 de Maio de 1984

Para fazer tudo certo na urna, eleitor pode treinar pela internet


Domingo é dia de ir às urnas em 26 estados. Em anos anteriores, os eleitores podiam treinar para o pleito em urnas eletrônicas de teste, que eram instaladas em locais de grande circulação. Desta vez, por causa da pandemia, o Tribunal Superior Eleitoral fez uma série de mudanças, e uma delas foi na simulação de voto.

Em vez de feiras livres e rodoviárias, o TSE colocou na internet o simulador de votação. Quem tiver deficiência visual pode usar a audiodescrição, como numa urna eletrônica real. Para votar no primeiro turno, é possível escolher entre cinco partidos: o do Folclore, dos Esportes, dos Ritmos Musicais, o Partido das Profissões e o das Festas Populares. Cada um tem três opções de vereador para escolher.

Cada candidato a vereador tem um número formado por cinco algarismos. Quem não tiver escolhido um nome, mas quiser votar em um partido, basta digitar os dois primeiros algarismos. Para votar no candidato exato, precisa digitar o número completo. Vai aparecer na tela a foto dela ou dele, com o nome, o número e o partido. Se estiver tudo certo, é só confirmar, no botão verde. Senão, corrige e digita de novo.

O próximo passo é o voto para prefeito. Nesse caso, o número do candidato é o mesmo que o do partido. Ao digitar, aparecem na tela as fotos do cabeça de chapa e do vice, os nomes, o número e o partido. Aí, basta confirmar ou corrigir. O voto é registrado e pronto.

Para não confundir com os números, a dica é preparar uma cola. O eleitor pode levar de casa o número já anotado em um papel (a cola) para a sessão eleitoral. Mas é importante anotar em papel. Não adianta levar escrito no celular ou tirar uma foto do número, porque é proibido levar qualquer equipamento eletrônico para a cabine de votação.

O Brasil tem 148 milhões de eleitores. No domingo, quem tem domicílio eleitoral nos 26 estados vai precisar votar ou justificar a ausência. Somente quem vota no Distrito Federal não vota nas eleições deste ano. Ao todo, são mais de 518 mil pessoas disputando uma vaga de vereador e outras 19.342 de prefeito.

Fonte: Agência Brasil

Juiz de vara da fazenda anula doações de terreno por parte da prefeitura de Garanhuns

Dr. Glacidelson Antônio da Silva

Um garanhuense, jovem servidor público estadual, indignado com a doação de terrenos por parte da Prefeitura de Garanhuns, feita em ano eleitoral, ingressou na justiça contra os atos, promovidos com a aquiescência da Câmara Municipal.

O juiz de direito da Vara da Fazenda, Glacidelson Antônio da Silva, atendeu duas das oito ações populares movidas por José Alisson Santiago Tavares e suspendeu as doações feitas pelo município.

Na primeira causa, no valor de R$ 1.760 (um milhão setecentos e sessenta mil reais) mil os réus foram o Município de Garanhuns, o prefeito Izaías Régis e o beneficiado pela doação de imóvel urbano com área de 3.520 metros quadrados.

Na segunda causa, valor de R$ 1.650 mil (um milhão seiscentos e cinquenta mil reais) os réus foram o município, o prefeito e um outro empresário beneficiado com doação de uma área equivalente à outra.

Na decisão do magistrado, foi levado em consideração que o ato foi praticado pela prefeitura a pouco mais de três meses da realização da eleição, não tendo “ficado claro” que os beneficiados pela doação tenham participaram de processo de licitação pública.

É provável que José Alisson tenha sucesso em outras das ações que moveu contra a prefeitura de Garanhuns.

Fonte: Blog do Roberto Almeida

Rua Dr. Lito de Azevedo - Garanhuns, PE

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Sesc apresenta programação do projeto Arte da Palavra para o mês de novembro

Estão abertas as inscrições para as três etapas do “Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras”, que acontecem neste mês de novembro, a partir de segunda-feira (16). Os circuitos de Autores, Oralidades e Criação Literária serão conduzidos por escritores e profissionais das palavras de quatro regiões do país. As ações de Oralidades e Autores são realizadas em lives apresentadas na página oficial do projeto no Facebook (www.facebook.com/artedapalavrasesc). Para participar do Circuito de Criação Literária é preciso enviar e-mail para  inscricoesculturagsescpe@gmail.com, com a indicação da oficina desejada, exceto para a última oficina que será pelo site de cursos do Sesc PE.

A primeira ação será do Circuito de Criação Literária. Thiago Tizzot (PR) apresenta a “Oficina de Criação de Mundos Ficcionais”, de 16 a 20 de novembro, das 19h às 22h, em que mostra como é possível trabalhar a escrita e a criação de personagens, diálogos e trama por meio da criação de um mundo de ficção. Na terça-feira (17), às 15h30, o Circuito de Oralidades traz Linete Matias (AL), que narra a história "O Encantado das Águas", repertório de canções, versos e contos que ouve desde criança no interior alagoano. O Circuito de Autores reúne Itamar Vieira (BA) e Ailton Krenak (MG), na quinta-feira (19), às 20h, na conversa “Uma lupa para o passado é um telescópio para o futuro”, mediada por Amâncio Siqueira (PE).

Na sexta-feira (20), às 19h, tem mais uma etapa do Circuito de Oralidades, desta vez com Gelson Bini (SC) que apresenta a palestra-espetáculo “Era outra vez – O livro e a leitura em tempos de pandemia”. A segunda etapa do Circuito de Criação Literária será do dia 23 ao dia 27, sempre das 19h às 22h, com Rosângela Hilário (RO) ministrando a oficina “Desprincesando o Conto de Fadas”, que tem como proposta apresentar uma perspectiva contemporânea aos contos de fadas, sem retirar o encantamento e a magia, além de apresentar novas possibilidades de organização e construção das personagens femininas, tirando-as da figura de coadjuvante de suas vidas.   

Encerrando a programação do mês, acontece mais um Circuito de Criação Literária, no período de 30 de novembro a 4 de dezembro. É a oficina “Desenhos que contam Histórias”, que tem como facilitadora a ilustradora Luiza de Souza (RN), que vai fazer com que os participantes mergulhem no mundo da ilustração para entender a construção de um desenho feito com a intenção de comunicar, desde a ideia até sua versão final. Para esta oficina, que é gratuita, a inscrição deve ser feita pelo link https://cursos.sescpe.com.br/turma/desenhos-que-contam-historias/gra-desenhos.

CPRH prorroga prazo de inscrição do Concurso de Fotografias

As inscrições para o Concurso de Fotografias “Unidades de Conservação no Meu Caminho”, que vai premiar as melhores imagens sobre as belezas e riquezas que são protegidas pelas UCs, foram prorrogadas até o domingo (15). O concurso traz três categorias: Paisagem, Biodiversidade e Ações para Proteção. Os primeiros colocados receberão um smartphone, além de certificados e kit de materiais didáticos produzidos pela CPRH. O novo cronograma não altera a data do resultado final do concurso, prevista para o dia 21 deste mês.

Para participar, os interessados devem postar a foto no Feed do seu perfil no Instagram (especificações no edital), informando na legenda seu nome completo, a categoria na qual deseja concorrer e em qual unidade de conservação foi feita a foto. Em seguida, adicionar as hashtags: #UCNoMeuCaminho #IVSemanaDasUCPE e marcar @cprh.pe na postagem.

Vale lembrar que o concorrente que tenha perfil privado no Instagram, deverá alterar a configuração, de modo que o perfil esteja aberto no período de seleção das fotos, a fim de possibilitar a visualização das imagens inscritas. Saiba mais acessando o regulamento, pelo link: bit.ly/concursofotografiacprh.

A iniciativa faz parte da programação da IV Semana das Unidades de Conservação da Natureza, que será realizada da terça (17) até o sábado(21), pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e pela  Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), por meio da  Unidade de Gestão das Unidades de Conservação (UGUC).

Categorias - O concurso contempla três categorias: Paisagem, Biodiversidade e Ações para proteção.

Paisagem: o participante terá que captar imagens dos aspectos naturais, históricos, culturais, humanos, sociais e econômicos observados nas UCs.

Biodiversidade: o participante terá que fotografar os organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte da UC.

Ações para Proteção: contempla as imagens que mostrem ações ou atividades humanas realizadas nas unidades de conservação com o propósito de proteger esses territórios, como exemplo educação ambiental, ecoturismo, mutirões de limpezas, combate a incêndios, plantio de mudas, entre outras.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Aplicativos do TSE permitem acompanhar os resultados das Eleições 2020


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza dois aplicativos que conferem ainda mais transparência ao processo eleitoral. Por meio do app Resultados, qualquer pessoa pode acompanhar e obter os resultados das eleições em sua cidade a partir dos votos já apurados. Já o Boletim na Mão disponibiliza ao cidadão uma cópia digital dos resultados das seções eleitorais, possibilitando que o eleitor atue como um fiscal das ações durante o pleito.

Os dois aplicativos podem ser instalados gratuitamente em qualquer dispositivo móvel (smartphone ou tablet), bastando apenas ter acesso às lojas Google Play e App Store. Ambos se destinam ao público em geral.

App Resultados

O objetivo do aplicativo é facilitar o acesso de eleitores e da sociedade em geral ao resultado das Eleições Municipais de 2020. Todos podem ter acesso ao aplicativo, que mostra dados de forma rápida, transparente e sucinta para pesquisa direta por parte de qualquer interessado.

Depois da instalação do app no dispositivo móvel, basta adicionar a unidade da Federação e o município sobre o qual quer saber o resultado. Feito isso, o eleitor poderá consultar tudo sobre os candidatos que estão concorrendo aos cargos de prefeito e de vereador na cidade selecionada.

Depois de totalizados pelo TSE, os votos são transformados em arquivos e disponibilizados no aplicativo, por meio do qual qualquer um poderá buscar os resultados sem a necessidade de intermediários.

Boletim na Mão

Por meio do app, qualquer cidadão pode obter uma cópia digital dos resultados da seção eleitoral. Após o encerramento da votação, a urna imprime um relatório que contém o total de votos recebidos pelos candidatos e outras informações da seção. Esse relatório é chamado de Boletim de Urna (BU), cujo QRcode que pode ser lido pelo aplicativo Boletim na Mão, que guardará a imagem no próprio dispositivo móvel.

Para realizar a leitura da imagem (QRcode) impressa no Boletim de Urna, não é preciso conexão com a internet. A conexão será exigida apenas no momento de visualizar o primeiro conteúdo do boletim lido. Pelo aplicativo, o cidadão pode obter cópia de quantos boletins queira, bastando que realize a captura do código impresso nos BUs das seções eleitorais.

O app é um instrumento que contribui para aumentar ainda mais a transparência das eleições, já que com essa cópia digital o eleitor poderá comparar os Boletins de Urna das seções com os BUs que foram totalizados e divulgados. Além disso, colabora para a imediata e obrigatória divulgação do resultado da votação das urnas.

O aplicativo possibilita a mesários, auxiliares, fiscais de partidos e eleitores em geral constatarem a lisura das eleições, ao realizarem a verificação da correspondência com os resultados totalizados e divulgados na página do TSE após a votação. Considerando o contexto de pandemia de Covid-19, a utilização do app é ainda mais oportuna, dado que substitui o acesso ao boletim impresso pelo digital.

Fonte: TSE

Setores público e privado debatem sobre integridade empresarial

“Integridade Empresarial: O caminho para um desenvolvimento sustentável” foi tema do debate realizado nessa segunda-feira, dia 09, numa promoção da Alliance for Integrity, com o apoio da Secretaria da Controladoria-Geral do Estado (SCGE). Mais de 60 pessoas – entre representantes de pequenas e médias empresas, gestores públicos e sociedade civil – acompanharam o evento, realizado de forma virtual. Ao abrir a programação, o cônsul-geral da Alemanha no Recife, Rainer Konrad Münzel, saudou palestrantes e público, destacando que a integridade é o caminho para o desenvolvimento sustentável.

Conduzido por Amanda Rocha, da Alliance for Integrity (iniciativa global financiada pelo Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha e apoiada por entidades interessadas no combate à corrupção), o debate contou com a participação da secretária da SCGE, Érika Lacet; do secretário-executivo da Assessoria Especial do Governo do Estado, Joselito Kehrle do Amaral; do superintendente de Compliance da Neoenergia, Roberto Medeiros; e da advogada e especialista em compliance, Aurora Barros. O professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Karlis Novickis foi o moderador.

Em sua explanação, a secretária Érika destacou que integridade não é um tema novo, uma vez que vem sendo debatido desde os anos de 1970. “Sabemos que, pelos estudos da Transparência Internacional cerca de U$ 80 bilhões, por ano, são desviados em decorrência da corrupção. Por isso, precisamos nos debruçar sobre o tema para melhorar a posição do Brasil nesse contexto”, disse. Ainda de acordo com ela, o grande desafio que se tem pela frente é cultural.

Segundo a secretária, é necessário mostrar que integridade não é algo ruim ou mais uma despesa ou burocracia para as organizações, e sim, que é uma questão de sustentabilidade das instituições como um todo. “Hoje a sociedade clama por isso. É uma premência do governo ser transparente, ser íntegro”, frisou. Já o secretário-executivo Joselito Kehrle do Amaral lembra que Pernambuco se destaca, há alguns anos, em ações de combate à corrupção. “O Governo do Estado possui um departamento específico voltado ao combate da corrupção, altamente capacitado. Fomos pioneiros na criação desse órgão no Brasil”, disse.

Érika Lacet enfatizou, ainda, que a implementação das Unidades de Controle Interno (UCIs) em todos os órgãos da administração pública, segundo orientação do governador Paulo Câmara, auxilia nessa atividade. “A Controladoria coordena, implanta esse sistema de controle interno e vem fomentar não só o controle, mas o espírito da integridade no setor público. As empresas precisam entender que as relações com o setor público mudaram, que não basta apenas respeitar as leis, mas também a ética das relações”, ponderou.

Durante sua apresentação, a secretária Érika Lacet falou, ainda, sobre a lei sancionada por Paulo Câmara, em dezembro de 2019, que dispõe sobre a obrigatoriedade de implantação de um programa de integridade por empresas que contratem com o Estado. Ela antecipou que a primeira etapa do programa – de um total de três –, com início previsto para 2021, será transferida para 2022, por conta da pandemia da Covid-19.

“O programa de integridade melhora o controle interno das instituições, o que repercute na eficiência do serviço público. É um processo em cadeia. O combate à corrupção depende do esforço conjunto e contínuo de todos”, avaliou. “A Alliance for Integrity tem sido uma grande parceria do Estado de Pernambuco no desafio de implantação de programas de integridade e divulgação dessa cultura”, concluiu.

Medidas Cautelares passam a tramitar em meio eletrônico

O Tribunal de Contas implantou, desde o último dia três de novembro, a modalidade eletrônica para os processos de medidas cautelares, seus agravos regimentais e recursos a deliberações em processos cautelares. Os procedimentos foram definidos por meio da Resolução TC Nº 106, de 21 de outubro de 2020, publicada no Diário Oficial do dia 29 de outubro.

As medidas cautelares, expedidas monocraticamente pelos conselheiros relatores, são utilizadas em caso de urgência, para proteger direitos, prevenir danos aos cofres públicos ou garantir a eficácia de resultados de julgamentos de mérito do TCE.

Após a expedição da medida cautelar, o processo é encaminhado para homologação pelos órgãos colegiados competentes. É possível recorrer do acórdão ou negar homologação à decisão do relator por meio dos Embargos de Declaração e de Agravo Regimental, este último dirigido ao Pleno do Tribunal.

A exemplo das demais modalidades processuais que passaram a ser eletrônicas, aqueles processos que foram formalizados em meio físico antes do início de vigência das suas respectivas resoluções continuarão nesse formato até o seu arquivamento definitivo. Com a nova resolução, todos os processos de medida cautelar formalizados a partir do dia 03 estarão na plataforma eletrônica, pelo sistema e-TCEPE.

No TCE já tramitam em meio eletrônico as modalidades de processos de auditoria especial, consulta, prestação de contas, gestão fiscal, recurso e pedido de rescisão.

Fonte: TCE-PE

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Escolas do Sesc têm vagas para Educação Infantil e Ensino Fundamental

Termina na próxima sexta-feira (13/11) o período de pré-matrícula para alunos novatos, dependentes dos trabalhadores do comércio, que desejam estudas nos centros educacionais do Sesc, nas turmas da Educação Infantil, para crianças de 4 e 5 anos, ou nas séries iniciais do Ensino Fundamental. No Agreste, há vagas para as unidades de Belo Jardim, Buíque, Caruaru e Surubim; também há vagas para a unidade de Arcoverde, no Sertão. A pré-inscrição pode ser feita pelo site www.agendamentoonline.sescpe.com.br. Para o público geral, o prazo para realizar a pré-matrícula vai ser de 12 a 17 de novembro.

No Centro Educacional do Sesc em Arcoverde, o Pré II tem turmas pela manhã, das 8h às 12h, e à tarde, das 14h às 18h. Já o Pré III é à tarde. A unidade oferece ainda vagas para o 3º, 4º e 5º Ano do Ensino Fundamental nos dois turnos. Para mais informações, basta se dirigir à Central de Relacionamento com o Cliente que fica na na Av. Capitão Arlindo Pacheco de Albuquerque, 364, no Centro. No Sesc Ler Belo Jardim, há turmas da Educação Infantil nos turnos da manhã e da tarde e vagas para o 2º e o 5º ano do Ensino Fundamental, apenas à tarde. O Sesc fina na Av. Pedro Leite Cavalcante, s/n, Cohab II.

A escola do Sesc Ler Buíque, localizado na Rua Projetada, s/n, no bairro Frei Damião, oferece vagas para o Pré II, no turno da manhã e para as turmas do Ensino Fundamental, que são nos seguintes horários: 1º e 2º Ano pela manhã; 3º Ano nos dois turnos; e 4º Ano à tarde. No Sesc Caruaru, além das séries da Educação Infantil, os pais e responsáveis têm à disposição turmas de todas as séries do Ensino Fundamental. Em todos os casos, há as opções de estudar pela manhã ou à tarde. A Central de Relacionamento da unidade está na Rua Rui Limeira Rosal, s/n, no Petrópolis.

Em Garanhuns, a escola do Sesc tem vagas disponíveis apenas para as turmas do Pré II, nos turnos da manhã e da tarde. Mais detalhes, na unidade: Rua Manoel Clemente, 136, no Centro. E o Sesc Ler Surubim, oferece vagas para as duas séries da Educação Infantil, sendo que o Pré II é pela manhã, das 7h30 às 11h30, e o Pré III à tarde, das 13h às 17h; e para todas as turmas do Ensino Fundamental, com opções do 1º Ano pela manhã ou à tarde, 2º e 3º pela manhã e 4º e 5º Ano à tarde. O atendimento para os interessados é na Rua Frei Ibiapina, s/n, no bairro São José.

Arthur Maia, o Parnasiano

Arthur Brasiliense Maia

Por Marcílio Reinaux*

Amadeu Aguiar escrevendo em 1933 sobre Arthur Brasiliense Maia, o "Príncipe dos Poetas de Garanhuns", no dizer de Wladimir Maia Leite, afirma que ele era um parnasiano e que em versos "ressaltava, menos a beleza da forma, do que o sentimentalismo, neles predominantes". (In Prefácio do livro "Versos" de Arthur Maia, pg. 9). Com efeito pela obra desse grande poeta  e intelectual da nossa Terra de Simôa Gomes, vê-se o quanto de Parnasiano ele tinha. Não procurava inspiração, nem à catava miudamente. Aguardava-se de certa forma espontânea. Foi assim que ele, Arthur Maia, em um das suas muitas andanças para a "Gruta D'água", no Magano, um dos seus passeios preferidos, viu, vindo pela estrada um casal de noivos, embevecidos com a beleza da natureza. Os noivos tão absortos entre si, nos revoltei-os de carinhos trocados, nem perceberam a passagem do mestre. De repente um Juriti, canta não muito longe, no cair da tarde. Por traz das colinas verdejantes, os últimos raios do sol poente, dardejava a sua tênue luz, logo mais cedendo lugar à noite. E ali mesmo escreve o seu poema "Noivos" de belíssima expressão, colhidas naquele momento de inspiração.

O versejar para Arthur Maia era  um espécie de comoção nascida intempestivamente e nunca preparada, esperada ou arranjada. A inspiração deveria vir, fosse provocada por uma flor, pelos noivos da estrada, por uma estrela, por um sapo, ou vendo em pensamento a Cidade que lhe recebera, Garanhuns escrevendo sobre ela a poesia é Saudade. Saudade / Brejo das Flores, / Quilombo, Várzea, Jardim, / Magano dos meus amores, / De olhar fito em mim!". Assim é o primeiro verso da poesia, que mais identifica Garanhuns.

Arthur Maia tinha mesmo, talvez até sem intencionalidade, uma conotação poética voltada para a linhagem do  Parnasianismo. Todos lembram que este foi o movimento literário correspondente em poesia ao Realismo-Naturalismo da prosa. Surgiu na França, ali agasalhando os mais famosos nomes desse segmento da Literatura, dentre eles: Gautier, Baudelaire, Leconee de Lisle e Banville. O Parnasianismo preconiza a pintura de incidentes históricos e fenômenos naturais em versos impecáveis, com forma rigorosamente clássica e motivos também clássicos. Por isso mesmo, a chamada escola moderna da poesia não o impressionou. Foi-lhe indiferente.

É ainda o biógrafo de Arthur Maia, que sem querer o ser, torna sendo, por ter com ele convivido e desfrutado alguns momentos da vida do poeta, que nos diz que possivelmente o que levou também o grande poeta a ser um Parnasiano, teria sido o fato de que ele, em sua mocidade amou à muitas mulheres. Lindas garanhuenses, casadoiras, poucos não foram suas pretendentes tais como Arabella, Sonia, Hebe, Ophelia "foram rosas de um mesmo ramalhete e cada qual portadora, para nosso vate, de uma ilusão a mais..." segundo nos conta Amadeu Aguiar. Mulheres, quantas, quantas não têm sido Musas inspiradoras dos poetas de todos os  tempos?

O Parnaso, monte da Antiga Grécia, teria sido a origem da expressão parnasiana para a Literatura (Prosa e Poesia) exatamente pelo sentido clássico de historiografia Grega. Consagrado à Apoio e às Musas foi motivo de permanente inspiração para os Vates Gregos. Era a morada simbólica dos exímios cultores da poesia. Poetas e romancistas, na visão parnasiana, como Arthur Maia era, se dedicam à reprodução fiel da realidade, ou buscam representá-la na perseguição da beleza, na natureza que o cerca. Para Arthur Maia, que não fazia concessões ao momento da modernidade, fosse da poesia, fosse da Literatura de um modo geral, ele, entendia que  não deveria ceder aos argumentos daquilo que não fosse arte.

Arthur Brasiliense Maia, O Príncipe dos Poetas de Garanhuns, precisa ser estudado, redivivo em sua poesia e na sua obra. No seu espírito altruístico, na sua conduta e no acervo que legou às gerações que lhe seguiram. Hoje ainda está muito esquecido. A administração municipal, durante as festas centenárias de Garanhuns, restaurou a memória de  Arthur Maia, reeditando o seu livro "Versos". Agora é preciso pelos menos duas coisas mais, para se restaurar a memória, por completo de Arthur Maia. Que seu túmulo no Cemitério de Garanhuns seja identificado e que se faça para ele uma lápide. E nela se inscreva uma estrofe de uma das suas poesias.

*Marcílio Reinaux é advogado, poeta, escritor, pintor, jornalista e historiador / Recife, 23 de Março de 1985

Brasil deixa de ser uma das 10 maiores economias do mundo e cai para 12ª

Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) compilados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que o Brasil não ficará mais entre as dez maiores economias do planeta, conforme reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico.  O Brasil está despencando no ranking econômico global e ficará, ao final de 2020, em 12º lugar, atrás de Canadá (que assumiu a nona colocação), Coreia do Sul e Rússia.

Em 2011, no governo da então presidente Dilma Rousseff, o Brasil chegou ao sexto lugar entre as maiores economia do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França. Os números foram divulgados na época pelo Centro de Economia e Pesquisa de Negócios (CEBR, em inglês), consultoria responsável pelos resultados. 

Após o governo Dilma ser sabotado, um golpe arquitetado por PSDB e MDB implantou no País uma agenda com o objetivo de abrir setores estratégicos para estrangeiros, além de cortar direitos e investimentos. Uma das finalidades dessa tática é criminalizar a classe política e fazer a população enxergar o setor privado como solução para a saída da crise, o que ainda não surtiu efeito.

Em 2019, o Brasil ocupava a nona posição, atrás de EUA, China, Japão, Alemanha, Índia, Reino Unido, França e Itália. Com as novas projeções, o País deve ir para o 12° lugar, sendo ultrapassado por Canadá, pela Coreia do Sul e pela Rússia, três países que ficaram na nona posição, na décima e na 11ª, respectivamente, ainda segundo as estatísticas do FMI analisadas pela FGV.

No contexto atual, o mercado financeiro prevê uma recessão de 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O País tem mais de 13 milhões de desempregados e quase 40 milhões na informalidade, sem direitos trabalhistas, de acordo com dados oficiais. 

Os dados do fluxo cambial mostraram a saída de US$ 15,2 bilhões nos primeiros oito meses deste ano, sendo o pior resultado desde 1982. Como o Congresso Nacional aprovou o estado de calamidade pública, o governo também não está desobrigado a cumprir em 2020 a meta de déficit primário, de R$ 124,1 bilhões.

Convencer investidores de que existe demanda no Brasil com um fraco mercado consumidor é um dos principais desafios de Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Por ora, os dois, além de apostar na iniciativa privada para o crescimento, veem a meritocracia de cada cidadão e cidadã como o suporte para alavancar o PIB. E o projeto de sociedade ainda é inexistente, como se observa na PEC do Teto dos Gastos, que congela investimentos públicos e faz o País correr o risco de voltar ao mapa da fome.

Fonte: Brasil 247

Auditoria do TCE aponta superfaturamento em compra de água mineral

O TCE julgou irregular o objeto de uma Auditoria Especial realizada no município de Santa Cruz do Capibaribe, referente a processos licitatórios de aquisição de água mineral nos exercícios de 2017 e 2018. A decisão, proferida pela Segunda Câmara, em sessão que aconteceu na última quinta-feira (05), seguiu o voto da relatora, conselheira Teresa Duere.

O processo de Auditoria Especial, de número 1855592-5, foi estabelecido por uma Medida Cautelar (nº 1854831-3) da mesma relatoria. Esta, por sua vez, teve início a partir de uma denúncia apresentada por vereadores do município em 27 de março de 2018, apontando indícios de superfaturamento na licitação.

Por meio da análise dos processos licitatórios, contratos e preços praticados na região, a equipe técnica da Inspetoria Regional de Surubim (IRSU) verificou que a Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe, de fato, adquiriu garrafões de água mineral com preços bem acima do valor de mercado. 

Segundo o relatório de auditoria, órgãos do município e de cidades vizinhas adquiriram o mesmo produto por valores muito menores que os pagos pela Prefeitura. Constatou-se, ainda, que a contratação para fornecimento dos garrafões vem sendo realizada ininterruptamente pela mesma empresa, Água Mineral e Gelo da Ilha Ltda., que, em apenas dois anos, chegou a aumentar seus preços em 36%.

Durante os exercícios de 2017 e 2018, houve um superfaturamento no valor total de R$ 111.348,60, configurando uma afronta aos princípios constitucionais da economicidade e da probidade administrativa. A Lei das Licitações (Lei Federal nº 8.666/1993), inclusive, determina que sejam observados os menores preços praticados no mercado.

Sendo assim, pela irregularidade, a conselheira Teresa Duere estabeleceu débito solidário no valor de R$ 111.348,60 aos responsáveis, o prefeito do município, Edson de Souza Vieira; a secretária de Administração, Klaine Lira; o pregoeiro, Ramon Batista; e a empresa Água Mineral e Gelo da Ilha Ltda. Aos três primeiros, também foi aplicada uma multa no valor de R$ 8.502,50.

Por fim, a relatora determinou à gestão de Santa Cruz do Capibaribe a realização rigorosa da apuração de preços de mercado nas próximas aquisições de água mineral antes de novas licitações.

Fonte: TCE-PE

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Quando os narcisistas berram

Abraham Lincoln
Por José Alexandre Saraiva*

O sufrágio universal se materializa no ato simples e secreto de votar. É um direito de escolha política conferido a todos os cidadãos. Podemos dizer que a soberania do voto livre é um ato solene de fazer a democracia triunfar, porque, por meio dele, os políticos ora são legitimados no poder, ora dele são afastados. Em 1863, Abraham Lincoln encerrou o seu mais famoso discurso sobre democracia (Discurso de Gettysburg) com esta célebre frase: “Que esta Nação, com a graça de Deus, renasça na liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desapareça da face da terra”.

Por irônica coincidência, no mesmo país de Abraham Lincoln, que até hoje ostenta a mais sólida democracia do mundo, seu atual presidente revela-se um sociopata terrivelmente apegado ao poder. Não admite que a vontade popular o retire do trono. Na iminência de uma derrota histórica, “ordena” nas redes sociais que parem a contagem dos votos nos estados em que as urnas lhe são desfavoráveis, incluindo a Pensilvânia, berço do constitucionalismo moderno, sob o argumento falacioso de fraude no sistema eleitoral. Tomado de fúria, judicializa a eleição e chama a imprensa para berrar aos quatro ventos que a oposição é uma gentalha que age com ódio e ardis para roubar-lhe votos! O despautério foi tão notório que as principais redes de televisão daquele país cortaram a transmissão. Afinal, quando os narcisistas berram, só a eles interessam os ecos. Assim era Narciso. Preservou-se o túmulo de Lincohn! Ele merece.

Ainda sobre o câncer do poder, em post recente, falei de Mafídia, a mulher medonha que mandava e desmandava numa repartição pública. Uma história aos pés de Fausto. Autocrática, perversa e vaidosa, perseguia quem a contrariasse e comparava opositores a insetos. Um dia ela perdeu o poder depois de se desentender com o chefe dos chefes e enlouqueceu. De sua janela, viu pela primeira vez o sol se pondo e ordenou-lhe que ali permanecesse. Em seguida, determinou que a beijasse e a conduzisse. Mas já era noite. Cortinas encerram seu devaneio! Por obra de Deus, ainda vê nos confins da escuridão o cintilar de um vagalume. Amarga-lhe saber que, como as estrelas, aquele inseto tem luz própria. E que ninguém poderá usurpar essa dádiva dele.

José Alexandre Saraiva é advogado, escritor e músico

Eleições 2020 - Eleitor pode justificar ausência pelo celular

Como o voto é obrigatório no país, todo eleitor que não comparecer a sua zona eleitoral no dia da eleição está igualmente obrigado a justificar a ausência, sob pena de ter suspensos diversos de seus direitos civis caso não regularize sua situação na Justiça Eleitoral.

O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 15 de novembro. O segundo turno, onde houver, ocorrerá em 29 de novembro. O horário de votação é sempre das 7h às 17h, no horário local.

Uma das justificativas aceitas para não ter ido votar é se o eleitor comprovar que estava fora dos limites geográficos de seu domicílio eleitoral, no dia de votação. Neste ano, em função da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu facilitar esse tipo de comprovação.

Foi adicionada ao aplicativo e-Título uma funcionalidade que permite justificar a ausência por meio do sistema de georrefenciamento disponível nos aparelhos celulares. A função é capaz de identificar se o eleitor está de fato fora de seu domicílio eleitoral.

O e-Título pode ser baixado gratuitamente nas plataformas Google Play, para celulares que usam o sistema operacional Android e App Store, para usuários de iPhone.

A versão que trará o georreferenciamento, entretanto, ainda não foi disponibilizada pelo TSE. De acordo com o tribunal, isso será feito até 10 de novembro. Portanto, para ter acesso à ferramenta, quem já tem o programa instalado no celular deve ficar atento para atualizá-lo para a versão mais recente após a disponibilização do serviço.

A justificativa de ausência por meio de georreferenciamento pelo e-Título estará disponível somente no dia e no horário da votação. A justificativa por outras razões, como motivos de saúde, por exemplo, também poderá ser feita no aplicativo, mas somente depois da eleição, num prazo de 60 dias.

Em qualquer caso, o primeiro passo é baixar o e-Título e seguir o passo a passo mostrado na tela para realizar o cadastro na plataforma. Uma vez habilitado, para justificar a ausência no dia da votação o eleitor encontrará a opção no botão Mais opções, e depois em Justificativa de ausência. O procedimento deve ser feito para cada turno separadamente.

Fonte: Agência Brasil

Concurso Prefeitura de Cacimba de Dentro - PB

A Prefeitura de Cacimba de Dentro, no estado da Paraíba, publicou a reabertura das inscrições para o seu concurso público que irá preencher agora 176 vagas, considerando a ampla concorrência e as vagas reservadas. O concurso Prefeitura de Cacimba de Dentro segue sob os cuidados da CPCON/UEPB.

O edital foi atualizado, com diversas mudanças. Entre elas, a nova faixa de vencimentos, os novos cargos e vagas acrescentados e o cronograma alterado.

Dessa vez, o novo prazo de inscrição será de 02 de novembro a 02 de dezembro de 2020.

As inscrições para o concurso Prefeitura de Cacimba de Dentro serão realizadas apenas no site da CPCON. O valor da taxa de inscrição: R$ 65,00 para os cargos de nível fundamental; R$ 85,00 para os cargos de níveis médio e técnico e  R$ 105,00 para os cargos de nível superior.

Fonte: Concursos no Brasil

Empresas de pesquisa de opinião alertam para fraude eleitoral


A Operação Leão de Neméia, do Ministério Público do Estado de Goiás (MPE-GO), investiga fraude nas pesquisas eleitorais. Na última quinta-feira (5), A Polícia Civil de Goiás cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Goiânia e na cidade vizinha Aparecida de Goiânia contra empresa que “produziu e divulgou 349 pesquisas suspeitas em 191 dos 246 municípios goianos”, segundo nota do MPE-GO.

De acordo com a Operação Leão de Neméia, a empresa cometeu crimes em campanhas eleitorais municipais, e os responsáveis, além de pagar multa, poderão ser presos por seis meses a um ano. As eleições ocorrem no próximo domingo (15) em 5.568 municípios.

“As fraudes consistem em produzir pesquisas que não refletem a realidade das intenções de voto dos eleitores, com desobediência dos requisitos exigidos na legislação eleitoral, em bairros inexistentes e com oferta criminosa de manipulação de dados em favor de candidatos”, descreve a nota do Ministério Público de Goiás.

A iniciativa do MPE-GO atendeu ofício circular do Ministério Público Federal, que anexava planilha elaborada pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), com lista de nomes e endereços de empresas que informavam ter realizado pesquisas eleitorais com recursos próprios no ano de 2020.

Segundo a planilha, essas empresas registraram quase 1.300 pesquisas na Justiça Eleitoral até a terceira semana de agosto, valor total até R$ 27 milhões. Sete de cada dez pesquisas registradas teriam sido custeadas com recursos das próprias empresas.

De acordo com a Apeb, o número de pesquisas autofinanciadas segue aumentando em todo o país. Até o dia 1º de novembro, das 7.334 pesquisas registradas, 4.741 indicavam ter financiamento próprio (64%).

Foi a proporção inédita de pesquisas com recursos próprios que chamou atenção da associação de empresas de pesquisa de opinião.

“Causou estranheza para nós. As empresas de pesquisas são empresas que vivem de prestar serviço e cobrar por isso. Elas não dispõem de recursos próprios para fazer milhares de pesquisas em centenas de municípios com recursos próprios”, relata à Agência Brasil João Francisco Meira, presidente do Conselho de Opinião Pública da Abep.

A advogada Ana Raquel Gomes e Pereira, especializada em direito eleitoral, também questiona a prática da pesquisa autofinanciada.

“Qual é a intenção de um instituto de pesquisa, que sobrevive de fazer pesquisa, fazer uma pesquisa por conta própria e divulgar essa pesquisa? Aqui no interior de Goiás, a gente vê institutos de pesquisa que nunca ouviu-se falar. Foram juridicamente constituídos recentemente e estão fazendo pesquisas com resultados questionáveis, inclusive quando feitas apenas em um bairro”, detalha.

O presidente do Conselho de Opinião Pública da Abep assinala outras impropriedades nos registros das pesquisas autofinanciados, como o custo dos levantamentos sob suspeita.

“São empresas que oferecem serviços a preços completamente impossíveis. Cem pesquisas em 100 lugares diferentes, com tamanho de amostra diferente, todas custando R$ 2 mil cada uma. Nós não temos certeza se quer se essas pesquisas tenham sido de fato executadas.”

Meira calcula que uma pesquisa com 500 entrevistas na amostra deva custar “no mínimo” R$ 30 mil.

Pesquisa falsa repercute

O sociólogo Dione Antonio Santibanez, especialista em pesquisas de opinião, também enfatiza a incongruência dos valores declarados.

“Pesquisa eleitoral é cara. Envolve contratação de pessoal, uso de tecnologia e custo de deslocamento. Não existe pesquisa em valor acessível”, pondera.

Santibanez pontua que falta controle da Justiça Eleitoral sobre a realização das pesquisas. “O sistema de registro acaba sendo inócuo. Ele não funciona para preservar a acuidade e a qualidade das pesquisas. Ele acaba ajudando a quem frauda”, critica lembrando que a divulgação de pesquisa falsa pode repercutir nos resultados do pleito: “que o eleitor pode ser induzido por resultado de pesquisa, isso é fato.”

O especialista sugere que as empresas devam prestar mais informações sobre cada pesquisa eleitoral. “Se além de registar o plano amostral resumido, questionário e a nota fiscal, fosse colocado o relatório com os resultados e o banco de dados, seria ótimo para todo mundo: para o eleitor, paras os pesquisadores, para a academia que pode ter interesse nesses dados.”

João Francisco Meira, da Abep, concorda com a sugestão. “O relatório da pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral deveria conter todas as respostas referentes a todas as perguntas contidas no questionário, para que elas possam eventualmente ser analisadas por interessados.”

Ele acrescenta recomendações para garantir transparência e lisura dos levantamentos: “seria interessante que no registro de pesquisas autofinanciadas que venha uma demonstração da situação financeira da empresa, para que possa demonstrar que tem condições de executar o trabalho com recursos próprios ao mesmo tempo que ela tem que apresentar uma informação fidedigna assinada por contador.”

A advogada Ana Raquel Pereira, que já fez representações contra pesquisas suspeitas, espera maior atuação do Ministério Público e da Justiça Eleitoral.

“Essa questão das pesquisas têm sido muito delegada para os partidos e para os candidatos. Não é costume ver a impugnação de uma pesquisa eleitoral por iniciativa do MP, a menos que seja uma coisa muito escrachada.”

Propagação nas redes sociais

Pereira ressalta que há outros tipos de crimes com a divulgação das pesquisas especialmente feitas por redes sociais e canais de mensagens espontâneas como WhatsApp.

"A questão das pesquisas eleitorais fraudulentas não é necessariamente uma novidade no mundo eleitoral. No entanto, com a facilidade de propagação das notícias pelas redes sociais isso tomou uma amplitude muito maior”, afirma.

Ana Raquel ainda acrescenta que “o modus operandi tem tido variações. Pode-se divulgar uma pesquisa totalmente fraudulenta, que se utiliza o nome de um responsável técnico que não tem mínima noção de que o nome dele está declarado na pesquisa. Tem pesquisa sendo divulgada com suposto registro no Tribunal Superior Eleitoral. E tem também a divulgação de pesquisa que não foi feita que se utiliza do nome de um instituto de pesquisa, e o instituto não sabe.”

Procurado pela reportagem, o Ibope não indicou nenhuma fonte para falar sobre as fraudes, mas o instituto de pesquisa de opinião há mais anos em atividade no Brasil confirmou que é comum ter que desmentir pesquisas que são divulgadas em seu nome.

Conforme a assessoria de imprensa do instituto nesta campanha eleitoral já teve que desmentir pesquisas para intenção de votos em candidatos a prefeitos ou vereadores nas cidades de Betim (MG), Dourados (MS), Fortaleza (CE), Guaxupé (MG), Paulínia (SP), São João do Meriti (RJ), Soure (BA), Uberaba (MG) e Vitória (ES).

Como já reportado pela Agência Brasil, a divulgação de pesquisas eleitorais é arbitrada pela Lei no 9.504/1997. Conforme a lei, só podem ser publicadas as pesquisas que entidades, empresas ou institutos de pesquisa de opinião tenham registrado junto à Justiça Eleitoral, ao menos cinco dias antes da divulgação.

Desde 2014, a Justiça Eleitoral tornou disponível o aplicativo Pardal para denúncias sobre a campanha eleitoral. As versões do aplicativo podem ser acessadas na internet, no site do Tribunal Superior Eleitoral.

Fonte: Agência Brasil