sábado, 5 de dezembro de 2020

Rua do Grilo

Garanhuns ano de 1930 - Casa de Estilo Colonial Português

Nos anos 60, existia um só rua conhecida aqui no bairro do Magano, como Rua do Grilo, não tinha iluminação pública nem nas casas.

No ano de 1962, na gestão do prefeito Aloísio Souto Pinto, as ruas foram iluminadas e tomou o nome de Rua do Triunfo. Daí em diante começa várias construções de casas e abertura de novas ruas, entre elas: Erlon Chaves, Carmem Miranda, Ciro Monteiro e Rua do Triunfo passou a ser chamada oficialmente de Rua Wilson Urquiza. Seguindo-se com a invasão onde hoje temos as ruas: Carlos Gomes, São Luiz, São Pedro, Lamartine Babo, Vicente Celestino e Ascenso Ferreira, ligando com a Capitão Pedro Rodrigues, que divide os bairros do Magano e Brasília. Você sabia que a Brasília era a antiga Vila do IPASE?

Fonte: Livro "História do Magano - Garanhuns - PE" - Lamartine Peixoto Melo / 2009

Concurso Câmara de Frei Miguelinho - PE

A Câmara de Frei Miguelinho anunciou o edital de concurso público nº 001/2020 visando o preenchimento de sete vagas. Todas as oportunidades do concurso Câmara de Frei Miguelinho são destinadas a profissionais de nível médio.

A banca organizadora do certame será a Contemax - Consultoria Técnica e Planejamento Ltda. 

Cargos disponíveis

Todas as oportunidades do concurso público se destinam a profissionais de nível médio, cuja remuneração é de R$ 1.045,00 para atuação em jornada de 40 horas semanais.

Os cargos em disputa são os seguintes:

Auxiliar Legislativo: 5 vagas, sendo 4 de ampla concorrência e 1 destinada à pessoas com deficiência;

Assistente Legislativo: 2 vagas, sendo 2 de ampla concorrência.

As inscrições seguem abertas até o dia 17 de dezembro de 2020 e os interessados deverão realizar o cadastro no site da Contemax Consultoria.

Após preencher os dados, o candidato deverá gerar o boleto correspondente à taxa de inscrição no valor de R$ 75,00.

Fonte: Concursos no Brasil

Aquele Sábado

Garanhuns antiga - Feirantes na Avenida Santo Antônio

Os  acontecimentos na faixa etária da quadra infantil não se apagam com a poeira do tempo. Disseminados pelos recantos da nossa vida, crescem conosco e se manifestam em tempo hábil. Isso acontece mesmo quando as nossas relações estão em outro nível. As lembranças sempre ficam. É uma realidade que não pode ser medida nem captada pelas redes das palavras. Expressões vazias não podem interpretá-las. Precisa de conteúdo psicológico.

Vivemos sob o domínio de sistemas que não tem forças de decisão. Não alteram a personalidade humana. Ao contrário o homem apercebido pode modificá-los. Esta sensibilidade é um estado de compreensão natural aos homens simples. A simplicidade nos faz sensíveis  aos sinais interiores das coisas. "Simplicidade é ação sem ideia". É ação espontânea, natural, livre de qualquer coação intelectual. Seu mundo interior é livre. É um estado de criatividade. Quando se atinge esse estado, as palavras são obstáculos à sua sensibilidade. A sua estabilidade mental. Os pensamento flutuam como sinal daquilo que se procura. Mas, o real está perto de nós. O sentido da busca é uma ilusão. Quanto mais se conhece menos se procura. A luz brilha com mais intensidade. Aí está a beleza de todas as coisas. Existe um hiato entre o que somos e o que deveremos ser. A nossa memória afetiva nos afasta da realidade e corta a comunicação com o mundo. Quando cessa essa preocupação é que se escreve, pinta, ou se exercita outra arte qualquer. Nesta abertura há comunicação em todos os níveis. Assim os atos humanos são integrais. Não mais existe a divisão do tempo. Passado, presente e futuro. O ser é uno e indivisível...

Meu pai era um homem pobre, honesto e trabalhador. Procurava complementar as suas atividades. A agricultura era a base. Aos sábados vendia sal na feira. Essa mercadoria era do Armazém "Estrela Polar", do velho Tomás Maia, seu amigo e correligionário político. Informado de que o subdelegado resolvera cobrar o imposto logo de manhã, os saleiros combinaram em não pagar senão, a tarde, como se costumava fazê-lo. Contudo, no momento em que o subdelegado e um policial começaram a cobrar o imposto (Chão de Feira) este foi sendo pago como se nada houvesse em sentido contrário. O velho disse eu não pago, dei a minha palavra e vou cumpri-la. O subdelegado disse com toda força de sua autoridade: "O dinheiro do imposto". Ficou acertado que ninguém deveria pagar a essa hora. "Mas todos pagaram". Eu não pago! Então o senhor está preso! Nessa ocasião ia passando o professor Arthur Maia. E disse isso não é com Clementino: "é com Tomás".

É uma provocação política, por meios indiretos. O capitão Tomás Maia, tomou todas as providências no sentido de cessar o constrangimento ilegal e absurdo. Impetrado foi uma habeas corpus ou outra mediada cabível ao caso sub judice. O Juiz de Direito era Dr. Maurício Wanderley, genitor do meu velho amigo, advogado e professor de jornalismo, Hibernon Wanderlei. O "poeta de maio", Arthur Maia veio até a nossa residência e discretamente relatou tudo o que acontecera a minha mãe. Sem dizer nada, o seu rosto ficara triste e sombrio. O dia  se passara com aspecto diferente dos outros. E Clementino ainda não chegara. A melancolia do ambiente pesava em nossos corações. Terminara a caricia do sol poente.

O velho relógio, da tarde, batera sete horas da noite. Hora em que estaríamos à mesa para a última refeição do dia. A sombra da noite penetrou por  todos os recantos da nossa casa. O silêncio tornou-se mais profundo. Minha mãe compreendeu que já esteve apercebida o tempo suficiente para o seu pensamento tomar forma, e num gesto inusitado para nós quebrou a tradição. Estendeu uma esteira ao chão e começou a servir a ceia. Sentado à maneira oriental - como se estivéssemos alcançado o Nirvana - a roda viva começou da direita para a esquerda: Gabriel, Manoel, Quitéria e José Francisco. Mais ou menos pelas oito horas, o velho chegara. A sua presença era para nós uma réstia de luz. A alegria voltou a dominar as nossas almas. Ao seu lado, os olhos de minha mãe eram mortos como se fossem olhos de retrato. Mesmo assim eram mais fortes e mais brilhantes do que a luz trêmula da lamparina. Era a sua hora favorita, o momento esperado, depois de um dia tocado de tristeza. Já se libertara dessa vida, há muitos anos. Contudo, nunca disse porque naquelas circunstâncias, trocara a mesa por uma esteira. Talvez tenha sido um símbolo do pão amargo de cada dia. Ou que um artigo de fé constitui ato de aceitação, nunca de explicação. Lembrando Vinícius: "Não houve um piquenique de políticos porque era sábado." Houve uma perseguição dos políticos contra meu pai, naquela sábado.

José Francisco de Souza / Advogado, jornalista e historiador / Garanhuns, 2 de agosto de 1980

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Governo de Pernambuco elege os seis novos Patrimônios Vivos

Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda (Olinda)
Foto: Marcelo Lyra/Secult-PE

Seis novos Patrimônios Vivos foram eleitos nesta sexta-feira (4), por meio do XV Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. São eles: Mestra Ana Lúcia (Coco-Olinda); Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda (Frevo-Olinda); Grupo Cultural e Religioso Guardiões(ãs) de São Gonçalo de Itacuruba (Dança de São Gonçalo-Itacuruba); J. Michiles (Frevo-Olinda); As Pretinhas do Congo (Cultura Negra-Goiana) e Dona Menininha do Alfenim (Doceira-Agrestina).

A eleição de mestres e mestras e dos grupos aconteceu durante uma reunião virtual do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), com a presença do secretário de Cultura, Gilberto Freyre Neto, do presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Marcelo Canuto, além de 16 conselhereiros do CEPPC. Com os novos eleitos, Pernambuco agora conta com 69 Patrimônios Vivos titulados.

A eleição dos Patrimônios Vivos é composta por várias etapas. Após o período de inscrição, os candidatos passam pela fase de análise documental. Uma vez habilitados, os nome dos inscritos seguem para a Comissão de Análise, que analisa se as candidaturas cumprem os critérios estabelecidos na Lei 12.196/2002 (Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco), como relevância cultural e transmissão de saberes. Nessa edição, 99 candidatos concorreram e tiveram as suas candidaturas analisadas pelo conselho.

Os escolhidos passam a receber o diploma do Governo de Pernambuco com o título de “Patrimônios Vivos de Pernambuco” além de uma bolsa mensal vitalícia no valor de R$ 1.600,00 (no caso de pessoa física) e R$ 3.200,00 (quando for grupo, entidade, agremiação ou associação).

O Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco tem por finalidade o apoio financeiro e a preservação dos processos de criação e divulgação de técnicas, modos de fazer e saberes das culturas tradicional ou popular pernambucanas mediante atividades, ações e projetos desenvolvidos por pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural, sem fins lucrativos, residentes ou domiciliados e com atuação no Estado há mais de 20 anos, contados da data do pedido de inscrição.

Fonte: Cultura PE

Medida Cautelar suspende realização de concurso em Gravatá

O conselheiro substituto e Auditor-Geral do TCE, Adriano Cisneiros, expediu uma Medida Cautelar determinando ao Prefeito de Gravatá a suspensão do concurso público (Edital nº 001/20) para preenchimento de 515 vagas em diversos cargos no município, cujas provas estavam previstas para acontecer neste sábado (5).

A Cautelar, solicitada pelo Sindicato dos Professores Municipais de Gravatá, se deu em razão de algumas irregularidades apontadas no edital, entre elas, o descumprimento da Lei Complementar Federal nº. 173/2020, que proíbe a realização de concurso que não seja para a reposição de vagas previstas na referida lei, não tendo o gestor comprovado o atendimento às exigências legais.

O relator alegou também que a realização do concurso fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez que o município apresentou, no último quadrimestre, comprometimento de 51,81% da receita corrente líquida com despesa de pessoal, acima portanto do limite prudencial de 51,30%, conforme determina a LRF.

Com a realização do concurso, conforme a cautelar, a prefeitura de Gravatá está deixando de atender a todas as exigências da Recomendação Conjunta do TCE e MPCO (10/2020), que trata da retomada de algumas atividades públicas interrompidas pela pandemia da Covid-19, mantendo-as em harmonia com as orientações das autoridades de saúde do Estado de Pernambuco.

“Por último e em caráter complementar, a realização da prova objetiva marcada para este sábado (05) coloca em risco as pessoas envolvidas durante a realização das avaliações, em especial neste momento que a pandemia parece recrudescer”, diz o relator.

Importante destacar que a suspensão das provas não se confunde com o cancelamento do concurso e deve ser enquanto perdurar o estado de emergência em saúde causado pela COVID19.

Notificado, o prefeito tem cinco dias úteis para apresentar esclarecimentos.

DECISÃO JUDICIAL – Também nesta quinta-feira, a 1ª Vara Cível da Comarca de Gravatá, acatando pedido do Ministério Público de Pernambuco em ação civil pública, determinou a suspensão, por tempo indeterminado, das provas do mesmo Concurso Público na cidade.

Fonte: TCE-PE

Deslumbramento

João Marques / Garanhuns / 2005

A entrada das margaridas

em jarro de vidro

transpareceu nos olhos

senti pétalas em volta

as pupilas amarelas

como estavam nas flores

e o encanto viajou

pela aridez da sala


Germinaram alvores e

uma primavera floriu

a cada rosto das coisas.

População de Garanhuns demonstra grande carinho por Pedro Veloso


Médico cardiologista Pedro Veloso, que foi internado no Monte Sinai e depois transferido para o Hospital Português, por conta da Covid-19, está bem melhor, segundo os próprios familiares.

A expectativa é que o vice-prefeito eleito de Garanhuns logo esteja de volta à cidade, para alegria de todos que o conhecem.

Aliás, de todas as pessoas que foram notícia, por conta da doença, Dr. Pedro foi uma das que mais chamou a atenção e mobilizou centenas de garanhuenses nas redes sociais na torcida por ele.

Não faltaram correntes de oração.

Toda mobilização mostra como o vice escolhido por Sivaldo Albino é uma pessoa querida na Suíça Pernambucana.

O cardiologista certamente tem muito a contribuir com a nova administração do município. Será muito bem-vindo em sua volta,  como médico e vice-prefeito.

Abílio Teixeira Gueiros

Os primeiros Gueiros no Estado do Espírito Santo foram Abílio Teixeira Gueiros (foto) e família. Este era filho de Alfredo Teixeira Calado e Francisca de Carvalho Silva Gueiros, fazendeiros em São Bento do Una, em Pernambuco. Ambos se tinham convertido ao Evangelho pelas pregações do Dr. George W. Butler, missionário e médico norte-americano em Garanhuns. Ela era irmã dos pastores Antônio e Jerônimo Gueiros.

Abílio Teixeira Gueiros nasceu em São Bento do Una, em 13 de julho de 1897. Filho de evangélicos, foi criado na igreja, tendo seguido o caminho do Evangelho desde a infância. Ainda jovem, deixou a fazenda e foi ganhar a vida como comerciante. Em 1926 casou-se com Sarah Victalino de Azevedo Mello, de Canhotinho, Pernambuco, lugar onde Dr. Butler tinha construído uma igreja, montado um hospital e uma escola, na qual ele estudara. Estudara também no Colégio Agnes Erskine, no Recife, onde fez o curso pedagógico e tornou-se professora.

Os dois primeiros filhos do casal Abílio e Sarah - Jabes e Jedáias - nasceram em Pernambuco. Querendo alargar seus horizontes, Abílio aventurou-se e mudou para o Estado do Rio de Janeiro, estabelecendo-se na cidade de Bom Jesus de Itabapoama, onde mais três filhos foram acrescidos à família: Sara, Gedelti e Jerusa. A última filha, Edna Júnia, nasceria mais tarde no Estado do Espírito Santo.

Sempre querendo crescer, mudou-se para o Estado do Espírito Santo, estado pequeno, mais de futuro promissor. Abriu uma padaria pioneira - e única - em Vila Velha, que lhe proporcionou recursos financeiros suficientes par dar a todos os filhos uma educação superior.

Os pais de Abílio Gueiros: Alfredo Teixeira Calado e Francisca de Carvalho Silva Gueiros

A história dos Gueiros do Espírito Santo foi contada por Joel Ribeiro Brinco, em seu livro "Igreja Presbiteriana de Vila Velha - 50 anos de história", publicado em 2013, em edição particular. Nesse livro Brinco dedicou tanto espaço aos Gueiros, e à fundação da Igreja Maranata, que o mesmo deveria talvez ter um título que mais adequadamente descrevesse o seu conteúdo. 

Conta Joel Brinco que Vila Velha era então uma pequena cidade, separada da capital Vitória pela Baía de Vitória. O tráfego entre as duas cidades, na época da ida de Abílio Gueiros, era feito por meio de barcos e pela Ponte Florentino Ávidos. Durante a Segunda Guerra Mundial, talvez por razões de "segurança nacional", o tráfego de barcos foi proibido na baía, ficando apenas a mencionada ponte como via de comunicação, o que grandemente dificultou o contato entre as duas cidades. O tráfego dentro de Vila Velha era feito por uma única linha de bonde, que ia de um lado ao outro da ilha.

Foi nesse período de guerra - e por já haver um número de presbiterianos em Vila Velha - que a Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória abriu uma congregação naquela cidade, enviando semanalmente seus presbíteros para conduzir os cultos naquela localidade. Entre os membros dessa congregação estavam Abílio Teixeira Gueiros, sua mulher Sara Victalino Gueiros e os seis filhos do casal. A presença dos Gueiros era tão forte, que a igreja passou a ser denominada localmente como "a igreja do Seu Abílio".

"A igreja do Seu Abílio" talvez tenha recebido esse nome porque esta fôra construída por ele, com verbas próprias, e em lote de terra doada à mesma por seu filho Gedelti. O trabalho da construção foi feito pelos próprios membros da congregação.

Mantendo a tradição da família, Abílio Gueiros fez o que pode para dar aos filhos uma educação superior. Assim, todos os filhos se tornaram profissionais: Jabes, advogado; Gedelti, dentista; Jedáias, pastor evangélico (diplomado pelo Seminário Presbiteriano de Campinas, SP), advogado e juiz; Sara, professora de Bíblia, pelo Instituto Bíblico do Rio de Janeiro; Jerusa, professora de Artes Plásticas, da Universidade Federal do Espírito Santo; Edna Júnia, professora de escola primária.

Abílio Teixeira Gueiros, que no apoio à obra Maranata, demonstrou a mesma dedicação devotada anteriormente à Igreja Presbiteriana, faleceu em 10 de julho de 1994, com 97 anos de idade. Sua esposa Sara Victalino Gueiros, também baluarte da obra Maranata, especialmente no trabalho das senhoras, faleceu em 2003, com 99 anos de idade.

Fonte: Vieira, David Gueiros, 1929 / Trajetória de uma família: / História da Família Gueiros / David G. Vieira - Brasília, 1ª edição / 2008. 622 p.

Vacinas só irão para a rede privada após SUS alcançar metas, decide Senado

Por unanimidade, os senadores aprovaram nesta quinta-feira (3) o projeto que estipula regras para a distribuição de vacinas contra a covid-19, proposto pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). A matéria ainda precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro para passar a valer.

O texto determina que a vacinação contra o novo coronavírus priorize os grupos mais vulneráveis ao vírus e estabelece diretrizes para a formulação de critérios técnicos que deverão ser observados na distribuição de doses da vacina e na transferência de recursos aos entes da federação para a sua aquisição.

O texto estipula também que o Sistema Único de Saúde (SUS) será priorizado nas aquisições e na distribuição de vacinas contra a covid-19, até que as metas de cobertura vacinal nacional sejam alcançadas. Apenas depois disso que as vacinas deverão ser distribuídas pelas clínicas privadas. Como o texto menciona a priorização e não a exclusividade para o SUS, poderá haver pressão para que o imunizante seja ofertado na rede privada dos laboratórios e clínicas que trabalham com vacinação particular.

O relatório do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) trouxe algumas mudanças na redação original. Entre elas, deixou claro que a vacinação contra a covid-19 é direito de todos e dever da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo abranger, de forma gratuita, toda a população brasileira. Também estabeleceu que as informações sobre a distribuição de doses e as transferências de recursos federais efetivados devem ser disponibilizadas no site oficial do Ministério da Saúde.

A versão original do senador Alessandro Vieira trazia critérios mais objetivos, como tamanho da população, percentual da população já acometida por covid-19, número de casos e de óbitos e número e taxas de hospitalizações e de óbitos por covid-19 e por síndrome respiratória aguda grave.

Fonte: Congresso em Foco

Jornal "A Cidade"

História de Garanhuns - Jornal mensal fundado em maio de 1940 e se mantém até setembro do citado ano (números 1/5). Diretor - Luís Maia. Redator-chefe - F. G. Fernandes, Secretário - Jaime Luna. O lema era: "Revista Moderna de Literatura e Mundanismo". Redação - Rua Santo Antônio, 427. Anual 12$000, semestre 6$000 e avulso 1$200. No nº 4, na capa, o desenho da Catedral. Os colaboradores foram: Nilo Tavares, Souza Costa, Senyr Jatahy de Sampaio, Ruber van der Linden, Luís Maia, Francisco Fernandes, José Cincinato, Raimundo de Moraes, Edmundo J. Filho, Gasparino da Mata, Francisco de Paula Campos, Agenor Raposo, Firmo Santana ("Saudade e Queixas"), Eurico Costa, Ivo Júnior, Zélia Dias, Américo Maia, Maria Helena Pereira, Herbeth Spencer Maia, Zé Francisco, Antônio Pantaleão e Euclides Pernambuco. Fonte: Alberto da Silva Rêgo / Os Aldeões de Garanhuns / 1987.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Murmúrios


José Inácio Rodrigues / Garanhuns

Murmuram os pássaros, cálidos desejos,

Melodias espargindo por toda natureza.

Gorjeios, inesquecíveis dos seus ensejos,

Executando acordes, enlevados de beleza!

Interpretam os passarinhos, pelos arvoredos,

A canção alegre da brisa, em sua sutileza,

Confidenciado, aos regatos, todos os enredos

Da fauna e do néctar das flores, em sua grandeza!

São belos cantos executadas em surdina.

É a ressonância lá do alto das campinas,

Ecoando o timbre de uma ave visionária:

É o sabiá, belo cantador, da matina...

Solfejando, incitando, o ritmo perdulário.

No palco maravilhoso das Sete Colinas!

Foto: Anchieta Gueiros

Teatro de Santa Isabel reabre suas portas para visitas espontâneas da população

O Teatro de Santa Isabel encanta recifenses e turistas por conta de sua suntuosa beleza e marcante história. Depois de reabrir as portas, em novembro, para visitas guiadas, a casa volta a receber pessoas que queiram conhecer suas instalações sem necessidade de agendamento prévio. As visitas espontâneas ocorrem de terça a sexta-feira, das 9h ao meio-dia, e das 14h às 17h.

Os interessados assinam um livro de visitantes e têm acesso gratuito à plateia da casa. O uso de máscara será obrigatório para acesso ao teatro, gerido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

“É uma forma de o público recifense e de outras localidades ter acesso, conhecer, e voltar a desfrutar da beleza arquitetônica e da história desse teatro, sempre é lembrado por sua importância na cultura brasileira”, ressalta Romildo Moreira, ator e diretor da casa.

Essa foi mais uma forma de o governo municipal compensar a saudade e o desejo da população em ter contato com o Santa Isabel – que precisou suspender a realização de apresentações devido à pandemia do novo coronavírus.

Visitas guiadas - Antes de retomar as visitas espontâneas, que foram implementadas em 2017, o Teatro de Santa Isabel oferece visitas guiadas. Elas operam com grupos de no máximo dez pessoas, aos domingos, em três horários: 14h, 15h e 16h. A atividade é gratuita e todos precisam usar máscara.

Para quem quiser levar lembranças da casa de espetáculos – que completou 170 anos, em 2020 -, estão disponíveis para compra itens como canecas e cartões postais. Mais informações pelo telefone: (81) 3355-3324.

Devaneio à Sinhá

Belarmino da Costa Dourado / Garanhuns, 1885

Em ti é que eu penso, formosa criança

Nas noites de insônia, cismando ao luar.

Indago às estrelas, teu nome sorrindo,

E os astros dormindo,

Se escondem no Mar.

Em ti é que eu penso, sentindo-me escravo

De teus lindos olhos, que bem lindos são...

Pergunto por ti às flores trementes.

E elas dormentes

Se inclinam no chão.

Porque não te vejo, criança, ao meu lado

Nas noites de insônia, cismando ao luar,

Tão loura, tão pura, de susto tremendo,

Em mim embebendo

Teu plácido olhar.

Debalde eu te busco. Qual doida miragem

Ah vejo-te sempre distante a correr...

Ó conta-me, virgem, que praga , que sina.

Foi esta, menina

De amar-te e sofrer?

Senac oferece vagas em cursos gratuitos em Garanhuns

Terminam no próximo domingo (06) as inscrições para cursos gratuitos de Análise do Comportamento do Consumo e Estratégias de Vendas para Comércio de Rua do Programa Senac de Gratuidade (PSG), em Garanhuns. As aulas serão na modalidade presencial. As inscrições podem ser realizadas pelo site do Senac (www.pe.senac.br/psg/#/consulta-de-vagas).

Em Análise do Comportamento do Consumo, o objetivo é orientar como mapear o comportamento de consumo, pesquisar o mercado, além da importância do marketing e da comunicação. Já o de “Estratégias de Vendas para Comércio de Rua” vai preparar o aluno para implementar estratégias para fidelizar clientes, potencializar vendas no comércio de rua e atuar como gestores de organizações comerciais empreendedoras.

O resultado dos alunos aprovados será divulgado na segunda-feira (07) e as matrículas serão realizadas até quarta (09), presencialmente, na unidade do Senac em Garanhuns.

Tempos Passados

Genivaldo Almeida Pessoa / Garanhuns / 2006

Meu tempo de adolescente,

Ao que parece, pelo que me lembro,

Conservando em minha mente, era tempo diferente...

Entre a Gente, a namorada

Era respeitada...

Com um beijinho só, ficava acanhada...

Hoje, a regra é "coisa pra frente":

Pode vir quente que eu estou fervendo...

Nasce logo menino em ventre!

Então...

As coisas mudam

Como que de repente,

O amor que se pensa, já se foi

Quebram-se "elos de corrente...".

Amupe promove Encontro de Novos Gestores

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) promoverá, nos dias 14 e 15 deste mês, um encontro entre os novos gestores do estado, para conversar sobre os desafios que os prefeitos e prefeitas irão enfrentar nesse novo ciclo de gestão. O evento irá acontecer no Hotel Cannarius, na cidade de Gravatá.

A associação congrega todos os 184 municípios pernambucanos, neste encontro, o objetivo é trazer informações e contatos aos novos gestores. “Se elegeram 103 novos prefeitos, isso significa que a maioria não tem experiência em gestão municipal pública. Quem entra tem uma nova equipe, um novo perfil, um novo tipo de abordagem e compromissos de campanha. Muitas vezes são pessoas sem contato com a gestão pública e a Amupe ajuda nesse desenvolvimento”, ressaltou o presidente da Amupe e prefeito do município de Afogados da Ingazeira, José Patriota.

Para Patriota, há uma necessidade de capacitação dos prefeitos e prefeitas. “É necessário ter gestores profissionalizados, mais capazes e com um nível maior de conhecimento. São pessoas comprometidas e até realizadas em sua atividade profissional, mas isso não significa experiência em gestão pública. Por isso é importante capacitar prefeitos e equipes”, ressaltou.

O evento ocorre desde 2012, logo após as eleições da prefeitura, contando com a participação e apoio de vários órgãos ,como o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público de Pernambuco, A Universidade Federal de Pernambuco, a Confederação Nacional dos Municípios e, neste ano,  a presença do governador Paulo Câmara (PSB). “Cada encontro desse ajuda na capacitação dos novos gestores”, comentou José.

“O gestor público eleito busca corresponder às expectativas do povo que lhe elegeu e, mas também de cumprir uma série de determinações legais. Por isso a preocupação da Amupe em orientar os gestores nos desafios da gestão municipal”, concluiu o presidente. Neste ano, por conta da pandemia, a participação no encontro é limitada a dois representantes por município, o gestor eleito e mais uma pessoa.

O evento é gratuito e as inscrições estão abertas no site da Amupe, no link: http://pages.lahar.com.br/cadastro-encontro-de-novos-gestores-2021

Fonte: Amupe

Concurso Codevasf com 91 vagas

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, divulgou o edital nº 1/2020. O concurso Codevasf oferta 91 vagas e, como já anunciamos antes, está sob os cuidados do Cebraspe.  

Além dessas vagas imediatas, o certame terá a formação de cadastro reserva. Vale ressaltar que, dentro desse total, há previsão de cotas para pessoas com deficiência e para candidatos negros.

Todas as chances são para profissionais graduados de áreas específicas e os cargos possuem jornada semanal de 40 horas.

Remuneração e benefícios

A remuneração inicial prevista para convocados no concurso Codevasf é de R$ 8.168,91 para todos os cargos. O regime de contratação é o celetista (Consolidação das Leis do Trabalho - CLT).

Os funcionários da Codevasf ainda têm direito a uma série de benefícios, tais como: auxílio-refeição/alimentação, auxílio-creche/pré-escolar, seguro de vida em grupo, plano de saúde e previdência complementar.

Inscrições e provas do concurso Codevasf

As inscrições para o concurso Codevasf serão feitas pelo site oficial do Cebraspe, no período de 1 a 22 de dezembro de 2020.

Os candidatos pagarão uma taxa de R$108,00. Antes de inscrever, leia todo o edital.

A previsão é de que as provas objetivas e discursivas sejam aplicadas no dia 31 de janeiro de 2021.

Fonte: Concursos no Brasil

Garanhuns Inesquecível


Letícia Duarte de Oliveira / Garanhuns, 2007

Garanhuns de grandes amores

Uma cidade como eu nunca vi

De um jeito tão esplendoroso

Cidade de muitas flores.


Praças floridas,

Praças perfumadas,

Praças dos desejos

Praças das mulheres amadas.


Flores Vivas,

Flores molhadas,

Com um orvalho gelado,

Durante a madrugada.


Como é linda esta cidade

Com suas borboletas coloridas

suas flores maravilhosas

Lindas rosas, lindas margaridas.


Do frio suportável,

Dos poetas inspirados,

Mas como não ser?

É impossível não ser.

Foto: Anchieta Gueiros

João Teixeira da Silva "Garapinha"

João Teixeira da Silva (foto), conhecido por João Liôa ou Garapinha. Nasceu no dia 15 de setembro de 1904, na Rua Padre Cícero, bairro da Boa Vista, Garanhuns, filho de família simples, mais conceituada. No ano de 1930 passou a residir no bairro de São José. Sua profissão era de trabalhador braçal, servindo como autônomo a rede Ferroviária Federal "carrego e descarrego os vagões de trem".

Em 1937 casou-se civilmente com Iracema Teixeira e tiveram 3 filhos; Cleone, Antônio e Fernando. Ficando viúvo em 1988. Na década de 1960 quando foi desativada a linha férrea de Garanhuns, Garapinha passou a vender roletes de cana e logo depois começou na comercialização de compra e venda de ferro velho. No ano de 1986 foi aposentado por idade percebendo um salário mínimo por mês.

Garapinha veio morar no bairro do Magano no ano de 1940.        

CEM ANOS DE GARAPINHA

Não é toda criatura que tem o privilégio de  comemorar 100 anos de vida. Lamartine e Jailma, que na época trabalhavam com os idosos do bairro do Magano, promoveram no dia 15 de setembro de 2004, uma festinha em comemoração dos 100 anos de Garapinha. Foi servido um almoço e o tradicional corte do bolo. A festa foi realizada no Salão do Centro Social Santa Terezinha e entrou para a história do bairro Magano.

Fonte: Livro "História do Magano" Garanhuns - PE / Lamartine Peixoto Melo / 2009

Um passado que volta

Aldemar Alves de Almeida / Garanhuns, 2005

Sua vida era sem graça

Seu mundo estava parado

No seu coração fechado

Já não entrava calor.

Ela já não cultivava

O jardim da sua mente

Já não plantava a semente

Da paixão ou do amor.


Já não havia alegria

No seu pobre coração

Quando pensava em paixão

Não brilhava o seu olhar

A frieza do seu leito

Uma lágrima escondia

No seu peito só havia

Vontade louca de amar.


Até que em fim o destino

Lhe fez uma cortesia

Deu a ela um novo dia 

Por Jesus Abençoado.

Na manhã de Céu azul

Quando varria a calçada

Deus lhe deu de mão beijada

O seu poeta encantado.

João Gonçalves de Melo

Por Cláudio Gonçalves de Lima*

João Gonçalves de Melo (foto) nasceu no Sítio Maia, Lagoa do Ouro, Pernambuco, à época Vila de Iguatauá, no dia 5 de novembro de 1923. Era filho primogênito do casal José Gonçalves de Melo e Firma Maria do Espírito Santo. Depois nasceram Antônio, Arlindo, Francisco, Augusto, Eulália, Laura e José Gonçalves Filho.

A agricultura era à base de sobrevivência da família, e com muito trabalho e perseverança, José Gonçalves prosperou e resolveu mudar-se com a família para Lagoa do Ouro. Dotado de visão de empreendedorismo, abriu uma padaria e uma loja de tecidos, secos e molhados, na Praça da Conceição. Os negócios também incluíam a compra e venda de cereais e de algodão para os armazéns e fábricas de beneficiamentos de Garanhuns.

Nessa época, João Gonçalves juntamente com os irmãos ajudava nos negócios da família. Não havendo em Lagoa do Ouro escolas de curso ginasial, ele foi matriculado no internato do Colégio Diocesano de Garanhuns, onde fez o curso de 2º Grau Propedêutico, um ensino profissionalizante. Não chegou a concluir, pois num final de semana ao retornar para casa, descendo do ônibus se deparou com a jovem Conselhense Maria das Dores Dias Farias, depois de cortejá-la, iniciaram o namoro e se casaram em 28 de agosto de 1944. Foram 56 anos de casamento, quando no ano de 2000 sua esposa faleceu.

Do matrimônio de João Gonçalves de Melo e Maria Dias Gonçalves nasceram nove filhos: Nelma Dias Gonçalves, Gelva Dias Gonçalves, Cléa Gonçalves Dias, Genilda Dias Gonçalves, Maria de Fátima Dias Gonçalves, Genilza Dias Gonçalves, Juciene Dias Gonçalves, José Espedito Dias Gonçalves e Ana Lúcia Gonçalves Dias.

João Gonçalves seguiu as lições dos pais de honestidade, retidão e determinação para o trabalho. Para não faltar nada para a família, trabalhou incansavelmente, colocando carrossel, onda e canoas nas festas natalinas, arrendou terras para o plantio de cereais, legumes e algodão. Em sua residência na Rua do Progresso, fabricou doces de tabuleiro e algodão doce, que eram vendidos nos dias de feira. Passado o tempo montou uma sortida barraca de produtos de alimentação e de fogos de artifícios nas festas juninas. Com mais recursos, alugou um depósito e iniciou uma pipoqueira, passando a vender com a ajuda das filhas nas festas dos sítios e povoados. Mesmo com toda essa rotina não deixava de ajudar o pai na loja e na tolda de tecido na feira de Igapó aos domingos.

Em 1958, migrou para São Paulo com esposa e sete filhos no ônibus da Real Norte Sul. Chegando a capital paulista, comprou uma carroça para vender frutas, porém, precisava de autorização para negociar. Tendo dificuldade com os fiscais, resolveu procurar o prefeito Ademar de Barros, indo até sua residência. A primeira-dama Leonor Mendes de Barros o recebeu e após ouvir sua história ficou compadecida, e disse-lhe que falaria com o esposo, pedindo-lhe que retornasse no dia seguinte. A resposta foi positiva, o prefeito entregou uma carteirinha autorizando-o a negociar.

Não completou um ano morando em São Paulo, resolveu embarcar a família de volta para Lagoa do Ouro e permaneceu mais um tempo em São Paulo. Algumas semanas depois decidiu retornar a cidade natal. No seu regresso, abriu uma banca de jogo de bicho, voltou a ajudar o pai na loja, e um tempo depois, recomeçou a trabalhar na agricultura.

No final de 1961, conseguiu com suas economias financiar pelo Banco do Povo de Garanhuns parte do valor da compra de seu primeiro caminhão. A partir deste momento, passou a exercer a profissão de caminhoneiro realizando varias viagens para São Paulo.

Um ano depois, decidiu morar em Garanhuns. Cidade que passou a amar e que viveria até os últimos dias de sua vida. Trabalhava na entrega de fretes e posteriormente passou a comprar mandioca para revender as fábricas de farinha, e abacaxis, administrando uma equipe de vendas das frutas na feira de Garanhuns.

Apaixonado pela política, não ocupou cargos eletivos, mas foi um eleitor e cidadão devotado pela justiça e melhoria das condições sociais, defendendo com afinco aqueles que erguiam a bandeira desses ideais. Conhecido pela sua posição politica contrária aos partidos conservadores, não se intimidava e não escondia sua cor partidária, tendo até mesmo a estima dos adversários políticos, pela sua sinceridade e senso de humor.

Criados os partidos políticos, ARENA (Aliança Renovadora Nacional), partido que agregava os aliados do Regime Militar, e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido que lutava pela redemocratização do país, João Gonçalves manteve-se firme em seus princípios e se filiou ao MDB, passando a apoiar seus candidatos. Durante as campanhas reunia na carroceira de seu caminhão filhos e vizinhos para participarem dos comícios e cedia a importantes nomes da politica garanhuense o caminhão para palanque. Uma dessas campanhas foi à histórica vitória de Luís Souto Dourado (MDB) sobre Aloísio Souto Pinto (ARENA), acontecendo em seu caminhão discursos memoráveis de Souto Dourado e Humberto de Moraes.

Renomados representantes da política pernambucana e garanhuense, que lutaram pela redemocratização do país, tinham enorme respeito e carinho por João Gonçalves, sempre visitando sua residência e debatendo os rumos da política municipal, regional, estadual e nacional, entre eles: Miguel Arraes, Jarbas Vasconcelos, Marcos Freire, João Lira, Ivan Rodrigues, Cristina Tavares, José Cardoso, Pedro Leite Cavalcanti e José Hilton Paixão. Seu caminhão se tornou porta voz dos que lutaram pela anistia, Diretas Já e a volta da democracia.

Outra grande paixão de sua vida era o Sete de Setembro Esporte Clube. Nos anos que o time ainda disputava o futebol amador em Garanhuns, era ele quem transportava os jogadores para os amistosos. Era constante sua presença nos estádios da AGA e do Gigante do Agreste, fazendo ouvir sua voz para além das quatro linhas e das arquibancadas.

Durante a construção do estádio Gigante do Agreste, novamente ajudou no transporte dos materiais, carregando para as obras: Pedra, barro, poste e grama.

Depois de deixar a profissão de caminhoneiro, continuou negociando a venda de frutas na CEAGA, concomitante fabricando formas e pintinhos, atividade que se dedicou até os últimos momentos de sua vida.

João Gonçalves de Melo viveu seus últimos dias de vida em sua residência na Rua Agostinho Branco 246, em Heliópolis. Faleceu no dia 29 de maio de 2015, às 17 horas no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, deixando para todos os que o conheceram seu exemplo de dedicação ao trabalho, de honestidade, responsabilidade, honradez, cidadania e de amor aos filhos, netos, bisnetos e amigos.

HOMENAGEM

Através do Projeto de Lei nº 094/2020, do  vereador Audálio Ramos Machado Filho, ficou denominada de Rua João Gonçalves de Melo, umas das ruas no Loteamento Serra Branca II, Etapa I, no Bairro do Magano. 

*José Cláudio Gonçalves de Lima é professor, escritor, historiador, ex-presidente da Instituto Histórico de Garanhuns e membro da Academia de Letras de Garanhuns

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

“Encontro de Bois, Ursos e Similares” movimenta Arcoverde em dezembro


A Liga Cultural dos Bois e Similares de Arcoverde vai promover, entre os dias 14 e 20 de dezembro, a sexta edição do Encontro de Bois, Ursos e Similares, na cidade, que é porta de entrada para o Sertão do Estado. Com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, o evento vai acontecer na sede de cada grupo durante a semana e, no último dia (20/12), no Espaço Circulador – Estação da Cultura (Antiga Estação Ferroviária).

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o encontro será transmitido virtualmente, por meio das redes sociais da Liga Cultural dos Bois e Similares de Arcoverde, no Facebook (www.facebook.com/LICBOIS), Instagram (www.instagram.com/licboisdearcoverde) e no YouTube (www.youtube.com/channel/UCEOWOadU5PWgIulgETmpohQ), além de pequenas ações presenciais, que obedecerão às medidas de segurança e normas sanitárias: número reduzido de pessoas, distanciamento social, uso obrigatório de máscaras, higienização de salas e microfones, após uso.

O 6º Encontro de Bois, Ursos e Similares contará com a participação de grupos culturais de bois, ursos, maracatu, samba de coco e cavalo marinho, além de reunir mestres, mestras e brincantes para debater sobre as políticas públicas para a arte popular na cidade. Ao todo, serão mais de 42 horas e quase 36 atividades gratuitas, como palestras, rodas de conversas, debates, apresentações culturais, oficinas de teatro, dança, música, pintura e capoeira. Confira a programação completa abaixo:

Oficinas

- Dança Popular – Paulo Almeida

- Samba de Coco Versado – Amanda Lopes

- Pintura – Gena Alves

- Equilíbrio e Mobilidade em Perna-de-Pau – Everaldo Marques

- Jogos Teatrais “Possibilidades Cênicas” – Alex Leite

- Capoeira Contemporânea – Monitor Tourinho

Palestra “O boi como linguagem transformadora” (Convidados)

Programação do 6º Encontro de Bois, Ursos e Similares 

Dia 14/12 – Segunda-Feira

14h – Abertura com a homenageada Mestra Severina Lopes

14h15 – Oficina Samba de Coco Versado (Amanda Lopes)

19h – Samba de Coco das Irmãs Lopes (foto)

Local: Museu Ivo Lopes terreiro do Samba de coco

Dia 15/12 – Terça-Feira

14h – Oficina de Pintura (Gena Alves)

19h – Contação de História (Balaio)

Local: Sede do Boi Arco de Ouro

Dia 16/12 – Quarta-Feira

9h – Oficina de Equilíbrio e Mobilidade em perna de Pau (Everaldo Marques)

14h – Oficina de Dança Popular (Paulo Almeida)

19h – Performance da Quadrilha Mulambembes em Pernas-de-Pau

Local: Sede da Ass. Cul. Boi Maracatu

Dia 17/12 – Quinta-Feira

14h – Palestra “O Boi como linguagem transformadora”

19h30 – Show do Maracatu Raízes do Sertão

Local: Recanto do Coco

Dia 18/12 – Sexta-Feira

14h – Oficina: Jogos Teatrais “Possibilidades Cênicas” (Alex Leite)

19h – Caboclinhos da Jurema

Local: Sede da Ass. Cul. Boi Maracatu

Dia 19/12 – Sábado

14h – Oficina de Capoeira Contemporânea (Monitor Tourinho)

19h – Performance do Grupo Capoeira Muzenza

Local: Sede do Grupo/Estação Ferroviária

Dia 20/12 – Domingo – Apresentações Artísticas

Local: Espaço Circulador – Estação da Cultura (Antiga Estação Ferroviária)

Manhã

10h – Abertura

10h15 – Boi Estrela Solar – Arcoverde (Presencial)

10h30 – Ala Ursa Betânia – Arcoverde (Presencial)

10h45 – Boi Misterioso – Arcoverde (Presencial)

11h – Urso Branco de Cangaçá/São Lourenço da Mata – Transmissão Digital

11h15 – Boi Maluco – Arcoverde (Presencial)

11h30 – Urso Vira Mundo – Arcoverde (Presencial)

11h45 – Boi Milagroso – Arcoverde (Presencial)

12h – Urso da Peleja – Arcoverde (Presencial)

12h15 – Boi Arcoverde – Arcoverde (Presencial)

Tarde

13h – Cavalo Marinho Sertão a Fora – Arcoverde (Presencial)

13h15 – Boi Charuto de Buenos Aires – Transmissão Digital

13h30 – Boi Maracatu – Arcoverde (Presencial)

13h45 – Boi de Mainha – Ibura/Recife

14h – Urso Pé de Lã – Arcoverde (Presencial)

14h15 – Urso Cariri e Seus Convidados- São Caetano – Transmissão Digital

15h45 – Jimmy Webb do Boi Cafuné e suas Homenagens Artísticas – Arcoverde (Presencial)

16h – Liga do Bumba Meu Boi de Maceió – Alagoas – Transmissão Digital

16h15 – Boi Arco de Ouro – Arcoverde (Presencial)

16h30 – Boi Estrelinha – Arcoverde (Presencial)

16h45 – Urso Fantástico – Arcoverde (Presencial)

Fonte: Portal Cultural PE

Foto: Rodrigo Ramos/Secult-PE/Fundarpe

Com todas as vênias ao Criador


Por José Alexandre Saraiva*

Dias antes do propriamente dito isolamento social imposto pelo maldito morcego, o amigo Olegário Ortiz nos faz mais uma das suas visitas surpresas. Como de costume, veio a pé (nossas casas são próximas) acompanhado da esposa Gabi, uma espécie de meia-irmã da Linda. Ortiz trazia preso ao braço mais um regalo para mim, fruto de sua extraordinária habilidade de escultor. Minha casa é cheia de Ortizes: do barzinho portátil de madeira com porta-revistas na base, a uma linda tocheira colonial com três lampiões, passando pelas paisagens de Curitiba reproduzidas em latão. Quase tudo aqui tem um pedacinho da arte do Ortiz. De alguma forma, Ortiz também está nas minhas saraivadas. Na página derradeira de Diversos & Diluídos, por exemplo, após a crônica “Patrimônio”, Ortiz transforma Labiata em fascinante aquarela.

“A Gabi e eu andamos pesquisando sobre sua família, os Alexandre, em Labiata. Aqui está o seu brasão”, diz o Ortiz, causando-me arrebatadora alegria. O encontro durou poucos minutos. A mente buliçosa do Ortiz já estava em novo projeto: um portão medieval para a sua casa.

Dias atrás, passei apressado de carro em frente à casa do Ortiz. Feliz, lá estava ele de costas para a rua, ao lado do irmão, contemplando o portão. Que portão lindo! Reduzi a velocidade, buzinei e trocamos acenos como se nos abraçássemos calorosamente.

Na semana passada, Ortiz foi diagnosticado com covid-19. Isolado num hospital, sem a Gabi, sem filhos e sem amigos por perto, Ortiz viu abrir-se ontem para ele o portal do céu.

Com todas as vênias ao Criador, confesso que não sou dos mais versados na Bíblia. Sei que em algum trecho dela o advogado Paulo escreveu que o último inimigo a ser reduzido a nada é a morte. Contudo, sem prejuízo dessa máxima, ao leigo fica muito difícil compreender a irredutibilidade do veredicto acerca do final dos tempos.

Com todas as vênias ao Criador...

*José Alexandre Saraiva é advogado, escritor e músico

Presidente da Câmara de Itapissuma recebe Auto de Infração

Em sessão realizada nesta terça-feira (1), a Primeira Câmara do TCE homologou um Auto de Infração contra o presidente da Câmara de Itapissuma, Elias Nascimento dos Santos, com aplicação de multa no valor de R$ $ 8.589,50.

A decisão do relator do processo (TC n° 2056269-0), conselheiro substituto Ricardo Rios, ocorreu em razão de o gestor não ter apresentado ao Tribunal de Contas os dados do Módulo de Pessoal, integrante do Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (SAGRES), referentes ao período de março/2018 a abril de 2020.

No voto, o relator informa que o extrato de intimação consta no Diário Oficial do Estado publicado em 22 de junho de 2020, onde o interessado teve ciência do Auto, no entanto não realizou qualquer manifestação contraditória ao que lhe foi imputado. O voto foi aprovado por unanimidade pelos conselheiros presentes.

Cidadão do Tempo e do Eterno

Por Lenice Melo (foto)

Escrever sobre o Mons. Adelmar é escrever com o coração pelo que ele representa nas nossas vidas, na cidade de Garanhuns e no vasto território nacional, através dos seus ex-alunos

Diante de imagens tão ilustre e de personagem tão amiga, sinto-me em estado contemplativo, mesmo anos após sua passagem do  tempo para o Eterno. Meu conhecimento com o Mons. Adelmar vem de minha infância, quando íamos visitá-lo, no Colégio Diocesano, conduzida por  meu tio Mons. Tarcísio Falcão. Ambos mantiveram a vida inteira laços indestrutíveis de grande estima e de fraternidade a toda prova.

Na minha casa, sempre houve clima de veneração, com relação ao Mons. Adelmar, externado também por minha avó materna Adelaide Falcão que além de considerá-lo sacerdote santo, devotava-lhe total confiança e grande amizade.

Foi também padrinho de um dos meus irmãos. Sempre que necessitávamos de apoio, de um amigo, estava o Monsenhor a nos escutar, a compartilhar conosco, participando da vida de nossa família. Era o amigo certo em todos os momentos da vida.

Concluídos meus estudos universitários e regressando a Garanhuns, antecipadamente, fui convidada a lecionar no Colégio Diocesano, lá permanecendo por longos anos.

Minha convivência diária com o Monsenhor ultrapassou três décadas.

De caráter integro, dotado de total desprendimento, onipresente, pois estava sempre em todas as dependências do Colégio: do dormitório dos internos as salas de aula, do refeitório ao parlatório, da portaria a capela.

Desempenhava uma vigilância constante e responsável por seus educandos a quem os chamava pelo próprio nome.

Revestido de grande potencial em função da educação, soube orientar e conduzir seus alunos, retificando-lhes os erros.  Viveu para os outros, para os seus alunos, para os amigos e para o próximo.

Tinha o dom de educar e de ajudar. Como educador sabia ser exigente e também cordial, caridoso, sereno, introspectivo e de sorriso discreto.

Solicito no atendimento aos mais necessitados, possibilitava aos mais pobres o direito de estudar e ter um futuro promissor. Foi homem de ação, de atitudes comedidas, raramente extremas e de oração.

Certa ocasião, era período de provas finais, encontrei-me em situação bastante delicada perante um aluno de atitudes estranhas. Transmiti ao Monsenhor o que estava ocorrendo. Ao sair do Colégio, sozinha, exposta, em plena noite, com aquele problema, quase vacilei. Eis que surge o Monsenhor, em silêncio, acompanhando-me com seu olhar até que entrasse no automóvel. Sua veste eclesiástica era uma bandeira e sua envergadura moral era só dignidade.

Sua vida foi de trabalho contínuo, de muito sofrimento, sem conforto, honestíssimo e sem o repouso necessário. A primazia do espiritual se revelava através de  sua vida de oração, no cotidiano de sua existência.

Em determinadas horas, lá estava de joelhos, na Capela do Colégio, em reflexão, orando ou no exercício do ministério sacerdotal, ouvindo confissões ou nas celebrações eucarísticas. Soube manter a maior comunicação, que é aquela interior, a que vem do mais íntimo, impregnada dos valores espirituais e eternos.

Quando adolescente, pedi-lhe que escrevesse no meu álbum de recordações. Prontamente, delineou-me o caminho da virtude, através dos pequeninos atos que podem tornar-se grandiosos, mediante o amor com que os realizamos.

Sempre acreditei na força da palavra, a maior força do mundo, pois a palavra de Deus se fez carne - o CRISTO JESUS. Em se tratando do Mons. Adelmar, as palavras perdem seu significado para dar lugar a outra linguagem, a do coração, a dos sentimentos mais ternos e mais nobres - amizade e gratidão.

Para o Mons. Adelmar a minha homenagem, que é o canto de louvor, oriundo do Salmo 111: "A MEMÓRIA DO JUSTO É ETERNA".

Fonte: Monsenhor Adelmar da Mota Valença - Vida e Obra - Centenário de Nascimento 1908 - 2008 - Irmãs Cândida Araújo Corrêa e Maria Mirtes de Araújo Corrêa - Ano 2009

Demolida Igreja de Garanhuns

Ano 1891 - Demolida a primeira Igreja de Garanhuns à Avenida Santo Antônio. Os tijolos foram para a construção do Cemitério. 

Fonte: Pingos de Garanhuns / Arlinda da Mota Valença / 2014

Meu Bairro

Professor Manoel Emídio Paes / Garanhuns, 1990

Foi com saudades vivas

que me senti na Boa Vista

sendo um bairro desta cidade

conhecida pelo artista

Realmente para pensar

estou lembrando do Magano,

de lá vejo o Cristo Redentor,

perto dele sou humano,

alegrando meu Senhor,

de onde faço os meus planos.

Obrigado meu Jesus

agradeço de coração,

sou poeta nordestino

de Garanhuns tenho ação,

me elevo nessa vida

e não gosto da solidão.

Se pensando em Heliópolis

Lacerdópolis e São José

Aloísio Pinto e da Brasília,

Indiano que tem mulher.

Prêmio Internacional & Livro Biográfico Destaque Nordeste

No dia 28 de fevereiro de 2021 no auditório da JCPM (Sistema Jornal do Comércio de Comunicação), no bairro do Pina, na capital pernambucana acontecerá o lançamento do livro "Destaque Nordeste", um livro recheado de textos biográficos, com autores Nordestinos, profissionais que são referência em todo Nordeste.

Nesta segunda edição, um dos homenageados será Renato Siqueira, escritor, jornalista, contador e Presidente da UBE Nacional. A organização é de Patrick Barbosa e Helena Almeida.