sábado, 19 de dezembro de 2020

A sua árvore de natal


João Marques - Garanhuns

A árvore de natal florescerá realmente, no futuro. Decorrerão tempos, para que isso aconteça. Enquanto o ódio e a perseguição pela inveja, o egoísmo pela posse, a falta de valorização da vida de todos prevalecerem, não florescerá. Contudo, essa árvore pode ser logo arrumada no interior de cada ser humano. A alma é capaz de comportar o artefato, de forma plena. Dos galhos, penderão desprendimentos pelo amor verdadeiro, folhas luminosas da conduta sábia e simples, cores da alegria pela existência. E, na noite de natal, essa árvore antecipada terá, de enfeite, os melhores pomos e presentes. E aí, de tanta felicidade, até as estrelas do céu se quedarão, para contemplar o brilho de cá, da festa. Feliz natal!

Paróquia Santa Teresa do Menino Jesus


A Paróquia de Santa Teresa do Menino Jesus, foi instituída canonicamente em 9 de fevereiro de 1941. A construção de Igreja teve início no mês de setembro de 1938, graças ao interesse do doador do terreno o benfeitor do Bairro do Magano, Sr. Antônio Alves do Nascimento, genitor de Padre Acácio Alves. Na época o Bispo Diocesano de Garanhuns, era Dom Mário de Miranda. Nomeado como primeiro pároco de Santa Teresinha, no dia 9 de fevereiro de 1941, o Padre Tarcísio Falcão, que terminou a construção, dedicando sua vida religiosa até 6 de janeiro de 1957, quando em 7 de janeiro de 1957, assumiu a Paróquia o Padre Acácio Alves, que prestou serviços até o dia 6 de junho de 1959, data em que entregou a Paróquia ao Padre Timóteo Vehman - Redentorista, que passou apenas 3 meses. No dia 13 de setembro de 1959, assumiu a paróquia o Padre José Maria Vasconcelos, até o dia 9 de março de 1963, quando deixou a batina contraindo matrimônio com uma garota do bairro, indo embora para São Paulo. Assumiu na mesma data o Padre José Orlando Duarte, até o dia 14 de março de 1965, nesta data assumiu o Padre Gerbrando Gron - holandês, até o dia 19 de abril de 1970, assumindo o Padre Nicolau José Maria Van Kan - holandês, até 23 de fevereiro de 1975, assumindo o Padre Luís Well - holandês, até 1 de maio de 1981, assumindo Padre Nelson Brito da Silva, até dia 13 de fevereiro de 2000, assumindo a Paróquia Frei José Gomes de Lima (Frei Zito), até 7 de janeiro de 2006 data da nomeação do novo, Padre Antônio Carlos Lins de Querioz.

Fonte: História do Magano - Garanhuns - PE / Lamartine Peixoto Melo / 2009.

Eleição do Grêmio Cultural Ruber van der Linden (1979)

Em decorrência de modificações estatutárias, foi realizada na tarde de domingo (14.10.1979), a eleição para a nova diretoria do Grêmio Cultural "Ruber van der Linden", observando-se o seguinte resultado: Para Presidente, Humberto Alves de Morais (foto), reeleito; vice-presidente, Manoel Hélio Monteiro; Conselho Deliberativo: Osvaldo Gonçalves de Medeiros; Antônio Gonçalves Dias e João Marques dos Santos. Os demais cargos foram preenchidos através de nomeações pelo Presidente, ficando composta a Diretoria além dos acima mencionados com os gremistas Manoel Medeiros e Honório Davi de Lima, 1º e 2º Secretários respectivamente; Tesoureiro, Argemiro Lima e Bibliotecário, Sebastião Jacobina de Azevedo.

Em prosseguimento aos trabalhos, outros assuntos de real interesse para  a sociedade foram abordados entre eles, identificações dos concorrentes ao Concurso de Poesias Dr. Raimundo de Morais, tendo o poeta Graciliano de Melo conquistado os três primeiros lugares. A comissão julgadora esteve composta dos poetas João Calado Borba, Maurilo Campos de Matos e João Marques dos Santos. Durante os trabalhos, foram oradores, Sebastião Jacobina, oferecendo novos subsídios para a reforma do Regimento Interno da Casa, João Marques declamando poesias de sua lavra, José de Vasconcelos Pontes, que apresentou substanciosos trabalho em homenagem à memória do gremista Raimundo de Morais, falecido em 10 de outubro de 1978. Prestando uma homenagem ao Colégio Diocesano de Garanhuns, usaram da palavra, Antônio Gonçalves Dias, Osvaldo Gonçalves de Medeiros e José Ferreira Pontes, quando teceram comentários sobre os 64 anos de fundação daquela casa de ensino, tecendo abalizados comentários sobre o profícuo trabalho de Mons. Adelmar da Mota Valença, que há 41 anos vem dirigindo sabiamente o educandário em benefício da educação no Nordeste do Brasil e finalmente Honório Davi Lima, congratulou-se com a direção do Ginásio São Tomás de Aquino (Ginásio do Arraial) pelo transcurso de mais um ano de sua fundação.

Crescimento Espiritual


Não se impõe o desenvolvimento espiritual das criaturas, porque, tal tarefa, compete, a cada um. Inegavelmente, há um esforço grandioso de líderes e pessoas que se devotam ao ministério das coisas do espírito, objetivando a evangelização da criatura humana. Louvamos a necessariedade  de quantos que  assim agem, desde a mais  remota antiguidade. Sempre houve uma preocupação de grupos e de pessoas, no levantamento moral do mesmo grupo e das mesmas pessoas. A história  registra a passagem de homens pelo caminho da vida, cuja presença, qual marco de imortalidade, assinala todas as  épocas da humanidade. Quase sempre, suas vidas foram relegadas a segundo plano, enquanto viviam e, somente depois e muito depois de suas mortes, foram reconhecidas pelos valores carreados ao  mundo.

Antes da antiguidade greco-romana, a velha Índia, pontificava em sinais de autêntica luz, esparzindo ensinamentos de  lídima espiritualidade. A sabedoria hindu, hoje  penetrando todos os recantos do ocidente, iluminando a espiritualidade de todos os  povos, canta as sublimes canções do amor e da imortalidade. A cultura chinesa também derramou para todos nós, lições de grandiosidade espiritual, como se a filosofia de Confúcio, em muitos de seus  traços, fosse abraçar-se aos postulados de um Khrisma. Os mistérios do remoto Egito, nas iniciações não menos misteriosos, a tudo emprestando um caráter enigmático e profundo, trouxeram sua contribuição a todos as épocas. A imensa sabedoria da vetusta Grécia traz aos nossos dias a sublimidade dos ensinamentos filosóficos, contribuindo à compreensão da comunicação entre os vários planos do universo, bem ainda, a lei das vidas sucessivas.

Remontando-se à cultura dos povos de antanho, sentimos que o tempo, em sua marcha vagarosa, para uns, ou apressada, para outros, traceja a evolução de todos nós. Qual esplendoroso sol, cujos raios penetram de luz os ambientes da terra, a influência dos antigos mergulha na intimidade do conhecimento humano. Não é sem razão a assertiva de que  os mortos governam os vivos. Entanto, esta afirmação deve ser sentida e interpretada em sua dimensão própria real, porque, em verdade, aqueles a quem chamamos "mortos", jamais morreram. Continuam vivos e  bem vivos, sem as limitações a que ainda continuamos presos, nós, que nos dizemos vivos. Falamos a espiritualistas, a criaturas crentes da sobrevivência do espírito a esta vida. E,  para eles, os que assim creem, perece apenas a expressão corporal, continuando o ser, o verdadeiro ser, em sua real dimensão.

Todos os gênios da espiritualidade antiga, da Índia, à gloriosa Grécia, preparava os caminhos do Nazareno. Em todos eles, encontramos sinais evidentes e anunciadores de um  Cristianismo, mesmo antes de Cristo. A Boa  Nova, contudo, cantou e iluminou o mundo, nas palavras cheias de sol e de amor. Era o Cristo, traçando novos roteiros, marcando com a sua presença, outro divisor de épocas, num mundo que se tornou conhecido por "antes" e "depois" Dele.

A humanidade ainda caminha, qual viajor a desconhecer as metas de sua viagem. Depois de tantos marcos e de tantos sinais, de tanto esforço e de tanta abnegação, continuamos quais crianças teimosos e egoísta, explodindo os impulsos de nossa violência. Sem querermos crescer espiritualmente, simplesmente passamos a ignorar os grandes vultos e suas expressivas mensagens, num mundo que espantosamente se agiganta em progresso material. E as  vozes daqueles a quem cultuamos a memória, continuam soprando aos ouvidos ensurdecidos deste século e também, falando a tantos cegos, que se julgam portadores de bons olhos...

Aurélio Muniz Freire / Jurista e escritor / Garanhuns, 20 de Outubro de 1979.

Foto: Anchieta Gueiros / Dezembro de 2020

Rua João Ferreira de Araújo - Garanhuns, PE

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

35 municípios pernambucanos recebem selo do Unicef de garantia dos direitos de crianças e adolescentes


Iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância, o selo UNICEF, foi concedido a 34 municípios pernambucanos neste ano de 2020. A cerimônia de entrega dos certificados foi realizada na quinta-feira (17), no Instituto Ricardo Brennand, seguindo todos os protocolos sanitários de combate à covid-19. A iniciativa visa estimular e reconhecer avanços reais e positivos na promoção, realização e garantia dos direitos de crianças e adolescentes em municípios do Semiárido e da Amazônia Legal brasileira.

Para a certificação deste ano, o Unicef leva em consideração critérios cumpridos durante a gestão 2017-2020, no qual o município assume o compromisso de manter a agenda de suas políticas públicas pela infância e adolescência como prioridade. Segundo o Fundo, “a metodologia inclui o monitoramento de indicadores sociais e a implementação de ações que ajudem o município a cumprir a Convenção sobre os Direitos da Criança, que no Brasil é refletida no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A adesão ao Selo UNICEF é espontânea”.

Em Pernambuco, os 35 municípios certificados com o selo UNICEF foram: Agrestina, Bonito, Brejão, João Alfredo, Panelas, Riacho das Almas, Saloá, São Bento do Una, Betânia, São Caetano, Tacaimbó, Taquaritinga do Norte, Toritama, Afogados da Ingazeira, Arcoverde, Brejinho, Glória do Goita, Buíque, Custódia, Flores, Inajá, Itaíba, Itapetim, Casinhas, Pedra, Poção, Santa Terezinha, Tacaratu, Venturosa, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Maria da Boa Vista, Serra Talhada, Orobó, Triunfo e Petrolina.

CPRH desativa lixão que funcionava há 22 anos no município de Surubim

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) participou, na última terça-feira  (16), do encerramento das atividades do lixão do município de Surubim, no Agreste,  que funcionava à margem do rio Caiaí, afluente do rio Capibaribe. Com isto, sobe para 114 a quantidade de municípios pernambucanos que passaram a tratar corretamente os seus resíduos sólidos, destinando os mesmos para aterros sanitários licenciados. 

 “Todo o resíduo gerado no município de Surubim será levado agora para o aterro sanitário localizado em Caruaru. Isto significa melhoria na condição ambiental da região, com repercussão direta na qualidade de vida da população do município, que deixa de sofrer as consequências provenientes do lixo depositado a  céu aberto”, comentou o  diretor de controle de fontes poluidoras da CPRH, Eduardo Elvino. 

 De acordo com a analista ambiental da CPRH, Anna Eduarda Falcão, que coordenou o processo da desativação do lixão de Surubim, juntamente  com a Prefeitura local, o  processo para finalizar as atividades no  lixão foram iniciadas em julho de 2020, com reuniões envolvendo  secretarias daquele município, como a de assistência social, meio ambiente e infra-estrutura.  A área onde funcionava o lixão passará por tratamento:  "será um processo de remediação ambiental, que consistirá na organização, tratamento e monitoramento da área contaminada, a fim de propiciar, no futuro, um local menos insalubre para os habitantes do entorno da área", explicou a analista ambiental. 

 No ano de 2020,  além de Surubim,  outros três  municípios pernambucanos  encerraram as atividades dos lixões:  Camaragibe, Timbaúba e Palmares.  Restam 71 municípios  se  adequaram às Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos e passarem a destinar corretamente os seus resíduos. O processo de desativação dos lixões envolve, além da CPRH, a  Prefeitura local, e conta com o apoio do Ministério Público Estadual.

Sivaldo Albino e Pedro Veloso são diplomados em Garanhuns


O juiz da 56ª Zona Eleitoral, Dr. Márcio Bastos de Sá Barreto, presidiu na tarde da quinta-feira (17) a solenidade de diplomação de eleitos e suplentes em Garanhuns, Agreste do estado, referente à eleição ocorrida em 15 de novembro, da qual saíram vitoriosos para assumirem o executivo municipal, Sivaldo Rodrigues Albino (Prefeito-PSB) e Pedro Henrique de Lima Velôso (Vice-prefeito-PT). A partir da próxima legislatura, o município passa a contar com 17 vereadores na Casa Raimundo de Moraes.

O evento foi limitado ao público, por decisão da justiça eleitoral, para evitar aglomerações, contou com os protocolos sanitários da pandemia do Covid-19 e foi bastante objetivo.

Em seu discurso, Sivaldo Albino fez agradecimentos e falou de compromissos e relações de governo com instituições públicas e privadas, de todas as instâncias da sociedade. "Vamos juntos cuidar de Garanhuns, inclusive com vereadores da base e oposicionistas, pois é importante o contraditório. Temos uma ótima oportunidade. Enquanto prefeito, estaremos abertos ao diálogo. Vamos formar parcerias, a exemplo do legislativo e judiciário, que têm papeis muito importantes para a sociedade." - Afirmou o futuro gestor municipal.

"Nosso desafio é grande. A pandemia ainda vai afetar diretamente a gestão pública em todos os lugares, não apenas em Garanhuns, mas estamos prontos para este desafio e vamos dar respostas concretas e objetivas. O momento agora é de inovação e mudança, e somos representantes da vontade popular. O bem maior será sempre para o povo e nossa cidade, vamos juntos, unidos, para que possamos corresponder às expectativas do povo de nossa cidade", registrou Albino, encerrando seu discurso com uma mensagem de Natal e Ano Novo, de esperança, paz, saúde e fraternidade.

Fonte: Blog do Ronaldo Cesar

Reminiscências do Colégio Quinze de Novembro

Noêmi Gueiros Vieira (foto)

Meu amado Colégio Evangélico Quinze de Novembro, quão abençoados que foram aqueles dias passados sob teu teto acolhedor! Que horas abençoadas as que passávamos ouvindo as belas histórias bíblicas que nos contavam como se fossem contos de Fadas! No entanto com aqueles "contos" Hauríamos as belas lições do Amor de Deus, sobre todas as coisas, de patriotismo, de obediência aos pais e aos metres, respeito e reverência para com os dirigentes do País e tantas outras virtudes que valorizaram nossa vida, tanto moral quanto espiritualmente.

Em quase todas as aulas os mestres achavam ensejo para nos inculcar hábitos de ordem, asseio, amor à verdade e à honestidade, respeito à vida humana, horror aos vícios em qualquer de suas formas, perseverança, ideal de perfeição em tudo em que fizemos na vida. "Tudo o que  te vier às mãos para fazer, fazei-o conforme as tuas forças (Eclesiastes: 9.10). Quase certo ainda está errado". "Não deixes para amanhã, o que podes fazer hoje". "O trabalho bem feito por humilde que seja, valoriza o homem". Quantos saíram das suas bancas para vencerem na vida, inspirados por estes lemas tão repetidos!

Que dias alegres, que horas felizes quando corríamos (esquipávamos", dizia minha avó) para o Colégio ainda em tempo de desfrutarmos das brincadeiras dos que chegavam ainda mais cedo do que nós". Tentando rever aqueles dias venturosos, passa-me diante dos olhos, como uma fita cinematográfica, aquela plêiade de mestres que faziam do ensino um sacerdócio. Cada um deles serviu-me de modelo, dada um impressionou-me com uma  peculiaridade de seu caráter. Vejamos alguns que moldaram à nossa personalidade,  assim como à todos que usufruíram o privilégio da convivência e receberam a  influência do seu caráter adamantino.

Em primeiro lugar coloco o meu inesquecível mestre, orientador e amigo Reverendo Doutor William McCrow Thompson. Caráter impoluto, fiel cumpridor da lei, sempre pontual, a ponto dos vizinhos guiarem-se e até acertarem seus relógios pela  passagem de ida ao colégio, ou de sua invariável ida ao Correio e ao Comércio às 4 da tarde. Era amável, paciente, muito cortês. Tratava as crianças com a mesma cortesia que tratava os adultos. E como isso nos orgulhava. Sentíamo-nos gente. Quem pode esquecer aqueles belos olhos azuis que nos olhavam com o carinho de pai, mas que, vez por outra tornavam-se duros e severos. Não precisava falar: às chispas daquele olhar, até os mais rebeldes, de pronto se aquietavam.

Era cumpridor da lei a tal ponto que um colega chegou a comentar: "Ele cumpre até o "i" e o "til" da lei". "É tão  retilíneo que chega a envergar para trás". De qualquer maneira gracejando ou não, foi um belo testemunho dado àquela faceta do seu caráter. Era um latinista como poucos. Creio que, por conhecer tão profundamente, o Latim, podia falar um português impecável. As aulas de português que ministrava, nada deixavam a desejar. Até o purista, o exigente Jerônimo Gueiros chegou a dizer que raramente se encontraria mestre de português: "tal qual o Dr. Thompson".

Quem passou pelo Colégio Quinze e pôde esquecer as histórias do Gênesis, do Êxodo contadas por ele, na hora dos cultos no salão nobre? Quem pode esquecer o seu versículo predileto" "De Deus não se zomba". Sem que percebêssemos íamos admirando aqueles heróis que nos eram apresentados, valorizando e querendo imitar suas virtudes, procurando evitar seus  erros. Quantas bênçãos nos advieram daqueles rápidos 15 minutos, Dr. Thompson foi diretor durante muitos anos, até que  solicitou da Missão que lhe enviasse um  substituto. Depois de aposentado, ainda continuou a contar as histórias bíblicas para o Curso Primário.

Quando o Dr. Thompson estava com mais de 90 anos começou a esquecer nomes de alunos estimados, o que lamentou profundamente. Certa vez, contou-me que um dos seus alunos mais achegados havia posto o seu nome em um dos filhos como uma reconhecida homenagem. Dizia sentir-se muito honrado e feliz com o gesto, mas estava contrariado porque havia esquecido o nome do ex-aluno. Então lembrei-lhe o nome: Epitácio Pedrosa, o PITA. Disse mais ao professor Thompson que o gesto de Pita havia acontecido como prova de amor e gratidão de tantos ex-alunos. Achávamos merecida a homenagem de gratidão. "Sim..., sim..., de gratidão... de gratidão" repetiu ele comovido.

Não me lembro de ter visto em qualquer ocasião o velho Thompson triste ou nervoso. Era a serenidade personificada. Com 90 anos tinha ainda guardado um quadro com uma inscrição que dizia: "Cheer Up. (Alegra-te). Ao passar por  ele, apontava-o e sempre nos dizia:  "Cheer Up". Amava tanto o Brasil, ao qual chamava: "minha segunda pátria", que se recusava a voltar aos Estados Unidos, quando se aposentou. Queria ser sepultado nesta terra que amava e à qual dedicara os  melhores anos de sua vida. E de fato. Ao falecer foi sepultado no Cemitério daqui de Garanhuns, onde jaz junto de sua esposa.

Click no link abaixo e saiba mais sobre D. Noêmi Gueiros Vieira

https://blogdoanchietagueiros.blogspot.com/2019/03/noemi-gueiros-vieira-1904-2003.html

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Governo de Pernambuco abre inscrições para a 21ª edição da Fenearte


Estão abertas, a partir de hoje, (quarta-feira, 16 de dezembro), as inscrições para a 21ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), um dos eventos mais aguardados do calendário anual, principalmente, para artesãs e artesãos de Pernambuco. O evento já tem data marcada, e acontecerá entre os dias 7 e 18 de julho de 2021. As inscrições estão disponíveis no site www.fenearte.pe.gov.br e seguem até o dia 16 de janeiro. Podem se inscrever, além das artesãs e artesãos de Pernambuco, expositores de outros estados e países.

A Fenearte é uma realização do Governo do Estado, por meio da da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper) / Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDEC).

A feira é realizada durante 12 dias, gerando renda para mais de 5 mil expositores. “A Fenearte é um importante instrumento de fomento dentro da política pública de Pernambuco. Representa a nossa rica e diversa economia criativa, reverberando para além do período em que é realizada” diz Márcia Souto, diretora de Promoção da Economia Criativa da AD Diper.

O evento obedecerá a todos os protocolos de acordo com as orientações do Comitê de Combate ao Covid 19 do Governo do Estado de Pernambuco. Em função dessa realidade e da grandeza do evento, desde já, questões como dimensão física, tamanho de público, quantidade de selecionados e até mesmo o formato (presencial ou não) serão definidos posteriormente. O lançamento nesta ocasião é importante, ainda, para que sejam cumpridos todos os prazos exigidos para a realização de uma feira desta dimensão.

A primeira Fenearte foi realizada em julho de 2000, por iniciativa do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Esportes, e desde então se consolidou como maior feira do artesanato da América Latina. A última edição aconteceu em julho de 2019, também nono pavilhão do Centro de Convenções, em Olinda. Homenageou três grandes cirandeiros: Mestre Baracho, falecido em 1988; Dona Duda e Lia de Itamaracá, esta última Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Para mais informações e tirar dúvidas sobre o processo de inscrição para a edição 2021, basta entrar no site www.fenearte.pe.gov.br e clicar na aba “Inscrições”. Mais dois canais estão disponíveis: o telefone: (81) 3181.3454 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h); e o e-mail fenearte@centrodeartesanato.pe.gov.br.

Foto: Daniela Nader/Divulgação 

EXECUTIVA NACIONAL DA UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES PUBLICA EDITAL PARA ELEIÇÃO DA DIRETORIA, BIÊNIO 2021/2022

Sociedade de Cultura

Década de 1980 - Atores ensaiando peça teatral no Teatro Luís Souto Dourado, Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti

Reuniu-se no dia 15 de junho de 1935 no Teatro Cine Glória, a fim de dar posse a sua  primeira diretoria. A iniciativa da formação da sociedade cultural partiu de Miguel Jasselli, teatrólogo, jornalista e professor do Colégio 15 de Novembro, que conseguiu a adesão dos egressos da Arcádia Dramática (1908) e Grêmio (1922). Diretoria de Honra: Presidente - Euclides Dourado, Vice - Alfredo Leite, Secretário - Dario Rêgo, Vice - Ivo Júnior, Orador - Edmundo Jordão, Diretoria Efetiva - Presidente - Miguel Jasselli, Vice - Péricles Santos, Secretário - Amadeu Aguiar, Vice - Luís Nunes, Orador - J. Domingos da Fonsêca. Tesoureiro - Luís Schettini, Diretor de Cena - Tranquilino Viana, Arquivista - Rafael Gouveia, Conselho Fiscal - Manoel Gouveia, J. Barros Correia, Arnóbio Pinto e Dorval Santos.

Dizia Miguel Jasselli (Diário, junho, 1937) "Conclamo a Sociedade Garanhuense a compartilhar do corpo cênico da "Sociedade de Cultura" igual ao que vem acontecendo em outras cidades como Palmares, Vitória e Ribeirão. "E termina". "Falta pendor para a arte dramática ou é o preconceito reinante na  Sociedade Garanhuense?"

Em outra crônica diz Miguel Jasselli: "Eureka, pois o corpo cênico e está se firmando: Elesbão, Matias, Manoel e Rafael Gouveia, Ermilo Borba, Alfredo Leite, José Cordeiro, José Alves de Souza, Eliel de Barros, Maria Tude de Melo, Ione Lins, estão firmes nos ensaios cênicos".

A estreia da Cultura foi realizada com a peça "Um Sonho Que Viveu" de Miguel Jasselli, levada à cena no Cine Glória, com  absoluto êxito.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Atilla Rocha é pódio do Sul Americano de Jiu Jitsu


O atleta garanhuense Atilla Rocha, esteve no último final de semana no Rio de Janeiro, onde disputou o campeonato Sul Americano de Jiu Jitsu. Campeonato organizado pela IBJJF, a mais tradicional das federações do esporte. Rocha esteve no concorrido pódio na terceira colocação. 

O lutador de Garanhuns enfrentou adversários duríssimos que ficaram pelo caminho, abrindo passagem para as semifinais, fase em que o atleta garantiu o pódio do campeonato. 

Atilla iniciou no esporte no ano de 2014 e desde então vem se dedicando ao aprimoramento dentro de Jiu Jitsu. O lutador que divide sua vida entre as atividades de Agente de endemias, Professor do ensino médio, Artes plásticas e a prática da arte marcial, tem concentrado boa parte de suas energias para se tornar um grande campeão. 

O atleta já vinha conquistando alguns campeonatos regionais, sagrando-se campeão de competições como: Nordeste Pró 2019, Copa Agreste 2019, Copa do Rei 2019, II Copa Reis do Tatame 2019, Open Pró BJJ 2020 e agora o primeiro campeonato internacional, 3º lugar do Sul Americano 2020 IBJJF. 

Atilla Rocha é treinado pelo mestre José Inácio Rodrigues Júnior (Júnior Macaco) e tem apoio da WFT Suplementos. 

Fonte: Blog do Ronaldo Cesar

PEC quer vedar cores e slogans partidários nos bens públicos em Pernambuco


A vedação ao uso de cores de partidos políticos em bens ou peças de publicidade públicos pode ser incorporada ao texto da Carta Magna Estadual. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 15/2020, de iniciativa do deputado Waldemar Borges (PSB), sugere inserir essa proibição no artigo 97 do texto constitucional, no qual são definidos os princípios a serem obedecidos pela administração pública do Estado e dos municípios. A medida foi aprovada pela Comissão de Justiça (CCLJ), nesta segunda (14).

A ideia com a proposição é incluir na Carta Magna restrições já previstas na Lei Estadual nº 17.047/2020 quanto à utilização de cores partidárias em bens do Governo de Pernambuco. Com a medida, o impedimento passará a valer também para as gestões municipais. Além disso, a proposta amplia o veto, proibindo, ainda, o uso de sinais, marcas, símbolos, slogans e jingles característicos das legendas ou utilizados em campanhas eleitorais.

Também de acordo com a matéria, a escolha de cores ou ícones para bens públicos deve considerar, preferencialmente, referências da bandeira oficial do ente federativo. Colorações usadas por partidos só poderão ser atribuídas se houver alguma justificativa técnica para tanto.

“É importante que tenhamos essas regras no texto constitucional, o que poderá impedir os gestores de irem contra o princípio da impessoalidade. Temos visto tantas irregularidades acontecendo que a proposta torna-se ainda mais relevante”, considerou o relator, deputado Aluísio Lessa (PSB). Presidente da CCLJ, Borges observou que, apesar de ter sido apresentado por ele, o projeto é fruto de uma discussão que envolveu todos os membros do colegiado.

Fonte: Blog da Folha

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Sensibilidade


Faculdade de experimentar sensações psíquicas. Percepção de conteúdo e forma. Ordenamento específico que todo ser humano é portador. O seu desenvolver requer apercebimento. É uma qualidade do processamento de suas atividades intelectuais. Da mente que se renova em cada momento, inspirada pelo desfilar do  pensamento criador.

Essa harmonia se sintoniza simplesmente as vibrações do agora. Não se deve perder nenhum instante de nossas atividades. Tudo se renova de acordo com o processo vital da existência. Na ocasião em que as coisas se revelam, é uma complementação à vida de cada um de nós. É uma espécie de élan que nos levará, sem esperar mais nada, à visão da realidade. Chega-se assim a uma mestria da linguagem, que nos permita meditar em voz alta. A base da meditação é o autoconhecimento.

Penetrando nas renovações do silêncio do nosso mundo interior, alcançaremos a tranquilidade que todo ser humano deseja. Percebendo esta oportunidade de agir devemos fazê-lo nesse tempo exato. É o tempo de agir, de deixar as palavras mortas para aqueles que se alimentam delas. Os julgamentos, as apreciações infundidas de pessoas de mentalidade conflitaria, são vias de fugas que se perdem no  espaço.

Os que vivem sob o domínio da sabedoria do silêncio, entendem que o julgamento dos filisteus da cultura, não merecer a audição, bem como a presença dos qualificados pelo entendimento. O homem sofre e goza conforme o uso de sua liberdade. A liberdade depende de certa modalidade do entendimento. Ninguém é obrigado a entender. Contudo, é óbvio que os  que não entendem são sempre repelidos pela razão.

A vida fechada na algazarra de sons, é um instante de poluição sonora. Paralisa-nos fisicamente. E os nossos atos não passam de pálidas imagens das nossas ideias. Especificamente das ideias  portadoras de desequilíbrio mental, ocasionado  pela repetição de opiniões sistemáticas e ofensivas. O cheiro da morte paira sobre o telhado do cubículo do homem escravizado. Do homem que fala de tudo e de todos porque em tudo sente a imagem de seu próprio ser.

É um símbolo de destruição - porque sente o desejo de ser célebre, porque interiormente não é nada. Vazio, sozinho, pobre criatura que se reveste de pumas da celebridade e não tem uma técnica, um talento, e muito mal sabe manejar as palavras. Se nesse processo de exame ou observação se faz uso do método negativo, há então, separação entre o pensador e o pensamento. Entre o homem mentalmente corrompido e a corrução do meio, em que age como figura central.

O fio do nosso raciocínio encontra o patamar de sua tecelagem nesses conceitos aprimorados: "Um recipiente só é utilizável quando está vazio, e um espírito cheio de crença, dogmas, afirmações e citações, é na verdade um espírito estéril, uma máquina de repetição. Deste estado de vazio é que tentamos sempre fugir por todos os meios. É por isso que a solidão é perigosa" Esses tipos vivem na busca constante de outros, ou seja de seus  iguais em pensamentos e palavras.

A solidão coloca o homem apercebido e desejoso e francamente interessado na  sua libertação, num autêntico estado de  receptividade. É um recolhimento, onde  todas as forças vivas do ser humano se concentram num deslumbramento de  seu próprio universo... Neste estado procuramos, então, aquilo que chamamos de  divertimentos, encher o silêncio por barulho que, transportando-nos ao passado ou o futuro, nos afasta do vazio. 

Um notável pregador, cujos sermões se constituíam verdadeira obra de arte sacra. Subiu ao púlpito e abriu a Bíblia para o tema do Sermão, o templo estava literalmente cheio, quando um pássaro penetrou, e voando pelo salão e pousando no púlpito começou a cantar... Quando a ave terminou de cantar, o grande pregador fechou o livro santo e disse: por hoje dou por encerrado a minha palavra.

O canto desse pássaro foi mais uma  revelação que Deus é Perfeito em todas as Suas Obras. Foi um verdadeiro ato puro da natureza. Superior ao esplendor da natureza do verbo humano, onde a sabedoria do silêncio é mais sublime.

José Francisco de Souza / Advogado, jornalista e historiador / Garanhuns, 18 de Julho de 1987.

Foto: Anchieta Gueiros / Dezembro de 2020

Índia Unhanhú

Nascida numa serra, uma índia Unhanhú
Foto: Anchieta Gueiros

Alberto da Silva Rêgo / Fortaleza, 15.11.2001

Todos cantam a sua terra,

Também vou contar a minha.

Nascida numa serra,

Uma índia Unhanhú,

De uma raça Kariri,

Calada e Silenciosa,

Na terra de Garanhuns

Fim de século, amorosa,

No Riacho Paratagi,

Surgiu o ser, Simôa Gomes,

À luz de raios tropicais.

Uma dama de alto porte,

Impavidez e destemor,

A cavalgar, coldres, cinto,

Em libertar escravos

E, com irmã, de uns abutres

Sequiosos de sangue.

É dela doação à Matriz

Desta bela cidade.

Clima Maravilhoso;

Descendentes, milhares:

Os Silva Rego, Cardeal,

Baias Azevedos, Targinos,

Gladistone Vieira, Lopes,

E muitas outras famílias,

Para o bem da Pátria Amada.

Curta Taquary 2021 está com inscrições abertas

Estão abertas as inscrições de filmes para exibição no 14º Curta Taquary – Festival de Curta-Metragem de Taquaritinga do Norte, que será realizado de forma híbrida em 2021. Os filmes serão exibidos de 16 a 22 de março e em janeiro e fevereiro serão realizadas as oficinas, que também serão online, mas contarão com algumas atividades presenciais. As pessoas interessadas em participar do evento devem submeter os trabalhos no site www.curtataquary.com.br.

Serão sete mostras competitivas. São elas: Mostra Brasil (com temática livre); Primeiros Passos (para diretores em seus primeiros trabalhos); Dália da Serra (voltada para filmes produzidos em atividades pedagógicas, projetos de formação e oficinas); Universitária (direcionada para produções oriundas de alunos de graduação); Diversidade (filmes que abordem questões de sexualidade e de gênero, em suas mais diferentes formas e perspectivas); Curtas Fantásticos (filmes de horror, ficção científica e fantasia); Criancine (filmes voltados para o público infanto-juvenil).

A proposta para 2021 é contar com uma programação com produções que abordem temáticas sociais, educativas, políticas, de raça, gênero, ambientais, étnicas, inclusivas (mostras especiais com áudio descrição e LSE), que possam ajudar no desenvolvimento do senso crítico do público e que apontem soluções para a construção de uma sociedade mais justa e em equilíbrio com a Natureza. Por isso, o festival vai ser realizado em um período tão especial: 16 de março é o Dia Nacional da Conscientização das Mudanças Climáticas e o dia 22 é o Dia Mundial da Água.

Para o coordenador e idealizador do festival, Alexandre Soares, é preciso desenvolver ações voltadas para um planeta melhor. “Questões ambientais são sempre pautas importantes a serem discutidas/tratadas e precisamos sempre conscientizar a população para cuidarmos de nosso planeta, que é nossa casa, e ele tem sido muito maltratado pelas queimadas, poluição e desmatamentos. Precisamos mais do planeta do que ele precisa de nós”, explicou.

A próxima edição do festival contará com uma ação de reflorestamento em uma região de Taquaritinga do Norte atingida por uma queimada em dezembro de 2016. Ao todo, cerca de 50 hectares de mata nativa foram destruídos. A ideia é que para cada filme inscrito seja plantada uma árvore. 

O 14º Festival Curta Taquary tem o aporte financeiro do Edital de Festivais LAB PE da Lei Aldir Blanc e é uma realização das produtoras Taquary Filmes e Tá Bonito Pra Chover Produções.

Identidade Visual – A identidade visual da 14ª edição do Curta Taquary foi realizada pela artista plástica Simone Mendes, inspirada na pintura “Caçadores da Neve” de Pieter Bruegel. A obra é de 1565 e mostra os caçadores voltando pra casa com notícias ruins. Simone fez uma releitura e mostra agricultoras voltando de um trabalho no campo para a cidade com boas notícias. A proposta é mostrar que, mesmo em um contexto de queimadas, é possível desenvolver ações de reflorestamento, é destacar a importância do papel da mulher na agricultura, é provocar um olhar para o meio ambiente. “Eu queria trazer uma perspectiva de mudança, com esperança”, disse Simone Mendes.

Sesc inicia processo de inscrições para modalidades esportivas no Agreste e Sertão

Estão abertas as inscrições para as turmas de esportes do Sesc nas unidades de Arcoverde, no Sertão, e outras seis cidades do Agreste: Belo Jardim, Buíque, Caruaru, Garanhuns, Pesqueira e Surubim. São vagas para as modalidades que começam em janeiro de 2021. Para se inscrever, o interessado pode ir à Central de Relacionamento com o Cliente das unidades, onde também recebe informações sobre dias, horários e preço das mensalidades. 

As unidades de Arcoverde, Belo Jardim, Caruaru, Garanhuns e Surubim dispõem de turmas de natação e hidroginástica. Para quem prefere os esportes coletivos, as opções são o futsal, oferecido em Surubim, Garanhuns e Buíque – esta unidade também tem aulas de futebol de campo, assim como Pesqueira. Para quem prefere definir o corpo com exercícios de força com pesos, a musculação pode ser praticada nas academias de Arcoverde, Belo Jardim, Caruaru e Garanhuns.

Os exercícios aeróbicos praticados em sessões de ginástica multifuncional estão no programa das unidades de Buíque, Pesqueira e Belo Jardim – nestas duas unidades, o interessado pode participar, ainda, de aulas de ginástica ‘pra suar’ que são de maior intensidade. O Sesc Ler Buíque e o Sesc Pesqueira também contam com aulas de caminhada orientada. Ainda em Pesqueira, há vagas para aulas de corrida orientada e uma novidade para o ano novo: aulas de Jiu-Jitsu. Todas as modalidades são orientadas por profissionais em Educação Física. 

“Para garantir a biossegurança de alunos e professores, em tempos de pandemia, o Sesc conta com medidas preventivas de distanciamento social, higienização das mãos e objetos com álcool em gel, aferição da temperatura corporal na chegada às unidades e outras atitudes que são importantes para evitar uma possível propagação do novo coronavírus”, ressalta Alliny Pereira, coordenadora regional de Esportes do Sesc Pernambuco.

Instituto Martins Júnior

Instituto Martins Júnior - Década de 1930
Funcionou em Garanhuns de 1928 até 1934. Era dirigido pelo Dr. Manoel Clementino de Araújo, tendo como auxiliares a sua esposa D. Maria Emília e Irmã Maria Augusta de Araújo. Às vezes,
ministrando aulas de aritmética, o aluno Roosevelt Omena de Oliveira. Havia o regime de externato para ambos os sexos e internato destinado a rapazes. Ficava localizado na rua 15 de Novembro, inicialmente defronte a casa de Ari Barreto e, posteriormente, em frente à Praça D. Moura. Ministrava o curso primário e de admissão diurno e noturno para estudantes que  quisessem aprimorar-se objetivando o vestibular. Sob a direção do filho Carlos José de Barros Araújo, publicava o jornal mensal, "O Esforço" e mantinha um grêmio de feição literária.

Em dezembro de 1929 o Instituto Martins Júnior publicou no "O Esforço" a relação dos alunos integrantes do Quadro de Mérito e os aprovados na 3ª Série. Constando tem-se: Bertoldo Pinheiro, Abelardo Araújo, Dagmar Machado, Luís Araújo, Pedro Pinheiro, Moisés Valadares Filho, Alberto da Silva Rêgo, Adalberto Alexandre, Gasparino Silva, José Pedrosa. Edson Maia, Pedro Rodrigues, Luís Dourado, Ivan Leite e Douglas Maia. No setor feminino: Olga de Oliveira, Severina Lira, Maria Iaci Silva, Carmem Araújo, Michol Moraes e Maria José Viana. Os integrantes da 3ª Série, eram: Pedro Pinheiro, Moisés Valadares Filho, Alberto da Silva Rêgo, Adalberto Alexandre, Ernani Cavalcanti Silva, Edson de Lira Paula, Luís Veras Neto, Pedro Wilson da Cunha, Waldemar Gomes de Santana, José Iaponan Leite, Waldomiro Ribeiro da Silva, Amadeu Victor, Israel Pedro Sales, Renaud Guedes Costa. Na área feminina: Nair Monte, Edith Miranda, Ivone Dourado, Terezinha Maia, Célia de Oliveira, Carmem Silva de Araújo, Estela Jouteux, Renata Rocha, Michol Moraes, Geraldina Sena, Dulce Café, Blandina Ruis e Maria José Viana. (Fonte: Alberto da Silva Rêgo / Os Aldeões de Garanhuns / 1987)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

TCE decide pela ilegalidade de mais de 500 contratações em Cupira

A Segunda Câmara do TCE julgou ilegais, na última quinta-feira (10), 593 contratações temporárias realizadas pela Prefeitura de Cupira no exercício financeiro de 2019. Sob relatoria do conselheiro substituto Carlos Pimentel, o voto (nº 1924871-4) foi aprovado por unanimidade pelo colegiado, que negou os respectivos registros.

Destinadas a diversas funções nas secretarias de Educação, Saúde e Infraestrutura, nenhuma das admissões foi precedida de seleção pública simplificada, o que, segundo o relator, viola os princípios constitucionais da Impessoalidade e da Publicidade Administrativa e já é falta suficiente para impugnação dos registros. 

É dever do gestor prover cargos efetivos mediante concurso público, e as contratações temporárias só são admitidas em casos excepcionais, sendo, inclusive, obrigatória a seleção simplificada. O objetivo dessa regra é garantir o acesso igualitário a cargos públicos.

De acordo com o voto, apesar de ter havido a substituição de vários cargos temporários por candidatos aprovados em concurso público, o exercício no qual aconteceram as contratações era o do terceiro ano de mandato do prefeito, por isso o fator urgência já não se justificaria. Além do mais, dados disponíveis no Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres) apontam que alguns servidores acumularam cargos de forma indevida.

Mesmo com as irregularidades identificadas, o relator decidiu por não aplicar multa ao prefeito de Cupira, José Maria de Leite Macedo, pois a gestão realizou um concurso público do qual as admissões passaram a substituir os temporários. Tendo em vista tal iniciativa para regularizar o quadro de pessoal, a multa foi dispensada.

Representou o Ministério Público de Contas a procuradora Maria Nilda. 

Fonte: TCE-PE

Parque dos Eucaliptos

Garanhuns - Parque Euclides Dourado (11.12.2020)
Foto: Anchieta Gueiros
Por Neide Tavares*

Parque Euclides Dourado. Este é um ponto que faz parte do cotidiano garanhuense ao indicar, e ao levar o turista para conhecer a cidade. O Parque Euclides Dourado também faz parte do nosso trajeto, quando estamos percorrendo ruas.

Quem nasceu e se criou nesta cidade como eu, e muitos outros, sabe: O Parque faz parte da nossa vida, pois desde a nossa infância, somos frequentadores daquele lugar aprazível. Ainda menina, esta é a primeira lembrança. Levada por meus pais, em tardes de domingos, íamos ver os  animais de várias espécies que ali habitavam. Depois, íamos passear, encontrar pessoas conhecidas que saíam com a  mesma intenção, e também aproveitávamos para tomar um refrigerante naquele barzinho que funcionava na pequena construção branca de torre arredondada, azul, que me encantava pela sua arquitetura e por servir de abrigo para  inúmeros pombos, aumentando assim a beleza do Parque. Eram tardes alegres, (não sei se motivado pela minha infância) passadas entre o perfume dos eucaliptos que admirávamos pelo seu porte e altura. E eram tantos! Ali, gostava de apanhar umas sementes, que caíam das arvores e com os quais as meninas da minha idade costumavam fazer colares. Saíamos com as mãos perfumadas, como se levando um pouco do Parque conosco. Também na infância as vaquejadas e rodeios ali realizados, nos quais admirávamos o cavalo do fazendeiro Jorge Branco, (patrão do meu pai), cujo nome "É com farinha", achávamos bastante engraçado e nunca pudemos esquecer.

Mais tarde, com nossas filhas crianças costumávamos levá-las para correr nas bicicletas alugadas na garagem de  Jeasir, o que se tornava um grande divertimento, principalmente depois que consegui aprender a correr com elas, aproveitando a beleza das manhãs ou tardes ensolaradas. Noutras vezes fazíamos piqueniques e até comemorávamos aniversários. Nisto tudo o Parque servia de  palco e como era agradável aquela sensação de liberdade entre os eucaliptos que nos protegiam do sol, e através dos  quais avistávamos o céu azul de verão.

Um pouco mais tarde, foi cenário da "Feira do  Folclore", e tínhamos um grupo que colocava uma barraca de comes e bebes, incentivado pelo então secretário de educação e cultura, Prof. Luiz Henrique de Almeida, e todos os anos tirávamos o primeiro lugar em organização e ganhávamos sempre um troféu. Eram três dias dedicados à Feira e esquecíamos até as nossas outras atividades, pois a família inteira ali se integrava para depois com o lucro usarmos em consultas e compras de óculos para crianças carentes. E o Parque a nos oferecer o recanto necessário, como também para inúmeras outras barracas, que junto conosco animavam a "Feira do Folclore". Trabalhávamos e nos divertíamos junto com os casais: João de Bolinha e Ana, Constantino e Ilza, Zé Alberto e Vilma, Eriberto e Jane, Nadinho e Julieta, Otaviano e Socorro, Antônio Amaro e Safira, Adeildo e Babá. Ficamos até famosos pelo caldinho de "Lero-Lero", que todos procuravam e cujo nome foi inventado por Zé Alberto, que  sem saber o que vendia, quando lhe perguntavam, teve a  iniciativa de dizer: é "Lero-Lero". E assim o nome continuou.

Euclides Dourado, nome dado ao Parque dos Eucaliptos, foi prefeito duas vezes em Garanhuns. Segundo jornais da época, era um garanhuense dos mais ilustres e respeitáveis no meio social e logicamente, político. Melhorou a cidade com suas realizações, sem auxílio do Governo Federal. Dotou Garanhuns de uma área, destinada a recreio, com pistas de patinação, quadra de tênis, campos de futebol e voleibol. Nada mais justo que este recanto possua hoje o seu nome, além de existir também uma rua no bairro de Heliópolis que ele próprio ao lado do filho ajudou a fundar.

*Neide de Oliveira Tavares, escritora e professora. Crônica publicada em 1997

Persistência

* Givaldo Calado de Freitas 

Daqui do Real, sendo bem cuidado, aliás, muito bem cuidado, vejo pela TV a volta traiçoeira, raivosa e letal dessa doença que ameaça o mundo.

De repente, no vídeo da TV,  aparece a “figura exemplo” da república: “a pandemia estar em seu finalzinho”.

Um pouco depois, notícias sobre a situação do Rio de Janeiro, São Paulo... Suas unidades de campanha quase  esgotadas, já prestes a atingirem 100% de ocupação.

As cidades voltando aos cuidados do início da pandemia, na esperança de minimizarem os males desse mal invisível que tanto tem infernizado o homem.

Recebo, entrementes, dentre tantas, uma mensagem de um amigo que me diz: Givaldo esses caras padecem de “senectude prematura”. Pois é, digo: senilidade, decrepitude... 

Pra mim esse mal não tem idade. Pode vir aos 40, 50 anos. Enfim, pode vir.

Digo a tantos amigos e amigas que não existe idade para política. 

E os exemplos estão aí na história. Nero mandou incendiar Roma. E só tinha 27 anos de idade.

Roosevelt, até paralítico era. Mas dizia que não precisava de pernas para ser presidente, mas de cabeça. Morreu em seu terceiro mandato consecutivo. Não fora ele, Hitler teria tomado conta do mundo. 

Churchill, outro exemplo. Não fora ele, que teria sido do Reino Unido e do mundo diante do avanço nazista?

Agora Biden. No alto de seus 78/79 anos de idade vai salvar a América. E, com ela, trabalhar para um mundo melhor, mais cristão, mais igualitário.

* Empresário. Acadêmico. Figura Pública

domingo, 13 de dezembro de 2020

Sete de Setembro vence Porto e retorna a elite do futebol pernambucano


Após 10 anos, o Sete de Setembro está de volta à Serie A do Futebol Pernambucano (a última vez foi em 2010). Em um jogo dramático neste domingo, 13/12, onde o time de Garanhuns precisava da vitória para obter o acesso, o gol salvador, o gol da volta, só foi acontecer aos 46 do 2º tempo pelos pés de Tiago Bagagem, em um passe açucarado de Nego de Brejão, no estádio Gigante do Agreste. A partida terminou com o placar de 1 a 0, suficiente para o Sete subir para a primeira divisão. O Vera Cruz, que empatou com o Ypiranga e se sagrou campeão da Série A2, obtendo a segunda vaga de acesso. 

O jogo começou morno. Os dois times precisavam da vitória pra se classificar. O Sete jogou melhor no 1º tempo, mas o gol não saia. Longe dali, o Centro Limoeirense jogava com o Íbis e havia marcado um gol sobre o Pássaro Preto. Esse resultado obrigava o time de Garanhuns a vencer de todo jeito pra conquistar a sonhada vaga na Série A. Aos 46 do 2º tempo, o inacreditável aconteceu. Quando tudo se encaminhava para um tropeço do Sete, Tiago Bagagem acertou um lindo chute levando os torcedores do lobo-guará, que ouviam a partida pelo rádio, delírio. No próximo ano, o time de Garanhuns se junta a Sport, Náutico, Santa, Salgueiro, e Vera Cruz na disputa do campeonato pernambucano 2021.  

Fonte: Blog VEC Garanhuns

Foto: Comando Policial

Professoras do Colégio Diocesano de Garanhuns 1926 a 1965

Dentro da concepção separatista de sexo, era natural que o "colégio dos meninos" só admitisse homens no seu corpo docente. A partir de 1926, no entanto, o tabu é quebrado com a admissão das professoras Petra Pequena, em seguida Maria Laura Barros, em 1927, e um ano depois, foi a vez de Arlinda da Mota Valença.

"A princípio, por se tratar de colégio masculino, todas eram recebidas com uma certa reserva; depois, graças a Deus, como um presente do Céu" - revelou Mons. Adelmar.

Ao homenagear as primeiras mestras do Diocesano, Mons. Adelmar confessou: "Feliz colégio o nosso que pôde contar, no seu trabalho educacional, com a colaboração generosa e maternal de professoras tão dedicadas como as que temos tido. Sem elas, bem diferente teria sido o nosso progresso".

Publicamos aqui a relação de todas elas, de 1926 até 1965, prestando-lhes a merecida homenagem e a nossa mais profunda gratidão. 

Quase todas foram alunas do Colégio Santa Sofia, justo é que a esse querido colégio, que nasceu no mesmo berço em que nasceu o Ginásio Diocesano. 

Professoras: Alcina Valença, Aldira Vilela, Alidenor Costa, Aline Vanderlei, Almira Valença (foto), Ana Rosa Carvalho, Anita Valença, Arlinda Valença, Armanda Azevedo, Argentina Carneiro, Creusa Santana, Débora Vasconcelos, Diva Medeiros, Djanete Pereira, Donatila, Lins, Elnar Valença, Elzira Pernambuco, Eunice Chaves, Florinda Simões, Hilda Machado, Hilda Moroni, Idalina Gouveia, Ijani Zaidan, Isaura Medeiros, Iracema Vilela, Ivone Sampaio, Jacira Araújo, Laura Rabelo, Lenice Lins, Lanice Melo, Lindóia Matos, Luisa Oliveira, Luzinete Laporte, Maria Abgail Valença, Maria Adelaide Falcão, Maria Adisa Valença, Maria Alcione Vieira, Maria Alencar Callou, Maria Anunciada Simões, Maria Aparecida Silva, Marial Alciliadora Romeiro, Maria Bernadete Miranda, Maria Dalcy Dourado, Maria Deilinda Silva, Maria das Dores Leite Siqueira, Maria do Carmo Braga, Maria Elisabeti Miranda, Maria Geraldina, Maria Giselda Moreira, Maria Helena Cisneiros, Maria Helena Miranda, Maria Helena Morais, Maria Iracema Costa, Maria José Ferreira, Maria José França, Maria José Miranda, Maria José Souza, Maria Laura Barros, Maria Luiza Callou, Maria de Lourdes Miranda, Maria de Lourdes Morais, Maria de Lourdes Siqueira, Maria Nazaré Vanderlei, Maria das Neves Monteiro, Maria Olivia Leite, Maria Quitéria Carvalho, Maria Zilda Pais, Marileide Carvalho Costa, Marluce Amorim, Marole Maciel, Mirtes Morais, Nizia Caldas, Nivalda Targino, Noêmia Vieira, Olga Pessoas, Petra Pequena, Rosa Maria Valença, Tarcila Barros, Yêda Araújo e Zélia Rocha.

Nosso Mundo... Nossas Culpas


Em que pese a evolução em todos os setores da vida, falando bem alto do quanto cresceu a cultura dos povos, muitos ainda esperam uma sentida modificação dos costumes, operado por meio de leis ou de decretos. Julgam que a sociedade venha a ser renovada em seus valores, implantando uma ordem mais justa e elevada, tão apenas porque uma determinada norma legal venha de assim determinar. A história  universal tem desmentido tal crença. O passado fala de grandiosas construções jurídicas, primando pela bela formal de suas apresentações, e... ao seu lado, um povo jogado ao sofrimento, experimentando os desequilíbrios de uma desordem ordenada.

Se pensamos na atualidade de um mundo que se diz civilizado e cristão, divisamos o espantoso crescimento tecnológico em todas as áreas. Isto nos leva à aceitação implícita de que  evoluíram todos os departamentos da ciência. Deste modo, técnica e ciência aliam-se na exibição de um imenso progresso. No entanto, se olharmos para o nosso mundo, enxergamos a fisionomia de grandes problemas, de quadros que retratam miséria, de telas vivas que estampam e escrevem tragédias. Onde, a nossa civilização?... Onde, o nosso cristianismo?...

A moldura social e desenhar o estado desordenado e injusto dos nossos desencontros, seria então produto da moderna tecnologia? Ou, o mapa-múndi da desarmonia e do desassossego geral seria criação da nossa ciência? Respondemos que a ciência, como a técnica, são neutras do mesmo modo como a eletricidade. O homem é que lhe empresta, ao nível de sua inteligência e de sua moralidade, a destinação boa ou má destas conquistas. Do potencial elétrico as usinas tangem a beleza da luz que ilumina as  nossas casas acionando mil instrumentos de utilidade, ao mesmo tempo que aproveitam os botões de comando, levando à morte, numa cadeira elétrica. É o resultado de uma  civilização sem civilidade, de um cristianismo, sem Cristo.

Sempre vivemos a reclamar os males que experimentamos, as misérias que padecemos, os sofrimentos que nos afligem, as duras provações que nos abatem, as frustrações que nos decepcionam, as tristezas que nos prostram, as desventuras que amargam. A tudo isto, erguemos nossas vozes, levantamos as nossas mãos e, dedos em riste, sem compreensão e inconformados, acusamos a tudo e a todos, sem a devida atenção às causas profundas das amarguras e das aflições individuais ou coletivas.

As dores do mundo são causadas pelo próprio homem. O mundo sem o homem seria mera abstração. Fosse ele bom, sua morada também o seria. Nossa fuga, nosso desrespeito aos estatutos naturais da vida, ocasionam os  desajustes, os desequilíbrios sociais e  humanos. As desventuras do nosso tempo, na exibição variada de seus  desníveis, é trabalho do homem, é obra sua. "Meu fardo é leve, meu jugo é suave", já ensinava o maior Educador de todos os tempos. Enquanto formos desajustados, desordenados ou desordeiros, continuaremos cegos e surdos, tornando por demais pesado o trabalho e desagradável o nosso planeta.

Por que, então, culpamos a sociedade e o mundo? Procuremos a culpa em nossos erros, em nossos desvios de  conduta, em nossos crimes. Apelemos para o nosso reajuste, para a nossa reforma individual. A soma de individualidades em reequilíbrio  daria como resultado uma civilização com civilidade, uma sociedade autenticamente cristã. Todavia, ainda falamos uma linguagem de utopia, porque ser cristão continua sendo verdadeira loucura para um mundo e uma época que teimam em não aceitar a realidade profunda de quem ensinou, dizendo: "A cada um, segundo as suas obras". Esta norma encontra aplicação à criatura e ao mundo.

*Dr. Aurélio Muniz Freire / Jurista e Escritor / Garanhuns, 3 de Novembro de 1984.

Foto: Anchieta Gueiros

Aguinaldo Lopes Leal "Mago"

Aguinaldo Lopes Leal "O Mago" (foto) inicia sua militância política em 1982 quando o então candidato à vereador Severino Albino o convidou à participar da campanha política, daí por diante passou sempre  a acompanhar a "Família Albino" em todas as campanhas. Trabalhou no Comércio de Garanhuns e no Sete de Setembro Esporte Clube junto com Severino Albino quando então era presidente do clube, no Sete passou a ser um dos torcedores folclóricos daquele clube.

Aguinaldo tinha grande prazer em desfilar no carnaval de rua de Garanhuns com sua fantasia de enfermeiro e sua maleta de primeiros socorros, sua alegria era contagiante.

Aguinaldo trabalhou na Câmara Municipal de Garanhuns por 25 anos,  onde exercia cargo efetivo desde 1986. O Mago era querido por todos no legislativo municipal. Tive o prazer de ser colega do mesmo na Câmara, homem simples e de grande coração.

Aguinaldo Lopes Leal faleceu em 15 de maio de 2011.

Em homenagem à sua memória, uma rua no Conjunto Habitacional Viana & Moura - São Vicente, no Bairro Dom Hélder Câmara leva seu nome.

Foto: Jornal da Cidade

Presidentes da Câmara dos Deputados Durante o Império


Martim Francisco Ribeiro de Andrada (pai) - Paulista. Presidiu a Constituinte em outubro de 1823. Dissolvida esta, foi exilado para a França, juntamente com seus irmãos José Bonifácio e Antônio Carlos. Voltou ao Brasil em 1828. Deputado por Minas na Legislatura de 1830 a 1833, quando exerceu a Presidência da Câmara. Foi ainda Deputado por São Paulo, de 1838 a 1841. Notável Ministro da Fazenda, por ocasião da Independência e da Maioridade. Era cientista; fez o curso de Matemática em Coimbra. Faleceu em 1844.

Fonte: Livro Presidentes da Câmara dos Deputados Durante o Império 1826 a 1889 / Carlos Tavares de Lyra / Centro do Documentação e Informação da Câmara dos Deputados / Brasília - 1978.