quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Psicoterapia Espírita

Certa vez, Allan Kardec afirmou:  "O Espiritismo, marchando com o progresso, não será jamais excedido, porque, se novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro sobre um  ponto, ele se modificará sobre esse ponto; se uma  nova verdade se revelar, ele a aceitará". Tal afirmação está inscrita no  grande livro da codificação espírita, "A Gênese". Ficamos assim a saber da  inexcedível atualidade da doutrina dos espíritos. Notável é saber-se também que em nada, até aqui, a  ciência desmontou ou fez mudar os conceitos da mesma doutrina. Quanto mais progridem as ciências, mais e mais se confirmam as teses do espiritismo. Com relação a outro livro da codificação. "O livro dos Espíritos", costumamos chamá-lo de "a enciclopédia do espiritismo. Mas,  quando assim o dizemos, aceitamos que, em suas bases, todas as ciências, religiões e filosofias, em seus  preceitos de real limpidez, encontram no espiritismo,  aquela "chave" explicativa de que tantas vezes nos falou o codificador.

Os fenômenos espíritas já se acham na pesquisa das universidades do mundo. Notadamente na Europa e nos Estados Unidos da América, muitos cientistas se devotam ao estudo experimental de fenomenologia transcendental. Parapsicologia, Psifenômenos, Psicobiofísica, Psicotrônica, são tantos nomes que a ciência hodierna inventa para, debaixo de seus métodos e disciplina, investigar e estudar os fenômenos paranormais. Não nos importam as denominações dos ramos científicos, nem tão pouco, os nomes com que se batizam os  casos estudados, nesta febre atual do exame científico, dirigido a casuística espírita. Hoje, a parapsicologia já chegou a uma  afirmação categórica: existe o fenômeno parapsicológico. No entanto, muitos parapsicológicos ainda estão procurando as causas da  insólita fenomenologia. Mais cedo ou mais tarde, dentro das universidades, teremos a resposta dos espíritos, como diuturnamente nos é dada nos  laboratórios naturais desta ciência, que não são outros, senão os diversos núcleos espíritas espalhados principalmente em terras brasileiras. Trata-se apenas de uma questão de tempo.

Em tudo isto, nada existe de "sobrenatural", nem de misterioso. Todos estes fenômenos estão dentro da  natureza, desde que se tenha uma concepção universalista do que seja natural. Sintamos que a  Terra, ainda quando grande para nós, no concerto dos mundos, não passa de um insignificante grão de areia. Sem sairmos de nossa querida Via-Láctea, somente nela passeiam mais  de cem bilhões de mundos. E, sem sairmos do nosso sistema solar, nosso gigante irmão, que é Júpiter, abrigaria em seu interior,  nada mais, nada menos de mil e duzentas Terras. Somente estes fatos astronômicos deixam muitos elementos de meditação. Teria Deus feito toda esta beleza, simplesmente destinada à contemplação egoísta do homem? Se  assim fosse, onde estaria a  sabedoria de Deus? - Onde, a perfeição de sua  obra?

Em nosso tempo, um grande apóstolo da ciência, sentenciou: "O materialismo perdeu o seu objeto, por falta de  matéria". Albert Einstein, assim concluía, certamente tangido, cientificamente pelos estudos dedicados à Física. Energizou a matéria, emprestando-lhe categoria mais significativa, em dimensão maior. Retirou da matéria bruta, lição de sabedoria, confundindo-a ontologicamente, com outras formas universais, que se perdem na poeira do cosmo. O ensinamento einsteiniano conduz-nos a muito pensar sobre a vaidade atual de muitos estudiosos. A estes, muito se lhes assenta, a advertência de Paulo: "Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência dos entendidos."

*Dr. Aurélio Muniz Freire / Jurista e escritor / Garanhuns, 26 de maio de 1979.

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