sábado, 3 de abril de 2021

Vida e Morte


Tem-se nas vidas sucessivas um dos princípios fundamentais na sustentação da Doutrina Espírita. Aceitar a reencarnação é, por consequência, acolher igualmente um incontável número de mortes e de renascimentos. Como então entender a afirmação de Paulo de Tarso ao  dizer que só se morre uma vez?

Quando se fala sobre a morte, sempre nela  pensamos como sendo o resultado de uma vida que se foi. Algo morto é o fim de alguma coisa. Morrer é perecer. Finalizar-se. Acabar. Para muitos, o perecimento de objetos ou de pessoas é a transformação em coisa alguma. Seria a volta, o retorno ao nada. Estariam certos quantos assim entendem a morte? Einstein decretou a  morte do materialismo por lhe faltar objeto. E, como se sabe, o objeto a alimentar a doutrina materialista é a própria  matéria. Aquele famoso cientista tudo resumiu na energia, dizendo que está é matéria desprendida, e a matéria, energia concentrada. Diríamos que ele, na condição de renomado físico, para a própria ciência, teria espiritualizado a matéria e materializado a energia, numa total inversão de conceitos até então tidos e recebidos por verdadeiros.

Bem antes de Einstein haver dado seu tiro mortal,  assassinando a matéria ou, melhor dizendo, energizando-a, espiritualizando-a, bem antes dele, ainda no século XVIII, outro gigante da ciência no campo da química, Lavoisier, descobriu uma grande lei, conhecida por lei da conservação da matéria, segundo a qual, na natureza, "nada se perde, nada se cria, tudo se transforma". Esse homem da ciência, nessa descoberta científica, também aceitava a energia como alma das coisas. Essa transformação, renascimento constante de todas as formas, ora na condição de matéria condensada, ora qual matéria volatizada, seria como ter encontrado a eternidade dentro de todos os corpos. Sem o haverem expressamente declarado, esses dois astros do conhecimento descobriram a própria imortalidade e a reencarnação de todos os  corpos físicos, pois tudo se renova.

Vimos assim que, até mesmo entre os corpos  ditos inanimados, existe apenas uma morte aparente.  Mesmo para eles, há somente transformação. Nada se acaba. Somente perecem as formas, para renascerem transformadas em número astronômico de outras formas. Se isso acontece a natureza das coisas, como a dizer que até mesmo não morrem (no sentido de perecimento) nossos corpos físicos, quer dizer ou pensar da natureza humana, sabido sermos um composto de matéria e espírito? Devemos, então, discernir com inteligência, com maturidade, os preceitos ou as mensagens que os testos sagrados nos oferecem. Em verdade, Paulo afirmou que  "[...] aos homens está ordenado morrerem uma só vez  [...]" (Hb, 9:27). Por outro lado, ele também disse: "[...] Tragada foi a morte pela vitória. - Onde está, ó morte, o teu aguilhão da morte é o pecado [...] (I Co, 15:54-56). Ainda assentou que "[...] o salário do  pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm, 6:23). Dizia mais: "Desventura homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm, 7:24).

Em se analisando essas passagens de Paulo, deprende-se, com facilidade, que o apóstolo nelas não se  atinha à morte física ou corporal. Ele se referia àquela outra morte, cujo sentido vamos alcançar, com precisão, nas seguintes palavras de João: "Nós sabemos que  já passamos da morte para a vida, porque amamos os  irmãos; aquele que não ama permanece na morte" (I Jo, 3:14). Essas afirmações do evangelista encontram respaldo no quanto ele mesmo traz de Jesus, nestas palavras: "Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" (Jo, 5:24). Mais: "[...] se alguém guardar a minha palavra, não verá morte" (Jo, 8:51). Então, estaremos aparentemente vivos enquanto não amarmos e estaremos mortos para as coisas que passam quando aprendermos o real significado do que seja viver espiritualmente. Amor é vida. Desamor é morte.

Nesse sentido, tanto Paulo quanto João, embora vivos fisicamente, desejavam ou vivenciavam a morte para as coisas temporais. E quando isso se opera, dá-se  uma transformação profunda e permanente na vida de  qualquer um. Essa transformação, que na verdade se  processa somente uma vez para todos nós, é a morte das coisas transitórias. É a vida espiritual. A humanidade, na sua pseudossabedoria, tudo complica, tudo embaraça, dificultando para muitos o entendimento de tais verdades, muitas vezes assim procedendo por interesses inconfessáveis, desonestos. Já o Antigo Testamento trazia incontáveis lições para todos nós, nesta parte, assim enfatizando: "Na vereda da justiça está a vida, e no caminho da sua carreira não há morte" (Pv, 12:28). Continua falando a sabedoria de Salomão: "O ensino do sábio é fonte da vida, para que se evitem os laços morte" (Pv, 13:14). As letras sagradas constituem imenso oceano de ensinos, buscando orientar-se em direção a essa morte das negatividades, o que verdadeiramente só acontece uma vez, pois quando se entroniza na criatura outro modo de pensar, sentir e agir espiritualmente, começa ela a experimentar a eternidade da vida, mesmo continuando a existir entre os mortais.

As orientações vindas do Alto, para o bem da humanidade, sempre devem ser interpretadas à luz do espírito que vivifica, nunca pela  letra que mata. Elas se dirigem ao nosso espírito, à eternidade do que somos, e não ao nosso corpo, forma transitória onde se  abriga a perenidade da vida. "O corpo, estando morto, não sente mais nada, porque já não possui Espírito nem perispírito" (Livro dos Espíritos:  Questão 257). Essa morte corporal é bem diferente. "Pode comparar-se a morte à cessação do movimento numa máquina desarranjada? - Sim, pois se a máquina estiver mal montada, a sua mola se quebra; se o corpo estiver doente, a vida se esvai" (Livro dos Espíritos; Questão 68, a). Morre-se para renascer, pois "Toda morte é ressureição na verdade" (Francisco Xavier, Cartas ao Coração), consoante doutrina a Espiritualidade Maior.

Dr. Aurélio Muniz Freire / Jurista e escritor / Garanhuns, PE - 2011.

Foto; Anchieta Gueiros

"A face de um velho amigo é como um raio de sol por entre escuras e sombrias nuvens."

Abraham Lincoln.

Primeiro Festival Brasileiro de Cinema Cômico


O Festival Brasileiro de Cinema Cômico é o primeiro na história do país a premiar os melhores curtas-metragens e artistas de humor, gênero ainda pouco reconhecido pelos críticos e mostras. A ideia do evento é valorizar a diversidade e a qualidade da comédia feita no Brasil com seus subgêneros, sátira, comédia romântica, de costumes, paródia, pastelão, terrir… A edição será feita inteiramente online, pelo Youtube, de 6 e 11 de abril (terça a domingo), reunindo 32 curtas-metragens. Entram no programa também quatro longas da cineasta homenageada, Betse de Paula, incluindo os cinco episódios da sua nova série “O Síndico”. O projeto é uma realização da Ritornelo Produções, com o patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc.

A programação do Festival Brasileiro de Cinema Cômico prevê quatro mostras. Na Mostra Competitiva, os filmes serão avaliados por um júri especializado e concorrerão ao Troféu Abacaxi, confeccionado exclusivamente para o evento. A Mostra Fluminense trará curtas realizados no estado do Rio de Janeiro. A Mostra Xófem, infanto-juvenil, terá duas sessões, uma livre e outra com classificação etária de 10 anos. Já a Mostra Homenagem fará uma retrospectiva da obra da cineasta carioca Betse de Paula. Com exceção da Mostra Homenagem, os filmes em cartaz foram escolhidos por meio de convocatória gratuita, realizada no início do ano.

Segundo os curadores, chamou a atenção a diversidade e qualidade das produções. “Há muitas comédias de teor político. Ficamos também surpresos com a quantidade de mocumentários, falsos documentários, um gênero ainda sem tradição no cinema brasileiro”, contou Flavia Candida, uma das curadoras. “Outro destaque é a incorporação da linguagem de internet e de memes nos filmes. Muitos curtas foram realizados durante a pandemia, abordando temas como distanciamento social, negacionismo, mas de uma forma inusitada, leve e criativa. "Há também muitos filmes dirigidos por mulheres e pessoas LGBTQIA+, trazendo um frescor para o campo da comédia brasileira, que possui uma tradição muitas vezes machista e preconceituosa”, completou Vitor Medeiros, diretor, produtor e curador. No elenco dos filmes do festival, há tantos nomes conhecidos, como Ana Clara Lima, Ana Paula Arósio, Bernardo Mesquita, Dira Paes, Fernando Vieira, Marcos Palmeira, Marieta Severo, Nathália Timberg, Shirley Cruz, Sílvia Buarque, como talentos ainda desconhecidos do grande público.

FICHA TÉCNICA

Vitor Medeiros - Direção, Produção e Curadoria

Isabel Veiga - Curadoria e Produção

Flavia Candida - Curadoria

Alice Name-Bomtempo - Curadoria

Betse de Paula - Homenageada do Festival

Gianna Larocca - Identidade Visual e Designer

Felipe Ferreira de Almeida - Artista plástico

Caio Casagrande - Comunicação e Ass. de Produção

Jurados: Carolina Amaral (pesquisadora), coletivo Saquinho de Lixo, Ginho Fialho (ou Regine de Mônaco), Jocimar Dias Jr. (pesquisador), Nathalia Cruz (atriz e roteirista do Porta dos Fundos)

SERVIÇO

DATA: 6 a 11 de abril

HORÁRIOS: conforme programação

LOCAL: YouTube

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: diversas, conforme programação

Grátis

@festcomico

www.festcomico.com.br

"O brasileiro não faz história. Ele é um espectador da história."

Raul Seixas (1945-1989) - Canto e compositor baiano.

Lembranças...

Lembrar Mons. Adelmar, de suas aulas de civilidade, da grandeza de seu coração, de sua bondade, do exemplo de seu caráter, de sua altivez, mas sobretudo, da maneira como conduzia sua fé. Como esta permanece presentes nas suas ações de sacerdote! Lembrar de sua presença, na capela do colégio, é transportar todos nós, seus alunos, para um tempo que nos traz imorredouras saudades.

Lembrar de suas aulas, ministradas, no casarão da praça que hoje tem seu nome, é reviver um fastígio de glória. Lembrar 12 de outubro quando nós, jactanciosos desfilávamos pelas ruas ladeirosas de Garanhuns e depois do desfile, em frente ao educandário, esperar o professor Lustosa, entusiasmado, avisar que no dia seguinte não haverá aula.

Lembrar a preparação da Páscoa dos estudantes, com a capela repleta de padres, inclusive com a presença do bispo para a confissão em massa dos alunos, é saber que estes tempos não voltam mais. Porém estão fincados no recôndito da nossa alma, por esta razão, jamais serão esquecidos.

Enfim, Mons. Adelmar, como educador, nasceu na antiga praça da Bandeira e cresceu para todo Brasil. Quem recebeu suas aulas naquele casulo do saber, e o esqueceu, é porque continua pobre de fé e de sabedoria.

*José Inácio Rodrigues (foto) ex-prefeito de Garanhuns.

"A simplicidade é o último degrau da sabedoria."

Khalil Gibran.

Livro "Multivisão (Cultura, Comunicação e Literatura) Tomo III" de Manoel Neto Teixeira

Pinto Ferreira (foto)

O jornalista, escritor e professor universitário Manoel Neto Teixeira publica excelente ensaio intitulado Multivisão (Política, Arte e Cultura), onde  demonstra mais uma vez o seu talento polimorfo, com informações preciosas sobre os vários aspectos da cultura em suas diferentes manifestações. O livro é escrito na  linguagem direta e comunicativa de um jornalista, que é também professor, em suma, um agente da comunicação, que encanta o leitor pelo seu estilo direto, lógico, comunicativo, próprio do  escritor moderno.

Manoel Neto Teixeira é ainda professor ensinando a disciplina de Sociologia Jurídica no curso de Direito da Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco, pertencente à Sociedade Pernambucana de  Cultura e Ensino. Trata-se de uma matéria  generalista com conteúdo humanista que torna a dita Faculdade um templo ecumênico de ideias.

O livro de Manoel Neto Teixeira é diversificado, daí o nome Multivisão, com estudos diferenciados, breves como as crônicas de Machado de Assis e encantadores pela sua simplicidade e conteúdo. Temas diferentes são ventilados, sobre personalidades culturais, acontecimentos e situações vivenciadas em Pernambuco. Embora curto o trabalho, pode ser lido com deleito e encantamento.

O autor é uma pessoa que vai marcar época em Pernambuco, porque se lhe deve a edição do  jornal O Judiciário, que circula com uma larga tiragem, e sobretudo tendo como enfoque o direito, a sociologia, a política, jornal que fazia falta em Pernambuco e   que preenche uma lacuna importante, daí a sua grande circulação em todo o país, especialmente nas Seccionais da OAB e também dos Institutos dos Advogados, irmanados com a corporação profissional maior.

Este tipo de imprensa já teve larga circulação anterior em Pernambuco. Além de nossa região ser pioneira na fundação do primeiro jornal do Brasil, O Diário de Pernambuco, em 1825, também foi uma sementeira de muitos jornais menores, porém de densidade cultural, dirigidos por intelectuais como Tobias Barreto, Martins Júnior e tantos outros. Deve-se inclusive a Tobias Barreto um jornal alemão intitulado Deutscher Kaempfer (Lutador Alemão), publicado no município pernambucano de  Escada em 1875, do qual saíram apenas cinco números, dizendo que Tobias era o único tipógrafo, o único escritor e o único leitor, pela ironia de seus adversários.

Manoel Neto Teixeira é também membro da Academia Pernambucana de Letras Jurídicas que o escolheu por unanimidade para tanto e  tem como patrono o jornalista Assis Chateaubriand, professor de Direito Romano da Faculdade de Direito do Recife e criador de um dos maiores impérios jornalísticos do Brasil.

Manoel Neto Teixeira é uma figura simples e modesta, que  oculta um talento inegável como historiador e  jornalista, com uma obra original divulgada no jornal O Judiciário, que marca época em  Pernambuco. É também autor de uma numerosa obra como historiador e memorialista e assim ficará consagrada na história cultural da nossa terra.

*Luiz Pinto Ferreira - Jusfilósofo, autor de mais de 200 títulos versando sobre Direito, Sociologia, Filosofia, Educação, Política e Literatura, membro de dezenas de Academias e Institutos de Ciência e Letras, do Brasil e de vários países. Recife / 2009.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Por que não valorizamos os museus da forma como eles merecem?

Por Marcos Lima*

Em setembro de 2018, o Museu Nacional, do Rio de Janeiro, sofreu um incêndio que destruiu grande parte do seu vasto acervo etnográfico e cultural. Não foi mero acidente: o local já sinalizava fragilidade em relação aos processos de conservação predial, com falta de investimentos e de manutenção. O Museu Paulista (popularmente conhecido como o Museu do Ipiranga) felizmente não chegou a esse ponto. Fechou as portas antes que uma tragédia maior ocorresse. Atualmente, o museu está fora de funcionamento (desde 2013), mas tem previsão de abertura para 7 de setembro de 2022, com obras já bem avançadas, na comemoração de seu bicentenário. É muito pertinente observar que esses dois projetos, tão importantes para a conservação da história brasileira, só ganharam notoriedade na sociedade devido à tragédia ou à iminência de uma.

As duas instituições estão diretamente ligadas à história do nosso país e seus acervos carregam o peso dessa tradição. O Museu Nacional, por exemplo, foi criado em 1818 por Dom João VI e é o primeiro do Brasil. Ele nasceu para propagar e desenvolver a ciência, arte, cultura e intelectualidade do país que ainda era uma colônia. Até 2018, era possível encontrar matérias e documentos do período joanino. O Museu Paulista marca o período da independência, com grande acervo de objetos, mobiliário e obras de arte com importância histórica. É nele que se encontra a famosa pintura “Independência ou Morte”, de 1888, do artista Pedro Américo – certamente uma das obras brasileiras mais conhecidas.

Mas se são tão importantes, por que há descaso na preservação desses locais? Diversos fatores explicam isso, mas primeiramente não podemos negar o caráter socioeconômico. Levantamento do IBGE em 2019 mostra que o gasto médio mensal, relacionados às atividades culturais, de uma família de baixa renda no Brasil corresponde a 7,5% de suas despesas. Já uma de renda alta gasta cerca de 26%. Os dados mostram o perfil das pessoas que consomem atividades culturais no país e reforça a falta de olhar dos órgãos governamentais em democratizar o acesso a elas. Parte da população ainda vive com o estigma de que museu e atividades culturais são destinadas somente a pessoas ricas quando, na verdade, é direito de todos.

Nesse ponto, curiosamente, a pandemia de covid-19 trouxe uma mudança de paradigma. Estudo do Itaú Cultural em 2020 indica que dois terços da população brasileira (67%) passaram a ter acesso a atividades culturais por meio de lives na internet, como filmes e visitas guiadas a museus de forma virtual. Assim, grupos de diversas faixas etárias e de poder aquisitivo variado puderam conhecer um pouco mais desse universo. Evidentemente ainda estamos longe da excelência, mas já podemos ver algumas mudanças. Quando tivermos políticas consolidadas de democratização, certamente o indicador vai ser maior no pós-pandemia.

É justamente nesse ponto que entra o segundo fator que explica a falta de cuidados do país com seus museus. Não temos por aqui o mesmo carinho e dedicação de outras regiões do planeta. Países da Europa e da Ásia têm uma relação diferente com a cultura. Nesses locais, ainda que o acesso também seja difícil, as pessoas compreendem sua importância, uma vez que há um sentimento de pertencimento que passa entre as gerações pelas famílias, escolas e até mesmo pela classe política.

Quer exemplos dessa diferença de tratamento? Em 2019, a famosa Catedral de Notre-Dame, em Paris, também sofreu um incêndio. Logo nos primeiros dez dias após a tragédia, o valor levantado em doações era superior a € 750 milhões, cerca de R$ 3,3 bilhões na cotação da época. O Museu Nacional, um ano depois, tinha levantado cerca de R$ 316 mil. Infelizmente o Brasil ainda está na contramão da história. Ainda que os números em 2020 tenham crescido de forma expressiva, é preciso ir além para manter essa onda. Enquanto não tivermos políticas de base voltadas a essas questões, seja na esfera federalna estadual ou na municipal, o estigma de que não valorizamos a cultura brasileira continuará.

Os dois exemplos citados no texto são reflexos do descaso que nossas instituições culturais sofrem do poder público – principalmente no que diz respeito à preservação e conservação de seus patrimônios. Na maioria dos casos, tais medidas só são tomadas quando uma catástrofe está para acontecer. Ou pior, quando elas já ocorreram. Passaram-se dois anos do incêndio do Museu Nacional e sete anos do fechamento do Museu do Ipiranga. O que resta é torcer para que os projetos de reconstrução e revitalização dessas instituições (e das demais) possam ser monitorados de perto pelos órgãos competentes, permitindo preservar nossa história e nossa memória à posteridade.

* Marcos Lima é coordenador do Museu da Obra Salesiana no Brasil (MOSB) e contribui com conteúdos em parceria com o Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL.

O pior contágio


João Marques 

Não se sabe o que esperam mais as autoridades constituídas do País, para decisão.. definitiva de tirar esse Bolsonaro do Governo. Será que esperam que o ignaro destrua o Brasil? Os militares dizem que estão, para assegurar a ordem política...  mesmo que o mandatário político maior seja mau, desequilibrado, e inimigo da ordem. Ele só, e os filhos, são ameaça maior à Pátria, que, em 1964,  a proliferação do comunismo. E, nisso, os generais encontraram razão para o movimento revolucionário. É de se pensar que o drama da Pandemia cegou todos. Estão todos cegos... e se abre um precipício onde todos poderão cair. Fale-se na pandemia, mas ajam, senhores, contra esse vírus disfarçado de "gripizinha".

Jones Figueiredo evoca infância em Garanhuns

O desembargador Jones  Figueiredo Alves (foto) ministrou a aula magna de instalação oficial da Faculdade de Direito de Garanhuns, no dia 06 de setembro de 2004, no auditório do Círculo Militar da cidade.

A sessão solene foi presidida pelo prefeito Silvino Duarte, que comentou de forma sucinta a importância e abrangência da ciência jurídica nas relações humanas, organização social, política e econômica do mundo contemporâneo. Destacou o significado da nova instituição para a vida e o povo de todo o Agreste Meridional: "Garanhuns estabelece um marco importante no ensino acadêmico de nossa cidade".

Em seguida, o prefeito, em gesto de agradecimento e homenagem, fez entrega de três placas; à estudante Sâmara Pollyana Brito Tavares, primeiro lugar no vestibular de Direito; à professora Eliane Simões, presidente da Aesga, "que tem sido um marco na história desta instituição"", e ao desembargador Jones  Figueiredo Alves, "um garanhuense de coração".

LEMBRANÇAS DA INFÂNCIA

A aula magna, para alunos, familiares, autoridades e convidados, dividiu-se em duas partes: na primeira, em tom telúrico-sentimental, Jones Figueiredo lembrou o seu tempo de menino, aluno do Colégio Diocesano de Garanhuns, onde estudou até os 17 anos de idade, quando, ao concluir o Curso Clássico, em 1965, transferiu-se para o Recife a fim de cursar as faculdades de Direito e de Jornalismo, simultaneamente.

"Deixei fisicamente Garanhuns, naquele dezembro de 1965, mas minha alma aqui ficou, encantada sob as colinas desta cidade, qual sonho de vida e de juventude, em caráter de permanência, confessou".

Depois das lembranças desse tempo, para ele inapagável, dos amigos, dos mestres, os primeiros passos que ensaiou na crônica jornalística apresentando programa na Rádio Difusora de Garanhuns, Jones Figueiredo, que é um dos co-autores da  redação final do novo Código Civil Brasileiro, falou sobre o direito na vida de cada um e da sociedade humana como um todo. Enalteceu o esforço das autoridades na condução do processo de fundação da nova Faculdade de Direito, especialmente o prefeito Silvino Duarte e a professora Eliane Simões.

Em seguida, Jones  Figueiredo autografou o livro "Questões Controvertidas do Novo Código Civil", do qual é co-autor.

O presidente da OAB-PE, Dr. Júlio Oliveira, destacou a importância da nova instituição de ensino e pesquisa, para toda a região agreste: "Garanhuns sempre teve destaque em vários setores de atividades. O compromisso agora fica maior, com a  cultura jurídica", disse referindo-se à nova instituição. registrou que a OAB não poderia deixar de estar aqui testemunhando este fato histórico, como parceira da nova Faculdade e que esperava daqui a cinco anos estar de volta para celebração do reconhecimento oficial da Faculdade de Direito de Garanhuns, pelo MEC. Lembrou, ainda, "o empenho da administração Silvino Duarte, na condução do processo da nova instituição, bem como a figura do garanhuenses Urbano Vitalino Filho, cuja morte, prematura, consternou a todos, ele que, além de grande advogado, "era um cidadão do mundo".

Após a abertura da sessão, executou-se o Hino de Garanhuns (música e letra do poeta João Marques, presente), seguindo-se a entrega de placas à estudante Poliana Tavares, primeiro lugar no concurso vestibular da primeira turma da nova Faculdade de Direito; a professora Eliane Simões, coordenadora do processo de criação e aprovação da nova instituição e presidente da Autarquia de Ensino Superior de Garanhuns - AESGA;  e ao desembargador Jones Figueirêdo Alves, pela aula magna de abertura.

Dezembro de 1968 - Da esquerda para direita: Manoel Neto Teixeira, Marcílio Viana Luna e Jones Figueiredo Alves, quando os três posavam lado a lado, no hall da Universidade Católica, por ocasião do descerramento da placa de formatura dos bacharéis em Jornalismo daquele ano, turma da qual faziam parte.

Marcílio Viana Luna, Manoel Neto Teixeira, durante a posse do Desembargador Jones Figueiredo Alves (centro) como presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco em 2008.

Fonte: Multivisão (Cultura, Comunicação e Literatura) Tomo III / Manoel Neto Teixeira / 2009. Acervo: Memorial Ulisses Viana de Barros Neto.


Pernambuco recebe 394 mil doses de vacinas contra a Covid-19

Pernambuco recebeu, nesta quinta-feira (1°), 394 mil doses da vacina contra a Covid-19, sendo 362 mil da Coronavac e 32 mil da AstraZeneca/Oxford. 

O novo lote será destinado para a imunização de profissionais da segurança pública e segunda dose para idosos com mais de 65 anos em todo o Estado. 

De acordo com o governador Paulo Câmara, o novo lote já está sendo distribuído para todos os municípios pernambucanos. 

"Nosso esquema de distribuição está preparado e amanhã todas as vacinas já terão sido entregues aos municípios”, afirmou Paulo Câmara, em pronunciamento divulgado nesta quinta.

Paulo Câmara aproveitou o pronunciamento ainda para anunciar o lançamento, a partir desta sexta-feira (2), de uma nova campanha de comunicação governamental, com o objetivo de reforçar o trabalho de conscientização sobre a importância do uso de máscaras como forma de reduzir e evitar o contágio do novo coronavírus. 

Obras do Atacadão recebem visita técnica de secretários municipais em Garanhuns


Atendendo solicitação do prefeito Sivaldo Albino, os secretários de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Econômico, Alexandre Marinho; Infraestrutura, Obras e Serviços Públicos, Fá Albino; e Comunicação, Ronaldo César; estiveram com técnicos das secretarias em visita às obras do Atacadão, empreendimento do grupo Carrefour. O objetivo foi dinamizar o trâmite dos projetos junto ao município para que a construção avance o quanto antes.

"Esse alinhamento do município com a empresa significa muito. Precisamos agilizar o máximo possível a parte burocrática para começar a gerar mais empregos aqui. São vagas desde a construção até o pleno funcionamento do Atacadão. Significa desenvolvimento econômico para Garanhuns e melhoria na vida da população", afirmou Alexandre Marinho.

O terreno onde está sendo construído o empreendimento tem 30.000 metros quadrados. Durante a construção serão quase 70 empregos diretos. Já após inaugurado o Atacadão deverá gerar em torno de 300 empregos, podendo chegar a 400.

"Os representantes do Governo Municipal nos transmitiram as boas vindas e reiteraram o apoio incondicional para o sucesso do empreendimento que virá para fortalecer a economia local. Em toda minha trajetória como construtor, nunca presenciei tanta receptividade e comprometimento de seu mandatário com os anseios da população", disse Francisco Morilha Neto, Gerente de Contrato da Construtora R1, empresa responsável pelas obras.

Fonte: Secom/PMG.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Festival Canavial LAB acontece entre 9 e 11 de abril com shows e tributo a Arnaud Rodrigues

O Festival Canavial, um dos mais importantes festivais de cultura popular do Brasil e realizado na Zona da Mata pernambucana, acontece on-line este ano nos dias 9, 10 e 11 de abril. Com o tema “Direito à Cultura é um Direito Humano”, evento traz 22 atrações e tributo a Arnaud Rodrigues, ator, cantor e humorista brasileiro falecido em 2010. Na programação, nomes como Maciel Salú, Isaar, Afoxé Ylê de Egbá e Maracatu Estrela Brilhante do Recife. Esta será a primeira edição virtual  do evento, com apoio da Lei Aldir Blanc e transmissão gratuita no canal do festival no YouTube.

Além dos shows, já gravados, estão previstos encontros de bois de carnaval e grupos de maracatus rurais. Pela primeira vez, pessoas de outros estados e de outros países poderão assistir ao festival que se mostrou capaz de criar raízes profundas na construção e democratização do acesso à educação, à cultura e igualdade dos direitos sociais, determinantes dentro de uma comunidade.

Como em edições anteriores, o evento mantém a essência do formato presencial, mesmo sendo totalmente on-line, privilegiando a musicalidade como gerador de debates sobre direitos humanos, apresentações artísticas, shows culturais, seminários, rodas de diálogos e intervenções artísticas que, juntos, permitirão a reflexão acerca das populações socialmente vulneráveis.

Para Afonso Oliveira, produtor cultural e curador do evento, a edição online do Festival Canavial chega com uma responsabilidade ainda maior, que é levar a cultura popular aliada à arte do encontro e da formação, ao mundo, através da internet.  “É uma maratona de apresentações artísticas, com mestres e mestras, grupos de maracatus de baque solto e virado, coco de roda, afoxé, reggae; seminários com convidados de vários estados brasileiros, que vão nos ajudar a refletir toda a conjuntura do processo cultural aliada às ideias dos direitos humanos. Além de shows com grandes nomes da música pernambucana”, diz.

Serviço

Festival Canavial LAB  – “Direito à cultura é um direito humano”

9, 10 e 11 de abril

Canal do Youtube: https://abre.ai/festivalcanaviallab

Fonte: Secult/PE

Câmaras de Bom Conselho e Lagoa Grande têm contas julgadas

A Primeira Câmara do TCE julgou regular com ressalvas, no último dia 16, as contas de gestão das Câmaras Municipais de Bom Conselho e Lagoa Grande, ambas relativas ao exercício financeiro de 2019 e tendo como relator o conselheiro substituto Luiz Arcoverde Filho.

Em relação ao processo de Bom Conselho (n° 20100107-0), além do julgamento regular com ressalvas as contas da então presidente da Casa, Sandra Maria Tenório Cavalcante de Almeida, o relator fez algumas determinações, entre elas, aperfeiçoar o controle dos combustíveis, indicando a finalidade dos deslocamentos dos veículos.

No processo de Lagoa Grande (n° 20100185-8), que julgou regular com ressalvas as contas da então presidente, Josafa Pereira da Silva, o relator determinou que a atual gestão realize um levantamento da necessidade de pessoal efetivo para a realização de concurso público quando possível, uma vez que até em 2021 é vedada a realização de concurso público, exceto para as reposições de vacâncias.

CONTAS DE GESTÃO - As contas de gestão referem-se aos atos dos gestores que ordenam despesas (prefeitos, presidentes das Mesas Diretoras das Câmaras, entre outros). Na análise, o TCE avalia se a execução orçamentária, financeira e patrimonial de cada órgão público obedeceu aos trâmites legais e está em conformidade com os princípios previstos na Constituição Federal.

Os votos foram aprovados por unanimidade. Representou o Ministério Público de Contas a procuradora-geral adjunta, Eliana Lapenda Guerra.

Fonte: TCE-PE

Curso especial de inglês para adolescentes inscreve até 10 de abril

Foram prorrogadas, até o dia 10 de abril, as inscrições para o curso especial de inglês da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) e Coordenação de Línguas e Interculturalidade (Cling) para adolescentes. O curso tem como objetivo pautar o ensino de língua inglesa formatado com a metodologia “content-based teaching” e centradas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030), oportunizando à comunidade entre 11 e 17 anos experiências de aprendizagem em inglês através de debates contemporâneos relevantes próprios para empoderamento juvenil. Inscrição e valores estão detalhados no site: https://sistemas.fade.org.br/CursosEventos/GUI/PortalCursosEventos.aspx 

ACNUR e Folha de S.Paulo abrem inscrições para oficina de cobertura jornalística sobre refugiados


No âmbito dos 70 anos da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e dos 100 anos da Folha de S. Paulo, as instituições vão promover uma oficina de cobertura jornalística sobre a questão das pessoas refugiadas no Brasil, apresentando conceitos, dados, fontes de informações e exemplos práticos da construção de matérias relacionadas à realidade das pessoas refugiadas no Brasil.

A oficina será realizada em formato virtual, via Teams, no dia 8 de abril, às 18h00 (horário de Brasília). Participarão do evento o oficial de comunicação do ACNUR, Luiz Fernando Godinho; do repórter da Folha de S. Paulo em Manaus, Fabiano Maisonnave; da gestora de comunidade da organização não-governamental AVSI, Camila Geralfo; e a promotora voluntária de informações aos venezuelanos, Mariluz Mariano, indígena da etnia Warao.

As inscrições devem ser feitas pelo preenchimento do formulário disponível em https://forms.gle/6wiSkAFMmCaHdhTN9. Dentre os inscritos, serão selecionados preferencialmente os profissionais e estudantes que atuem na região norte do país. São, ao todo, 50 vagas.

Na oficina, o ACNUR trará algumas referências para a construção responsável de conteúdos humanitários e apresentará um calendário de pautas a ser explorado pela imprensa em 2021, tendo como base o “Guia de Cobertura Jornalística Humanitária do ACNUR”, uma publicação que orienta profissionais e estudantes de comunicação sobre a produção responsável de matérias sobre o tema do deslocamento forçado.

“A contínua formação de profissionais de comunicação no Brasil e no mundo é um elemento fundamental para assegurar que as pessoas refugiadas, que buscam proteção por conta de guerras, perseguições e violações de direitos humanos, sejam compreendidas pela população dos países de acolhida. Os jornalistas têm um papel único para assegurar a perspectiva dos direitos humanos na abordagem sobre essa população, afirma Jose Egas, Representante do ACNUR no Brasil.

Exposição sobre jornalistas refugiados no Brasil

Composta por fotos, textos e recursos audiovisuais produzidos pela Folha de S. Paulo e pelo ACNUR, a exposição “Quem conta essa história: jornalistas refugiados ou refugiados jornalistas?” foi aberta em fevereiro deste ano e apresenta os motivos do deslocamento forçado, a trajetória e o processo de integração de quatro jornalistas. Conforme contam os repórteres da Folha de S. Paulo, Carlos, Claudine, Kamil e Victorios tiveram que deixar respectivamente a Venezuela, República Democrática do Congo, Turquia e Síria em busca de proteção internacional no Brasil.

“Os relatos destes jornalistas conferem materialidade, rosto e sentimentos aos dados dos rankings de liberdade de imprensa e nos ajudam a entender como se dá, na prática, a intimidação de governos contra meios de comunicação e seus profissionais”, relata Flávia Mantovani, jornalista da Folha e uma das coordenadoras do projeto.

A exposição segue em cartaz no Museu da Imigração, em São Paulo, até o final de maio. Uma prévia da exposição pode ser vista na página do ACNUR (https://www.acnur.org/portugues/jornalistasrefugiados) e também nas reportagens produzidas pela Folha de S. Paulo (folha.com/jornalistasrefugiados).

quarta-feira, 31 de março de 2021

Inscrições do 3º Funcultura Microprojeto Cultural começam nesta segunda (5/04)

As inscrições para o 3º Funcultura Microprojeto Cultural, realizado pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), começam nesta segunda-feira (5/04). Os proponentes interessados deverão se inscrever até o dia 16 de abril deste ano, por meio da plataforma Prosas (www.cultura.pe.gov.br/editais-prosas). Com R$ 640 mil em investimentos, sendo R$ 15 mil o teto para cada projeto, o edital abrange iniciativas que se enquadrem em qualquer segmento cultural e que estejam distribuídos em todas as macrorregiões do Estado.

O Edital Microprojeto Cultural tem o objetivo de incentivar a produção de atividades artístico-culturais feitas pela ou para a juventude pernambucana. Porta de entrada para outros editais estaduais e nacionais, prevê projetos de baixo orçamento e tem como característica principal um formato simplificado de apresentação e de prestação de contas, podendo ser elaborado por pessoa física, jurídica sem fins lucrativos ou microempresário individual (MEI).

Serão contempladas cerca de 40 propostas de indivíduos, grupos e coletivos, formados por jovens (18 a 29 anos) de baixa renda, principalmente, de regiões ou cidades pernambucanas com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); ou iniciativas de pessoas jurídicas sem fins lucrativos para a população jovem em situação de vulnerabilidade. A previsão para a divulgação do resultado final é o dia 30 de setembro deste ano.

“Vale destacar que neste edital há a obrigatoriedade de aprovação de dois projetos por cada Região de Desenvolvimento do Estado. Na última edição do Microprojeto Cultural, 67% dos projetos aprovados foram de proponentes da Zona da Mata, Agreste ou Sertão”, pontua Aline Oliveira, superintendente do Funcultura.

Os trabalhos devem ter como foco o desenvolvimento sociocultural do Estado, com a finalidade de promover a cidadania, a transmissão de saberes e a sustentabilidade econômica. O edital pode ser conferido aqui: www.prosas.com.br/editais/8495-edital-microprojeto-cultural-2020-2021.

Para mais detalhes, acesse: www.cultura.pe.gov.br/editais/edital-funcultura-microprojeto-cultural-2020-2021.

Entidades lançam programa para apoio à adesão ao Bolsa-Qualificação, conhecido como Layoff

A Fecomércio, o Senac e a Superintendência Regional do Trabalho em Pernambuco, em parceria inédita, assinaram, na terça-feira (30/3), um acordo de cooperação técnica para apoio à adesão ao Programa Bolsa-Qualificação. O projeto oferta ações de orientação, assessoramento e qualificação para habilitação de até 1.500 trabalhadores das empresas representadas pela Fecomércio e seus sindicatos filiados. O investimento do Sistema Fecomércio é de aproximadamente R$ 10 milhões.

"Em um momento de acúmulo de perdas econômicas no setor do comércio de bens, serviços e turismo, fechamos uma parceria inédita no país. Investimos no apoio aos trabalhadores e empresários do Estado, com o assessoramento nos trâmites necessários e oferta gratuita de qualificação pelo Senac durante a suspensão contratual. Assim, as empresas podem suspender os contratos e qualificar de forma gratuita, preservando empregos e evitando fechamento de mais negócios", afirma o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE, Bernardo Peixoto.

Uma das modalidades do benefício Seguro-Desemprego, o Bolsa-Qualificação prevê a suspensão de contratos por dois a cinco meses e está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Durante a suspensão, o trabalhador recebe um valor mensal, baseado na média dos três últimos salários recebidos, mas nunca com parcela mensal inferior ao salário-mínimo.

Durante o período de suspensão, o trabalhador precisa estar num curso de qualificação, o qual, no caso deste projeto, será oferecido e bancado pelo Senac. Segundo o superintendente regional do Trabalho em Pernambuco, Geovane de Freitas, a finalidade do programa é ampliar o apoio aos empresários e funcionários. "Com as restrições de funcionamento e diminuição do fluxo de caixa, é fundamental a suspensão. Integramos esforços para apoiar os empresários a acessar uma política já existente, com um investimento na qualificação, que vai ser ofertada gratuitamente pelo Senac, um órgão de excelência", ressalta, Geovane.

Serão ofertados cursos nas áreas de Vendas, Compras, Logística, Marketing, Finanças e E-commerce, que abordarão aspectos sobre relacionamento, trabalho em equipe, comportamento e ferramentas tecnológicas. As programações têm duração entre 120h a 300h, dependendo do período de suspensão do contrato. O assessoramento das empresas para habilitação à participação no programa fica a cargo da Fecomércio-PE. A Superintendência promoverá ações de orientação e retirada de dúvidas.

As formações focam nos aspectos: técnico, humano, social, tecnológico e de inovação. “As bolsas serão ofertadas pelo Programa Senac de Gratuidade (PSG), permitindo que trabalhadores do setor do comércio se capacitem sem despesas para as empresas”, finaliza o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE. O chamamento para as empresas interessadas será feito em maio e os cursos começam a partir de julho.

Mais de 255 toneladas de alimentos são arrecadadas em live solidária


Na última sexta-feira, 26 de março, Padre Reginaldo Manzotti arrecadou mais de 255 toneladas de alimentos em sua Live solidária “Compromisso de Amor”, garantindo a alimentação de, pelo menos, 120 mil famílias. O resultado superou as expectativas do sacerdote, que tinha como objetivo arrecadar pelo menos 100 toneladas para distribuir entre as diversas famílias e instituições.

“Eu quero agradecer as milhares de pessoas que se emocionaram e por todos aqueles que fizeram as doações. Como o coração das pessoas é generoso quando a causa é nobre. Louvado seja Deus”, diz Padre Manzotti.

As doações serão enviadas para dez estados: Acre, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. “De Norte a Sul do Brasil, vamos distribuir as doações arrecadas nas instituições e Paróquias que mais necessitam. Além disso, vamos convocar os comércios locais de cada região para nos ajudar com a distribuição”, explica o sacerdote.

Com momentos emocionantes, oração e muita música, o sacerdote apresentou para o público as principais curiosidades de um dos lugares mais importantes da história: a Terra Santa. A Live está disponível no canal oficial do Padre Manzotti. 

Mais de 570 toneladas de alimentos arrecadados

Desde o início da pandemia, o sacerdote acumula milhões de visualizações em seu canal do YouTube. Além disso, arrecadou mais de 570 toneladas de alimentos durante as transmissões, com uma média de 500 quilos por minuto, que foram repassados às instituições parceiras da Associação Evangelizar É Preciso.

Sobre o Padre Reginaldo Manzotti

Sacerdote, escritor, músico, compositor, cantor e apresentador de rádio e TV, o padre Reginaldo Manzotti ao completar 25 anos de sacerdócio, decidiu se reinventar e inovar mais uma vez em prol da evangelização.

Antenado com as mídias digitais, o sacerdote tem quase 7 milhões de seguidores no Facebook, mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, mais de 1 milhão de pessoas inscritas em seu canal do Youtube, 650 mil seguidores no Twitter e mais de 100 mil em seu canal Vevo. Seu portal, www.padrereginaldomanzotti.org.br, que recebe mais de 1 milhão de acessos mês.

Sacerdote que evangeliza pelos meios de comunicação, o padre apresenta programas de rádio e televisão que são retransmitidos e exibidos em mais de 1680 emissoras do país, além de outros países como: Inglaterra, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Angola, Paraguai, Bolívia e Uruguai.

Garanhuns: José Cardoso cassado pela Ditadura Militar

José Cardoso da Silva (ao centro) na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Nas eleições de 3 de outubro de 1958, Cardoso ficou na suplência para a legislatura 1959/1963, e com o licenciamento de dois deputados assumiu a cadeira de deputado pelo período de um mês.
As eleições de 1962 em Pernambuco foram realizadas no dia 7 de outubro, Miguel Arraes eleito governador, Paulo Guerra vice-governador, senadores José Ermírio de Moraes e Pessoa de Queiroz, e mais 24 deputados federais e 65 estaduais. José Cardoso disputa mais uma vez uma cadeira na Assembleia, agora pelo Partido Social Trabalhista (PST) sendo eleito suplente. Foi a última eleição antes da deposição do presidente João Goulart e a instalação do Regime Militar. 

Miguel Arraes tomou posse em 31 de janeiro de 1963, que seria deposto pelo golpe militar de 31 de março de 1964, quando assumiu o poder o vice-governador, Paulo Pessoa Guerra, que complementou aquele mandato.

Institucionalizado o Regime Militar, e ainda na vigência do Ato Institucional nº 1, a Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco baixou as "Resoluções: nº 672 de 21 de abril de 1964", cassando os mandatos de vários deputados e suplentes: Gilberto de Oliveira Azevedo, Luís Cláudio Braga Duarte, Cícero Targino Dantas, José Cardoso da Silva, Manoel Vicente Ferreira, Carlos Luís de Andrade, José Fagundes de Menezes e Luís Serafim dos Santos, os três últimos eleitos na legenda do Partido Socialista Brasileiro e os demais na legenda do Partido Social Trabalhista; "Resolução nº 682, de 26 de maio de 1964", cassando os mandatos dos Srs. Severino de Sousa Ferraz e Antônio Florentino de Lucena e Melo, suplentes de deputados, eleitos na legenda do Partido Socialista Brasileiro e a "Resolução nº 717, de 26 de janeiro de 1965", cassando o mandato do deputado Sérgio Murilo Santa Cruz Silva, eleito na legenda do Partido Republicano Trabalhista.


A LUTA DE UM LÍDER  

Em José Cardoso, corria-lhe nas veias o sangue do político autêntico, filho que era da grande líder comunitária Francisquinha Cardoso, merecidamente considerada pelos garanhuenses como a primeira líder popular de Garanhuns. Mesmo perseguido não se calou, levantou a voz em defesa dos  oprimidos. 

"Baionetas escaladas. Tropéis de cavalaria. Sirenes histéricas. Tanques de guerra invadindo as ruas das capitais. Estudantes trucidados. Trabalhadores humilhados, espancados vergonhosamente desmoralizados. Aviões em voos rasantes. Matraquear de metralhadoras. As tropas esmagando quem lhe passasse à frente.

Ô, Zé Cardoso, esse cenário fez parte  do seu show, do seu, do meu, de quantos estivessem dispostos a lutar por dias melhores em favor de um povo abatido pelas desigualdades sociais.

Na rua, passeatas hipócritas patrocinadas pelo dólar americano. Mulheres bem vestidas expondo suas riquezas nos colares e brincos de ouro e de diamante! Um escárnio a um  povo que já vivia abaixo da linha de pobreza. (Jornalista Rossini Azevedo Moura / Crônica de abril de 2006).


Pelo Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965, 
no seu artigo nº 18, foram extintos alguns partidos políticos e cancelados os respectivos registros.

Em 1966 foram criados dois novos partidos: a Aliança Renovadora Nacional – ARENA (situacionista) e o Movimento Democrático Brasileiro MDB (oposicionista).

Ainda na vigência do AI - 2, Foram suspensos os direitos políticos por dez anos e cassados os mandatos dos deputados Almani de Sá Barreto Sampaio, - PST, em 4 de julho de 1966 e Elias Libânio da Silva Ribeiro – PDC (recém à ARENA, secção de Pernambuco), em 17 de outubro de 1966.

De acordo com o Ato Institucional nº 3, de 5 de fevereiro de 1966, foi realizada a primeira eleição indireta, na Assembleia Legislativa de Pernambuco, tendo sido eleito governador Nilo de Sousa Coelho e vice-governador Salviano Machado Filho.

A 13 de dezembro de 1968, o presidente Costa e Silva baixou o Ato Institucional nº 5. Na vigência desse Ato foram suspensos por dez anos os direitos políticos e cassado os mandatos de alguns deputados.

Os direitos políticos de José Cardoso só foram recuperados em 1979 com a Leia da Anistia.

Deputados Estaduais pernambucanos cassados pela ditadura militar:

- Almany de Sá Barreto Sampaio (PST)

- Audálio Tenório de Albuquerque (ARENA) 

- Carlos Luís de Andrade (PSB) 

- Cícero Targino Dantas (PST) 

- Clóvis Jatobá da Costa Lima (PMDB) 

- Dorany de Sá Barreto Sampaio (PMDB)

- Egídio Ferreira Lima (PMDB)

- Elias Libânio da Silva Ribeiro (PDC)

- Geraldo Pinho Alves (PMDB) 

- Gilberto de Oliveira Azevedo (PST)

- Harlan de Albuquerque Gadelha (PMDB)

- Inaldo Ivo Lima (PMDB)

- Inácio Mariano Valadares Filho (ARENA) 

- José Cardoso da Silva (PST) 

- José Ferreira de Amorim (ARENA)

- José Inácio da Silva (ARENA)

- José Marques da Silva (ARENA) 

- Josesito Padilha (ARENA)

- Liberato Pereira Costa Júnior (PMDB)

- Luís Cláudio Braga Duarte (PST)

- Luís de Andrade Lima (PMDB)

- Paulo Rodolfo Rangel Moreira (ARENA) 

- Sérgio Murilo Santa Cruz Silva (PST) 

- Sílvio Pessoa de Carvalho (ARENA)

- Waldemar Alberto Borges Rodrigues Filho (PMDB)

Fonte: G1

Foto: http://blogdojaksonfitipaldi.blogspot.com/2016/04/jose-cardoso-24-anos-sem-o-homem-do-povo.html

http://www.alepe.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/uma-visao-historica-pe.pdf

12.232 pessoas vacinadas em Garanhuns com a primeira dose

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, informa que foram notificados 14 casos da Covid-19; e mais quatro pessoas estão recuperadas, após cumprir o período de isolamento, e não apresentar mais sintomas da doença.

Nove óbitos estão em investigação pela Vigilância Epidemiológica. Ao final do processo, os casos podem ser acrescentados ao boletim, se forem de pacientes que residiam em Garanhuns e confirmados para Covid-19; ou encaminhados para registro pelos seus municípios de origem, e/ou descartados.

Até hoje, 12232 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 2050 pessoas foram vacinadas com a segunda dose contra a Covid-19. Além dos grupos que aguardam a segunda dose, a vacinação segue para idosos com 65 anos ou mais, povos tradicionais quilombolas, trabalhadores da saúde com 60 anos ou mais, profissionais que trabalham no modelo de assistência ‘home care’, trabalhadores de laboratórios de análises clínicas, consultórios odontológicos e clínicas de atendimento geral.

Ao todo, já foram confirmados 7787 casos da Covid-19 em Garanhuns. Deste total, 136 pessoas vieram a óbito, 6692 estão recuperadas após cumprir o período de isolamento domiciliar e não apresentar mais sintomas; e 104 pessoas que foram confirmadas com a Covid-19 estão em monitoramento. Já foram realizados 12532 testes pela rede municipal.

Atualmente, o município dispõe de 40 leitos clínicos, sendo 22 destes na Unidade de Tratamento Covid-19 e outros 18 na Unidade Covid-19 Palmira Sales. A taxa de ocupação dos leitos clínicos de enfermaria municipais encontra-se em 27%. O percentual não inclui o número de pacientes graves, internados em leitos de UTI. A taxa de ocupação dos leitos de UTI da Unidade de Tratamento Covid-19 encontra-se em 67%.

Arte: Lucas Monteiro - Secom/PMG.

terça-feira, 30 de março de 2021

Paulo Costa lança o livro “A Pele que Ferve”

O escritor, jornalista, publicitário e DJ Paulo Costa lança neste sábado (27), às 17h, pelo YouTube (youtube.com/psfcosta62), seu sexto livro “A Pele que Ferve”.  O romance é ambientado em Pernambuco, Portugal e Santa Catarina. Em formato e-book, que será distribuído gratuitamente, a obra  mantém um ritmo frenético do começo ao fim. Tensão, magia e forças da natureza fazem parte do enredo. Trata da história de uma menina  da periferia que supera adversidades e que se torna uma ativista e top model internacional. A narrativa aborda questões como sustentabilidade, agroecologia e luta contra o autoritarismo.

O lançamento contará com participação do autor, do artista plástico Rinaldo Silva, que fez as ilustrações exclusivamente para o livro, e performance da atriz Marina Duarte, que fará uma dramatização da história.

A obra  flerta com o realismo fantástico. Cada um dos dez capítulos do livro começa com uma arte exclusiva de Rinaldo Silva, que também faz ilustração para a capa. Rinaldo tem no currículo exposições coletivas e individuais em Pernambuco, Brasil e em vários países. O designer da capa e contracapa é Jorge Verdi, argentino de coração pernambucano com trabalhos para agências de publicidade e diversas ONGs. A publicação do e-book nas plataformas digitais é de Filipe Torres. No segundo semestre, segundo o autor, a depender dos rumos da pandemia, está prevista uma versão impressa. O projeto do e-book foi aprovado na Lei Aldir Blanc em Pernambuco. O link para o e-book estará disponível no Instagram do autor: @paulinho_vintage.

SOBRE O AUTOR - Paulo Costa, nascido no Rio de Janeiro e radicado em Pernambuco, é escritor, jornalista, publicitário, roteirista, DJ do projeto Radiola no Mercado e produtor de podcasts. Tem seis livros publicados. “Balada para uma Serpente”, romance policial em meio ao movimento mangue. “Você e a Mídia”, manual de gestão da comunicação pessoal. “Estação Silêncio”, romance que foi lançado também em Portugal com foco no não dito, naquilo que as pessoas deixam de dizer. “A Prata das Pétalas”, que narra a vida de uma ex-rainha dos cabarés do Porto do Recife, que vira moradora de rua, e “Versos Putos”, com poemas curtos e haikais.

Serviço

Lançamento do livro “A Pele que Ferve”, de Paulo Costa

Quando: 27 de março de 2021 (sábado), das 17h às 18h

Transmissão pelo canal: youtube.com/psfcosta62

Link para o download do livro: instagram.com/paulinho_vintage

Prefácio do Livro "Lembranças de Garanhuns e outras mais" de Neide Tavares

Sempre aguardava com ansiedade a chegada do  meu marido trazendo os jornais locais O Monitor e a Gazeta, para ler as crônicas de Neide Tavares. Estes textos que retratavam algo de conhecido e cotidiano que teima em  passar despercebido. São memórias de um jeito bem nosso,  de pessoas que convivem há muitos anos e fazem parte de uma grande família. São pessoas que acompanharam a  trajetória uns dos outros, que conheciam os pais e o parentes e os nossos gostos. Tínhamos em comum mais do que  frequentar os mesmos locais. Tínhamos e temos uma forma incomum de enxergar a vida, mais tranquila que na capital e mais reservada que em outras cidades do interior. Hoje costumo dizer que somos "os antigos" já que vemos uma  crescente chegada de pessoas a Garanhuns para trabalhar, principalmente ensinando nas faculdades. E sempre que eu a encontrava insistia para que as reunisse e publicasse em um livro.

Assim é com satisfação que teço algumas palavras para minha ex-aluna que meu deu o privilégio de ensinar as suas filhas e agora ao neto... É um livro que traz o "clima" desses tempos que voltam quanto lemos as suas "deliciosas" crônicas.

Boa leitura a todos.

Mabele / Garanhuns, PE - 2014.

Conheça Katherine Laura Leighton, escritora do DORAMA "Um Coreano em Minha Vida"

Katherine Laura Leighton começou escrevendo em seu diário, aos 11 anos de idade. Depois, construía pequenas histórias em seus cadernos antigos da escola: “as narrativas aliviam o que me faziam mal. Todos passamos por momentos de transição, por dúvidas e desafios. Escrever era uma espécie de terapia para mim”, revela.

Apesar de amar escrever, Katherine só se tornou escritora mesmo depois de ser diagnosticada com depressão: “tive muitos sintomas físicos e psíquicos, mesmo a terapia não era suficiente para amenizar o peso sobre os ombros e a alma, então voltei ao hábito de ler e foi a leitura que me trouxe de volta o amor pela escrita”, conta a autora.

“Meu primeiro romance foi lido apenas por pessoas mais íntimas”, lembra ela. Foi com o apoio do marido, depois que seu filho nasceu, que Katherine começou a escrever para publicar e assim nasceu seu primeiro romance: “Todas as Vidas de um Coração” e os contos “Há 12 dias do Natal” e “Guardado em Mim”.

Agora, a autora aposta em uma versão ainda mais moderna do romance, o DORAMA. O nome vem da forma como os asiáticos falam a palavra DRAMA e o estilo teve origem no Japão e, mais tarde, ganhou destaque na Coreia. A temática são os relacionamentos amorosos, que seguem o padrão e cultura asiática, com suas atitudes voltadas para o cuidado e proteção de quem se ama.

Katherine enfatiza que as brasileiras já gostam mais de ler romance: “é o gênero preferido por aqui, o que aumentou durante a pandemia e o momento tenso em que estamos vivendo, que pede ainda mais leveza na leitura”. A autora se enquadra no gênero de ficção CHICK LIT, que aborda as questões das mulheres modernas e geralmente são leves, divertidos e charmosos, o retrato da mulher moderna, independente, culta e audaciosa.

O DORAMA vem somar a esse panorama: “o estilo de escrita traz a doçura e a ingenuidade como elementos primordiais. Além de que todas nós gostamos de um pouco de fantasia e realismo mágico, como um anjo que pode virar humano por amor, um vampiro que se apaixona por uma menina comum. Por que não incluir esses elementos na literatura, trazer um pouco mais da magia, do universo fantástico e sobrenatural que vemos nas series e filmes para dentro do romance, não é mesmo?”, finaliza ela.

Sinopse Um Coreano em Minha Vida

Park Jae Young e Elleanor uma linda necromante, se conheceram na infância e tornaram-se melhores amigos, mas um fato obrigou Jae Young a voltar para a Coreia. Vinte e três anos depois, ele retorna ao Brasil para ajudar seu irmão mais novo. E o reencontro entre ele e Elleanor abre a velha ferida que o atormenta desde que partiu, um sentimento que ele não pretendia despertar, entretanto, ela não está disposta a deixar se perder.  Essa reaproximação trará à tona uma revelação dolorosa e levará Jae Young a sofrer um grave a acidente. Além de ter que lutar para sobreviver ele, entra na fronteira dos mundos, e para sair desse limbo e recuperar sua memória precisará dos talentos de sua linda e amada necromante e da ajuda do ceifador que deveria coleta-lo, caso contrário à vida de Elleanor também estará em risco.

Um drama sobre perdas, encontros e desencontros. Será que o verdadeiro amor vai além das fronteiras da morte?

Onde comprar?

Amazon Kindle – R$8,99

Onde conhecer?

https://www.facebook.com/KatherineLLeighton

https://www.instagram.com/autora.katherinelaura/

Mais informações:

http://kathelaura.com/ | autorakatherinell@kathelaura.com

Saúde mental na pandemia é tema de workshop gratuito no Senac

Discussão atual, diante do agravamento da pandemia de covid-19 e das novas medidas restritivas, o bem-estar da mente será tema de debate no workshop gratuito “Como anda sua saúde mental?”. O evento, realizado pelo Senac, também falará sobre as contribuições das terapias integrativas para a busca pelo bem-estar psicológico. O encontro acontece na próxima quarta-feira (31), das 15h às 17h, em formato remoto, pela plataforma Teams.

Na ocasião, as mediadoras Andressa Brito, mestre em Psicologia da Saúde, e Ana Paula de Oliveira, psicóloga clínica, pedagoga e psicopedagoga, conduzirão um debate que será realizado no formato de roda de conversa, com abertura às contribuições dos participantes. “Falaremos sobre a importância do autocuidado neste momento e de que maneira as terapias integrativas são capazes de melhorar o bem-estar do paciente e estimular a produção de serotonina”, explica Andressa, que também é coordenadora do curso de Estética e Cosmética da Faculdade Senac. Além da discussão, as mediadoras também darão dicas para o controle da ansiedade.

As inscrições para o evento podem ser realizadas pelo endereço https://www6.pe.senac.br/evento/inscricao/detalheEvento.php?idEvento=1050. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 0800.081.1688 ou 3413.6728/6729/6730.

II Festival de Literatura de Garanhuns - Homenagem a Augusto Calheiros

Gilvando Paiva (foto)*

O ciclo de palestras do II FLIG foi concluído com o jornalista Gilvando Paiva falando sobre Augusto Calheiros, considerado a patativa do Norte, ao ensejo dos 50 anos de sua morte. O próprio conferencista entoou alguns dos sucessos que consagraram o homenageado, à noite do sábado (7). A seguir a palestra.

1. Antecedentes

O sucesso da música típica nordestina no sudeste do país começou no limiar do século passado com João Teixeira Guimarães (que mais tarde viria a ser conhecido como João Pernambuco). Ele nasceu em Jatobá (PE), em 2/11/1883.

Ainda adolescente, foi morar no Recife, onde conheceu cantadores famosos e com eles passou a se apresentar em feiras. Foi nessa época que aprendeu a tocar violão, tornando-se exímio violinista logo cedo.

Em 1902, aos 19 anos de idade, foi para o Rio de Janeiro e ali fez amizade com grandes músicos que estavam em evidência, e estes lhe puseram o apelido de João Pernambuco.

Alguns anos depois, conheceu o poeta maranhense Catulo da Paixão Cearense, que fazia sucesso publicando livros de versos e modinhas. Mas, até 1912, Catulo ainda não havia produzido nada em linguagem sertaneja, principalmente com motivos nordestinos.

Certo dia, Catulo entusiasmou-se com uma música denominada "Coco das Emboladas" que João Pernambuco estava cantando em uma  de suas apresentações. E, plagiando a melodia, compôs "Caboca de  Caxangá", utilizando palavras colhidos do repertório de João Pernambuco. Porém, nas  edições impressas e gravações, Catulo não colocou o  nome do parceiro.

O fato repetiu-se em 1915, quando Catulo compôs "Luar do Sertão", apropriando-se de melodia de João Pernambuco, mas registrando-a apenas em seu nome.

Durante a década de 1910, a nova moda musical, com temas sertanejos, especialmente os nordestinos, passou a dominar os meios culturais da capital da República, com inúmeras publicações e revistas-teatrais abordando o tema.

Em 1914, por exemplo, nos três dias de Carnaval desfilou pelos principais pontos da cidade o conjunto popular denominado "Grupo do Caxangá" cantando músicas sertanejas. Dentre seus componentes, com roupas típicas e chapéus de palas dobrados exibindo seus  nomes-de-guerra, estavam, além do idealizador João Pernambuco, ostentando no chapéu o nome Guajurema. Donga (Zé Vicente), Caninha (Mane do Riachão) e Pixinguiha (Chico Dunga).

1.1 Os Turunas Pernambucanos

Em 1921, esteve no Recife o conjunto "Oito Batutas", liderado pelo flautista Pixinguinha e que surgira por influência do "Grupo do Caxangá". Suas apresentações na Capital pernambucana inspiram a criação de um novo conjunto regional. Nascia assim os "Turunas Pernambucanos", cujos integrantes eram, entre outros: Severino Rangel (Ratinho), saxofone; José Calazans (Jararaca), violão e canto; e Romualdo Miranda (Bronzeado), violão. Havia ainda outros componentes com violão, cavaquinho, reco-reco, pandeiro e ganzá.

No ano seguinte, 1922, os Turunas Pernambucanos foram para o Rio de Janeiro se apresentar no cinema Palais. Durante essa temporada, outros músicos que já moravam no Rio uniram-se ao grupo, como Felinto de Morais (Caxangá), violão; Jacob Palmieri (Jandaia), pandeiro; e João Guimarães (João Pernambuco), violão.

Nessa turnê, várias músicas interpretadas pelo grupo tornaram-se sucesso, principalmente as compostas por Jararaca: "Vamo Apanha Limão",  "Espingarda... pá" e "Sapo no Saco".

1.2 Os Turunas da Mauricéia

Em janeiro de 1927, chegava ao Rio de Janeiro outro conjunto musical recifense. Denominava-se "Turunas da Mauricéia", nome sugerido pelo historiador e jornalista Mário Melo numa alusão a época da  presença holandesa em Pernambuco. Dentre seus componentes, destacavam-se: Augusto Calheiros, já com o apelido de "Patativa do Norte", devido à sua voz afinadíssima e seu jeito peculiar de cantar; Romualdo Miranda (Bronzeado), violão (seu irmão Luperce só juntou-se ao grupo meses depois); João Miranda (Riachão), bandolim; e Manoel de Lima (Periquito), violão.

Passaram uma longa temporada na Cidade Maravilhosa, apresentando-se em praça pública, cinemas, teatros (inclusive Teatro Lírico) e  na Rádio Clube do Brasil. Entre seus sucessos na época, vale destacar a embolada "Pinião" (Luperce Miranda/Augusto Calheiros), que foi a música mais cantada no Carnaval de 1928.

Na abertura dos shows do conjunto, o crooner Augusto Calheiros apresentava o grupo, dizendo:

"Cantamos canções do mato

Nem é outra a nossa ideia

Dizem que somos de fato

Os Turunas da Mauricéia.

E, referindo-se a si mesmo, acrescentava

Eu sigo os companheiros

Minha vida é a canção

Chamam-me Augusto Calheiros

O cantor do sertão."

Outro sucesso dos Turunas da Mauricéia foi "O Pequeno Tururu", também de Luperce Miranda e Augusto Calheiros. O conjunto chegou a gravar 17 discos e excursionar pelo Sul do Brasil, Argentina e Uruguai antes de se dissolver em 1929.

2. Augusto Calheiros

Nasceu nos arredores de Maceió (AL), em 5/6/1891. Era descendente de índios, mas sua família tinha uma boa situação financeira quando ele veio ao  mundo.

No entanto, quando Calheiros estava com nove anos de idade seu pai faleceu, e a família começou a enfrentar dificuldades. Passados alguns anos, ele, já adolescente, mudou-se com seus familiares para Garanhuns em busca de oportunidades que os tirassem do estado de penúria em que se encontravam.

Aqui, na "Suíça Pernambucana", o rapazola pôde travar conhecimento com músicos locais e, com eles, passou a mostrar suas qualidade de cantor apresentando-se nos cinemas e teatros da cidade.

Paralelamente, foi microempresário (dono de bar, fabricante de sapatos e hoteleiro) e exerceu as profissões de subdelegado e carcereiro.

Em 1923, portanto aos 32 anos, transferiu-se para o Recife, onde começou a cantar na Rádio Clube de Pernambuco, inaugurada oficialmente naquele mesmo ano, a 17 de outubro.

No Recife, por conta de suas apresentações como cantor fez amizade com o bandolinista Luperce Miranda, cuja família, residente na Vila São Miguel, bairro de Afogados, era uma verdadeira orquestra,  destacando-se os irmãos Luperce, João e Romualdo.

Dessa amizade, surgiu em 1926 o convite para participar como cantor do conjunto Turunas da Mauricéia, que estava sendo formado. Esse conjunto, como já nos referimos anteriormente, foi a sensação da segunda metade dos anos 20 no Rio de Janeiro.

Com a dissolução do grupo, em 1929, Calheiros deu início à sua  carreira solo, mantendo um estilo próprio, cantando sobretudo músicas sertanejas.

Já a partir de 1931, passou a ser conhecido em todo o Brasil, emplacando sucessos, um após outro. Naquele ano, gravou para o Carnaval de 1932 os frevos-canções "Lalá" e "A Canoa Virou", ambas  do maestro Nelson Ferreira.

Em 1923, sua popularidade levou-o a participar do show apresentado na recém- inaugurada "Casa de Caboclo", uma sala de espetáculos criada e dirigida pelo dançarino profissional Duque, localizada na Praça Tiradentes, dividindo o palco com Jararaca e Ratinho e Dercy Gonçalves, entre outros artistas de sucesso na época.

2.1 Maiores Sucessos

1933- "Revendo o Passado" (Freire Júnior) e "Flor do Mato" (Zeca Ivo/João de Freitas).

1934 - "E me Deixou Saudade" (Artur Costa/Milton Amaral), Mané Fogueteiro" (João de Barros) e "Caboclo de Raça" (Jerônimo Cabral/ Jararaca). 

1935 - "Falando ao Teu Retrato" (Jaime Florence/De Chocolat) e "O Tocador de Violão" (Pedro Caetano/Claudionor Cruz).

1936 - Gravou os frevos-canções dos Irmãos Valença "Que Esperança, Meu Bem" e "Boneca sem Coração". Nesse mesmo ano, cantou no filme "Maria Bonita", da Sonoarte.

1937 - "Quero-te Cada Vez Mais" (Zeca Ivo/João de Freitas), "No Meu Sertão" (Ataulfo Alves) e "Foi da Bahia" e "Seresta do Norte", ambas de sua autoria com Manezinho Araújo.

1938 - Gravou, com Jararaca e Zé do Bambo, "Do Pilá" e "Engenho Moedô", de autoria dos três.

1939 - "Minha Vida em Tuas Mãos" (Luiz Bittencourt/Mário Rossi), "Vontade de te Amar" (Amado Regis/Avelar de Souza), "Ave Maria" (Erotides de Campos/Jonas Neves) e "Se Amas, Eis Feliz" (Antenógenes Silva/Oswaldo Santiago).

1940 - "Trinta Minutos" (J. Portela/Portelo Juno) e "Visão do Passado" (Ratinho/Aldo Cabral).

Por essa época, houve um intervalo de cinco anos nas gravações de Calheiros, que só voltaria a fazê-lo em 1945, com "Senhor da Floresta" (René Bittencourt), "Bela", de sua autoria, "Célia" (Augusto Calheiros/José Rezende) e "Caboclo Vingador" (Artur Gularti/José Colombo).

1946 - "Meu Ranchinho" (Miguel Lima) e "Dúvida" (Luiz Gonzaga/Domingos Ramos). Nesse período, era destaque como um dos  campeões de vendagem de discos.

1947 - "Garoto da Rua" (René Bittencourt), "Prelúdios de Sonata" (César Cruz), "Fatal Desilusão" (Jaime Florence/Marcial Mota) e "Vida de Caboclo" (José Luiz/José Rezende).

1950 - "Adeus, Pilar" e "Pisa no Chão Devagar", ambas de sua  autoria.

1952 - "Grande Mágoa" (José Luiz/José Rezende), "No Rio Tietê" (José Batista), "Se as Mulheres Quisessem" (de sua autoria), "Juquinha Mulato" (Oscar Belandi/Almeida Batista), "Serenata Matuta" (Levino Ferreira) e "Sonhando ao Mar" (David Vasconcelos).

1953 - "Sonho de Ilusões" (de sua autoria), "Sonata das Estrelas" (César Cruz), "Cabocla Pureza" (Átila Nunes) e "Saudade do Meu Norte" (Artur Gularti/Augusto Calheiros). Nesta última, ele faz referência à sua querida Garanhuns.

1954 - Regravou a embolada "Pinião" (Luperce Miranda/Augusto Calheiros) e gravou "Helena" (de sua autoria), "Pisando Corações" (Antenógenes Silva/ Ernani Campos), "Chuá, Chuá" (Pedro Sá Pereira/Ary Pavão) e "Audiência Divina" e "Mei Dilema", ambas de Guilherme de Brito.

1955 - "Adda" (Mário Ramos/Salvador Morais) e "Flor do Mato" (Zeca Ivo/João de Freitas).

2.2 Últimos Momentos

Como tantos outros artistas de sua época, Augusto Calheiros não administrou adequadamente tudo aquilo que a fama lhe proporcionou materialmente. Em consequência de uma vida de boemia inveterada, terminou os seus dias na pobreza e ainda por cima contraiu uma tuberculose.

Em seu socorro, veio o amigo Almirante (Henrique Foréis Domingues, cantor, produtor e apresentador de programas de rádio), que  muito o admirava. Ele fez circular, especialmente no meio artístico, um original "Livro de Contos", com a finalidade de arrecadar os recursos financeiros necessários ao tratamento do cantor enfermo.

Em cada página do livro, havia uma quadrinha referindo-se à vida de Calheiros, sobre a qual o doador deveria prender uma nota de Cr$ 1 mil (ou um conto de réis). Chegou-se a arrecadar CR$ 114 mil (ou cento e quatorze contos de réis). Aqui, em Pernambuco, quem pedia doações para ajudar o cantor era o deputado-radialista Alcides Teixeira, em seu "Programa das Vovozinhas", um dos mais ouvidos do rádio pernambucano.

Em 1955, Almirante organizou, em São Paulo, o "II Festival da  Velha Guarda", colocando Augusto Calheiros como destaque do evento. Essa foi a última homenagem feita em vida ao cantor.

Iniciava-se o ano de 1956, e logo no dia 11 de janeiro calava-se para sempre a voz da "Patativa do Norte", restando a toda a sua imensidão de fãs o consolo de poder ouvi-la nas gravações feitas pelo cantor ao longo de sua carreira.

Em disco de 78 rotações, ele gravou 154 músicas, a maioria de  estrondoso sucesso em todo o Brasil. No que se refere a LP, ele só gravou dois: "A Patativa do Norte" e "Caboclo de Raça".

De sua descendência, só se soube até hoje da existência de uma filha, chamada Cleide, cujos destino infelizmente desconhecemos.

Isso era tudo o que tínhamos para revelar aos senhores e senhoras sobre a vida e a carreira do cantor e compositor Augusto Calheiros, que, como vimos, passou boa parte de sua vida nesta cidade de Garanhuns, que ele amou e homenageou em uma de suas músicas.

Muito obrigado a todos pela atenção.

*Jornalista, pesquisador e revisor. (Palestra realizada no II Festival de Literatura de Garanhuns - FLIG / 2007).

O poeta e escritor João Marques foi o coordenador geral do II Festival de Literatura de Garanhuns, a quem devemos a realização do evento e o empenho do prefeito Luiz Carlos de Oliveira.