sábado, 13 de fevereiro de 2021

Ivo Amaral um Oitentão

Fevereiro de 1991 - Lançamento do livro "As Múltiplas Faces do Talento". Na foto, vemos o prefeito Ivo Amaral, ao cumprimentar o autor Marcílio Reinaux e o secretário de Educação, Luiz Henrique.
Por Marcílio Reinaux*

Ivo Tinô do Amaral é de uma geração de boa cepa, nascido nestes agrestes, pelos idos de 1934. Portanto até agora, mercê divina, "amealhou" 87 anos. Como eu, Ivo um oitentão.

Eu não sou homem público, como Ivo. Mas sou de notória amizade com ele, a qual mantenho com muito carinho desde muito, quando da primeira gestão como Chefe do Poder Executivo de Garanhuns. Ele prefeito meu deu tarefas e crédito de confiança e eu o ajudei no Centenário da nossa querida Garanhuns. A ele deve-se o Festival de Inverno de Garanhuns. Estávamos também junto nas origens do evento, ideia nossa, conjunta. Afeiçoei-me a Ivo pelo trato cavalheiresco e respeitoso, que ele me concedeu e que costuma conceder às pessoas. Assim nutro de forma especial para com ele uma permanente amizade e profunda admiração, pelas suas virtudes e qualidades. Seus méritos, sua capacidade, sua competência e profissionalismo cativam a todos que dele se aproximam. Há nele um contingente de amigos os quais ele os conserva, sejam aqueles aqui por perto dentro dos arraiais de Garanhuns, ou aqueles mais distantes por onde tem andado, em sua profícua vida de político, no solo da pernambucanidade.

Como eu, Ivo nasceu antes da vacina Sabin, da penicilina, da comida congelada, do colchão  de molas, da fralda descartável. Antes das sandálias havaianas. Tínhamos os tamancos da feira. Ele nasceu antes da xerox, do plástico, das lentes de contato e bem antes das pílulas anticoncepcionais. Com Ivo ainda menino, na década de 1940 e seguintes, vivia-se uma época de grande respeito à família. Não tínhamos televisão deseducando e corrompendo crianças e adolescentes. Não havia o radar, nem cartões de crédito, nem raio laser. A bomba atômica chegou na Segunda Guerra Mundial, aterrorizando o mundo. Até algumas coisas simples não existiam, como por exemplo a caneta esferográfica. Ivo e eu escrevíamos com uma pena metálica molhada em um tinteiro e que logo escarrapichava. Os automóveis eram vagarosos. Garanhuns era uma cidade pacata. As pessoas se cumprimentavam. 

Hoje Ivo tem na sua casa muitas máquinas modernas. Mas na sua adolescência não havia máquinas de lavar roupa, de lavar pratos, secadoras, liquidificador, torradeira, ar condicionado. Não havia o celular tucanando a vida. Ivo Amaral nasceu antes mesmo da fascinante aventura do homem ter rasgado os espaços siderais e pousado  seus pés na lua. Viagens espaciais, ele só viu nos filmes e seriados de Flash Gordon - herói dos meninos - em um fantástico mundo de ficções, nos desenhos de Alex Raymond.

Na adolescência, meninos e rapazes, do "tope" de Ivo, os mais ricos, tinham bicicletas só de marcas importadas como a Rayleigh (inglesa), Uskwarna (sueca) e a Philips (americana). Todas elas  "triscando" no Parque dos Eucaliptos (Euclides Dourado). Não existiam naquele tempo brinquedos como videogame, skate, prancha, computador. E tenho a nítida impressão que o menino Ivo Amaral brincava com carrinhos de madeira com roda de rolamento, que se chamavam rolimã. Havia ainda o patinete, a bola de gude (os meninos chamavam chimbre), o pião, o jogo de botão feito com quenga de coco e de chifre de boi. Ou ainda o animado jogo com bola de meia, no meio das ruas de terra.

Ivo Amaral ainda rapazinho namorava sob as vistas discretas dos pais da moça. Não havia discoteca, casas noturnas, embalo. Expressões como:  "ficar", "tô na tua", "tais na minha", eram inexistentes até então... Uma radiola de vinil tocava dolentemente, animando a moçada com boleros, canções e músicas das orquestras internacionais de Xavier Cugat, Tommy Dorsey ou Green Miller. Para completar tomava-se um dito "coquetel" feito de groselha.

Ivo Amaral e eu estudamos no Ginásio Diocesano. Monsenhor Adelmar, de olhar sereno e disciplina severa, ensinou a mim e Ivo a sermos homens de caráter. As professoras Almira, Anita da Mota Valença, Nísia Caldas e outras eram chamadas de professoras mesmo. Não havia essa mesmice de "tia". As notas vermelhas no boletim, davam aos nossos pais, motivo de correção e ajuste nos estudos do "cabra". É bem-de-ver que no Ginásio o amigo Ivo Amaral teve uma salutar educação escolar pela dedicação e comprovada competência e responsabilidade do ensino sério sob as vistas da Diocese de Garanhuns. Ensinaram e ele aprendeu a ter as responsabilidades com a sociedade, aplicando-as na sua vida de homem público. Aprendeu a ter compromissos com a família, com o trabalho e  a sociedade. Esta é uma das muitas qualidades de Ivo que esteve sempre presente na sua vida pública como deputado e prefeito de Garanhuns por dois mandatos. Nesse cadinho de formação sociocultural e nessa linha de integridade e responsabilidade, foram moldadas as linhas da lhaneza do cidadão comum e consolidado o perfil da sua personalidade de homem público.

A você Ivo Amaral, um oitentão, meus parabéns e muitas felicidades.

* Marcílio Reinaux é cerimonialista, escritor, historiador, pintor e jornalista.

Hoje é dia de celebrar a vida! Parabéns Seu Ivo Amaral pelos 87 anos, felicidades. São os votos dos que fazem o Blog do Anchieta Gueiros.

AMSTT APRESENTA RESULTADOS DOS PRIMEIROS 40 DIAS DA NOVA GESTÃO


O presidente da Autarquia Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes (AMSTT), Rodolpho Almeida, esteve reunido na manhã desta sexta-feira (12) com a equipe da instituição para um balanço das primeiras ações desenvolvidas. Cada departamento apresentou os resultados dos 40 dias de gestão. O momento contou com a presença do prefeito Sivaldo Albino e dos secretários Ronaldo César, de Comunicação; Gedécio Barros, de Governo; e de Claudomira Andrade, presidente do IPSG.

Nas renovações de contrato com empresas, a nova gestão da AMSTT conseguiu uma redução média de 30% nos valores. Destaque também para a humanização da Autarquia, desde a ouvidoria até os guardas que fazem as rondas pela cidade.

“Nunca tivemos um retorno tão rápido das nossas demandas na ouvidoria. Ninguém ficou sem resposta. Estamos recebendo pedidos de linhas de ônibus, horários novos e estamos ouvindo todos. O povo fica satisfeito”, afirmou Ana Raquel, assessora técnica e ouvidora da AMSTT.

Um dos objetivos alcançados foi o padrão de fiscalização dos agentes de trânsito. Com a aplicação mais educativa, foi reduzido em 50% o número de multas no município.

“Vamos deixar de ser uma fábrica de multas. Precisamos ter critérios fixos para os agentes. Vamos continuar multando quando for necessário, mas queremos educar e ensinar pra que esses erros não se repitam”, disse Rodolpho Almeida, presidente da AMSTT.

O prefeito Sivaldo Albino, em seu discurso, ratificou a importância de uma guarda mais próxima das pessoas.

“Todas as autarquias estão enfrentando dificuldades, mas montamos uma equipe capaz de superar desafios. Não podemos notificar por notificar, sem tolerância nenhuma. Precisamos fazer uma guarda amiga da população, com um trabalho sério, comprometido e com diálogo, sem arrogância. Todos estão aqui servindo a população e, assim como eu, são servidores do povo”, afirmou o prefeito.

Entre as ações desenvolvidas estão a fiscalização da guarda municipal, para garantir a segurança da população, no centro da cidade e na Avenida Duque de Caxias, além de pontos turísticos como o Cristo do Magano e os parques municipais; rondas no PopShop; criação de um aplicativo interno para controle da manutenção de viaturas; convênio com a Aesga, que resultou em bolsas de estudo para 22 guardas; entre outras.

Fotos: Thomas Ravelly / Secom Garanhuns

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

80 Anos de Dominguinhos

Se estivesse vivo, Dominguinhos completaria 80 anos nesta sexta-feira (12).

Ícone do forró e da cultura nordestina, o cantor, compositor e sanfoneiro Dominguinhos foi nomeado herdeiro artístico de Luiz Gonzaga pelo próprio rei do baião. José Domingos de Morais foi um grande instrumentista, compositor e cantor brasileiro.

Nascido em 12 de fevereiro de 1941, em Garanhuns (PE), Dominguinhos cresceu em meio ao ambiente musical e teve forte influência de seu pai.

Ele começou a tocar triângulo e sanfona com 8 anos de idade na feira de Garanhuns, quando arrecadava moedas no chapéu de couro.

Dominguinhos teve 50 anos de carreira e ficou conhecido como um dos representantes mais importantes da música nordestina. Durante sua caminhada, fez parcerias com Alceu Valença, Chico Buarque e Gilberto Gil. Dominguinhos faleceu em 23 de julho de 2013.

2º FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS FEZ HOMENAGEM A DOMINGUINHOS 

2º FIG - Dominguinhos, Ivo Amaral, Luciana Deschamps e Rafa

A primeira homenagem a José Domingos de Moraes, o Dominguinhos, foi feita na segunda edição do Festival de Inverno, em 1992 quando Ivo Amaral concluía o seu segundo mandato de prefeito. Muito antes, no seu primeiro governo (1977/1982), Ivo convidou o sanfoneiro e cantor para abrir os festejos do Centenário de Garanhuns. Isso foi no ano de 1979 e quem também participou da festa foi Luiz Gonzaga. No palco armado na Avenida Santo Antônio, Gonzagão deu dois presentes para a cidade, perante 30 mil pessoas: anunciou que o garanhuense seria o seu sucessor e cantou pela primeira vez a música "Onde o Nordeste Garoa", homenageando a Suíça Pernambucana.

Meu Garanhuns

Dominguinhos

No meu Garanhuns
O forró é bom demais
Todo mundo se sacode
Cada vez querendo mais

Neve caindo
Ai, meu Deus, que coisa boa!
Suíça pernambucana
É a Terra da Garoa

Quando chega São João
É grande a emoção do povão
No Parque Ecológico Pau Pombo
Tem um relógio solar como atração

Foi lá que comecei junto com meus irmãos
Tocando na feira pra ganhar o pão
Tudo isso é motivo de recordações
Garanhuns, Garanhuns

Processo seletivo Prefeitura de Calçado - PE com 166 vagas

As oportunidades no processo seletivo Prefeitura de Calçado são para preenchimento de 166 vagas imediatas em cargos de níveis alfabetizado, fundamental e superior. 

O certame, regido pelo edital nº 001/2021, está sendo organizado pela Secretaria de Administração e Planejamento.

Os interessados deverão realizar suas inscrições, exclusivamente de forma presencial, no período previsto de 12 de fevereiro a 02 de março de 2021.

As inscrições devem ser realizadas junto à Escola Professora Maria Célia Barros Melo, localizada na Rua Radialista Pajeú, no centro da cidade. O horário de atendimento é das 07h até às 13h.

As inscrições são gratuitas.

Fonte: Concursos no Brasil

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

A Arte de Escrever

Por Manoel Hélio Monteiro (foto)*

Primeiramente dizer da honra em participar mais uma vez do FLIG. Ano passado fomos relator da Mesa Luís Jardim, cujos trabalhos foram presididos, com extrema competência, pelo jornalista Jodeval Duarte.

Hoje, com muito orgulho e honra pelo convite para compor esta mesa-redonda com poetas e escritores de Garanhuns: João Marques dos Santos, Paulo Gervais Veloso. Nivaldo Tenório de Vasconcelos, Jesus de Oliveira Campelo e Manoel Hélio Monteiro.

Presidência dos trabalhos: Luzilá Gonçalves - garanhuense, doutora em literatura; professora na Universidade Federal de Pernambuco; pesquisadora e membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco; ganhadora do prêmio Nestlé de Romance em 1987, com o livro Muito Além do Corpo; mais de trinta livros publicados, como autora e co-autora.

Seu romance Os Rios Turvos, recebeu o prêmio Joaquim Nabuco da Academia Brasileira de Letras.

Em Humana, demasiado humano, elaborou um ensaio abrangente sobre Lou Andreas-Salomé. Para voltar a Palermo, Luzilá reservou uma descrição viva dos hábitos e características de Buenos Aires, através de uma história de amor capaz de superar limites políticos e geográficos. Todos esses livros foram publicados pela Rocco."

Relatoria: Gabriela Valença - secretária de Turismo de Garanhuns. 

Como o tema nessa mesa é livre, resolvemos fazer algumas "matutices" sobre tão nobre ofício, o de Escrever.

Falar desse mister estando presente Luzilá! É, no mínimo, loucura. Mas, como os loucos atiram-se em qualquer abismo... esperamos ser perdoado.

Deus assim não invocou? PAI, PERDOA! ELE NÃO SABE O QUE FAZ!

Sabemos quão difícil a arte de Escrever.

Muitas e muitas ficamos a matutar. Será que qualquer pessoa poderia elaborar um texto que fosse inteligível? Ou somente aqueles que já nasceram com esse dom poderão fazê-lo?

A maioria dos escritores e críticos acha que não e os argumentos:

"Não se ensina a escrever!"

"O estilo é um dom."

"Ou se possui ou não se possui."

"Cada um sente como pode."

"Escrever é um caso de inspiração."

"A criação das palavras e a arte das expressões são qualidades inatas." E por aí vai.

Entretanto, tomamos conhecimento, outro dia, de um manual literário A Arte de Escrever Ensinada em Vinte Lições, do francês Antoine Albalat.

É uma obra atualmente indisponível até mesmo nos mais completos sebos virtuais. Talvez no do jornalista Jodeval Duarte.

Pois bem. Albalat defendia a possibilidade de se ensinar a arte de  escrever.

Seu pensamento: "Creio que se pode ensinar a ter talento, a descobrir imagens e boas frases; e que, com uma regular aptidão, pode-se chegar a formar estilo."

"... qualquer pessoa que tenha mediana aptidão e leitura poderá escrever, se quiser, se souber aplicar-se, se a interessar, se tiver o  desejo de emitir o que vê e de descrever o que sente."

"A literatura ... [...] É uma vocação que cada um traz consigo e que desenvolve, mais ou menos, segundo as exigências da vida e as ocasiões favoráveis.

Um argumento utilizado por Albalat é a facilidade com que certas pessoas, mesmo as de origem muito simples, contam histórias e fazem relatos que deixam os ouvintes quase hipnotizados,  tal a riqueza de detalhes e a eficiência da linha narrativa. Não é verdade?

Para exprimir coisas por que passaram, têm certas palavras e originalidades de expressão e uma criação de imagens que espantam os profissionais.

Uma ocasião ouviu um camponês  comparar o ruído do trovão com o ruído que fazia um bocado de pano que se rasgava.

Se um desses relatos fosse transcrito, provavelmente veríamos nele um modelo de excelência literária. Esse argumento de Albalat sugere que, se a pessoa associa ao texto literário um conjunto de regras diferente daquele utilizado na fala cotidiana, o resultado poderá ser um  bloqueio imediato e quase intransponível à capacidade de expressão.

Se, entretanto, ela começa a escrever transportando para essa atividade a  mesma atitude e o mesmo enquadramento empregados na fala do dia-a-dia, seu texto poderá fluir, adquirindo uma naturalidade que será invejada por muitos autores.

Alguns métodos modernos norte-americanos sugerem este exercício para liberar a criatividade dos alunos: imagine que você está se  comunicando oralmente com outra pessoa e escreva do modo como fala, no dia-a-dia. Não associe outro conjunto de regras à escrita. Simplesmente "fale" e deixe que o próprio ato de escrever realize as adaptações necessárias de concordância, ortografia, sintaxe etc. Faça como Paulo Coelho. Solte sua imaginação! Seu texto poderá fluir. Mas, quando for publicá-lo procure um escritor, jornalista competente para uma  boa revisão.

A escrita não é a transcrição de palavra falada?

Assim, o estilo mais bem escrito é, mais das vezes, o estilo que  se poderia falar melhor.

Há, entretanto, diferenças marcantes entre os escritores. Cada um deles teria o seu ponto forte.

Por que?

Cada um pode escrever conforme as suas faculdades pessoais. A primeira obrigação do autor consigo mesmo é o autoconhecimento: conhecer suas qualidades  e escolher o gênero mais apropriado a  elas, que pode diferir do preferido, em termos de leitura e de projeto pessoal.

Precisamos saber primeiramente:

Qual é a nossa vocação?

Quais são os nossos gostos?

De que somos capazes?

Quais são as nossas preferências?

Temos aptidão para o romance, para o diálogo, para a poesia, para a descrição?

Há pessoas que escrevem muito bem, seguem à risca as regras do ofício e nada mais que isso.

Há pessoas que acrescentam à escrita, além das normas gramaticais, emoção, sinceridade e imaginação fértil.

Há pessoas que além de tudo isso apresentam uma capacidade de atuação em diversos gêneros da literatura, inclusive o poético, como é o caso do nosso contemporâneo, ficcionista Waldênio Porto. Que consegue armar uma sequência de textos, de gêneros diversos mantendo a unidade do discurso.

Belíssimas as imagens criadas por esses escritores. Que mais das vezes não precisam de fotografia para delinear a ação. Por exemplo: A lenda dos Cem do escritor ficcionista Gilvan Lemos. Sua leitura nos  proporciona imagens que parecem transportar-nos a um mundo cinematográfico, tal o detalhamento das ações.

Contudo, minha identificação, minha paixão maior, a POESIA.

Arte de escrever em verso.

A poesia traduz a vida com a linguagem vinda dos anjos. Quaisquer que sejam as situações.

Porém, não se enganem os desavisados, com sua elaboração.

Todo mundo acha que escrever poesia é mais fácil do que  escrever prosa. Da mesma forma, muita gente acha que é mais fácil escrever um conto (Narrativo pouco extensa, concisa, e que contém unidade dramática, concentrando-se a ação num único ponto de interesse) do  que um romance, porque o número de páginas é menor. Ledo engano.

Em um conto ou em uma poesia, também é muito difícil, porque  você tem de se utilizar de um espaço reduzido para conseguir chegar a  diversos lugares diferentes.

O poeta José Paulo Paes, em seu livro Poemas para brincar nos  convida a brincar de poesia.

Lembra que brincar de poesia é o mesmo que brincar com palavras, como se brinca com bola, papagaio, pião... com um diferença: Bola, papagaio, pião... de tanto brincar se gastam.

As palavras, não:

Quanto mais se brinca

Com elas

Mais novas ficam


Como a água do rio

Que é água sempre nova.


Como cada dia

Que é sempre um novo dia 

Como amor de mãe que é diariamente renovado.

Qualquer que seja o modelo do poema é sempre gratificante poder brincar com as suas palavras. Mesmo que tivermos de lidar com certas regras.

Seja um modelo clássico, um soneto, uma décima ou um estilo livre. Em todos elas a poesia sempre nos proporciona beleza, encanto e emoção.

Vejamos Os lusíadas - poesia de Luís Vaz de Camões, considerado o "Poema da Raça" a "Bíblia da nacionalidade" portuguesa, Os lusíadas tem como eixo central da narrativa a viagem de Vasco da Gama às Índias, que partiu de Portugal em 8 de julho de 1497 e chegou a Calicut a 24 de maio de 1498.

A viagem não é contada em ordem linear, cronológica: o poema segue o modelo clássico da epopeia, inspirado, principalmente, na Eneida, de Virgílio, e nas epopeias de Homero, a Ilíada e a Odisseia. Tem, portanto, estrutura clássica: contém dez cantos, 1102 estrofes ou estâncias, num total de 8816 versos. As estâncias são organizadas em oitava-rima ou oitava-real (oito versos com esquema rítmico ABABABCC); os versos são decassílabos, em sua grande maioria, heroicos  (com cesura na 2a., 3a. 4a. sílaba, na 6a. e na 10a.).

Nas estâncias 4 e 5 - o poeta cria ninfas portuguesas - ninfas do rio Tejo, as Tágides -  e pede a elas inspiração para o seu canto, para fazer a poesia épica, que nunca fizera antes:

Modelo clássico:

E vós, Tágides minhas, pois criado

Tendes em mim um novo engenho ardente,

Se sempre em verso humilde, celebrado

Foi de mim vosso rio alegremente,

Dai-me agora um som alto, e sublimado,

Um estilo grandíloco o corrente,

Porque de vossas águas Febo ordene,

Que não tenham enveja às de Hipocrene.

Há pessoas que escrevem muito bem, seguem à risca as regras do ofício e nada mais que isso. Há pessoas que acrescentam à escrita, além das normas gramaticais, emoção, sinceridade e poesia. José Gomes e Antônio Galindo são poetas que escrevem, sentem e vivem a poesia. Há pessoas que fazem poemas e outras que não a própria poesia. Poder-se-ia incluir tranquilamente esses dois garanhuenses como a personificação da própria poesia.

vejamos cada um em modelo diferente.

No SONETO - que é composto de dois quartetos e dois tercetos, Antônio Galindo por exemplo. Poeta de uma simplicidade impressionante, cuja cadeira (nº 7) defendemos orgulhosamente, dá mostras disso. Utiliza-se de espaços reduzidos para transmitir: Encanto, graça, o sentimento do belo, o que há de elevado ou comovente nas pessoas ou nas coisas. Uma de suas composições: NATAL DE MINHA TERRA. O retrato do Natal de Garanhuns, a época:

A rua principal iluminada

E no coreto a música tocando,

Em grande reboliço a garotada,

Aqui e ali um carrossel rodando.


Nos botequins ficava a matutada,

Tomando capilé, rindo e fumando;

Na ONDA, em algazarra, era a moçada

E nos cafés o cervejal rolando.


Na velha Catedral o novenário

Ao santo padroeiro da cidade,

Onde o sermão piedoso do vigário,


Solenemente combatia o mal,

Construindo a originalidade

Da mais bonita Festa de Natal.

No Poema Livre, uma bela composição de José Gomes.

Extraído do seu livro "considerações em dó furtivo maior"

"Consinto até em ser porto,

mas não me abordes por simples abordar,

venha com calma,

velas arriadas,

motor ao mínimo

e vontade de ficar.

Aí - certamente eu sou o porto e o cais,

já podes ficar."

José Gomes foi um dos que souberam elevar o nome de Garanhuns em outras plagas divulgando o que há de mais sublime, a cultura!

Acadêmico da Academia de Letras de Garanhuns. Ocupante da  cadeira nº 11, cujo patrono é o historiador garanhuense Alfredo Leite Cavalcante. Faleceu em Palmas no Estado de Tocantins.

O novo ocupante da cadeira é o acadêmico Ulisses Pinto. Jornalista decano de Garanhuns, cuja posse ocorreu no dia 16/062007.

Para homenagear o nosso colega José Gomes Sobrinho, por ocasião da sua visita à nossa academia, compusemos a seguinte Décima (Estrofe com 10 versos de sete sílabas, cujo esquema rimático é, mais  comumente, ABBAACCDDE, empregada, sobretudo na glosa dos motes, usada nas pelejas.):

Zé Gomes deixou saudades

Quando partiu desta terra

Foi palmilhar outras serras

Palmilhou Palmas - cidade

Que o acolheu de verdade

É poeta inteligente

É filho de nossa gente

Abrilhantou Tocantins

Hoje, anunciam clarins

É Garanhuns novamente.

*Manoel Hélio Monteiro, membro da Academia de Letras de Garanhuns, é ensaísta e poeta. (Palestra realizado durante o II Festival de Literatura de Garanhuns - FLIG / Ano 2007.

Boletim Covid-19 - 10/02/2021 - Prefeitura de Garanhuns

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, informa que foi confirmado um óbito por Covid-19 nesta quarta-feira (10), em Garanhuns, após investigação realizada pelo órgão municipal. O caso é de uma mulher de 70 anos, moradora do bairro José Maria Dourado, que veio a óbito no dia 03/02, em unidade da rede pública estadual. Ela já havia sido diagnosticada com a Covid-19.

Também foram notificados 13 casos positivos de Covid-19. As pessoas que testaram positivo estão em fase de isolamento/tratamento, e permanecem sob o monitoramento da equipe da Secretaria de Saúde.

Até hoje, 2753 pessoas já foram vacinadas. A vacinação em Garanhuns segue para trabalhadores da saúde, de acordo com o quantitativo de  760 doses. O planejamento da Secretaria Municipal de Saúde é concluir, nesta quinta (11), 100% da vacinação de primeira dose no Hospital Monte Sinai, Hospital Perpétuo Socorro e Hospital Palmira Sales.

Mais 8 pessoas estão recuperadas, após cumprir o período de isolamento/tratamento, e não apresentar mais sintomas da doença. Outras  33 pessoas obtiveram resultado negativo para Covid-19, após resultado de testes realizados pelo município e em laboratórios privados.

Ao todo, já foram confirmados 6235 casos de Covid-19 em Garanhuns. Deste total, 115 pessoas vieram a óbito, 6001 estão recuperadas após cumprir o período de isolamento domiciliar e não apresentar mais sintomas; e 119 pessoas que foram confirmadas com Covid-19 estão em fase de tratamento e/ou isolamento. Outros 9299 casos já foram descartados, após resultado negativo de testagem.

Já foram realizados 10750 testes pela rede municipal. No total, 8523 atendimentos foram realizados no Centro de Atendimento e Enfrentamento à Covid-19.

Ao todo, cinco pacientes estão internados na Unidade de Tratamento Covid-19, três deles foram diagnosticados com a doença. Três altas médicas foram registradas na unidade.

Outros três pacientes estão internados na Unidade Covid-19 Palmira Sales, dois deles foram diagnosticados com a doença. Duas altas médicas foram registradas na unidade.

Secom/PMG.

Vultos de Garanhuns - Tenente Coronel Argemiro Tavares de Miranda

Muitos políticos invertiam a ordem dos acontecimentos ameaçando a estabilidade social. As forças se arregimentavam sob a égide protetora de seus conceitos. O processo de competição eleitoral era motivo por sentimentos mesquinhos. A perseguição agia de acordo com o resultado do pleito. Se o candidato do grupo dominante, vencia as  eleições - nada mais  havia senão comemorar a vitória.

Se a oposição esboçava algo de simpatia, no seio do eleitorado, anulava-se o resultado das  eleições. Nesta se colhiam as somas de votos e se consolidavam o  prestígio e a posição de  uma política. Esta era a regra adotada.

Os articuladores das candidaturas impunham o seu prestígio. Os nomes surgiam de acordo com as conveniências do momento.

Não entendiam que decerto modo, política é a arte de conversar, é a abertura do diálogo sincero e franco. Eleição até o seu preparo final, é palanque, é comício: participação direta do  povo exercendo livremente o seu direito de  escolher. Sem esta distinção mental o terceiro plenário não pode  consolidar os movimentos de opinião.

Não há em se falar em democracia - quando não se conjugam previamente as vontades e  as ações livres. Só dessa maneira as deficiências do progresso político serão separadas.

Não duvidamos que o poder tem que se consolidar. Mas o autoritarismo pode ser sublimado. Sem essa complementação dos valores - as instituições se definem como democracia "cabocla". Segundo os relatos políticos da época não havia o desejo de luta no sentido do bem público. O grupo dominante, talvez, pagasse qualquer preço para se manter imperturbavelmente no poder. Os chamados oposicionistas pagariam um preço maior contando, que  substituíssem os seus  adversários no domínio político. O povo sempre foi uma figura simbólica que na realidade teria de lutar pelo seu próprio status. Se a lei natural determina que todo homem deve orientar a sua conduta para o bem comum, a um democrata essa lei, se lhe apresenta com os caracteres mais nítidos, por estar melhor definidos na revelação do homem como consciência  cósmica. De modo que marcha política não passou de um compasso bárbaro. O seu processo serviu apenas de documentário triste e sombrio do vale da morte, onde a palavra democracia falou-se sempre errado. Entre esses grupos políticos em choque não  se cogitaria ainda de alguma esperança de um sistema melhor.

De uma legislação municipal, mais adequada, que levasse a uma justiça social. O que havia o domínio de troca de  favores, barganhas, interesses pessoais. A  estrutura política, por seu torno, não estava sólida. A falta de vínculo entre o povo e seus representantes revelavam sobretudo, o despreparo dos  homens que se  propunham dominar os destinos da comunidade.

Não havia participação direta em termos de opinião pública, esta era substituída pela  participação imediatista. Contudo, certos homens existiam que por motivos óbvios, não se omitiam em colaborar. tentavam mesmo comprometendo a sua liberdade, conduzir humanamente o seu povo.

O Tenente Coronel Argemiro Tavares de Miranda (foto) - eleito prefeito de Garanhuns, em 22 de  março de 1911, sem  oposição. Mereceu, portanto, a confiança de seus correligionários políticos. A sua administração foi bem acentuada em vários setores.

A iluminação pública abandonada pelos seus  antecessores, foi restaurada com a substituição do carbureto por lâmpadas à álcool  com nova posteação. Alargou as calçadas e manteve sempre limpa a sua e nossa cidade. Aparelhou as poucas escolas municipais que existiam.

Alto comerciante, dono de um verdadeiro Empório neste setor, portador de certos conhecimentos gerais. Pendor bem acentuado para as artes. Pintava muito bem. Alguns quadros foram apresentados como verdadeira vocação. A  sua inteligência se revelava em todos os seus  atos. Jornalista combatente. Foi forçado a renunciar o mandato de prefeito. Atitude esta que contribuiu para o estacionamento do progresso de Garanhuns. Não era predisposto ao  diálogo. Depois de sua renúncia, recolheu-se aos  seus encargos comerciais. Os seus amigos continuavam em busca de sua orientação. Na sua  residência, era visitado por políticos e intelectuais, talvez, por isso, foi desprestigiado pelos  vitoriosos correligionários de Júlio Brasileiro. Jamais perdera a serenidade. Continuou ao lado do povo de sua terra. E foi um dos injustiçados e barbaramente sacrificado na hecatombe de 1917. 

José Francisco de Souza / Advogado, jornalista e historiador / Garanhuns, 4 de fevereiro de 1978.

Cenários de Garanhuns, PE

Ano 2021 - Praça João Pessoa
Foto: Anchieta Gueiros


Amupe e Semas discutem licenciamento ambiental por municípios

Em reunião realizada na última terça-feira (09), o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) José Patriota, discutiu com o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, José Antônio Bertotti o aprimoramento da execução do licenciamento ambiental no âmbito dos municípios.  Membros da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) participaram do encontro de forma online.

A ideia é discutir o licenciamento ambiental para obras de pequeno e médio porte, de impacto local. Por lei, os municípios já podem executar esse tipo de deliberação, no entanto alguns são carentes de estrutura.

Para o presidente da Amupe, José Patriota, “vários municípios de grande porte já conseguem fazer esse licenciamento por conta própria. No entanto, precisamos que essa prática seja ampliada para outras cidades e estamos experimentando a possibilidade de iniciar esse processo de licenciamento através de consórcios, barateando os serviços e levando economia aos cofres públicos”, concluiu.

O diretor-presidente do Consórcios dos Municípios Pernambucanos (Comupe), Luiz Aroldo, participou da reunião,  destacou que os gestores não podem se descuidar nos aspectos ambientais e afirmou que o Comupe está pronto para ingressar neste desafio. A secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, através do secretário José Antonio Bertotti, se colocou à disposição da Amupe para auxiliar os municípios pernambucanos nesta questão.

TCE julga gestão fiscal de Caetés e aplica multa

A Primeira Câmara do TCE decidiu, nesta terça-feira (09), pela irregularidade da gestão fiscal da Prefeitura de Caetés no exercício financeiro de 2018. O relator do processo, conselheiro Carlos Neves, aplicou uma multa de R$ 57.600,00 ao ex-prefeito, Armando Duarte de Almeida.

De acordo com o voto (processo TC n° 20100696-0), o município excedeu o limite de despesa com pessoal (54%) previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, no período correspondente aos três primeiros quadrimestres de 2018. Foram contabilizados, respectivamente, gastos com pessoal de 60,59%, 58,14% e 59,60%. O relator ainda destaca a reincidência do gestor, visto que o município ultrapassou o limite de despesas com pessoal desde o 3º quadrimestre de 2015.

O voto foi aprovado por unanimidade, podendo ainda oex-prefeito recorrer da decisão. Na sessão, o procurador Ricardo Alexandre representou o MPCO.

Fonte: TCE-PE

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Rua Capitão Manoel Leite

Ano 2021 - Garanhuns - Praça Dom Moura
Foto: Anchieta Gueiros
Por Neide de Oliveira Tavares*

Sinto uma atração especial pelos nomes das ruas. Costumo gravá-los facilmente e fico ansiosa para saber a origem de cada um. Talvez por isso tenha iniciado, anos atrás, uma pesquisa sobre o assunto, especialmente sobre as ruas de Garanhuns. Muitos são nomes românticos, como a Rua da Esperança, outros são nomes de pessoas que se fizeram notáveis e mereceram uma recordação quase eterna. (Ás vezes estes nomes são trocados através de proposta de algum vereador, à Câmara e em seguida aprovada a mudança). Mas, voltando ao fato de que algumas pessoas dão nomes às ruas, isto me deixa ainda mais curiosa para saber qual a razão do feito merecedor.

Senão vejamos: Rua Napoleão Galvão, Rua Afonso Pena, Rua Dr. Jardim, Rua Dr. José Mariano, Rua Capitão Manoel Leite, etc., para citar alguns exemplos.

Então, quem foram estes homens: Por que a homenagem? Isto me atrai para a descoberta,  e esta quando é possível, me deixa feliz, saber de alguém que não viveu em vão, que imortalizou o seu nome através das ruas da cidade.

Uma das lembranças mais remotas da minha infância focaliza a Rua Capitão Manoel Leite, que todos os moradores, não sei por qual razão, ainda hoje chamam de "avenida". Rua pequenina, ali também habitavam muitos garotos que hoje são pessoas notáveis e cidadãos  de bem, em Garanhuns. Naquela época moravam: Marilene Alcântara, Claubi Góes, Márcio Quirino, José Maria Lima, Zezinha (sobrinha ou prima de Dr. Osvaldo Medeiros), Flauberto, Otávio (por onde andarão?) Lucilda, (ainda quase bebê), e tantos outros que  não recordo mais, tanta gente, naquela rua tão pequena e no curto espaço de tempo em que lá morei.

Assim, as ruas da minha cidade são como vidas a percorrer. Tantas histórias (histórias mesmo), para contar, tantos fatos vividos. Meu pai sempre festeiro promovia alegres encontros, especialmente nos aniversários. Eu mal entendia os motivos daquelas festas, mas havia uns discursos que eu sempre tinha que agradecer.

Lembro nitidamente de um almoço oferecido num desses aniversários e o orador era o ilustre amigo João Gomes, aquele que encantava a todos com os Mateus do seu Reisado Folclórico, figura humana e alegre que Garanhuns nunca deveria esquecer. E dizer que passava noites e noites dançando. Quanta energia, quanta alegria!

Num desses aniversários, foram distribuídas flores aos presentes. Quando todos já haviam se retirado, dona Aurelina, mãe da Claube, volta com ele chorando, pois perdera a flor que tinha lhe dado. Anos depois, no jardim da vida, Claube encontra a sua flor, na pessoa de Rosa. Vem desde ali o seu amor pelas flores.

Doces lembranças guardo daquela rua, que tinha uma escola numa ponta e uma mercearia com chafariz na outra. A escola contava com duas professoras: Nair Siqueira, tia  dos "meninos Moreira", que moravam por perto: Valdir e Valdemir. A outra professora, a minha mãe Conceição Cardoso, que encontra ex-alunos daquela escolinha ainda hoje, até no Recife. Ali também fui alfabetizada. A mercearia com chafariz pertencia a dona Iracema e seu Adolfo, que formavam um bonito e romântico casal.

E é desta rua simples, mas significativa que guardo as  recordações de menina, entre quatro e cinco anos de idade, correndo, brincando de cantigas de roda à noitinha, junto com o meu irmão, e tentando com os outros, pegar os vagalumes que vinham do sítio dos Medeiros.

Esta ruazinha acolhedora, onde todos se conheciam, e pareciam uma só família, tive de deixá-la quando meu pai alugou uma casa na "Rua do Recife", hoje Dr. José Mariano, e lá fomos nós, com mil recomendações: não podíamos brincar na calçada, não podíamos sentar nos degraus da frente, não podíamos quase nada. Era uma rua diferente, com outros encantos, mas dela falaremos depois...

A Rua Capitão Manoel Leite, está situada no bairro da Boa Vista, transversal às Ruas São Sebastião e Capitão João Leite Leite. Não sabemos nada a respeito do Capitão Manoel Leite, os arquivos procurados não contêm dados a seu respeito. Sabemos, porém, que foi um cidadão ilustre, que deixou o seu nome percorrendo um dos trechos marcantes de Garanhuns.

*Professora e escritora 

Fonte: Livro "Lembranças de Garanhuns e outras mais" / Ano 2014. Acervo: Memorial Ulisses Viana de Barros Neto.

Prefeito de Garanhuns presta contas dos 40 dias de gestão


Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (10), às 10h40min, em seu gabinete, o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, prestará contas à população dos primeiros 40 dias de gestão, relatando a situação financeira encontrada e os projetos em andamento.

Devido à pandemia, o encontro será restrito à imprensa credenciada, mas todos poderão acompanhar ao vivo pelas redes sociais da Prefeitura Municipal.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Lava Jato é o maior escândalo judicial da história brasileira, diz professor em artigo no New York Times

A "lava jato" se vendia como a maior operação anticorrupção do mundo, mas se transformou no maior escândalo judicial da história brasileira. É o que afirma Gaspard Estrada, diretor-executivo do Observatório Político da América Latina e do Caribe (Opalc) da universidade Sciences Po de Paris, em artigo publicado nesta terça-feira (9/2) no jornal norte-americano The New York Times.

Ao comentar o fim da força-tarefa no Paraná, Estrada aponta que os procuradores defendem a operação com uma série de números: 1.450 buscas e apreensões, 179 ações penais, 174 condenados, incluindo políticos e empresários, incluindo o ex-presidente Lula. "Porém, para conseguir esses resultados, os procuradores violaram o devido processo legal, sem reduzir a corrupção", diz.

Se antes já havia dúvidas sobre a sua parcialidade na condução dos processos contra Lula, cita Estrada, com a divulgação de mensagens de Telegram se verifica que o ex-juiz Sergio Moro orientou a construção da acusação contra o ex-presidente, "violando o princípio jurídico de não ser juiz e parte ao mesmo tempo".

Quando foi relevado que o escritório Teixeira Zanin Martins Advogados, responsável pela defesa do petista, foi grampeado pela "lava jato", os procuradores alegaram que se tratou de um erro. Entretanto, ressalta o diretor do Opalc, hoje é possível confirmar que os membros do Ministério Público Federal eram constantemente informados por agentes da Polícia Federal sobre as ligações, com o objetivo de traçar estratégias e obter a condenação de Lula.

Para Estrada, as consequências da atuação ilegal da "lava jato" estão claras: 'O Estado de Direito está cada vez mais em perigo, com a aprovação de grande parte do establishment político e econômico que ontem apoiou cegamente a operação ‘lava jato’ e hoje apoia a chegada de um político acusado de corrupção [Arthur Lira] à presidência da Câmara dos Deputados, ao mesmo tempo em que o presidente [Jair Bolsonaro] desmantela grande parte das instituições de combate à corrupção e ao crime."

Fonte: Brasil 247

Curso oferece formação digital para mamulengueiros pernambucanos

Teve início, no último sábado (6), o curso virtual “Conectando Brincantes” que, ao longo dos próximos dias, vai oferecer formação digital aos mamulengueiros de Pernmabuco. Comandada pelo teatrólogo Alex Apolonio, a atividade “Mamulengo em Tecnovívio” segue até o dia 12 de fevereiro, das 15h às 17h, com facilitação da fotógrafa, designer e social media Jennyfhem Mendonça. Os encontros, contemplados pelos recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco, acontecem de maneira virtual e, ao final, vão oferecer certificado de participação.

“A ideia desta formação veio quando me deparei com as respostas dos brincantes a um questionário dentro de minhas pesquisas onde uma parcela significativa declarou ter dificuldades com o uso das mídias sociais e que dependiam de alguém mais jovem para usar essas ferramentas. Enquanto pesquisador, me inquieta estar diante de um problema, um grupo de referência com dificuldades como esta e não saber o que fazer. A atividade formativa visa solucionar dúvidas sobre o uso cotidiano das mídias, como gerar engajamento e vender seu trabalho na internet. Eles já são muito bons no que fazem e não são menores porque não têm acesso à rede. Na verdade, a internet é que pode ficar maior se estas loas, rimas, improvisos, estiverem disponíveis para mais gente. A internet ganha um brilho a mais porque soma com outras partes preciosas”, diz Apolonio.

DESDOBRAMENTOS - A pesquisa de mestrado “Mamulengo em Tecnovívio” está sendo desenvolvida por Alex Apolonio, no Departamento de Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e tem gerado produtos como os quatro programas em podcast sobre o tema que foram lançados em 2020, por meio do programa Cultura em Rede Sesc Pernambuco. A pesquisa de mestrado e esta formação que beneficia e fortalece o fazer artístico dos brincantes em Pernambuco.

Serviço

Formação Conectando Brincantes

Segunda a sexta-feira, 8 a 12 de fevereiro, das 15h às 17h

Acesso ao grupo de Whatsapp, onde será partilhado link da sala virtual: 

chat.whatsapp.com/HS2bBgbvzc7JxgNHLA108u

Vultos de Garanhuns - Comendador Manoel Clemente da Costa Santos

Ano 2021 - Garanhuns - Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti - Antiga Estação Ferroviária.
Foto: Anchieta Gueiros

Sem tentarmos racionalizar os nossos pensamentos, temos como certo o conceito de que  ninguém - conhece todas as respostas. Também seria impossível formular todas as perguntas. Então teremos de estabelecer uma espécie de coexistência entre tempo e espaço. As coisas nascem e se movimentam no sentido de atingir a sua finalidade específica. Para isto é  imprescindível alcançar o seu tempo certo. Muitos entendem que o tempo é o momento das  atividades. Dentro deste sistema os fatos se relacionam, não obstante, cada um segue o seu rumo. Os próprios meios educacionais são relativos e intercalados. No conceito moral a educação toma aspecto diferente e se impõe. Impõe-se como consequência do livre-arbítrio existente em cada vida. Esse princípio, muitas vezes, revela a predominância entre homens que vivem em sociedade.

Porquanto a educação é conjunto de hábitos adquiridos. Os indivíduos adquirem as coisas e os conhecimentos. As coisas para serem retidas, no sentido de multiplicarem os seus  haveres. E os conhecimentos para serem distribuídos como revelação de cultura. A civilização como todas as coisas sofrem graduações diversas. As  ideias, porém, só com o  tempo se transformam, não acontece nunca de  súbito. De geração em geração elas enfraquecem e acabam por desparecer. Desaparecem da circulação por força e preferência de outros homens, de outros tempos e de outros modos. Essa substituição, opera-se paulatinamente como acontece nos processos políticos. Os sucessos materiais da vida não se devem confundir com os atos da vida moral. Política e moral sempre se chocam. Os costumes sociais são feitos pelos homem. O senso de humor é coisa rara no indivíduo que perdeu uma competição política. É mais uma qualidade específica dos feios e carrancudos que conquistaram a vitória. No perfilado de hoje, no seu tempo, dominava muitas reservas mentais. Os pronunciamentos partidários não eram reflexos da comunidade. Representavam o pensamento dos  grupos em choque. E esse pensamento era o que convinha a cada chefe que  mantinha às mãos o direito de escolha. Então a luta eleitoral seria entre candidatos e candidatos. Não havia propriamente escolha senão no sentido de cada um escolher-se a si mesmo. Todavia, o acontecimento comum numa época torna-se um fato de especial valor em outra. As palavras têm  significados e repercussões maiores - porque agora é a palavra de um  candidato. Comendador Manoel Clemente da Costa Santos - prefeito de Garanhuns, com 527 sufrágios, no  pleito realizado em 10 de julho do ano de 1907. A sua administração não fora muito eficiente. Em  se tratando de homem altamente graduado, muito mais era de se esperar. Contudo, orientou-se de acordo com as  possibilidades do município. Sofreu oposição de seus correligionários.

As circunstâncias de ordem partidária forçaram-se a tomar certas atitudes incompatíveis com a disciplina de sua  filiação política. Não teve outra alternativa senão e de renunciar o mandato de prefeito. Não fora sensível à outorga que o povo lhe confiou. Afastou-se do  cargo quando faltava um ano para o seu término. Foi seu substituto legal o Capitão Miguel Quirino dos Santos, homem completamente despreparado para dirigir os destinos de seus  munícipes. A comenda deveria ter sido uma  distinção honorífica, correspondente a um grau de ordem intelectual ou  mesmo militar (Guarda Nacional). Era portador de grande capacidade. Fora um mestre em  conhecimentos humanísticos. Versado em literatura e ciências exatas. Discutia assuntos com verdadeiros conhecimentos. A sua dialética o destacava de todos os  seus pares nas tertúlias. Era, como se diria hoje, um grande malabarista mental. Morreu já em idade avançada, deixou numerosa família, o seu sepultamento foi  digno de um lidador de  grande estirpe. Comendador Manoel Clemente da Costa Santos, é mais um dos vultos ilustres da nossa cidade que foi prefeito de Garanhuns , há setenta e um anos passados. 

José Francisco de Souza / Advogado, jornalista e historiador / Garanhuns, 11 de fevereiro de 1978.

As horas perfumadas do Relógio de Flores


Por Valdir Marino da Silva*

01H00 – O primeiro perfume está na hora do pôr do sol visto do alto do Monte Sinai como um girassol a observar o Bulevar de Van der Linden.

02h00 – O segundo perfume vem dos jardins no Arraial de seu Euclides hora vestidos de cravos brancos e amarelos.

03h00 – O terceiro perfume tem o tom de violetas nos finais de tarde de verão contemplado do topo do Columinho.

04h00 – O quarto perfume trás a delicadeza das hortênsias dos jardins das Catedrais.

05h00 – O quinto perfume vem das Rosas Beneditinas dos jardins no Mosteiro de São Bento.

06h00 – O sexto perfume acorda com os jasmins da terra de Simoa.

07h00 – O sétimo perfume guia os Caminhantes do Parque Euclides Dourado no cheiro das folhas dos eucaliptos.

08h00 – O oitavo perfume exala das Margaridas dos canteiros que testemunham mais um dia de trabalho na Avenida Santo Antônio.

09h00 – O nono perfume cheira a palmeiras imperiais no Castelo de João Capão.

10h00 – O décimo perfume cheira as flores colorida dos ipês da Praça Dom Moura.

11h00 – O décimo primeiro perfume está nas Onze Horas pontuando um tempo precioso.

12h00 – O décimo segundo perfume tem o cheiro do tempero do meio dia nas flores do alecrim.

13h00 – O décimo terceiro perfume está a toda sorte nas flores do Trevo de Quatro Folhas escondido em algum lugar da Suíça Pernambucana.

14h00 – O décimo quarto perfume caminha livre com a Independência doce como um pirulito.

15h00 – O décimo quinto perfume tem o cheiro da Rosa Vermelha mais procurada nas floriculturas.

16h00 – O décimo sexto perfume banha de Garoa uma Cidade de Flores.

17h00 – O décimo sétimo perfume vem dos Lírios ofertados a Mãe Rainha no alto da Colina Triunfo.

18h00 – O décimo oitavo perfume tem o cheiro do Crisântemo na Décima Oitava Hora abauloada na igreja Perpétuo Socorro.

19h00 – O décimo nono perfume tem o cheiro resistente dos Copos de Leite nas noites do Castainho.

20h00 – O vigésimo perfume vem rápido nos trilhos da Antiga Estação Ferroviária no imaginário de Alfredo Leite Cavalcante.

21h00 – O vigésimo primeiro perfume é rural e nos trás o cheiro da Flor do Cafezal misturado ao Leite dos tempos áureos de Garanhuns.

22h00 – O vigésimo perfume tem o cheiro das flores das frutas na Central de Abastecimento no bairro de São José.

23h00 – O vigésimo terceiro perfume tem o cheiro das flores das raízes curandeiras do Beco do Fumo.

24h00 – O vigésimo quarto perfume tem o cheiro das flores perfumadas do Relógio de Flores na Praça de Tavares Correia.

*Escritor, poeta, radialista e cantador de histórias.

Fonte: Jornal O Século

As Anedotas do Monsenhor Adelmar

Casamentos de Matutos - Numa certa catedral, no altar lateral consagrado a Nossa Senhora, em um dia de Sábado, um sacerdote ainda moço realizava um casamento de matutos. Com a solenidade que a  liturgia exige, o padre iniciou a cerimônia com a exortação de praxe: "Aqui se acham presentes para se  unirem pelo sacramento do matrimônio o senhor F. e a senhorita F. Se alguém aqui presente souber de  algum impedimento que  torne este casamento nulo ou ilícito, deve declará-lo sob pena de pecado mortal..." Terminada a  exortação, voltou-se para a primeira testemunha. E ela, remexendo-se, como sempre fazem as testemunhas matutas, disse: "Num mi consta!" Voltou-se, então, para a Segunda testemunha. Remexendo-se também, ela disse: "Num ai ne uma ipidemia!". O padre teve que subir os degraus do altar para, de costas para o povo, poder sorrir. Mas o sacristão, esse teve que  correr para trás de uma  coluna, pois não conseguia mesmo conter o riso provocado pela "ipidemia".

Grandezas Universais

"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos". (Salmos, Cap. 19: 1).

Noticia-nos a imprensa, haver Hyron Spinard (Astrônomo da Universidade da California) fotografado uma  galáxia, cujo tamanho é de  dez vezes maior que o da nossa Via Láctea. Sua luz chegou ao nosso planeta, após uma viagem, pelo espaço, nada menos de oito bilhões de anos.

A quem não atentar pela curiosidade aos números fornecidos pela astronomia, tudo isto parecerá simplesmente mentira, ou sonho dos  astrônomos. Isto, porque, em verdade, tais algarismos são astronômicos, para definir uma grandeza - quase infinita ao nosso conhecimento.

Voltando a irmã de nossa galáxia, ficamos a pensar na grandiosidade do universo. Como se viu, ela é simplesmente dez vezes maior que a  nossa. Dizem os cientistas que a nossa Via Láctea carrega, em seu bojo, carca de  cem bilhões de astros. Já este número nos espanta, notadamente, quando já achamos que a Terra é muito grande...

Depois, sua luz, viajando pelo espaço, numa velocidade de trezentos mil quilômetros por segundo e, neste longo percurso, chega ao nosso planeta, exatamente com a demora de oito bilhões de anos... Todavia, em tudo isto, vão o nome do cientista e da universidade a que ele serve. Se nos espanta a grandiosidade dos números, não nos pasma - o poder da ciência.

Estas coisas nos fazem meditar na obra infinita de Deus. E, que coisa é o infinito? Algo sem fim e sem princípio. A inteligência humana não pode explicar nem conceituar o infinito. Quando nele pensamos, tomamos o espaço, com o objetivo de dimensioná-lo. Mas, não é em termos de dimensão, que queremos situar o problema, mesmo porque, jamais poderíamos dimensionar o que é, por natureza, não dimensível. Ainda assim, limitados ou  dimensionados, como vivemos, em inteligência, em saber, e no plano terrestre, onde estamos, é o espaço -  que nos oferece uma  vaga ideia do infinito.

Sempre a nossa inteligência pensa haver uma barreira, um termo final, no espaço. Assim  fazendo, desejamos por um fim no que é. A este pensar humano, adverte-nos a sabedoria de Kardec, no Livro dos Espíritos: "Supondo-se um limite para o espaço, qualquer que seja a distância a que o pensamento o possa conceber, a razão diz que, além desse limite, há alguma coisa. E assim, pouco a pouco, até o infinito, porque essa alguma coisa, mesmo que fosse o vazio, absoluto, ainda seria espaço".

Nestas reflexões, havemos de convir na pequenez de  nossas inteligências. Também, na quase insignificância da Terra. Não há dúvida de que o nosso Sistema Solar é um gigantesco corpo de astros, voluteando pelo espaço. A despeito de sua grandeza, também ele se torna pequeno, quando o situamos na nossa galáxia. Cem bilhões de mundos... É realmente para pensar.

3C 123 é como se catalogou ou se identificou, para  a ciência astronômica, a galáxia de Hyron Spinard. Se nossa Via Láctea abriga cem bilhões de mundos, quantas abrigaria a novel fotografada? Quantas galáxias estariam viajando pelo universo? São indagações que apenas falam de nossa profunda ignorância, dizendo da infinita sabedoria do sublime Arquiteto do Universo.

Tudo isto se fez sem sentido, sem destinação superior, sem uma finalidade maior? Toda esta maravilha divinal, seria somente para a contemplação egoísta do homem? Seria todo este universo apenas para o deleite experimental dos cientistas, dos astrônomos? Não. Tudo se fez com inteligência e sabedoria, com princípio e finalidade. Demais, o Universo se fez pelo poder da Suprema Inteligência, da Suprema Sabedoria, que afirma: "Na casa do Pai, há muitas moradas..."

Dr. Aurélio Muniz Freire / Jurista e escritor / Garanhuns, 22 de janeiro de 1977 / 

Foto: Anchieta Gueiros

"Amo os meus livros como alcoólicos amam seu vinho; Quanto mais bebo, mais me parecem divinos."

 Francis Bennoch (1812-1890) - Poeta escocês.

Garanhuns vai receber mais 1.520 doses da vacina Sinovac/Butantan

Garanhuns vai receber uma nova remessa de vacinas da Sinovac/Butantan, para dar continuidade à imunização do grupo formado por trabalhadores da saúde. Desta forma, serão destinadas pela V Gerência Regional de Saúde (V Geres), mais 1520 unidades do imunizante, para vacinar com as duas doses necessárias 760 profissionais do município.

A definição para seguir com a imunização do grupo foi pactuada através da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) – e com o aval do Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19. O prefeito Sivaldo Albino tem acompanhado de perto todo o processo de vacinação no município. “A Prefeitura tem trabalhado com transparência, de forma que as doses sejam destinadas de forma exclusiva aos grupos estabelecidos nesta primeira fase. Também estamos acompanhando a disponibilidade de novas doses pela Secretaria Estadual de Saúde, para assim que possível estender a vacinação a outros públicos”, ressalta o prefeito Sivaldo Albino.

Assim que retiradas, Garanhuns irá chegar ao total de 4910 vacinas Sinovac/Butantan recebidas, para vacinação de 2455 pessoas do público-alvo. A secretária de Saúde, Catarina Tenório, destacou as estratégias desenvolvidas para administração das doses. “Continuaremos seguindo o nosso plano de vacinação, chegando agora na terceira etapa da primeira fase, para contemplar mais 15% dos profissionais de saúde que atuam no município”, pontuou.

BALANÇO - Anteriormente o município recebeu uma primeira remessa de 2880, e outra com 510 doses da Sinovac/Butantan. De início, foram vacinados mais de 250 profissionais que atuam diretamente no enfrentamento à Covid-19, além de 76 idosos que vivem em instituições de longa permanência. Todos os profissionais de Atenção Básica do município, que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) já receberam a primeira dose do imunizante.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Processo seletivo Prefeitura de São Bento do Una - PE tem 122 vagas

Saiu o edital n° 01/2021 do processo seletivo Prefeitura de São Bento do Una, Pernambuco, que tem 122 vagas para cargos de Professores.

Os profissionais trabalharão de forma temporária para a administração pública, seguindo suas necessidades.

Do total de oportunidades, existem vagas exclusivas para membros das comunidades quilombolas e Pessoas com Deficiências. Requisitos podem ser conferidos no edital.

Como se inscrever no processo seletivo São Bento do Una

As inscrições podem ser feitas entre os dias 03 e 15 de fevereiro de 2021.

O registro será presencial, no auditório do Colégio Cônego João Rodrigues, localizado na Rua Cira Mota, S/N, Centro, São Bento do Una - PE. O atendimento será das 08h às 13h.

Não haverá taxa de inscrição para participar do certame.

Edital completo

O edital na íntegra pode ser lido no site do Diário Oficial dos Municípios de Pernambuco. Utilize o Código Identificador: 1D1C774C.

Fonte: Concursos no Brasil

Processo seletivo Prefeitura de Alagoinha - PE: 70 vagas imediadas

Foi aberto o processo seletivo Prefeitura de Alagoinha regido pelo edital n° 001/2021. Estão sendo ofertadas 70 vagas imediatas para Professores em diferentes disciplinas que atuarão conforme as necessidades da Secretaria Municipal de Educação.

Para participar do certame será necessário realizar a inscrição de 10 a 19 de fevereiro de 2021. Os candidatos poderão se inscrever no processo seletivo Prefeitura de Alagoinha de duas formas:

Presencialmente: no horário das 9h às 12h na Quadra Escolar Alcino Leandro de Oliveira Filho, localizada na Avenida Senador Nilo Coelho, s/n, Centro e  Online: por meio do portal do município.

Fonte: Concursos no Brasil

Mudanças nas aposentadorias e pensões em 2021

Quem está prestes a se aposentar ou requerer pensão precisa estar atento. A reforma da Previdência estabeleceu regras automáticas de transição, que mudam a concessão de benefícios a cada ano.

A pontuação para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade sofreu alterações. Regulamentado por uma portaria de 2015, o tempo de recebimento da pensão por morte também mudou na virada do ano. Confira abaixo as mudanças que vigoram desde janeiro.

Aposentadoria por idade

A regra de transição estabelece o acréscimo de seis meses a cada ano para as mulheres, até chegar a 62 anos em 2023. Na promulgação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, a idade mínima estava em 60 anos, passando para 60 anos e meio em janeiro de 2020. Em janeiro de 2021, a idade mínima para aposentadoria das mulheres aumentou para 61 anos.

Para homens, a idade mínima está fixada em 65 anos desde 2019. Para ambos os sexos, o tempo mínimo de contribuição exigido está em 15 anos.

Aposentadoria por tempo de contribuição

A reforma da Previdência estabeleceu quatro regras de transição, das quais duas previram modificações na virada de 2020 para 2021. Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96, a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição subiu em janeiro: para 88 pontos (mulheres) e 98 pontos (homens).

Na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade mínima para requerer o benefício passou para 57 anos (mulheres) e 62 anos (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031. Nos dois casos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens.

Pensão por morte

O tempo de recebimento do benefício mudou em janeiro, com um ano sendo acrescido nas faixas etárias estabelecidas por portaria do governo federal editada em 2015. A partir deste ano, o pensionista com menos de 22 anos de idade receberá a pensão por até três anos.

O intervalo sobe para seis anos para pensionistas de 22 a 27 anos, 10 anos para pensionistas de 28 a 30 anos, 15 anos para pensionistas de 31 a 41 anos e 20 anos para pensionistas de 42 a 44 anos. Somente a partir de 45 anos, a pensão passa a ser vitalícia. A medida vale para os novos pensionistas. Beneficiários antigos estão com direito adquirido.

Fonte: Agência Brasil