sábado, 12 de dezembro de 2020

Ivo Amaral recebe visita de Sivaldo Albino e do secretário Antônio Figueira


Ex-prefeito Ivo Amaral e sua esposa, Edjenalva Amaral, receberam esta semana uma visita do prefeito eleito de Garanhuns, deputado Sivaldo Albino (PSB).

O socialista estava acompanhado do médico Antônio Figueira, um dos homens fortes do Governo Paulo Câmara.

Sivaldo foi agradecer a Ivo pelo apoio que lhe foi dado pelo na campanha, reconhecendo a importância da participação do ex-prefeito no processo político garanhuense.

Segundo Amaral, o prefeito eleito se mostrou totalmente consciente da situação do município, sabendo do desafio que vai enfrentar.

Na avaliação do experiente político, Sivaldo tem condições de enfrentar as dificuldades e com o apoio do governador e de secretário como Figueira, um homem que tem suas raízes em Garanhuns, irá desenvolver uma obra administrativa que causará impactos positivos na cidade.

“Antônio Figueira, sobrinho de um ex-prefeito de Garanhuns, irá contribuir muito com a futura administração”, avaliou Ivo.

Kaio Albino, filho de Sivaldo, também participou do encontro na residência de Amaral.

Fonte: Blog do Roberto Almeida

Monsenhor Adelmar

Monsenhor Adelmar da Mota Valença é um marco na história de Garanhuns. Diretor do Colégio Diocesano, por mais  de 40 anos, cantado em prosa e verso por alunos, ex-alunos, professores, funcionários e autoridades as mais influentes.

Homem de poucas palavras, mas de um testemunho reconhecido além fronteiras, soube, com rigor a afabilidade, quando necessários, educar gerações, que souberam guardar os seus valiosos ensinamentos com sabedoria.

Recordo as aulas de civilidade, as homilias durante as missas na Capela, "as broncas" nos corredores e no pátio do recreio, que ficava entre as salas de aula, pois, não existia a quadra coberta.

Certa vez, pasmem, somente uma vez, flagrado pelo Padre, como era chamado na época, subi as escadas e fiquei com os braços cruzados, olhando para a parede, sob ordens de Marcílio Valença, famoso diretor de disciplina, e anos depois companheiro do Tiro de Guerra 265, servindo ao Exército Brasileiro.

Padre Adelmar falava forte, mas com muito amor, daí o amor e respeito dos seus alunos e ex-alunos, pois o seu exemplo estimulava a formação de todos.

Relembro um fato inesquecível: durante um Coquetel de formatura do 2º Grau, em 1964, às vésperas do vestibular de Direito, no refeitório do Colégio, o colega Edson Mateos de Alencar, falecido em 1965, falou em meu ouvido com admiração: "Veja quem está servindo como garçom, colocando suco nos nossos copos. "Olhei e, ali, em frente, servindo ao Jodeval Duarte, outro companheiro do Curso Clássico, estava o interno Joaquim Guerra, filho do então governador do Estado de Pernambuco, o Dr. Paulo Pessoa Guerra.

A simplicidade do Colégio Diocesano e a humildade do seu diretor, o Monsenhor Adelmar, que tratava todos com igualdade, serviram como um sermão para cada formando. No refeitório estavam futuros advogados, médicos, escritores, jornalistas, odontólogos, professores... Hoje, trabalham cantando com entusiasmo e reconhecimento "Alto Padrão de Civismo e de Glória"... e, ainda, "Ginásio Amigo, Querido Lar, Tudo Faremos Por te Exaltar"... como naquela noite das despedidas do Padre, professores, colegas e funcionários do  Gigante da Praça da Bandeira, hoje Praça Monsenhor Adelmar da Mota Valença, homenagem justa, por que os dois se confundem; o Gigante e o Padre, o Padre e o Gigante. Qual o mais importante?

Quero agradecer, pela oportunidade, lembrando que fui pelas Irmãs Mirtes e Cândida, devotadas ao trabalho educacional das jovens do Ginásio do Arraial, hoje Colégio Monsenhor Adelmar.

Uma honra falar/escrever sobre o Monsenhor Adelmar, que tanto contribuiu para minha formação espiritual e profissional.

*Antônio Edson de Araújo Lima (foto), ex-aluno do Colégio Diocesano de Garanhuns, advogado, jornalista e radialista.

Fonte: Monsenhor Adelmar da Mota Valença Vida o Obra - Centenário de Nascimento 1908 - 2008 - Irmãs Cândida Araújo Corrêa e Maria Mirtes de Araújo Corrêa

Viagem Fotográfica ao Passado de Garanhuns

Praça Dom Moura - Década de 1940 - Em frente a Mercearia Dom Moura do Sr.  Basil Santos


sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Vencedores do VI Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura apresentam seus livros no dia 15/12


Acontece na terça-feira (15/12) o lançamento dos cinco livros vencedores do VI Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura, oferecido Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura, da Fundarpe e da Cepe Editora. O evento terá transmissão online, a partir das 19h, no youtube.com/SecultPE, com participação dos autores. Nos dois dias seguintes (16 e 17/12), também às 19h, os escritores participarão de lives mediadas, para apresentação de cada obra.

Os vencedores foram anunciados no dia 29 de maio do ano passado. Neste ano, o certame premiou cinco escritores, representantes da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata. O segundo lugar da região da Zona da Mata ficou com Wander Shirukaya, com a obra Na escuridão somos todos iguais. O primeiro lugar da Mata foi de Walther Moreira Santos, com o livro O Último dia da Senhora Stone. Da Região Metropolitana do Recife saíram dois primeiros lugares: João Paulo Parisio, com Quimera; e Luís Serguilha, com Harmatía. A escritora Jussara Salazar, com a obra O dia que fui Santa Joana dos Matadouros, levou o segundo lugar da RMR. O Grande Prêmio, que é escolhido dentre os premiados, ficou com a obra O Último dia da Senhora Stone, de Walther Moreira Santos.

“É importante destacar que esta edição teve um número expressivo de inscrições de todas as macrorregiões do estado, confirmando a importância de um prêmio que atende à demanda da sociedade civil desde 2012”, afirma o coordenador de literatura da Secult-PE, Roberto Azoubel.

Nessa 6ª edição, a premiação contou com a participação de 162 obras inscritas. O julgamento foi realizado em duas etapas, sendo a segunda a escolha dos vencedores entre 17 finalistas, dos mais diferentes gêneros literários. Os primeiros lugares de cada prêmio recebem R$ 10 mil; os segundos, R$ 5 mil e o Grande Prêmio, R$ 20 mil.

Os títulos vencedores foram publicados pela Cepe Editora com tiragem de 1.200 exemplares, enquanto que os segundos colocados contam com 800 exemplares. A título de direito autoral, cada vencedor ficará com trezentos exemplares do livro e os segundos colocados, 200 exemplares cada.

“O prêmio está em plena consonância com o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, recentemente chancelado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador Paulo Câmara em agosto deste ano. Responde ao eixo 4, de valorização da literatura, que no seu objetivo estratégico 4.1, de fomento público para literatura, prevê o fortalecimento dos prêmios Cepe Nacional, Cepe Nacional Infanto Juvenil, Prêmio Ariano Suassuna de Cultura Popular e Dramaturgia e o próprio Prêmio Hemilo Borba Filho”, detalha Roberto Azoubel.

LIVES

Quem quiser conhecer melhor as obras escolhidas e publicadas pode acompanhar a apresentação dos autores em duas transmissões ao vivo no Youtube. No dia 16/12, participam Walther Moreira do Santos, Jussara Salazar e Wander Shirukaya, mediados por Roberto Azoubel. No dia seguinte (17/12), é a vez de Luís Serguilha e João Paulo Parisio, com mediação de Diogo Guedes, da Cepe Editora.

Fonte: Secult-PE

Senac disponibiliza vagas para cursos gratuitos em Garanhuns

Em Garanhuns, o Senac oferece a última oportunidade para participar de um curso gratuito na instituição ainda neste ano. Encerram no próximo domingo (13) as inscrições para cursos do Programa Senac de Gratuidade (PSG), que são realizadas pelo site (www.pe.senac.br/psg/#/consulta-de-vagas) . As aulas serão na modalidade presencial e capacitará profissionais para as áreas de Comércio e Beleza.

Há três opções de cursos disponíveis: “Análise do Comportamento do Consumo”, que tem o objetivo de orientar a mapear o comportamento de consumo; “Estratégias de Vendas para Comércio de Rua” , preparando o aluno para oferecer um atendimento que fidelize os clientes; e o  terceiro é de “Novas Tendências de Coloração”, que atualizará e aprofundar competências técnicas diferenciadas de decapagem, reflexos e tinturas de coloração.

O resultado dos alunos aprovados será divulgado na próxima segunda-feira (14) e as matrículas serão realizadas até terça (15), presencialmente, na unidade do Senac em Garanhuns.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

O Senhor da Tempestade





Por João Marques*

Cariri deixou o velho Anselmo às portas da morte, com a recomendação de que  fosse e voltasse ligeiro, porque  - ninguém nunca sabe - a "hora" pode chegar a qualquer momento. Para melhor certificar-se, pediu licença para entrar e foi olhar o moribundo. Realmente, como disseram, "Seu" Anselmo já estava com o fôlego da morte. Vela e caixa de fósforo pertinho e, para reforçar mais a seriedade, um choro de mulher lá para dentro de casa.  Desceu a serra montado no cavalo mais ligeiro da  fazenda. Cariri, porém, não gostava dele. Já havia caído da sela três ou quatro vezes.

- Cavalo traiçoeiro, dizia, quando menos se espera, o bicho pula mais veloz do que  uma bala.

Entre a fazenda e a cidadezinha mais próxima, havia nove quilômetros, sendo cinco de serra, por uma estrada antiga, que não prestava para o trânsito de rodas. Naquele dia, já era a tarde e se preparava muita chuva, pelo vento intenso e baixas que já escondiam quase a  totalidade do sol. Cariri e cavalo, numa viagem rápida, chegaram à cidade em cerca de quinze minutos. Dirigiram-se à casa do padre.

- Oh!... de casa!!

Apareceu à janela uma velhota, com ares de quem se encontrava muito ocupada na cozinha.

- O que é?

De cima do cavalo, com voz alta, o portador do recado falou.

- "Seu" Antônio... A senhora conhece?... Filho do velho Anselmo, que está nas últimas, mandou eu vir buscar o padre Mateus, para confessar o doente.

- Ele não está!

Respondeu a mulher, arriscando uma olhada para o lado da igreja, que ficava perto. E, em seguida, acrescentou:

- Vem aí!

Voltou a cabeça em direção a Cariri e perguntou, assustada:

- Esse homem não já morreu não? Você mesmo não já veio buscar o padre outras vezes?

- Morreu não!

Responde à mulher, que foi entrando novamente para casa. Porque o padre se aproximava, foi apeando-se.

- O que é?

Foi logo perguntando o padre.

- Boa tarde, padre Mateus...

"Seu" Antônio mandou eu vir  buscar o senhor...

- Já sei! Interrompeu o padre, como que aborrecido. Anselmo quer morrer de novo!?

- Desta vez, é sério, padre! Eu vi que ele está só respirando.

O senhor pode acreditar.

O padre, cabelos brancos e jeito de muito cansaço, pôs-se a pensar, refletindo notadamente sobre a decisão de ir ou não para a confissão do doente. Olhou para as nuvens de tempestade, olhou para o cavalo e, disfarçado, comentou:

- Este cavalo está muito suado. Você veio correndo... Como é  que volta a pé, com tanta chuva que vem!? Cariri ficou calado, enquanto examinava, também, a chuva que estava para chegar. Ficaram, por pouco tempo, os dois em silêncio... Cariri, entretanto, resolveu dizer alguma coisa.

- O senhor é quem sabe. E se o homem morrer...

- Ele espera! Gente velha como o velho Anselmo só morre quando quer! Foi a resposta do padre em tom bem humorado. Em seguida, dirigiu-se para a casa, apressado, recomendando a Cariri que esperasse. Mal havia entrado, deu-se inesperadamente uma grande explosão no espaço, depois de um clarão assustador. Cariri estremeceu e viu, em seguida, quando o sacerdote botou a cabeça por uma janela e examinou mais uma vez o tempo. Mais dez minutos, voltou o padre com alguma coisa nas  mãos, dizendo:

- Que trovão! Você viu?

Cariri olhou para o que trazia nas mãos sem entender qual era, agora, a intensão do padre.

- Bom!... Disse, em voz de pregador, e continuou no mesmo tom seguro e explicativo. Não vou, desta vez! Resolvi não ir, porque, como vê, vai cair uma grande tempestade e, demais, encontro-me muito cansado de tantas obrigações que, graças a Deus, pude já hoje cumprir na igreja. Leve isto aqui! O velho não morrerá sem Deus! Que pecados tem um homem já no fim da vida? E mais: Já o confessei duas vezes só este ano... E, enquanto passava às mãos de Cariri uma caixinha de madeira, bem fechada, amarrada por cima com barbante, fez esta recomendação: 

- Leve isto! Mas, veja como leva! Está bem amarrada para evitar que se perca o que vai dentro e para que não se molhe com a chuva. Vá em paz! Siga com Deus!...

Cariri ouviu bem as palavras, montou o cavalo e partiu, conduzindo-a caixinha, bem agarrada, sobre a sela.

A chuva estava prestes a cair, o cavaleiro, sem esporar o cavalo, ia devagar, para dar tempo de pensar melhor no que poderia haver dentro da caixa. Lembrava-se das recomendações, do jeito sério de  falar do padre e, sobretudo, de  haver dito: "Vá em paz... Siga com Deus". Cariri poucos conhecimentos sobre a sua religião, contudo, sabia que os padres dizem que Deus está na hóstia de comungar. Tinha visto, nas outras vezes em que o padre foi, como tudo era tratado com muito respeito e as repetidas vezes em que as pessoas de casa se benziam, fazendo o sinal da cruz. Conclui, com muita surpresa, que o que levava naquela caixinha tão bem protegida, era uma hóstia, para o velho Anselmo comungar antes de morrer, já que o padre não pôde ir, como das outras vezes.

Cariri era um homem negro, descendente próximo de escravos que serviram na fazenda onde ele morava. Sabia as história de seus avós e se orgulhava de suas origens. Negro forte, Cariri tinha muita disposição e, como é óbvio, era  muito obediente.

Pouco havia se distanciado, quando irrompeu a grande tempestade, com relâmpagos e trovões. Cariri, de início, deixava que o cavalo andasse apenas. Temia ir ao chão e derrubar a caixinha. Como a chuva cada vez mais aumentava, os relâmpagos abriam e fechavam, com pouco tempo de intervalo, se viu obrigado a abandonar o cavalo. Logo depois da cidade, no  primeiro sítio, deixou-o numa estribaria, dizendo ao homem encarregado naquele sítio, que  ia voltar no outro dia, para levar o animal.

Ainda não era noite, mas as chuvas escuras haviam obstado a claridade do sol. Os relâmpagos, em extensas faíscas, cortavam os céus e iluminavam o caminho por onde as águas desciam, serra abaixo, afogando os sapatos do viajor e o empurrando para trás. Cariri, entretanto, se encurvava para a frente, vencendo a força da enxurrada, o vento forte e as dificuldades da subida. O cuidado concentrava-se,  contudo, mais nas mãos que  nos pés. Guardado no interior da caixinha, pensava, estava uma coisa que significava muito. Se merecia o ajoelhar-se dos homens ricos e do próprio padre, o que não podia ele, Cariri, fazer para que caísse na enxurrada?! Tropeçava de vez em quando ou pisava de supetão em um buraco, mas não caía e apertava a caixa contra o seu corpo molhado, como se estivesse amparado por  bondosa e invisível mão. Quanto mais eram os relâmpagos e os trovões, cariri marchava com valentia e muita coragem, pisando com força e sacudindo água para os lados. Nada ruim pode acontecer comigo, pensava Cariri. Não é  maior que a tempestade o seu  senhor?! Ele está aqui e eu com ele sou mais forte do que  toda esta chuva... Assim, alcançou o topo da serra e, enquanto ia vencendo a pequena distância que faltava, as águas foram pouco a pouco cessando. Havia, ainda, àquela última hora da tarde, a luz fraca do  sol, que permitia a algum observador, estando à margem da estrada, ver o estado desanimador de suas roupas e de seus sapatos e, de forma muito contrária, o ânimo inequívoco que pairava no rosto moreno de  Cariri.

Quando ia chegando à casa, avistou logo o "Seu Antônio", que se encontrava em pé, no terreiro, como a esperá-lo.

- O padre não pôde vir desta vez! Mandou esta caixinha...

- Meu pai está melhor!

Tomou-lhe a frente o "Seu Antônio", falando com voz alegre. E, antes que Cariri desse mais explicações, contou que, no primeiro trovão, o velho caiu da cama e, com a ajuda de algumas pessoas, levantou-se e não quis mais ficar deitado. Cariri, assumindo uma suspeita mudez, estirou as mãos e entregou a caixinha. "Seu" Antônio, ali mesmo no terreiro, foi logo partindo os cordões e puxando a tampa. Aos olhos bem arregalados de  Cariri, tirou um pequeno papel escrito e foi imediatamente lendo em voz alta.

"Sr. Antônio, estou vendo que vai cair uma tempestade e por isso, não posso ir hoje. Me desculpe!".

E, logo abaixo, em versos:

Ouvindo trovões, com vida,

Anselmo não morre, não!

Não acelera a batida

um susto no coração?!

Cariri, encabulado, mas com grande espírito de tolerância, olhou para as roupas molhadas e fez:

- Hrum!!

* João Marques dos Santos é escritor, jornalista, poeta, diretor/redator do jornal O Século, autor do Hino de Garanhuns e ex-presidente da Academia de Letras de Garanhuns - ALG.

Fotos: Anchieta Gueiros

Prédios Históricos de Garanhuns

Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti - Década de 1980

Garanhuns é,  como seu próprio nome indica, uma cidade histórica. São os Guarás e os anuns. Os índios, os negros. Os sertanistas, os caboclos. O rio Mundaú, as vilas, as águas, as serras, o clima e, é tão bonito dizer isto, as flores. Os homens também. Os titulares da história, que fizeram Garanhuns... que plantaram as árvores e que construíram as casas. Os que moraram e que deixaram os sinais da passagem. São muitos, mas é urgente que se rememore um apenas. Um dos maiores vultos: Ruber van der Linden. De quem o nosso historiador Alfredo Leite Cavalcanti disse: "Um dos mais preciosos cidadãos garanhuenses" - História de Garanhuns, Vol. II, pág. 140. Este homem foi engenheiro, professor e poeta. Planejou e executou os primeiros serviços de água e luz de Garanhuns. Os mesmos que, com os anos sendo alterados pelo progresso, estão ai hoje, sob os domínios da Compesa e da Celpe. Teve grande participação na cultura, ensinando línguas, física e química. Organizou e escreveu muitas revistas e jornais. Fez o "Pau Pombo", hoje com o seu nome. Homenageado também, não fazia um ano de sua morte, pelos fundadores do Grêmio Cultural Ruber van der Linden, em 1949.

Em seu famoso soneto "Garanhuns", em que deseja e prevê o progresso desta cidade, escreveu os dois primeiros versos assim: "Alcandorado no pendor de um monte / um casario a se elevar no barro". Tempos depois (1944), construiu a casa onde morou e que foi a sua última morada, prédio conhecido como "O Castelinho".

O prédio do Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti, outro monumento de grande importância, foi tombado como patrimônio histórico, oficialmente em 19 de julho de 1996 por ocasião da abertura do Festival de Inverno. Bartolomeu Quidute, como prefeito, e Raimundo Carrero, como presidente da Fundarpe, assinaram o documento definitivo. O Centro Cultural com o nome do gremista e historiador Alfredo Leite Cavalcanti é uma memória assegurada por lei. O Grêmio Cultural Ruber van der Linden aplaudiu o ato, como Garanhuns ficou feliz. Salve a nossa história!

(Texto transcrito do Jornal O Monitor de Agosto de 1996).

Antônio Fernandes da Silva

Antônio Fernandes da Silva (foto) nasceu em 30 de novembro de 1932, único  filho homem de Dona Maria Fernandes, logo cedo aprendeu na responsabilidade do trabalho a importância da família e do crescimento pessoal. Cedo começou a trabalhar em gráfica, tendo trabalhado no "O Monitor", "Garanhuns Diário", na gráfica do Dr. Otávio Miranda em Bom Conselho, gráfica Universal e na gráfica Escolar durante mais de 35 anos.

Casou-se em 31 de outubro de 1954 com a Sra. Luzinete Vilela, casamento que aconteceu na Catedral de Santo Antônio realizado pelo Padre Acácio Rodrigues. Desse casamento nasceram cinco filhos: Albérico (nascido em Bom Conselho), Alba, Albaní, Aldemir e Almir (nascidos em Garanhuns). Em 1969 mudou-se para o Bairro do Magano, indo morar na rua Julião Cavalcanti. Em 1972, foi eleito presidente do Centro Social Santa Teresinha (Cesst), sendo reeleito por mais duas vezes. Foi também secretário, conselheiro e professor de datilografia por muitos anos. Na Igreja da Santa Teresinha, serviu por 32 anos.

Nessa Igreja acompanhou os passos dos padres holandeses, Gerbrando, Nicolau, Tiago, Luís Well e Martinho, e os padres brasileiros, Ivo, Nelson e Frei Zito. Foi ministro da Eucaristia, do Batismo, fez palestras para matrimônio, participou da organização das festas da Padroeira e de várias campanhas promovidas para a Paróquia.

Em tudo que fazia tinha um carinho especial, entre as coisas que mais gostava era dirigir a peça "Ele Está no Meio de Nós". Ficava como uma criança no meio de tantos jovens que encenam a peça. Vários atores de Garanhuns e Região iniciaram no teatro através dessa peça, que  durante muito tempo foi um orgulho do Bairro do Magano.

O Sr. Antônio Fernandes era assim, pessoa muito querida, tinha muitos amigos, impossível citar todos, fazia o bem, era um cristão autêntico, mas com certeza a sua maior característica era a grande capacidade de servir ao próximo.

Fonte: Livro "História do Magano - Garanhuns - PE" / Lamartine Peixoto Melo / 2009.

Sete de Setembro empata com o Íbis e está a uma vitória de voltar a Série A do futebol pernambucano


O Sete de Setembro está a uma vitória de voltar a elite do futebol pernambucano e disputar a Série A em 2021. O time de Garanhuns empatou nesta quarta, 9 de dezembro, com o Íbis no Estádio Ademir Cunha, em Paulista, pelo hexagonal decisivo da Série A2 2020.  

A partida terminou com o placar de 2 a 2. O Sete abriu o placar aos 36 minutos do 1º tempo com Jackson. Aos 42, também da etapa inicial, o Íbis empatou.  No 2º tempo, o Guará virou e parecia que ia vencer o jogo, mas, aos 42 minutos, Romarinho empatou para o Íbis, o que manteve o time vivo na competição. Caso tivesse sido derrotado, o time não teria mais chances de acesso.

O Sete teve várias oportunidades de matar a partida, mas o empate acabou sendo um bom resultado porque possibilita ao Guará depender apenas dele para subir para a primeira divisão, bastando para isso vencer o jogo contra o Porto de Caruaru neste  domingo, 13 de dezembro, às 15 horas no Estádio Gigante do Agreste, em Garanhuns. Os dois melhores classificados no hexagonal sobem para a 1ª Divisão.

Fonte: VEC Garanhuns

Johny Albino conta com o apoio de 14 dos 17 vereadores eleitos e deve ser o novo Presidente da Casa Raimundo de Moraes


2021 promete ser o ano da família Albino aqui em Garanhuns. É que além de Sivaldo assumir a prefeitura, o vereador Eleito Johny Albino (PSB), irmão de Sivaldo, deverá ser eleito o presidente da Câmara Municipal. 

Atualmente, Johny conta com o voto dele e de mais 13 dos 17 vereadores eleitos para o pleito do próximo dia 1º de janeiro, que definirá não apenas o presidente, mas os demais integrantes da mesa diretora da câmara para o biênio 2021-2022. Nos bastidores, cogita-se que apenas Gersinho Filho (PTB), diretora Nelma (PTB) e Magda Alves (PP) não apoiam a candidatura de Albino à Presidência da Casa Raimundo de Moraes.  

Através de notas distribuídas a alguns veículos de imprensa, os vereadores eleitos começaram a declarar publicamente seus votos ao filho do ex-vereador Severino Albino. "Sua experiência, conhecimento do legislativo e capacidade de agregar na política fazem de Johny o nome certo para este novo momento em Garanhuns", declarou o vereador Eleito Luizinho Roldão (PSB), que já foi confirmado como o futuro líder do Governo Sivaldo Albino na Câmara.

Em recente entrevista na Marano FM, o prefeito eleito Sivaldo Albino confidenciou que a bancada governista na futura Câmara de Garanhuns já conta com 14 dos 17 vereadores eleitos. 

Viagem Fotográfica ao Passado de Garanhuns

28 de dezembro de 1948 - Colégio Quinze de Novembro

 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Veículos com final de placa 9 e 0 têm até 31 de dezembro para circular com CRLV 2019


Com a data de vencimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA, dos veículos com terminação 9 e 0, com limite até 31 de dezembro, começa a corrida pelos boletos de pagamento do tributo para quitar seus débitos. O Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE, disponibiliza as guias de pagamento no site www.detran.pe.gov.br, podendo ser paga nos aplicativos de qualquer instituição bancária.

Já os correntistas do Banco do Brasil – BB, têm uma facilidade maior para o pagamento dos tributos. Em parceria com o DETRAN-PE, o BB está oferecendo um mecanismo que permite realizar o pagamento de forma simplificada através do aplicativo ou dos correspondentes bancários do BB.

O contribuinte que é cliente do BB não precisa entrar no site do Detran para ter acesso ao boleto de pagamento de taxas como IPVA, seguro obrigatório – DPVAT, e multas de trânsito. Todas as informações para pagamento estão disponíveis nos canais do Banco do Brasil. Por isso, o contribuinte pode quitar seu débito através dos terminais de autoatendimento, do aplicativo ou do site do banco.

A funcionalidade só não está disponível nos caixas bancários, pois o foco é o pagamento digital, mas o processo na internet é simples: quando entrar no sistema bancário, o consumidor só precisa acessar o canal de pagamentos sem código de barras e o campo de taxas do Detran. Informando a placa do carro e o CPF ou o CNPJ do proprietário do veículo, é possível ter acesso ao histórico e às pendências que o automóvel tem com o Detran e efetuar o pagamento dessas taxas. Se algum débito estiver em atraso, o sistema ainda calcula automaticamente a multa que precisa ser paga.

O Diretor de Atendimento do DETRAN-PE, Cel. Felipe Nascimento, informa que a entrega do CRLV será feita de forma agendada. O documento só será emitido mediante a quitação das taxas que compõem o Licenciamento, é preciso agendar atendimento para emissão do CRLV 2020 no site www.detran.pe.gov.br.  

O usuário também vai poder contar com o Detran Itinerante, caminhão que está estacionado nos principais shoppings do Recife, RMR e Caruaru, onde será entregue, por meio de biometria, no sistema drive-thru, o Certificado de Registro e Licenciamento dos Veículos – CRLV. Esse serviço também é feito por meio de agendamento. A emissão do CRLV só será realizada após serem quitadas todas as multas vencidas do veículo.

MULTAS

As multas não constam no carnê de licenciamento, ou seja, no demonstrativo de débitos. Portanto, para pagar, o usuário deverá acessar o site do DETRAN-PE www.detran.pe.gov.br, onde irá gerar o boleto com as multas vencidas já com juros e correção. É que, desde janeiro de 2017, em cumprimento da Lei Federal 13.281 sancionada em 2016, normatizada pelo Contran, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro - CTB, calcula de forma automática através do site www.detran.pe.gov.br, os valores de multas vencidas com os devidos acréscimos de juros de mora, atualizado para pagamento no dia selecionado.

Os acréscimos se baseiam na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos federais acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subsequente ao da consolidação até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) relativamente ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado. As mudanças estão contidas na referida Lei, no artigo 284, inciso 4º.

Parceria entre Senac EAD e Sesc garante abertura de três polos de apoio presencial em Pernambuco

O Senac EAD e o Sesc Pernambuco firmaram uma parceria com objetivo de ampliar a oferta de cursos de graduação no estado. Desta forma, a partir de novembro, as unidades do Sesc nos municípios de Arcoverde, Araripina e Belo Jardim contarão com polos de apoio presencial aos alunos de graduação a distância do Senac.

O objetivo é aumentar a capilaridade do ensino superior em municípios onde não existem polos do Senac. O funcionamento proporcionará aos estudantes local adequado para realização de atividades presenciais obrigatórias, além de acolher e esclarecer dúvidas de interessados, candidatos inscritos e alunos matriculados.

Seguindo a política de desconto regional do Senac EAD, os cursos de graduação contarão com desconto de até 24% no valor para novas matrículas efetuadas no estado. Para terem mais informações sobre o período de inscrição e opções de cursos de graduação ead, os interessados podem acessar o link: https://www.ead.senac.br/graduacao/.

De acordo com o coordenador de polos do Senac, Leandro José Ferreira, serão abertos mais polos de apoio para 2021. “Está em andamento o credenciamento de mais três polos de apoio presencial no estado da Bahia, com data e local a serem confirmados”, comenta.

Agências Telegráficas em Garanhuns

18 de Dezembro de 1916 - Instalam-se em Garanhuns duas agências telegráficas - uma na sede do Município, outra no povoado de Brejão de Santa Cruz.

Da horizontalidade

João Marques - Garanhuns

Quando se dorme se morre

de corpo estirado na cama

e da morte se levanta

vivo da viva cama

e da claridade do sonho

que só a vida relembra

estendida de sol e chão


quando se morre se dorme

deitado o corpo para sempre

tão bem deitado que acaba

ao próprio pó nivelado

e só de alma se sonha

e mais se vive e se lembra

com o claro de outro sol.

Givaldo Calado é internado no Hospital Português com a Covid-19


Givaldo Calado, 70 anos, está com a Covid-19 e foi internado no Hospital Português, em Recife.

As informações disponíveis até o momento é que ele está estável, recebendo todo o tratamento necessário.

Empresário foi pré-candidato a prefeito, mas no período de convenções retirou seu nome do páreo para apoiar Sivaldo Albino.

Além de se dedicar ao Hotel Palace, na Avenida Rui Barbosa, Givaldo aproveita seu tempo para ler bastante e escrever. Tem alguns volumes de crônicas publicados.

Ele já foi vereador em Garanhuns e Secretário de Cultura do Município.

Givaldo é casado com Emília Valença, filha do ex-prefeito Amílcar da Mota Valença.

Fonte: Blog do Roberto Almeida

Epaminondas Ferreira França

Epaminondas Ferreira França - Natural de Bom Conselho, PE, pertenceu a Loja Maçônica Mensageiros do Bem, onde ostentava o grau nº 30. Por vários anos foi representante da Shell, pela qual foi aposentado. Faleceu em 9 de maio de 1980.

Mães

Firmo de Santana / Garanhuns / Década de 1940

Cedo. Onze de Maio, Manhã calma e sombria

E já se ouvia cantos de graças às mães diletas.

Tive vontade de ser assim como os poetas:

Dizer versos de amor às irmãs de Maria.

Maria, - mãe de Jesus. Ah! Mas, que dizer a elas?

A música já expressou a luz dessas estrelas

Em notas de humildes e de ofuscantes brilhos

Na senda onde palmilham seus amados filhos.

Na véspera eu fui em direção às lojas. Entrei.

Pulcras joias em profusão. Fiquei contente.

Volto à casa sobraçando tudo que comprei.

Tanta coisa comprei. E em tudo dei um laço

Onde escrevi meu Amor.

Mas faltava um presente:

Meu coração juntar ao dela num abraço.

Dr. Jule Spach, nova era para o Quinze de Novembro

Aluna da Cruzada ABC recebendo certificado das mãos de Jule Spach
Foto: Blog Terra do Magano
Por Marcílio Reinaux*

Os Smits deixaram o trabalho do Colégio Quinze de Novembro no final de 1955. Nos albores do ano seguinte, o Colégio tenderia a marcar uma nova era da sua já brilhante história, contada por páginas inolvidáveis, amealhada com o comportamento de grandes mestres, que se tornaram verdadeiros vultos do ensino no interior do Estado e da Região. Assumiu a direção em 1965 o Dr. Jule C. Spach, cujo trabalho de escol elevou bem alto o conceito do Colégio. Sob o seu comando o Quinze ganhou uma dimensão, que Urbano Vitalino lembra muito bem, com o poeta Cruz e Souza, ao dizer: "Sorrindo a céus que vão se desvendando, a mundos que vão se multiplicando, a portas de ouro que vão se abrindo".

O Quinze do Dr. Jule Spach foi aquele Colégio voltado para a máxima da premissa greco-romana: "mens sana in corpore sano", oportunidade em que as atividades sócio esportivas foram grandemente prestigiadas e o colégio experimentou dias gloriosos da sua história, diga-se de passagem em todas as modalidades de esportes até então conhecidas e usualmente praticadas. "O time de basquete por exemplo" - lembrava o ex-aluno de saudosa memória Mozart Souto - "era praticamente imbatível". Por sua vez, Jessisai Vitalino lembra que por ter àquela época um time tão bom, com os esportes tão difundidos e prestigiados, o Colégio Quinze atraiu para Garanhuns no ano de 1958, o Campeonato de Basquete, que foi totalmente realizado na quadra do Colégio, a esse tempo uma moderna quadra coberta.

O Dr. Jule Spach viria a dar ênfase na sua administração com a parte social, com uma programação intensa e festiva a cada ano, especialmente nas datas importantes como o dia 15 de Novembro, dia de Natal e outras festas. Foi a esse período que garbosamente, mais do que nunca, os alunos começaram a desfilar nas datas de Sete de Setembro e no dia do aniversário do Colégio. Instrumental da Banda Marcial renovada, padrão de camisa, camisetas, tênis eram elementos materiais sempre lembrados no cuidado do Dr. Spach nos desfiles. O desfile do Colégio Quinze, passou com os anos do Dr. Jule, a ser atrativo esperado pela sociedade. Ativou-se também por esse tempo, a Festa da Rainha do Colégio, com uma bonita festa de coroação realizada no dia do aniversário. A entrega de comendas, distintivos, e outras honrarias foram algumas das instituições exercitadas pela administração do Dr. Jule Spach.

A administração de Spach voltou-se também para as instalações do educandário. Novos edifícios foram construídos. Vale lembrar as dificuldades para a construção de novos prédios e a ampliação de salas de aulas, laboratórios, quadras, campos, jardins, passeios e demais áreas necessárias ao crescimento do Colégio. Spach foi uma espécie de Midas de Virtudes. Tudo que tocava transformava com o ouro da compreensão. Em outras palavras: "tudo que fazia dava certo", conforme testemunham alguns dos seus alunos contemporâneos. "Há pessoas que sempre fazem as coisas certas", quem nos lembra é Elizabeth Reinaux Cordeiro, referindo-se ao  Dr. Jule Spach, acrescentando: "Dr. Spach era uma das pessoas que fazia tudo com uma visível dosagem de virtudes e capacitação". A sua dedicação e altivez ainda hoje é lembrada por muitos dos seus alunos.

Polion Gomes da Silva, um dos filhos do "Seu Chico Gomes", conhecido comerciante em Garanhuns, morando muitos anos ali no Arraial (Heliópolis), numa casa de Esquina, lembra também o comportamento do Dr. Spach. "Tinha serenidade e justiça em tudo que fazia", diz Polion. Ao lado desses atributos do Dr. Jule ninguém dos muitos que o conheceram e dentre muitos que entrevistamos lhe negam  a amizade. Foi amigo de muitos. Ou de todos aqueles alunos, professores e colegas de direção que dele se aproximaram. Fossem para colaborar, para ajudar, ou para serem por ele ajudados e orientados.

A regência de Spach nos destinos do  Colégio Quinze marcaram época. Sem dúvida alguma, uma nova vida despontou com o trabalho desse missionário dedicado à missão de educar jovens debaixo dos ensinamentos da Palavra e do temor de Deus. Se alguma pessoa vier a escrever com mais profundidade a História do Quinze, ou mesmo a história da Educação e da Cultura em Garanhuns, não poderá  esquecer um capítulo sobre à figura de Jule C. Spach.

*Marcílio Reinaux é advogado, escritor, professor e historiador / Recife, 21 de setembro de 1985 / Jornal O Monitor

Arnaldo Teixeira Leite

Arnaldo Teixeira Leite - Era contador, esteve à frente da secretária de finanças do município de Garanhuns no início do governo de José Inácio Rodrigues. Serviu em vários escritórios de contabilidade. Faleceu em 17 de setembro de 1985 aos 49 anos de idade.

Rua Otília Peixoto - Garanhuns, PE

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Edjenalva e Ivo Amaral comemoram 65 anos de casados

Edjenalva e Ivo Amaral no Altar da Catedral 
com a daminha de honra Maria da Graça
Em 8 de dezembro de 1955 subia ao altar da Catedral de Santo Antônio, os jovens Edjenalva Santana e Ivo Amaral para o sim, e começar assim uma das mais bonitas histórias de amor e união matrimonial.  Cerimônia realizada pelo Monsenhor José de Anchieta Callou que era vigário geral da diocese.



FELIZES OS QUE SONHAM  

"Felizes os que sonham; alimentarão a esperança de muitos e correrão o doce risco de ver, um dia, seus sonhos concretizados..."

Quem sabe bem quais eram os sonhos, os sonhos dourados certamente, dos noivos Ivo e Edjenalva, ex-alunos dos dois tradicionais educandários de Garanhuns: Santa Sofia e Diocesano.

Quem sabe em que sonhos magníficos alimentaram os seus corações jovens em 1955, quando decidiram caminhar juntos, unindo-se pelo sagrado vínculo do amor. Amor vínculo da perfeição; amor cujo fruto primeiro e rico é a paz, seguindo de perto pela alegria e a inenarrável alegria de conviver.

Sonhar certamente com um lar, um lar feliz, mas o risco, o doce risco de ver o sonho realizado superou certamente todas as suas expectativas.

A casa construída sobre a rocha de uma palavra de honra empenhada, sobre a rocha de amor generoso e fiel, sincero e dedicado, não caiu. A casa construída sobre a rocha é uma realidade: fruto de um sonho de 65 anos atrás, que chuvas e enxurradas, ventos fortes e uivantes não conseguiram abalar-se os fundamentos  sólidos.  

Ivo e Edjenalva, há sessenta e cinco anos trocaram as alianças, que iriam ter a mais bela história, dizendo um SIM alegre e generoso ao amor que lhes enchia os corações e os aproximava um do outro, para a caminhada a dois, empenhados na construção de um lar feliz. Era o dia oito de dezembro de 1955, festa de Nossa Senhora da Conceição. Na hora da "Ave Maria" o venerável Vigário Mons. José de Anchieta Callou traçava uma cruz sobre as mãos dos nubentes, dizendo que o Senhor os unia para sempre. 

Das alianças de outrora estão hoje enriquecidas com um chuveirinho de brilhantes: oito brilhantes preciosos: Maria Teresa, Ana Lúcia, Verônica, Mônica, Ângela, Cláudia, Roberta e Ivo Júnior.

Deus abençoou assim o jovem casal, dando-lhes esta magnífica coroa de sete filhas e um filho. 

Felizes são vocês, Edjenalva e Ivo Amaral que bons sonhos sonharam pois o ouro saído da terra e que teve como destino ser o par de alianças, que selou o seu casamento.

(Trecho da Homilia de Dom Gerardo Wanderley na Catedral Santo Antônio em comemoração das Bodas de Prata, realizadas em 8 de dezembro de 1980).

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Primeiro Automóvel em Garanhuns

Rua Santo Antônio, Garanhuns - Final da década de 1910 início dos anos 20

Delmiro Augusto da Cruz Gouveia não foi somente o pioneiro do aproveitamento de Paulo Afonso, foi também o grande precursor na criação da grande indústria na zona das caatingas. Ainda lhe coube a primazia na introdução do automóvel no sertão nordestino. Adquirindo carros europeus, abriu às próprias custas 520 km de estradas de rodagem, ligando a Pedra à cachoeira, aos centros urbanos vizinhos, Água Branca e Mata Grande e as portas de trilhos da "Great Western", na cidade alagoana de Quebrangulo, passando a rodovia por Santana do Ipanema e Palmeira dos Índios, e na cidade pernambucana de Garanhuns, via Santana e Bom Conselho.

A construção das estradas foi iniciada em 1911, a partir da Pedra. Ainda no primeiro semestre de 1912, os automóveis do Coronel Delmiro já alcançavam Santana de Ipanema. As novas estradas continuaram sendo abertas nos sertões alagoano e pernambucano e tiveram de galgar o rebordo meridional da Borborema, através das serras do Muro e de São Pedro, para atingir a região do agreste, onde localizavam os terminais ferroviários.

Duas turmas de trabalhadores mantinham estas primeiras rodovias sertanejas em bom estado de conservação, de modo que foi deslizando sobre elas que os caminhões "Ford" e os automóveis "Chevrolet", alguns anos mais tarde, ganharam o caminho do sertão alagoano, enquanto muitas outras regiões do país continuavam dependendo do carro de bois e do lombo de animais.

Um elegante "Fiat", um "Austin" grande e outro pequeno e um imenso "N.A.G." obedeciam docilmente a uns mágicos chamados "Seu" Cruz, João de Deus, Euclides ou Luís Maranhão, Zé Pó e Campina. "Seu" Cruz era um gênio, sabia até afinar piano. E da Pedra até Garanhuns, o povo conhecia cada um dos automóveis, pelo som da buzina. Lá em Santana do Ipanema, Antônio Bocão nunca se enganou: o carro fonfonava na grande curva do rio, a meia légua da cidade. Daí a pouco o automóvel parava na frente do sobrado do Coronel Manoel Rodrigues: era Delmiro, Iona, Adolfo Santos, Borella, Ferrário ou o médico da Pedra, de passagem para Quebrangulo ou Garanhuns.

Enquanto o hospede jantava lá em cima, o chauffeur se desdobrava em complicados serviços: colocava óleo e gasolina, bulia numa pequena bomba misteriosa e preparava os faróis de acetileno para viajar durante a noite. Era preciso chegar na estação, antes do trem partir. E o carro puxava 60 km por hora.

Com as rodovias de acesso à cachoeira de Paulo Afonso, começaram as excursões. Em fins de julho de 1915, o então Ministro da Agricultura, Dr. José Bezerra, em companhia do Governador de Alagoas, Dr. João Batista Acióli, do Deputado Federal Pernambucano, Dr. Manoel Borba, do Escritor Bastos Tigre, Secretário do Ministro e dos engenheiros Eugênio Gudin, Jungsted e Butler, foi visitar a cachoeira. Os excursionistas fizeram a viagem de Quebrangulo a Pedra, em três automóveis, durante sete horas, percorrendo 300 km, a tardinha e na noite de 28 de julho. Na manhã seguinte, visitaram a fábrica de linhas e a usina hidrelétrica.

O Ministro da Agricultura e sua comitiva retornaram a Maceió no dia 30. E o "Diário de Pernambuco" de 2 de agosto já publicava uma entrevista do Escritor Bastos Tigre, que descreveu a excursão e se mostrou encantado com a bela iniciativa do Coronel Delmiro Gouveia, o primeiro industrial brasileiro a conquistar para a indústria uma parcela desse formidável tesouro que a natureza guardava ali.

Nos meados de 1916, Manoel Borba, na qualidade de Governador de Pernambuco, foi inaugurar, oficialmente os trechos da rodovia de Delmiro Gouveia, no território de Pernambuco. A comitiva foi de trem até Garanhuns, no dia 22 de agosto, e dela faziam parte o próprio Coronel Delmiro Gouveia e seu amigo de Santana de Ipanema, o Coronel Manoel Rodrigues da Rocha. Às 13 horas, os excursionistas deixaram Garanhuns ocupando quatro automóveis. Às 9 da noite, chegaram a Santana do Ipanema, jantando no sobrado do Coronel Manoel Rodrigues.

Ao que consta da minuciosa reportagem do historiador Mário Melo do "Diário de Pernambuco" de 28 de agosto, o Governador Manoel Borba e sua comitiva, depois de ligeiro descanso na confortável vivenda, de ouvido o funcionamento de um colossal miraphone, recomeçaram a viagem, saindo lá de Santana às 10 horas da noite e chegando ao centro "agro-fabril-mercantil" da Pedra às 2 da madrugada do dia 23. A fadiga era geral e a ordem foi dormir, apenas 4 horas, porque às 6 a voz possante do adiantado industrial acordava os excursionistas.

Já funcionavam, então, na primeira vila operária sertaneja, quatro escolas, serviço médico, cinema e banda de música. A fábrica trabalhava de segunda-feira ao sábado, em três turnos de 8 horas.

O Governador Manoel Borba e sua comitiva percorreram a fábrica, visitaram a usina hidrelétrica, assistiram a uma sessão de cinema e ainda foram homenageados com uma retreta. No dia 24 de agosto, às 5 horas da tarde, deixaram a Pedra, pernoitando em Santana, onde foram hospedados pelo Coronel Manoel Rodrigues. Na sexta-feira, 25, viajaram para Garanhuns de onde saíram de trem para o Recife, às 10 horas da noite.

Na referida reportagem de 28 de agosto, o "Diário de Pernambuco" informou, textualmente: "A estrada que S. Excia. inaugurou tem 246 km, dos quais 115 em território pernambucano, ligando Garanhuns a Bom Conselho e estas localidades a Quebrangulo, Santana do Ipanema e Pedra, em Alagoas.

O Historiador Oliveira Lima e os Jornalistas Plínio Cavalcanti e Assis Chateaubriand também visitaram a Pedra, no tempo de Delmiro Gouveia. Ficaram impressionados com o surto civilizador que ali encontraram.

Aquele famoso intelectual, que conhecia o mundo inteiro: ficou admirado com a obra de Delmiro Gouveia: "Nunca supus, e com dificuldade o acreditaria se o não tivesse visto, que no alto sertão se encontrasse o que debalde de procuraria na zona açucareira ou mesmo nas capitais destes estados, num resultado devido simplesmente, um simplesmente que é tudo ao empenho de um homem pôs em construir um edifício moral da solidez e do brilho do que me foi dado admirar".

O Jornalista Plínio Cavalcanti descobriu na Pedra uma verdadeira Canaã sertaneja, "tão branca e limpa, que a primeira vista julguei-a um grande algodoal de capulhos alvejantes". E Assis Chateaubriand percebeu na obra admirável de Delmiro Gouveia uma resposta magistral a "Canudos", com a substituição do fanatismo e do banditismo pela moderna civilização industrial, baseada na ciência e na técnica.

Menos de dois anos após o desaparecimento do criador desta imensa obra, foram conhece-la Dom Sebastião Leme, Arcebispo de Olinda e Recife e Dom Duarte Leopoldo, Arcebispo da Capital paulista. Dom Duarte e Dom Leme, acompanhados pelo Dr. Tarcilo Leopoldo e pelo Cônego Benígno Lira, partiram do Recife em 25 de setembro de 1919, pernoitando em Garanhuns. No dia seguinte, viajando de automóvel, chegaram a Pedra, às 8 horas da noite. No sábado, 27 de setembro, visitaram a cachoeira de Paulo Afonso e a fábrica de linhas. A noite em majestosa solenidade litúrgica, o Arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo, sagrou a igreja de Nossa Senhora do Rosário, primeiro templo construído no centro industrial das caatingas.

Regressando ao Recife, Dom Duarte concedeu longa entrevista ao "Diário de Pernambuco" de 1º de outubro, em que se podem ler palavras de grande entusiasmo: "Venho positivamente maravilhado. Se em minha vinda ao Norte só me fosse ver Paulo Afonso, digo-lhe com franqueza que Paulo Afonso pagava a viagem. Tive ocasião de ver como é possível desenvolver a civilização e vi a própria civilização em pleno coração sertanejo".

Outra importante visita feita à Pedra foi do inglês Arno S. Pearse, Secretário Geral da International Federation of Master Cotton Spinners and Manufacturers Associations, durante os meados de 1921.

Com a sua reconhecida autoridade no assunto, Mister Pearse, no documentado relatório das observações que fez no Brasil, diz que a Fábrica da Pedra merece especial referência, devido ao extraordinário trabalho e empreendimentos pioneiros, que foram exigidos na sua instalação, trabalho inteiramente iniciado e concluído por um brasileiro, o cearense Delmiro Gouveia.

Depois de elogiar a vila operária e a disciplina reinante no centro industrial, Mr. Pearse escreve: "Os operários são bem comportados, bem vestidos e limpos. Quando vão para o trabalho, estão mais bem trajados do que o operário de fábrica europeu médio em dia de domingo.

O Coronel Delmiro Gouveia foi assassinado em 10 de outubro de 1917, em seu chalé na Pedra.

Fonte da Pesquisa: Livro "Delmiro Gouveia O Pioneiro de Paulo Afonso" do Escritor Tadeu Rocha.

http://garanhunsblogs.blogspot.com/2012/10/delmiro-gouveia-traz-primeiro-automovel.html

Presidentes da Câmara dos Deputados Durante o Império 1826 a 1889


Zacarias de Góes e Vasconcelos - Baiano. Formado em Direito pela Faculdade de Olinda, onde lecionou em 1841. Deputado de 1850 a 1856 e de 1861 a 1864, quando foi Presidente da Câmara. Senador. Ministro da Marinha em 1852; do Império, da Justiça e da Fazenda em 1862, 1864 e 1866, respectivamente. Dois maiores entre os estadistas do Segundo Reinado. Faleceu em 1887.

Fonte: Presidentes da câmara dos deputados durante o império 1826 a 1889 / Carlos Tavares de Lyra / Centro de Documentação e Informação / Brasília - 1978

Rua Conselheiro Henrique Teles Furtado - Garanhuns, PE

Lembrança do 30º dia de falecimento do Dom Expedito Lopes, Bispo de Garanhuns

Acervo: Memorial Ulisses Viana de Barros Neto


domingo, 6 de dezembro de 2020

Academia de Letras e Artes do Nordeste homenageia João Marques (2007)


Por Manoel Neto Teixeira*

Filhos da terra, oh gente

Ergam a voz, brilhem as frontes,

Cantando com alma que sente

E que vai nas brisas dos montes.

Estes versos iniciam o Hino de Garanhuns, música e letra de João Marques do Santos (foto), o homenageado desta noite pela Academia de Letras e Artes do Nordeste, neste espaço Manuel Bandeira que a Editora Saraiva, com inteligência e sensibilidade, em tempo oportuno, reservou para reflexões e debates sobre os diversos aspectos da cultura e da literatura brasileira.

Aprovado em sessão histórica da Câmara Municipal, dia três de fevereiro de 1996, atendendo mensagem do Poder Executivo, o Hino tem arranjo do aplaudido maestro Duda e, concebido, preencheu uma lacuna mais que centenária e que todos impacientava, nativos e residentes da Terra das Flores, pois pela sua tradição cultural e grandeza histórica, no contexto geopolítico da região e do Brasil, Garanhuns precisava ter e cantar o seu próprio hino.

Se não constitui a melhor obra literária de João Marques, com certeza é a mais conhecida e aplaudida, posto que, por medida normativa, mas sobretudo pela beleza e emoção que projeta e a todos encanta, é executada nas cerimônias públicas, dos poderes constituídos, colégios, escolas, faculdades e demais instituições. Ao que sabemos, são poucas as cidades brasileiras que cantam o seu próprio hino.

A cidade, essa genial invenção greco-romana da antiguidade, imaginada para confirmar a vocação coletivista do espírito humano, sempre motivou devaneios. Qual a criança que, de origem campesina, como é o caso do homenageado desta noite, não sonhara um dia conhecer uma cidade, com suas luzes, casario, edifícios, ruas e avenidas, pontes e viadutos, automóveis, colégios, faculdades, comércio, circo, cinema, enfim, a celebração coletiva da vida, ensejando a interação, imprescindível às necessidades primárias do ser humano?

Pois bem, com João Marques não foi diferente: nascido no Sítio Timóteo, mais conhecido como Mochila, um dia sonhara conhecer a cidade; e, apesar dos aconchegos naturais, as fruteiras, o canto do galo e da passarada, os banhos de rio, a vida pacata da roça, não obstante tudo isso, algo diferente o esperava mais adiante. Aos nove anos de idade, põe o matolão nas costas e parte para conhecer essa que, desde o primeiro instante e, para sempre, tomar-se-ia a cidade dos seus sonhos.

Eis que, além de todos os encantos e alumbramentos que  se projetaram aos seus olhos irrequietos de infante, teve a felicidade de ingressar logo no Colégio Diocesano de Garanhuns, onde aprende as lições que iriam garantir e confirmar cidadania e vida profissional. Conclui o Curso de Contabilidade e em seguida é aprovado em concurso público para o Banco do Brasil, onde permanece até se aposentar como funcionário graduado.

Anos depois, como algo que lhe fora reservado pelo destino, mas sobretudo em virtude de suas já conhecidas e aplaudidas incursões literárias e jornalísticas, escrevendo crônicas nos jornais da cidade, principalmente em O MONITOR e, por último, em O SÉCULO, periódico por ele próprio fundado e dirigido, é convidado a escrever o Hino de Garanhuns.

Os jardins, as palmeiras e alguns

Pedaços do Céu... mãos divinas!

Salve as sete colinas!

Prossegue o autor cantando e exaltando a integridade geofísica de Garanhuns, e, em outro verso remete a elementos marcantes da face antropológica da cidade:

Os teus vales bravios outrora

Esconderam fugitivos de cor...

A liberdade da terra arvora

Estes homens de novo pendor.

A homenagem que se faz, nesta noite, além de ser um reconhecimento aos méritos do escritor e poeta garanhuense, tem igualmente o sentido de confirmar a visão integrativa de lideranças como Alexandre Santos, que conduz com jovialidade e competência a presidência da Academia de Letras e Artes do Nordeste, ao lado de outras lideranças não menos acreditadas, Waldênio Porto e Vital Corrêa, à frente da APL e UBE, respectivamente, os quais vêm escrevendo páginas indeléveis na direção e valorização da produção intelectual de todo o Nordeste.

E João Marques, presidindo a Academia de Letras de Garanhuns, da mesma forma ocupa lugar de destaque como embarcadiço que é do trem da inteligência pernambucana. Ele que, na simplicidade e modéstia que marcam a sua pessoa, aqui está para receber esta homenagem, mas sobretudo para nos brindar com uma palestra sobre a produção literária da nossa terra, seus principais cultores.

Ao lado de tantas contribuições, ele está engajado, como todos nós, no planejamento e realização do Festival de Literatura de Garanhuns, já confirmada a segunda versão para julho próximo, o que amplia a sua participação no projeto das lideranças citadas, com vistas à superação de preconceitos e separatismos entre a capital e o interior do Estado, no que diz respeito à cultura e à literatura.

Além do Hino, o homenageado é autor de outros títulos, como Temas de Garanhuns e Partições do Silêncio, desempenhando atualmente as funções de Diretor de Cultura do Município.

O cotidiano do nosso homenageado é marcado pelo vaivém subindo e descendo ladeiras, colhendo o perfume da flores, ouvindo o cantar estridente das cigarras e as melodias dos  pássaros que saltitam sobre as árvores da Praça Dom Moura (homenagem àquele que fora o primeiro Bispo de Garanhuns).

João Marques reuniu, com arte e engenho, a beleza ambiental com traços históricos para compor um dos mais belos hinos que conhecemos de cidades brasileiras, quando declina nestes versos finais da sua obra:

E o lema "Ad Altiora Tendere"

É o mais fervoroso ideal.

A bandeira, sagrada e serena,

E Simôa da História fanal.

Tuas belezas - cidades das flores

E os ares - poema acolhedor...

Ai! Suspiros! Que vida, que amores

Neste hino, que fulge esplendor!

Muito obrigado!

(Apresentação feita na Academia de Letras e Artes do Nordeste, dia 18 de abril de 2007. Auditório da Livraria Saraiva no Recife).

*Manoel Neto Teixeira é jornalista, professor, Bacharel em comunicação Social e Ciências Jurídicas e Mestre em Ciência Política pela UFPE