sábado, 9 de janeiro de 2021

Infância e adolescência de Dom Expedito Lopes

Sr. João Nilo Solon e sua esposa Ana Suzete, irmã de
Dom Expedito

Em 8 de julho de 1914 nasceu Francisco Expedito e batizou-se a 22 de agosto do mesmo ano na Paróquia da Meruoca - Sobral, Ceará. É o seguinte o teor do seu batismo: "Francisco, filho legítimo de  Edézio Pereira Lopes e Noeme Cordeiro Lopes, nasceu a oito de julho de mil novecentos e catorze e batizou-se a vinte e dois de agosto do mesmo ano. Padrinhos Anselmo Cordeiro e Isabel Pereira de  Souza. Padre Francisco Leopoldo Fernandes, Vigário. (Livro Batismo - Meruoca, nº 18f 109v).

Quando Expedito tinha 3 anos de idade foi levado pela família para morar em Sobral, Ceará, onde iniciaria seus estudos no Grupo Escolar Professor Arruda.

O seu pai era exímio mestre de obras, dirigiu a  construção da Igreja de São José em Sumaré, bairro de Sobral.

De índole calma, dedicado, desde muito cedo demonstrou interesse pelos estudos e pelas atividades de Igreja, tornando-se "Coroinha" aos 7 anos de idade, início prematuro das atividades religiosas que culminaram com a Sagração de Bispo.

Casa onde nasceu Dom Expedito

Em família demonstrava sempre espírito de obediência, de solidariedade e, junto com as irmãs vivenciava os preceitos religiosos. Aconselhava os irmãos mais novos a não maltratarem os pássaros e animais, pois eram criaturas de Deus.

Nas necessidades familiares lembrava sempre a Fé e a Confiança em Deus. Foi sempre alegre, acolhedor e  brincalhão. Em momentos de carência na família, ele sempre confortava a todos com a expressão: "Deus nos Dará Tudo"!

Nas dificuldades da vida Dom Expedito não hesitava  em dizer: "Somos Instrumentos nas Mãos de Deus". Estava sempre pronto a compreender e a aceitar os desafios.

Quando Terezinha sua irmã, nasceu em 1932, Expedito já estava no Seminário desde 1925 e logo foi para Fortaleza. Depois em 1936 ele foi  para Roma e ela ficou com apenas quatro anos de idade. As lembranças dela são muito poucas, senão do período que ele já era Padre em Sobral. Assim mesmo ela diz que ele era muito carinhoso com ela, trazia bombons para ela. E diz que ouviu várias vezes de sua mãe a expressão: "Terezinha, seu irmão é um santinho".

Quanto à  outra irmã, Ana Suzete, foi ouvida (entrevista para o livro) em  Sobral na quarta-feira e faleceu na segunda feira seguinte. Já estava com 88 anos. Era mais nova do que Dom Expedito apenas dois anos. Esta se lembrava do tempo em que ele estudava na escola pública, Grupo Professor Arruda e era muito valorizado pela professora Dona Alda por causa da inteligência. Era um menino muito inteligente e estudioso e estava à frente de todos os movimentos da escola, para declamar poesia, para fazer apresentações e dramatizações em dias comemorativos como, dia das mães, dia dos pais, da Pátria, do Índio, etc.

Ela ia para a escola com Expedito. Às vezes pedi para ele esperar por ela para ir à Igreja também, porque ele ia para a missa todos os dias e ele dizia que não esperava porque não queria andar com mulheres. Já se inclinava para a vocação e, não é que rejeitasse a companhia da irmã, é que ela sempre se juntavam outras meninas e ele era coroinha que se encaminhava para o Seminário. Isto nos anos vinte não era das coisas mais fáceis.

Naquele tempo ajudar a missa também não era fácil porque tinha que dar as respostas em Latim, só quem respondia eram os acólitos, os coroinhas. Geralmente tinha de ser  menino inteligente e esperto para aprender tudo.

Tanto Dona Terezinha como Dona Suzete dizem que  Expedito passava em casa toda semana porque a casinha onde moravam ficava bem perto da Catedral. O pai era pedreiro mas, nunca cuidou da casa dele. Não tinha com que pagar o Seminário para o filho. Ambas disseram que Expedito nunca se preocupou de fazer subir a família. Ele gostava de ser filho de pobre. Dom Edmilson Cruz, Bispo Emérito de Limoeiro do Norte, Ceará, em seu depoimento, disse que conheceu a casinha dos pais de Dom Expedito, em Sobral, na Praça da Catedral. Uma casa baixinha com biqueira.

Padre Expedito chegou de Roma. Seria normal que  tivesse arranjado alguma coisa para ajeitar a casa, mas isso não fazia parte das preocupações dele. Ele não se preocupava com bens materiais nem para si, nem para a família. Seus pais foram pobres a vida inteira. Para eles a grande riqueza era a fé, era possuir Deus, era  ter um filho padre.

Frequentava constantemente a Igreja e era de oração. Fez muito cedo a Crisma e a 1ª Comunhão que antigamente se fazia depois da Crisma.

O padrinho de Crisma, Padre Geraldo Ferreira Gomes, o encaminhou aos 11 anos e meio de idade para o Seminário em 2 de fevereiro de 1925. Dom José, vendo que era um menino de valor, prontificou-se para pagar seus estudos pela Obra das Vocações Sacerdotais. Por isso ele não tinha férias das aulas. Ficava do Seminário para a Casa do Bispo a trabalho, ajudando na portaria, na secretaria, na limpeza, na liturgia.

Dom Expedito era o segundo filho de pais cristãos, como Josa, o irmão mais velho, não se criou, Expedito ficou como o mais velho. Recebeu uma educação exemplar que cedo nele despertou um desejo de consagração a Deus.

Desde os sete anos era coroinha, era muito calmo, estudioso e inteligente dedicado às atividades da Igreja. Dom José Tupinambá da Frota conheceu sua forte vocação para o sacerdócio e o convidou a trabalhar no Palácio Episcopal e a estudar no Seminário.

Fonte: Livro "Dom Francisco Expedito Lopes - Bispo Mártir de Garanhuns. Fundador do Instituto das Missionárias de Nossa Senhora Fátima do Brasil. Organizadoras: Irmãs; Cândida Araújo Corrêa, Maria Mirtes de Araújo Corrêa e Terezinha Araújo Corrêa / 2011. Acervo: Memorial Ulisses Viana de Barros Neto

Banda Musical 2 de Março

História de Garanhuns - Foi estruturada em 1908 por Luís Brasil (o maestro), José Elesbão, Pedro C. Peixoto, Antônio P. Leite, Euclides Dourado, J. Leal Filho, Pedro Ivo e Cândido Mendes. Em 1912 suspende sua atuação, mas, em 1914 ressurge e se mantém até 1916. Novamente reaparece, em 1916 sob o comando de Dantas Filho, Arlindo Coelho e Almeida Filho.

Calendário da Cepe homenageia Paulo Freire, no ano do centenário de nascimento do educador


O pernambucano Paulo Freire (1921-1997), patrono da educação brasileira e um dos mais respeitados pedagogos de todo o mundo, é a figura em destaque do calendário 2021 da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). Essa é a primeira iniciativa lançada pela editora no ano em que se comemora o centenário de nascimento do educador. Integra as ações que serão realizadas pela comissão especial instituída pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, responsável pela programação oficial dos cem anos de nascimento, da qual a Cepe faz parte.

Em texto e imagens que remetem à temática da educação, o calendário pontua a história, legado e bandeiras defendidas por Paulo Freire ao longo dos seus 76 anos. “É uma homenagem ao educador Paulo Freire: cidadão do mundo, patrono da educação nacional, andarilho da esperança, brasileiro, recifense, gente. É um convite para todos(as) estudarem o legado freireano, e, de modo singular, conectarem-se a ele para construir um Brasil livre, fraterno e justo”, destaca na apresentação Targelia de Souza Albuquerque, docente e pesquisadora da Cátedra Paulo Freire da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Centro Paulo Freire de Estudos e Pesquisas.

BRENNAND - O calendário conta com fotos assinadas pelos fotógrafos Jarbas Oliveira, André Teixeira, Diego Nigro, Rivaldo Gomes, Teresa Maia, Gabriela Romeu, Hélia Scheppa, Bruno Kelly, Sergio Amaral, Paulo Mumia, Hassan Santos e traz na contracapa os dez desenhos criados pelo artista plástico Francisco Brennand para o Programa Nacional de Alfabetização (PNA), criado em 1963 e coordenado por Paulo Freire. As dez fichas guardam em si a base do método de Paulo Freire, estimulando o processo de alfabetização de adultos a partir de suas realidades, adotando para tanto “palavras geradoras” para a apropriação de novas palavras, domínio da escrita, desenvolvimento crítico e compreensão do mundo por parte dos alunos.

Esse revolucionário sistema de alfabetização foi adotado pela primeira vez em 1963, na Escola Estadual Professor José Rufino, em Angicos (RN), quando 300 trabalhadores rurais sem qualquer acesso à escola foram alfabetizados em 40 horas/aula. A sala da escola onde se deu a solenidade há 57 anos, que contou com a presença do presidente da República, João Goulart, e de Paulo Freire, foi escolhida para marcar o mês de janeiro. Em 1964, com o golpe militar, o Programa Nacional de Alfabetização foi extinto, Paulo Freire preso e obrigado a deixar o Brasil e as gravuras de Francisco Brennand salvas pelo acaso: por 30 anos permaneceram guardadas e preservadas dentro de uma velha geladeira.

Vindo de uma família carente, Paulo Reglus Neves Freire nasceu no Recife, em 19 de setembro de 1921. Foi o caçula entre os três filhos do casal Joaquim Temístocles Freire, policial militar, e da dona de casa Edeltrudes Neves Freire, que o iniciou nas primeiras palavras usando para tanto gravetos e o chão de terra batida da casa onde moravam, em Casa Amarela. Perdeu o pai aos 13 anos e só aos 17, começou o curso secundário no Colégio Oswaldo Cruz, graças a uma bolsa concedida por Aluízio Pessoa Araújo, que viria a ser mais tarde o seu sogro. No mesmo colégio, tornou-se professor de língua portuguesa. Aos 22 anos, ingressou na Faculdade de Direito do Recife e aos 23, casou-se com a professora Elza Oliveira Freire, sua grande companheira e incentivadora, com quem teve cinco filhos.

Paulo Freire dedicou sua vida à educação e a entendia como meio essencial de transformação social e geradora de consciência política. Foi nomeado doutor honoris causa de 28 universidades nacionais e do exterior, tendo sua vasta obra traduzida para mais de vinte idiomas. O título “Pedagogia do Oprimido” está entre os cem livros mais solicitados em universidades de língua inglesa, sendo considerado a terceira obra mais citada em trabalhos de Ciências Humanas em todo o mundo. Vítima de um ataque cardíaco, Paulo Freire faleceu no dia 2 de maio de 1997.

TIRAGEM - Com tiragem de quatro mil exemplares, o catálogo 2021 da Cepe será doado para instituições e escolas das redes públicas de ensino. Também será oferecido como brinde nas compras acima de R$ 50,00 realizadas nas livrarias da Cepe Editora.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Ex-primeira dama de Garanhuns, Edjenalva Amaral, aniversaria nesta sexta-feira


Hoje é o aniversário de Edjenalva Santana Amaral, Dona Nalva, esposa do ex-prefeito de Garanhuns, Ivo Amaral.

Ela foi primeira dama do município 10 anos, cuidando das praças, realizando trabalho social, sem nunca ocupar cargo nem receber um centavo dos cofres municipais.

Natural de Poço Comprido, em Correntes, de tradicional família daquele município, veio para Garanhuns ainda jovem, estudou no Colégio Santa Sofia, conheceu Ivo e está casada com ele há 65 anos.

O casal teve oito filhos, todos bem encaminhados na vida. 

Jornalista Kitty Lopes, amiga de Dona Nalva, costuma dizer que ela é “a eterna primeira dama de Garanhuns”.

Nos tempos de Ivo, Rafael Brasil (Caetés) e Zezinho Borrego (Capoeiras), havia compostura com o dinheiro público.

Tanto que o ex-prefeito de Garanhuns nunca comprou mansões em Heliópolis e mora na mesma casa, na Avenida Rotary, há 40 anos. 

O imóvel foi comprado antes dele chegar ao poder. E possui apenas um automóvel, do tipo popular.

Já Rafael deixou alguns bens quando morreu, mas nada adquirido com dinheiro de prefeitura, herdou do pai e de uma tia.

Da mesma maneira Zezinho ficou bem de vida ao entrar na família Borrego, nunca se locupletou de cargos públicos.

Mas isso é outra história, o objetivo desta nota é parabenizar Edjenalva Amaral, desejando pra ela muitos anos de vida e toda felicidade do mundo.

Fonte: Blog do Roberto Almeida

As desobrigas na Vila de Brejão de Santa Cruz

História de Garanhuns - Um costume de grande alcance social e religioso foi adotado por Monsenhor Afonso Pequeno (foto): - a visita paroquial aos distritos municipais, mensalmente; e as visitas, anuais às fazendas que tivessem capela de culto público. Elas seriam sempre feitas pelo Vigário, e somente na impossibilidade deste poder ir, seria o visitante um coadjutor. Serapião porém com doze anos já acompanhava os padres nessas viagens, feitas à noite ou pela madrugada. Essa prática passou a ser adotada em todas as paróquias do nordeste e a chamavam desobriga. Era como livrar o matuto das obrigações para com a igreja. O padre nessas visitas ia ao seu encontro, livrando-o das caminhadas e das despesas forçadas, com a sua estadia na sede. As caminhadas de Serapião eram quase sempre em cavalo chotão, na biroba de Zé Queiroz, ou em burra passeira alugada.

Nessas desobrigas o padre, auxiliado por Serapião, acusava todos os que viviam maritalmente, sem terem recebido a bênção da igreja; batizava as crianças pagãs e celebrava missa nas capelas. Só havia gente pobre e boa. Serapião serviu de padrinho para algumas dezenas de crianças, talvez centenas, nas rodas de desobrigas, porque os pais não apresentavam os compadres. Os matutos não convidavam os vizinhos ou parentes porque tinham vergonha, dado o seu estado de pobreza. Algumas vezes por pura timidez. O bom sacristão e muitas ocasiões serviu de jirau, porque só aparecia o pai da criança. Seria padrinho e jirau ao mesmo tempo. Os noivos ou os padrinhos só quando podiam davam uma espórtula, espontâneo sim, embora na matriz existisse uma tabela, aliás baixíssima: dois mil réis para o batizado e para o casamento doze mil réis. Nas rodas de casamento chegavam a duas e três dezenas, e os batizados normalmente mais de uma centena, principalmente em Brejão.

Noivos trocados na Capela, casamentos suspensos por serem primos-irmãos e não terem licença do Bispo; menores sem autorização dos pais, que só apareciam na hora "H", acompanhados do Inspetor de Quarteirão. Muitas crianças eram eram afastadas da roda para discutirem um novo nome, porque o "Seu Vigário" não aceitava o nome que a mãe achou bonito e escolheu: Tricoline, Infausta, Meteoro, Deletério, Infanticida e muitos outros nomes mais bonitos... Como o Padre Luna se divertia. As desobrigas na Vila de Brejão de Santa Cruz valiam por uma festa de arraial. Havia feira, barraquinhas, leilões, etc. Os moradores ofereciam almoços e lanches aos matutos seus conhecidos. A viagem da sede para a vila seria muito longa quando era o Padre Benigno Lira, porque obrigatoriamente, na ida e na volta, passaria pela fazenda dos franceses: Fernand Jouteux e dona Magdaleine, para ouvir um pouco da ópera, uma grande ópera em preparo, jamais terminada: "Canudos". Os matutos diziam que eles eram esbilotados. Nas estradas de chão batido, que só davam para um carro de bois, em grande parte por dentro das matas, contavam-se muitas cruzes indicando "morte matada".

Em uma noite, após a saída do Padre, a vila foi cercada por um magote de cangaceiros. E logo visada a casa do "Capitão Américo Ferreira de Melo" (foto),  subdelegado, onde os padres e as pessoas de destaque social se hospedavam. Ele acabara de fazer uma limpeza numa fazenda do Distrito. Quase o Padre e o Sacristão  seriam surpreendidos com a brincadeira. O "Capitão" em companhia do filho menor Idalino, com doze anos, resistiu horas ao fogo dos cangaceiros. A sua casa era cheia de rosas, pequenos furos nas paredes para entrincheiramento, cobertos apenas pelo rebôco caiado. Ao clarear do dia, restava o estrago feito pelos bandidos: a casa quase destelhada, animais mortos, móveis quebrados e Dona Nuta ferida, debaixo de uma cama de couro, coberta por sacos de milho,  feijão e farinha. E dia claro ainda gotejava coisa do telhado. No quintal dois estavam deixados. Feridos mesmo, não foram encontrados.

Mas viu-se depois que um rastro de coisa ia da casa até o oitão da Capela, e soube-se que era do Chefe Garapão, levado para Poço Comprido, gravemente ferido, falecendo no caminho. Os seus companheiros trouxeram o corpo e sepultaram à entrada da vila, num vale onde possuíra uma roça. Seria mais uma cruz na estrada.

Livro "Um Nordestino - Nos Caminhos da Vida"  de José Pantaleão Santos /1969.

Banda Musical Carlos Gomes

História de Garanhuns - Suas atividades são assinaladas por uma notícia do jornal "O Sertão" em 20 de outubro de 1912. Fundada em 30 de agosto de 1911 por Antônio Rodrigues da Costa.

Rua Waldir Mansur - Garanhuns, PE

Prefeitura de João Pessoa - PB retifica dois Concursos Públicos com quase 600 vagas disponíveis


A Prefeitura de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, divulgou novas retificações de dois novos Concursos Públicos que, juntos, têm como objetivo à admissão de 585 profissionais de ensino médio e de níveis técnico e superior.

De acordo com o documento referente ao edital nº 01/2020 (retificação II), ocorreram alterações no conteúdo programático do cargo de arquiteto. Já a nova alteração no certame de número 02/2020 (retificação II), se refere à nomenclatura do cargo do cargo de médico (clínica geral), que passa a constar somente como médico.

Em retificações anteriores (retificação I), houve a inclusão e retificação de alguns subitens aos dois editais. Além disso, no edital nº 01/2020, ocorreu uma alteração no quadro de vagas, com mudanças no quantitativo de oportunidades destinadas à ampla concorrência dos cargos disponíveis. Confira mais detalhes por meio dos documentos oficiais, disponíveis em nosso site.

Os Concurso

No edital nº 01/2020, há oportunidades para preenchimento de 320 vagas dentre os cargos de assistente administrativo (300); arquiteto (10) e engenheiro (10).

Já no edital nº 02/2020, serão preenchidas 265 vagas distribuídas entre os empregos de condutor de ambulância (3); técnico de imobilização ortopédica (1); técnico de laboratório de análises clínicas (4); técnico de enfermagem (77); técnico em radiologia (2); assistente social em saúde (4); biomédico (1); enfermeiro (36); farmacêutico (12); fisioterapeuta (10); nutricionista (8); psicólogo em saúde (16); sanitarista (3) e médicos nas seguintes especialidades: anestesiologia (3); broncoscopia (1); cardiologia (1); cirurgia geral (6); cirurgia plástica (2); cirurgia torácica (1); cirurgia vascular (1); médico (19); colonoscopia (1); colposcopia (1); infectologia (2); medicina de família e comunidade (19); nefrologia (1); neonatologia (1); obstetrícia (1); ortopedia (17); pediatria (1); pneumologia (1); psiquiatria (1); radiologia (4); reumatologia (1); terapia intensiva (1) e urologia (2).

Quando contratados, os profissionais deverão desempenhar atividades os quais, ao serem contratados, deverão desempenhar atividades em carga horária de 20 a 40 horas semanais, com remuneração mensal que alterna de R$ 1.306,48 a R$ 6.412,30.

Para participar do certame nº 01/2020, os interessados devem efetuar as inscrições a partir do dia 16 de dezembro de 2020 até às 23h59 do dia 25 de janeiro de 2021, observado o horário oficial de Brasília, Distrito Federal, no site do Instituto AOCP, enquanto os candidatos do certame nº 02/2020, devem se inscrever até às 23h59 do dia 18 de janeiro de 2021.

Nesta etapa os candidatos deverão efetuar o pagamento da taxa de participação que varia de R$ 50,00, R$ 70,00 e R$ 90,00. 

No que diz respeito à classificação, serão realizadas duas etapas compostas por prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, e prova de títulos, de caráter classificatório.

É importante destacar que a prova objetiva, caracterizada por 60 questões de língua portuguesa, matemática, informática e conhecimentos específicos, está prevista para ser aplicada nos dias 21 e 28 de fevereiro de 2021, nos turnos da manhã e tarde, e terá duração de quatro horas .

Vale ressaltar que dentre o quantitativo de vagas ofertadas nos certames, há chances reservadas às pessoas que se enquadram nos requisitos dos editais.

Estes Concursos Públicos serão válidos por um ano e poderão ser prorrogados por iguais períodos.

Fonte: PCI Concursos

Dr. Aurélio Muniz Freire

História de Garanhuns - Aurélio Muniz Freire (foto), nasceu em 12 de setembro de  1929. Pernambucano do Sertão do Araripe, nascido ao sopé da  Grande Chapada, na pequenina Serra Branca, antes pertencente ao município de Ouricuri, hoje integrando o de Ipubi. Suas  primeiras letras foram em Fortaleza (CE), no Colégio Sete de Setembro, um dos melhores educandários daquela capital. Transferiu-se depois para a cidade do Crato, no mesmo Estado, onde cursou o ginasial no Ginásio Diocesano, atualmente Colégio Diocesano. Posteriormente, já na capital pernambucana, graduou-se como Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela então Faculdade de Direito do Recife, que passou e se denominar Faculdade de  Direito da Universidade Federal de Pernambuco.

Dr. Aurélio Muniz Freire exerceu a magistratura no Estado de Pernambuco, aposentou-se como Juiz na capital. Foi promotor de Justiça na Comarca de Petrolina (PE), Professor de Instituições de Direito Privado na Faculdade de Administração, em Garanhuns (PE), além de ter sido Procurador Municipal em dois municípios pernambucanos e de atuar como advogado depois de sua aposentadoria. 

Em 2011 Dr. Aurélio Muniz Freire lança o Livro "Uma Doutrina Universalista".

Dr. Aurélio sempre gostou de escrever, nunca fugindo à linha espiritista em suas produções, dentro dos assuntos por ele abordados, visto que a doutrina espírita  constitui o fundamento maior de suas criações. 

Uma Doutrina Universalista aborda alguns assuntos recebendo o Espiritismo  como fundamento do quanto apresentava o livro. São temas que abrangem o interesse geral de pessoas já espíritas ou de outras simpatizantes da doutrina. Não existe a pretensão de oferecer novidades no campo doutrinário, mesmo porque, além de o autor ater-se ao já sabido e conhecido pela maior parte dos estudiosos e ao conhecimento do trivial, ele não se sente em condições de expor noções outras que estejam fora de seu entendimento.

A obra é apenas um apanhado de temas que podem interessar o leitor na compreensão mais simples relacionada com a vida no campo de nossas experiências. O Universalismo que  embasa a Doutrina dos Espíritos adentra-se em todos os campos do conhecimento humano, sejam quais forem os seus segmentos nos níveis científico, filosófico e moral.

Seja qual for a atividade exercida pelo leitor, encontrará ele uma sustentação, um apoio seguro e eficaz ao campo do seu labor. Daí o  caráter universalista do Espiritismo, não lhe exigindo tanto o seu rótulo. Até mesmo a outros, que se confessam materialistas, céticos, indiferentes a esta ou àquela corrente doutrinária, o Espiritismo é como uma chave, ferramenta a  destrancar-lhe a mente para um aprofundamento maior em suas indagações.

Neste livro é versada uma variedade de matérias, uma coletânea singela do quanto a vida nos trouxe de esteio a fundamentar nossa experiência do dia a dia. Fazemo-lo com humildade, certo de sua compreensão.

O autor busca ser coerente no que pensa, fala ou escreve, recebendo como comando de  suas atitudes a sua consciência, não tendo a preocupação de ser  agradável a todos, mesmo porque, como diz, seria estulta ignorância se assim procedesse. Participou com algumas de suas produções em duas antologias: Antologia VMD Internacional e Roda Mundo 2005 - Antologia Internacional, além de figurar em  alguns sites na internet.

Dr. Aurélio Muniz Freire desencarnou em 10 de março de 2020, aos 90 anos de idade.

Sociedade Musical Novo Século

História de Garanhuns - Apareceu em 1901 sob a direção de João Francisco da Silva (João Fogueteiro) e alguns afeiçoados à música e a colaboração do maestro José M. Pimentel e seu filho José. O jornal "O Sertão" em 19 de outubro de 1911 ainda assinala em seu noticiário a presença da "Novo Século" em festividades cívicas.

Fonte: Os Aldeões de Garanhuns / Alberto da Silva Rêgo / 1987

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Última semana para inscrever filme no Curta Taquary 2021

Termina dia 11 de janeiro o prazo para inscrever filmes para exibição no 14º Curta Taquary – Festival de Curta-Metragem de Taquaritinga do Norte, que será realizado de forma híbrida em 2021. Os filmes ficarão disponíveis, de forma virtual, no período de 16 a 22 de março. Já as formações (oficinas e laboratórios), também serão online, mas contarão com algumas atividades presenciais em janeiro e fevereiro. As pessoas interessadas em participar do evento devem submeter os trabalhos no site www.curtataquary.com.br.

A proposta para 2021 é trazer produções que abordem temáticas sociais, educativas, políticas, de raça, gênero e ambientais. Além de ter esse foco no processo de curadoria dos filmes, a próxima edição do festival contará com uma ação de reflorestamento em uma região de Taquaritinga do Norte atingida por uma queimada em dezembro de 2016. Ao todo, cerca de 50 hectares de mata nativa foram destruídos. A ideia é que para cada filme inscrito seja plantada uma árvore. 

O Curta Taquary terá sete mostras competitivas. São elas: Mostra Brasil (com temática livre); Primeiros Passos (para diretores em seus primeiros trabalhos); Dália da Serra (voltada para filmes produzidos em atividades pedagógicas, projetos de formação); Universitária (direcionada para produções oriundas de alunos de graduação); Diversidade (filmes que abordem questões de sexualidade e de gênero, em suas mais diferentes formas e perspectivas); Curtas Fantásticos (filmes de horror, ficção científica e fantasia); Criancine (filmes voltados para o público infanto-juvenil). “Não há limite para inscrição de trabalhos. O mesmo autor pode submeter filmes em várias categorias”, explicou o coordenador do festival Alexandre Soares.

Meu Amigo o Livro

Livro "Encontros Vespertinos" - Evaldo B. Calado - 2001

Evaldo B. Calado / Garanhuns 

Abriste-me os arcanos à indagação oculta,

Apontando-me respostas, em teu permeio,

Já como gentis mestras, de natureza culta,

Tuas páginas, plenificaram meu anseio.


E se, hoje, me redime o conhecimento,

Foi tua dádiva divina que me trouxe luz.

Mesmo no instante ameno do entretenimento,

Tua palavra maestrina ainda me conduz.


Se o estado insone me perturba a alma,

Em tuas palavras eu encontro alento,

Paginando lento, num gesto de calma, 

Refletindo no espírito o terno momento.


Em tarde pálida de inverno tristonho,

Recosto-me ao sofá gasto e sombrio,

Leio tuas fantasias, em forma de sonho,

Que até mesmo, esqueço a estação do frio.


Desde criança, a parceria com a bola,

Fez-me trazer-te bem juntinho ao peito.

Se de manhã, feliz, te levava à escola,

Findar do dia, te guardava ao leito.


Mesmo, agora, ao parecer rude, esquivo;

E se resistir ao lustre, ao garbo, a louçania,

Não tem culpa meu velho amigo, "o livro",

É só minha, é só minha, a culpa, a vilania.

Escola Colônia Alberto Torres

História de Garanhuns - Surge em 1934, por iniciativa de Dr. Pedro Carneiro Leão que adquiriu uma propriedade, onde deu início a um loteamento, construindo uma  casa e em cada lote fazendo a doação a agricultores pobres da região. Trabalho pioneiro em que devotava todo o seu entusiasmo.

Escola Maria Digna

História de Garanhuns - Organizada em 1934 pelo Dr. Pedro Carneiro Leão, tendo por escopo principal ministrar às moças pobres, os misteres do lar. Para isso, contratou professores de costura, bordados, desenho, pinturas e arte culinária. Funcionou durante muitos anos à base de donativos particulares.

Nomes que fizeram história no Colégio Quinze de Novembro

Por Marcílio Reinaux*

São tantos, cada um com o seu destaque, a sua ação, o seu amor e as suas razões, todos levados pelo destino, mercê de Deus, que traçou com linhas profundas a vida de tantos quantos por ali passaram. As vetustas paredes são as testemunhas eloquentes. Da família Feitosa: Adma, Aquila e Acza; Antônio Fernandes mais conhecido como "Ferrinho", Estelita Ferreira da Silva, uma trepidante moça dos anos trinta e que com a sua alegria movimentava o Colégio em suas festas. Muito amiga de Daniel Cavalcanti, ela  conta também reminiscências sobre a vida do Colégio e fala muito do Daniel que  era conhecidamente um poeta de renomada. Fazia versos intempestivamente, com uma verve e uma inspiração ilimitada. Lembra Estelita que acompanhou o Daniel sempre com muita admiração, inclusive visitando-o no seu leito de enfermo em Hospital do Recife. Confessa que mesmo doente, o Daniel nunca perdeu a sua alegria. Fez inclusive uma poesia sobre o falado "assassinato de um burro" nas dependências do Colégio, assunto que foi muito comentado. Na visita ao Hospital, Estelita lembra que  de repente, Daniel vendo o telefone fez uma inteligente prosa. De Daniel Cavalcanti, Estelita tem um disco repleto de suas poesias declamadas. Sobre ele Epitácio Gueiros Sales também comenta muito das  suas poesias.

Dos nomes da história do Quinze, ninguém poderá esquecer de Torquato Marques dos Santos. Apegou-se à obra do Quinze com entusiasmo, depois de ser aluno, tornou-se membro do Conselho e seu Presidente, transformando o Colégio de uma  situação financeira insustentável em um educandário viável e a altura das suas tradições. Viajou aos Estados Unidos, conseguiu ajuda e realizou uma obra indiscutível. No futuro quem escrever a história do Quinze, capítulo especial deverá ser dedicado a  Torquato Marques dos Santos, um exemplo de dedicação e amor ao magistério e ao Colégio.

Solomitã Vidal, Manoel Lopes da Silva, Dinah Reinaux Gomes, Ivanildo Alves de Vasconcelos, Iva Vilela Guerra, Edna de Deus Melo, Guiomar Dias dos Santos, Elza Rocha Hecksha, Edna Rocha Ferreira, Ivonete Teixeira, Hamilton Vilela, Joaquim Pedrosa, Nahor Gueiros Malta, Jesen  Vidal, Manoel Canuto, Lucio Torres Gallindo, Paulo Pimentel, Joaquim Cortez, são nomes que afloram na nossa lembrança como muitos que desfilaram na galeria de  gente importante do Colégio. Importante sim, muitos deles nem como professores mas sobretudo como alunos, hoje ex-alunos, que contribuíram de alguma forma para a edificação e crescimento do querido Colégio.

Cephas Reinaux de Barros e Emmanuel foram dois que estudaram também no Quinze. Emmanuel logo se foi para o Sul. Cephas tornou-se pastor, professor, advogado e muito querido por muitos anos em Canhotinho onde dirigiu Colégio. Em várias outras cidades do interior o reverendo Cephas Reinaux de Barros foi e tem sido nome respeitado no Evangelismo Presbiteriano em nosso Estado.

Outros mais: Reverendo Walmir Soares, Eni Silva Gonçalves, Emerson Souto, e o Presbítero Moacyr Soares, este dedicado jornalista que militou muitos anos em  João Pessoa. Paulo Pimentel, Virgínia Neumann, Iara Lins, Janice Vidal, Luiz Siqueira. Este tornou-se um destacado executivo em Pernambuco, ocupando por várias vezes o cargo de Secretário de Estado, geólogo e técnico conceituado. Sua esposa Malvina também ex-aluna do Colégio Quinze. Cleovansóstenes Aguiar, Glauco Portela, Oséias Ferreira Lopes, Eliseu Pereira Lopes, e Irecê Wanderley. Irecê filha do professor Maurício Wanderley nome também tradicional em Garanhuns. José Bonifácio de Sá Pereira, Reverendo Henrique Guedes, Emília Baía Canuto, Denise Luna, Pedro de Morais, Walkiria Vitalino, Irene Vitalino de Melo, Mário Cavalcanti, Clodomina Costa Lima de Mello, Everaldo Pitta, Dijon Alves Maciel, Francineide Gama do  Nascimento, Francinete Nóbrega, Francisca Sales, Edite Rocha Cordeiro, Clarindo Gueiros, Fanuel Gueiros Vieira, David Gueiros Vieira (foto), Noemi (Nosa), Gilda Pereira de Medeiros, Francisco Vieira Filho, Greice Vidal Amaral, Francisco Aureliano, Gilberto Azevedo, Hélio Notaro e seu irmão Mário Notaro, e tantos outros.

Nomes que fizeram História. Como simples alunos tiveram parte de suas vidas agregadas à vida do Colégio. O Colégio era o seu mundo, e a sua razão de ser. Nada mais era importante do que o Colégio, mesmo com lutas e sacrifícios, nenhum dos  muitos ex-alunos que entrevistamos tem queixas do colégio, tem sim, todos de muitas saudades. Nenhum deles nos falou sem  humedecer os olhos com uma contida saudade dos amigos, dos professores e do seu tempo de menino ou menina, que os anos não trazem mais. Dr. Inaldo Lima, e José (Zito), filhos do grande médico que foi Dr. José Lima. Gláucio Vidal, Hélio Lopes, Fernando Rosendo, Manoel Lopes, Maria Auxiliadora Neves, Ivanildo Pinto, Uziel Gueiros. Reverendo Francisco Gueiros e o muito lembrado e querido Dr. Ebenezer Furtado Gueiros.

*Advogado, jornalista, professor, poeta e historiador / Garanhuns, 2 de Novembro de 1985.

Processo seletivo Prefeitura de Paudalho - PE abre 42 VAGAS

A Prefeitura de Paudalho divulgou novo edital de seleção pública simplificada (processo seletivo Prefeitura de Paudalho), visando o preenchimento de 42 vagas para a Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. 

Como não se trata de um concurso público as contratações serão temporárias por meio do edital nº 01/2021.

Os interessados em participar do processo de seleção devem realizar suas inscrições via internet ou de forma presencial, no período de 06 a 14 de janeiro de 2021.

Para as inscrições via internet, é necessário acessar o site da Prefeitura de Paudalho, preencher a ficha de inscrição e encaminhar cópias dos documentos solicitados. 

Quem quiser realizar sua inscrição de forma presencial deve comparecer à Escola Municipal Genilda Martins, situada na Praça Joaquim Nabuco (Praça do Rosário), S/N, no centro da cidade, das 08h às 16h.

Não haverá cobrança de taxa de inscrição.

Fonte: Concursos no Brasil

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Garanhuns - Rede municipal de ensino inicia matrículas para o ano letivo de 2021


A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Educação, inicia o processo de matrículas para o ano letivo de 2021 da rede municipal de ensino. Os responsáveis pelo cadastrado devem efetivar a matrícula do estudante presencialmente na escola, inclusive com a entrega da documentação. 

Entre os dias 11 e 15 de janeiro, as matrículas serão destinadas aos alunos de continuidade e transferidos entre escolas municipais. De 18 a 27 deste mês, o atendimento será para os novatos e por fim, de 08 a 12 de fevereiro, serão realizadas as matrículas das escolas de pequeno porte no campo e creches. 

A Secretária de Educação Wilza Vitorino registra também os cuidados que se devem ter neste período de pandemia: “Todas as escolas municipais estão preparadas para atender ao público, seguindo as recomendações da Vigilância Sanitária em virtude da pandemia de Covid-19”. 

A educação é uma grande prioridade na gestão do Prefeito Sivaldo Albino, que visa oferecer qualidade de ensino, não deixando nenhum jovem fora da sala de aula. As vagas ofertadas estão distribuídas em todas as escolas da rede municipal de ensino, de forma que as crianças e jovens de Garanhuns tenham o acesso à escola.

Documentação necessária para a matrícula:

1- Requerimento de matrícula, assinado pelos pais ou por responsável do(a) estudante menor, ou pelo(a) estudante maior de 18 anos.

2- Termo de responsabilidade assinado pelos pais ou por responsável do(a) estudante para efeito de compromisso, acompanhamento de frequência escolar e participação no processo de aprendizagem

3- Ficha de perfil socioeconômico da família

4- Termo de autorização de saída do estudante

5- Declaração de utilização de transporte escolar

6- Ficha de solicitação de transporte escolar

7- Ficha de informação do tamanho de fardamento escolar 

8- Transferência de escola de origem (não deve conter emendas e/ou rasuras)

9- Cópia de certidão de nascimento ou da certidão de casamento

10- Cópia do CPF

11- Cópia do comprovante de residência atualizado com o CEP

12- Cópia da carteira de vacinação (Lei Estadual n° 13.770 de 18/05/2009)

13- Cópia do comprovante do tipo sanguíneo e do fator RH do(a) estudante (Lei Estadual n° 15.058 de 03/09/2013)

Cópia do cartão do SUS;

15- 2 (duas) fotos 3 x 4 recentes.

Machado de Assis inda deitado


Por João Marques*

Outro dia, acordei com uma cigarra cantando no poste que  fica na frente de casa. Admirei-me. Não me lembrei de outra vez em que tivesse sido acordado por uma cigarra... E nem pelos passarinhos! Sempre escutei os passarinhos depois de acordado. Os pássaros, as vacas, as ovelhas, toda a natureza sonora, quando vivia no sítio. Mas cigarras logo bem cedo e acordando-me, não!

Por coincidência, descobri que Machado de Assis, antes de mim, também, tinha sido acordado por uma cigarra. Ele conta o seu despertar numa crônica de 7 de janeiro de 1894 e eu a tenho no 2º volume de "A Semana". Já transcrevo a história, para verem como acordava Machado de Assis ou o que pensava um escritor há cem anos, logo que  acordasse... 

Por aqui, quando as cigarras cantam muito, dizem que é verão, vem muito sol. E eu - filho legítimo do inverno - sinto mais o incômodo do calor. Natural e poeta pelo inverno, sinto-me bem em Garanhuns, esta terra que quase ficava toda inverno. E isto não aconteceu, porque justamente as cigarras, com seu  coro, atraíram para estas serras o verão também... isto foi antes que os guarás e os anús tomassem conta de tudo. Já dominavam os vales e as fontes. Depois, os sertanistas vieram com o fogo incendiário, abrindo veredas de sol e levantando tetos quentes para abrigar os nativos. Simôa Gomes, garanhuense, primeiro que nós, quando nasceu, não teve mais jeito, as cigarras cantavam pelos bambús e, noutra manhã, até a acordaram. Cigarra teimosa!

A minha, mais irônica, pousou e cantou num poste. Simôa Gomes, não sei o que pensou. Machado de Assis, já lhes mostro. Eu, invernal, chegando a um friozinho, para ficar mais tempo na cama, imaginei que, em lugar da cigarra, fosse um sapo (um sapo voador). O poste começava a cobrir-se de folhas verdes, as lâmpadas viraram frutos dependurados e os fios ficavam em sentido vertical, para caírem como os pingos da chuva... Mas, infortúnio meu, uma muriçoca insistente, que veraneava dentro do mosquiteiro, veio completar o coro aos meus ouvidos. Bem pertinho agora, para ser mais real. Saí de baixo do mosqueteiro - e porque não dizer poeticamente: do meu velho mosquiteiro - e fui para a primeira coisa do dia: lavar o rosto com água de alguma chuva.

Agora, Machado de Assis inda deitado:

"Quem será esta cigarra que me acorda todos os dias neste verão do diabo, quero dizer, de todos os diabos, que eu nunca vi outro que me matasse tanto. Um amigo meu conta-me cousas terríveis do verão de Cuiabá, onde, a certa hora do dia, chega a parar a administração pública. Tudo vai para as rêdes. Aqui não há rêde, não há descanso, não há nada. Este tempo serve, quando muito, para reanimar conversações moribundas, ou para dar que dizer a pessoas que se  conhecem pouco e são obrigadas a vinte ou trinta minutos de bonde. Começa-se por uma exclamação e um gesto, depois uma ou duas anedotas, quatro reminiscências, e a declaração inevitável de que a pessoa passa bem de saúde, a despeito  da temperatura.

- Custa-me a suportar o calor, mas de saúde passo maravilhosamente bem. Não sei se é isso que me diz tôdas as manhãs a tal cigarra. Seja o que fôr, é sempre a mesma cousa, e é notícia d'alma, porque é dita com uma grande sonoridade e tenacidade que excede os maiores exemplos de gargantas  musicais, serviçais e rijas. A minha memória, que nunca perde essas ocasiões, recita logo a fábula de La Fontaine e reproduz a famosa gravura de Gustavo Doré, a bela moça de rebeca, que o inverno veio achar com a  rebeca na mão, repelida por uma mulher trabalhadeira, como faz a formiga à outra. E o quadro e os versos misturam-se, prendem-se de tal maneira, que acabo recitando as figuras e contemplando os versos.

Nisto antra um galo. O galo é um maometano vadio, relógio certo, cantor medíocre, ruim vianda. Entra o galo e faz com a cigarra um concêrto de vozes, que me acorda inteiramente. Sacudo a preguiça, colijo os trechos de sonho que ficaram, se tive, e fito o dossel da cama ou as tábuas do teto. Às vezes fito um quintal de Roma, de onde algum velho galo acorda o ilustre Virgílio, e pergunto se não será o mesmo galo que me acorda, e se eu não serei o mesmíssimo Virgílio. É o período de loucura mansa, que em mim sucede ao sono. Subo então pela via Ápia, dobro a rua do Ouvidor, esbarro com Mecenas, que  me convida a cear com Augusto e um remanescente da companhia geral. Segue-se a vez de  um passarinho, que me canta no jardim, depois outro, mais outro. Pássaros, galo, cigarra, entoam a sinfonia matutina, até que salto da cama e abro a janela." (Respeitando a ortografia da impressão em 1962).

*João Marques é escritor, poeta, diretor/editor do jornal O Século, autor do Hino de Garanhuns e ex-presidente do Academia de Letras de Garanhuns - ALG.

Crônica transcrita do jornal O Monitor de 10 de Março de 1995.

Foto: Anchieta Gueiros

Igreja de Brejão de Santa Cruz


História de Garanhuns - Em 1882 foi construída a Igreja de Brejão que era na época um povoado muito florescente, com suas casas alinhadas supervisionadas pelo cidadão - Francisco Souto Carvalho Furtado "Chico Furtado" (foto), capitão do 8º Corpo do Batalhão.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Com inscrições on-line, Fundarpe lança os editais do Funcultura da Música e do Microprojeto Cultural

O Governo de Pernambuco, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), lança nesta terça-feira (5) os editais Microprojeto Cultural 2020-2021 e 5º Funcultura da Música 2020/2021. As inscrições para a seleção pública de projetos culturais, que neste ano serão 100% digitalizadas, integram o principal mecanismo de fomento e difusão da produção artística no Estado, o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). Criado há 17 anos, o Funcultura tem um modelo de gestão compartilhada que envolve, além da Fundarpe e da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), instituições culturais e entidades da sociedade civil representativas da classe artística. Somados, esse dois editais irão ofertar R$ 4,8 milhões para a cadeia produtiva do setor. Incluídos os editais Funcultura Audiovisual e Funcultura Geral, o investimento feito pelo Governo de Pernambuco na seleção de projetos culturais atinge anualmente R$ 32 milhões.

Para participar da seleção dos dois editais, os proponentes deverão estar inscritos no Cadastro de Produtores Culturais (CPC) e ficarem atentos ao período de inscrição de cada um deles. No caso do Microprojeto Cultural 2020-2021, a submissão dos projetos poderá ser feita de 23 de março ao dia 2 de abril de 2021; e do 5º Funcultura da Música 2020/20121, de 3 a 14 de maio de 2021. Ambos terão processo digitalizado de inscrição, por meio do Prosas (prosas.com.br), plataforma que facilita a seleção e o monitoramento de projetos culturais, além de universalizar o acesso ao fomento artístico por meio da internet.

“O Funcultura é a principal ferramenta de difusão cultural do Estado e, como tal, a cada ano reinventa-se e tenta contemplar/incorporar as demandas da classe artística em seus novos editais. A digitalização, uma reinvindicação antiga do segmento cultural pernambucano, já é uma realidade e vai nos permitir a otimização dos processos de seleção e pagamento dos projetos selecionados”, ressalta Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe, órgão responsável pelo gerenciamento dos recursos do Funcultura.

MICROPROJETO CULTURAL - Com o objetivo de incentivar a produção de atividades artístico-culturais de baixo orçamento, o Microprojeto Cultural é caracterizado por um edital simplificado em sua forma de apresentação e de prestação de contas, e pode ser elaborado por pessoa física, jurídica sem fins lucrativos ou microempresário individual (MEI). Serão contempladas propostas de indivíduos, grupos e coletivos, formados por jovens (18 a 29 anos) de baixa renda, principalmente, de regiões ou cidades pernambucanas com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); ou iniciativas de pessoas jurídicas sem fins lucrativos para a população jovem em situação de vulnerabilidade.

Totalizando um valor de investimento de R$ 640 mil, sendo R$ 15 mil o teto para cada projeto, o edital abrange iniciativas que se enquadrem em qualquer segmento cultural e que estejam distribuídos pelas macrorregiões do Estado. Os trabalhos devem ter como foco o desenvolvimento sociocultural do Estado, com a finalidade de promover a cidadania, a transmissão de saberes e a sustentabilidade econômica. Para mais detalhes, acesse: www.cultura.pe.gov.br/editais/edital-funcultura-microprojeto-cultural-2020-2021.

5º FUNCULTURA DA MÚSICA 2020/2021 - O 5º Edital do Programa de Fomento à Produção em Música de Pernambuco, o Funcultura da Música 2020/2021 irá disponibilizar o montante de R$ 4,16 milhões para projetos na área de música, o que garante o desenvolvimento da cadeia produtiva musical em suas diversas áreas. Os recursos são distribuídos em nove categorias: Circulação; Festivais; Gravação; Produtos e Conteúdos; Economia da Cultura; Difusão Da Rede de Equipamentos do Estado, geridos pela Secult/Fundarpe; Manutenção de Escolas de Bandas de Música e Corais; Formação e Capacitação; e Pesquisa. Para mais detalhes, acesse: www.cultura.pe.gov.br/editais/5o-edital-do-funcultura-da-musica-202020121.

CPC - Os produtores interessados em se inscreverem ou regularizarem perante o CPC (Cadastro de Produtores Culturais), terão de fazê-lo, obrigatoriamente, até 14 de março de 2021, para estarem aptos a submeterem projetos nos editais deste ano. O cadastro e a renovação no CPC, deverão ser realizados através do endereço eletrônico cpc.funcultura@gmail.com. Confira o passo a passo para inscrição do CPC: www.cultura.pe.gov.br/pagina/funcultura/passo-a-passo-inscricao.

NOVOS EDITAIS DO FUNCULTURA - Até o dia 15 de janeiro de 20121 (sexta-feira), serão publicados o Edital do Funcultura Geral 2020-2021 e os 14º e 15º Editais do Funcultura Audiovisual.

Mons. Adelmar: Um Exemplo de Vida Dedicada à Formação da Juventude

Em cada Ex-aluno do Colégio Diocesano de Garanhuns, reside no coração, duas fortes e inesquecíveis lembranças, ternas e de valor incomensurável: a primeira, a própria imagem do valoroso Colégio Diocesano de Garanhuns, símbolo de Cultura e moralidade; a segunda, a imagem indelével de uma figura humana ímpar, o educador Mons. Adelmar da Mota Valença (foto).

Existem milhares de profissões para que o homem abrace como carreira profissional ou realização pessoal; em todas elas a abnegação, o preparo profissional e cultural, a responsabilidade funcional, o zelo e a correção no desempenho da atividade, devem ser fatores comuns e integrados para o bom cumprimento do papel social de cada indivíduo.

Nem sempre o homem tem a felicidade de acasalar seus pendores com a oportunidade que a vida lhe oferece.

Parece-nos que tudo isso no campo material é possível de suportar e realizar, desde que o homem inspirado na crença divina e na sua própria força de vontade, construa no cotidiano, a sua fé pessoal no que faz ou pretende realizar.

Entre tantas as atividades humanas, existem uma difícil realização, o Sacerdócio.

Nesta, além de todas as exigências que outra qualquer possa exigir, encontram-se presentes e de forma marcante, as virtudes da renúncia, sobretudo aos bens materiais; do amor, bem maior da humanidade; da solidariedade, com a dor e as necessidades do  próximo e, da fraternidade, para o relacionamento constante com os seus  irmãos.

Monsenhor Adelmar da Mota Valença - o pastor de almas - é o exemplo típico deste amor sublime.

O homem que se fez padre pela fé em Cristo, dedicou toda a sua vida à condução dos que lhe cercaram ao caminho da Igreja, e de Deus, da formação moral em todo o seu contexto, com a força de quem é forte porque crê no que faz, porque faz o que sempre fez, com o escudo da cruz e da  humildade.

Todos os Ex-alunos, lhe temos um respeito de filho para pai de irmão para irmão, de homem para homem, de aluno para mestre e de ovelha da Igreja para pastor de Igreja.

Todos nós Ex-alunos, carregamos em nossa formação e caráter, traços de sua personalidade marcante e dos seus  ensinamentos sobre o entusiasmo pela vida, o amor próprio  que cada homem deve ter respeitando os direitos individuais de todos, o sentido de família como célula mater da sociedade, a moralidade em sua essência, tudo, não somente transmitido no dia de suas aulas de civilidade ou nas suas preleções da Capela, mas, primordialmente, através do seu exemplo e de sua conduta de vida.

O Colégio Diocesano de Garanhuns, é uma instituição imortal para os Ex-alunos e a figura do Mons. Adelmar da Mota Valença, confunde-se com o próprio Diocesano, em sua história e valor.

A Polícia Militar de Pernambuco, beneficiou-se dos frutos produzidos pelo Gigante da Praça da Bandeira, com a admissão em seus Quadros de Oficiais, de inúmeros Ex-alunos, os quais, sem distinção, sentem-se hoje, homenageados, felizes e realizados, por verem o Mons. Adelmar da Mota Valença receber a Outorga maior que a Corporação Policial Militar concede, através do Exmo. Sr. Governador do Estado de Pernambuco.

Destarte, o Exmo. Sr. Governador do Estado, Dr. Roberto Magalhães de Melo e a Polícia Militar de Pernambuco, representada pelo seu Comandante Geral Walter Benjamim de Medeiros, ao reconhecerem o valor deste homem ilustre de Garanhuns e do Estado, não cometeram ato de benevolência, e sim, de justiça e de visão administrativa.

Receba portando, Mons. Adelmar  da Mota Valença, esta homenagem e o nosso mais elevado sentimento de respeito e estima, a única forma de agradecer-lhe por todos os bens morais e culturais que nos transmitiu e impregnou na alma, tornando-nos pelo reflexo da sua  conduta, homens capazes de compreender para sempre, o significado maior do Colégio Diocesano de Garanhuns em nossas vidas.

Que Deus, o criador do universo e benevolente guiador dos seus passos permaneçam em seu coração para sempre.

Nosso afetuoso abraço.

Por todos os Ex-alunos:

Genivaldo Cerqueira de Albuquerque

Major PMPE

(Palavras de um Ex-aluno do Colégio Diocesano de Garanhuns, dirigidas ao Mons. Adelmar da Mota Valença, durante a Solenidade de Outorga da Medalha Pernambucana do Mérito Policial Militar).

Transcrito do Jornal O Monitor de 27 de outubro de 1984.

Bairro do Magano

História de Garanhuns - Existia a Rua do Mataburro, com um só lado de casas, no local funcionava um cortiço do Sr. Severino Pacote, onde muitas mulheres de vida fácil, se vendiam como profissão para sobreviverem. Na mesma rua existia um reisado do Mestre José Victor. Todos os finais de semana, o reisado descia a Rua da Areia, cantando e dançando e vezes por outra, entravam em uma casa e passavam alguns minutos e continuavam a jornada. Era uma rotina que animava o bairro e fazia falta no dia que que não saia.

Fonte: Livro "História do Magano - Garanhuns / Lamartine Peixoto de Melo / 2008.

Um Mundo de Paz

Parque Ruber van der Linden (Pau Pombo), Garanhuns
Foto: Anchieta Gueiros

Na presença da realidade devemos enfrentá-la fitando com serenidade a luz  de seus olhos. Não devemos ser esquivos falando apenas de suspeitas. Elas ocasionam pressões muitos fortes, a ponto de nos deixar tomado, até mesmo imersos, dédalo de dúvidas torturantes. Não há nada mais dubitativo do que vivermos na  voragem de marginalização de tudo o que é certo. Isso deve ser apreciado com certa profundidade por quem não sente a consciência onerada.

A crise da família, que é apenas uma parte da crise geral do mundo contemporâneo, encontra explicação satisfatória à luz do princípio da reencarnação. Das lei do Carma, consequências de vida anterior, ou reações de atos praticados em outras oportunidades de vida, nesta ou em outra dimensão. Com o auxílio e determinação do código genético o mundo científico presta indeclinável colaboração. Ninguém pode prescindir das investigações da ciência, cujas pesquisas têm constatado meios idôneos e reais.

Tudo se encadeia na Natureza, desde do átomo até o arcanjo, que também já foi átomo. Estudando a evolução em todos os campos da vida, Léon Denis, autor do "Problema do Destino e da Dor", ensinou no alto de sua cátedra: "A  alma dorme na pedra, sonha na vegetal, agita-se no animal e acorda no homem. Ligando assim o destino humano ao destino das coisas. Dessa ligação surgem as comparações e os estímulos. Civilizar é, sobretudo, humanizar.

O homem não passa subitamente da infância à maturidade. O intelectualismo vaidoso é uma espécie de resíduo que dificulta o movimento da válvula natural da intuição espiritual e apressa o momento fatal. Nossos instintos animais, nossas ambições desmedidas, nosso orgulho ferido, nossas pretensões de supremacia aceleram dia a dia o ritmo da pressão interna.

O mundo interior de cada um de nós, é cheio de cogitações, onde o silêncio profundo desperta certa tranquilidade pontilhada de algo que nos sublima. É o Reino de Luz que habita, cuja presença dissipa todas as trevas em que o ser humano no encontro o domínio da paz que o mundo precisa.

Se queremos a paz, teremos de nos preparar para a paz. Só os pacíficos espalham as virtudes que transformam em  tranquilidade as tempestades das almas conturbadas pela guerra.

Assim o nosso pensamento encontra receptividade no universo moral e intelectual, do maior Instrutor do mundo, já desencarnado. Dessa maneira o Krishna Murtiano falar sabiamente nos ilumina como se deve conquistar a Paz.

Para implantar a paz no mundo, para pôr fim a todas as guerras, faz-se mister uma revolução no indivíduo, em vós e em mim. Sem esta revolução interior, a revolução econômica não terá significação, porque a fome é resultado do desajustamento das condições econômicas produzido pelos nossos estados psicológicos. A avidez, a inveja, a malevolência, a ânsia de posse. Para pôr fim ao sofrimento, à fome, à guerra, faz-se necessária uma revolução psicológica, e poucos de  nós têm disposição para tal. Estamos dispostos a conversas sobre a paz, planejar legislações, criar novas organizações, mas não estamos dispostos a ganhar a paz, porque não queremos renunciar à posição, à autoridade, ao dinheiro, às propriedade, as nossas vidas estúpidas.

Contar com os outros é inteiramente fútil; eles não podem trazer-nos a paz. Nenhum chefe irá dar-nos a paz, nenhum governo, nenhum país. O que trará a paz é a transformação interior. A transformação interior não significa isolamento ou retraimento da ação exterior. Pelo contrário, só pode haver ação correta quando há pensar correto, quando há autoconhecimento. Se não conheceis a vós mesmos, não há paz.

Para por fim à guerra exterior, temos que por fim à guerra que está em  nós mesmos. Alguns ficarão de acordo, depois sairão, para fazer exatamente a mesma coisa que vinham fazendo há muitos anos. Só haverá paz quando formos pacíficos, quando vivermos em Paz conosco e com o próximo. "A paz seja convosco". É a saudação do grande mestre Jesus o Cristo.

José Francisco de Souza / Advogado, jornalista e historiador / Garanhuns, 27 de Setembro de 1986.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Eu e a solidão


Zé do Lírio

No dia em que eu nasci

O destino apontou para a minha mão

E foi ensinar-me

Os escubrios dos rios da ilusão

Mas eu tenho a obrigação

De romper este embaraço

Fazendo mil aventuras

E todas as aventuras que eu faço

Vem um pincel desumano

E apaga todos os traços que eu traço

Desaventura é o meu ninho

Separada dos amores

Inimigo do carinho

Eu ouço uma voz dizer

Nasceu pra viver sozinho

Eu vou no mesmo caminho

Que seguiu a natureza

Mas eu pergunto a vossa alteza

Qual foi o seu ideal

De me fazer sozinho

Como o sobrenatural

Tantos no jardim do bem

E eu na cabana do mal

Mas é muito natural

Insistir com paciência

Mas, eu quero perguntar

A divina providência

Quem foi que pintou

Esse quadro da minha resistência

A falta de competência

Eu sinto que tenho razão

Por que no momento me falta

Amor e inspiração

As testemunhas da cena

Sou eu e a solidão.

* Zé do Lírio foi um poeta da cultura popular, um mestre da expressão dos sentimentos da dor, da vida e da alma. Brejão,  PE, novembro de 2009. 

Foto: Anchieta Gueiros

A Flâmula de Garanhuns

A Flâmula  de Garanhuns foi idealizada pelo monge beneditino Dom Paulo Ernst Lachenmayer. Foi oficializada pela Lei 457/58, de 6 de março de 1958, sancionada pelo prefeito Francisco Simão dos Santos Figueira. 

Dom Paulo Ernst Lachenmayer - OSB, um mestre nas artes que baseado nas normas da heráldica concebeu os símbolos garanhuenses, depois de solicitação do também monge Dom Gerardo - OSB, no ano de 1957 e doados a Prefeitura de Garanhuns como presente do Arquiabade do Mosteiro de São Bento da Bahia. Muito habilidoso e articulado politicamente dom Gerardo fez a ponte entre o Mosteiro de Garanhuns e o de Salvador, e em sintonia com o prefeito Francisco Figueira, fez a encomenda dos nossos símbolos baseados nas características marcantes da Suíça Pernambucana.

Foto: Flâmula de Garanhuns (1957), desenho original ofertado a Prefeitura de Garanhuns. Faz parte do acervo da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura.

Fonte: Instituto Garanhuns

Garanhuns perde Zé Mauro para a COVID-19


Garanhuns perdeu na manhã de hoje, dia 4, o comerciante José Mauro Fraga, o popular J. Mauro. Aos 79 anos, Ele foi mais uma vítima da COVID-19.

Zé Mauro, como também era conhecido, faleceu no Hospital da Unimed, em Caruaru, após passar alguns dias internado no Hospital Monte Sinai, aqui em Garanhuns. Ele chegou a ser intubado, mas não resistiu as complicações da doença e faleceu às 5h desta segunda, dia 4.

Comerciante do ramo de propagandas, J. Mauro era proprietário da J. Mauro Propagandas e seus carros-de-som realizaram inúmeros trabalhos em Garanhuns e Região, sobretudo durante as Campanhas Políticas. Ele também se notabilizou por ser proprietário do Parque de Diversões Serrano. Atualmente, além dos carros-de-som, também atuava no segmento de bomboniere com uma loja na rua Maurício de Nassau, por trás da Ferreira Costa Center. Ele deixa mulher, filhos, netos, bisnetos e centenas de amigos. 

Fonte: Blog do Carlos Eugênio

Na Glória da Vida


As grandes lunetas, que a inteligência aponta para os Altos Cimos, mostram as glorias de Deus, apresentam as leis de  equilíbrio e falam da grandeza da ordem, apelando para a razão e o sentimento humano.

Se olham em torno do Sol, deslumbra-se com o seu poder de rei adornado de áulicos obedientes a circularem à sua volta em movimentos harmônicos e gráceis. Entretanto, o próprio Sol é vassalo de Alcione, em torno da qual preenche, em duzentos e vinte e cinco mil séculos, uma das suas graciosas revoluções. E Alcione é apenas uma das estrelas do grupo das Plêiades, que se compõem de aproximadamente mil astros, dos quais apenas sete podem ser vistos a olho nu. Tão longe se encontra do homem a grandiosa Alcione que sua luz demora 715 anos para chegar à vista insignificante da mais poderosa luneta terrestre.

Alfa de Centauro, a mais próxima estrela do homem, dista 4,3 anos-luz.

Sirius, de alvinitente, viaja nove anos-luz pelos espaços para oscular a Terra com seus raios diamantinos.

Aprofundando as observações, fulgura na constelação do Navio, serena e majestosa, a soberba Canopus, com uma luz correspondente a 8.760 sóis, brilhando simultaneamente reunidos, a girar soberana no  infinito.

Apesar da distância incomensurável, Arcturus, estrela dupla de primeira grandeza, na constelação do Boeiro, situada no prolongamento da causa da Ursa Maior apresenta singulares e múltiplas variações brilhando como a mais bela do céu boreal.

Betelgeuse, na constelação do Orion, vale muitos milhares de sóis iguais ao nosso.

A Via Láctea, que nos serve de berço, ornamenta-se de cem bilhões de estrelas e, perto dela, num arquipélago de bilhões de astros distantes setecentos mil anos-luz, encontra-se Andrômeda, a galáxia deslumbrante...

E muito além das nossas concepções, fulguram ilhas interplanetárias, quais a  Nébula M-87, distante oito milhões de anos-luz...

Os microscópios eletrônicos, pesquisando o infinitamente pequeno revelam, na máquina grandiosa que é o corpo humano, dados impressionantes. Num centímetro quadrado de pele humana viva, há cerca de quatro metros de filetes  nervosos, mil pontos sensoriais da dor, cem mil canais sudoríparos, cinco mil pontos sensíveis, seis milhões de células, vinte e cinco pontos de apalpação, duzentos pontos de percepção da dor, doze pontos  sensitivos do frio e um metro de vasos... expressando a sabedoria do Criador na vida organizada.

Além de sua esfera, o homem descobre a Majestade Divina em toda parte e se demora esmagado.

No arcabouço que lhe serve de indumentária para a ascenção da alma no continuados avatares, encontra a Sabedoria Infinita, tecendo a glória da vida, e permanece angustiado.

A Eletrônica empurra-o para a frente nas pesquisas incessantes.

A Cibernética - como ciência do porvir - abre-lhe as portas para novas conquistas.

Mas, no casulo carnal onde dorme, incessante inquietação interior o aflige e estiola.

Pulsa o coração divino em todo o Universo. Todavia, o homem não tem ouvidos para auscultar a vibração sublime.

Constata que a cada ciência moderna redescobriu o mundo e o embelezou. No entanto, observa-se escravo da paixão, sendo, por isso mesmo, perturbando e desditoso.

Olha o firmamento com o cérebro incendido de anseios de liberdade. Mas permanece na Terra, torturado pelos mais comezinhos fenômenos da existência...

É nesse homem, todavia, que os acordes de uma fé racional e pura, consoladora e científica, tangidos pela bondade de  Deus, encontram ressonância. Escutando essa harmonia que a Doutrina Espírita lhe dirige, encontra a alegria que lhe falta e a chave que desvenda todos os mistérios do ser.

Através de processo metafísicos positivos, no Espiritismo defronta um contingente novo de inquirições e soluções, descerrando a cortina da ficção religiosa para a realidade divina, cujo caminho ainda é Nosso Senhor Jesus Cristo, o Sublime Governador do orbe terrestre.

Cantam, então, nessa alma renovada, as emoções superiores do Espírito em libertação, buscando integrar-se na obra grandiosa do Celeste Pai, glorificando a vida imortal.

*Aurélio Muniz Freire / Garanhuns, 27 de Julho de 1985

Transcrição da obra "A Luz do Espiritismo", de Vianna de Carvalho, psicografado por Divaldo Pereira Franco).

Foto: Anchieta Gueiros